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Panela velha

Acredite: o Capital Inicial nunca
fez tanto sucesso

Sérgio Martins

 
Divulgação
Dinho e seus colegas, mais de dez anos depois: "Parece que ganhamos na loto"

Catorze anos depois de darem à luz suas primeiras cantigas grudentas, os roqueiros do Capital Inicial vivem uma fase de vacas gordas sem precedentes. A banda de Brasília, que na década de 80 emplacou os hits "de protesto" Música Urbana e Independência, nunca vendeu tantos discos e lotou shows como agora. Essa ressurreição repentina – os rapazes passaram boa parte dos anos 90 no total esquecimento – foi deflagrada pelo Acústico MTV, CD em que mostram seus sucessos em versões desaceleradas. Com mais de 300.000 cópias vendidas, o trabalho rendeu-lhes um disco de platina. A repercussão fez com que o cachê do grupo atingisse a marca inédita de 30.000 reais por show. Não bastasse tal cifra, o Capital Inicial resolveu pedir 50% da bilheteria de cada espetáculo. "Estamos com a estranha sensação de que acertamos na loto", diz o vocalista Dinho Ouro Preto, que virou ídolo da garotada. Um bom motivo para o auê tardio é que, na hora de escolher as músicas do disco que seriam tocadas nas rádios, os roqueiros deixaram de lado suas canções "de protesto" meio cafonas. Preferiram composições de terceiros, como a releitura de Primeiros Erros, de Kiko Zambianchi, que figura entre as dez mais tocadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

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