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Edição 2082

15 de outubro de 2008
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CINEMA

NA MIRA DO CHEFE (In Bruges, Inglaterra/Bélgica, 2008. Estréia nesta sexta-feira no país)

Dois assassinos de aluguel irlandeses, o veterano Ken (Brendan Gleeson) e o jovem Ray (Colin Farrell), têm de se esconder na cidade belga de Bruges – "o mais bem preservado conjunto medieval de toda a Europa", segundo o enlevado Ken – até seu chefe ligar e dizer que está tudo bem. Sabe-se, portanto, que algo deu errado em alguma missão; que o autor do erro é Ray, porque Ken tem de ficar de olho nele; e que talvez o chefe (uma voz ao telefone que depois se materializa como Ralph Fiennes) tenha outros planos que não dar umas férias à dupla. Escrito e dirigido pelo dramaturgo Martin McDonagh, o filme segue um viés caro ao humor britânico: a comédia do expatriado. Enquanto Ken comunga da herança cultural européia, Ray se entedia – "história é um monte de coisas que já aconteceram" – e corre atrás de mulheres e cerveja. Pontuado por uma violência explosiva e às vezes gratuita, Na Mira do Chefe tem, entretanto, uma interpretação magnífica – a de Brendan Gleeson.

 

LIVROS

Divulgação


O sueco Larsson:
sucesso póstumo
na Europa

OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES, de Stieg Larsson (tradução de Paulo Neves; Companhia das Letras; 524 páginas; 49 reais)

O sueco Stieg Larsson morreu de ataque cardíaco, em 2004, aos 50 anos, pouco depois de ter entregue Millennium, sua trilogia de policiais, a seus editores. Tremendo azar: os livros se tornaram fenômeno na Europa, com mais de 6 milhões de exemplares vendidos. Neste primeiro volume, o leitor é apresentado à fascinante dupla de heróis da série: Mikael Blomkvist, jornalista da revista Millennium, que acaba de cair em desgraça ao ser condenado por difamação, e Lisbeth Salander, uma hacker rebelde e tatuada. Os dois investigam o desaparecimento da herdeira de um império industrial, ocorrido em 1966, em uma trama que envolve altas (e corruptas) esferas da política e das finanças. Leia trecho.

 

Getty Images


Zola: romance e
retrato vigoroso
da velha capital

O PARAÍSO DAS DAMAS, de Émile Zola (tradução de Joana Canêdo; Estação Liberdade; 504 páginas; 59 reais)

Mais conhecido por Germinal, romance que descreve o duro cotidiano de uma comunidade de mineiros, o francês Émile Zola (1840-1902) foi o maior representante do naturalismo, movimento que pretendia aplicar o darwinismo social e suas teorias deterministas à literatura. Essas idéias envelheceram, mas a literatura de Zola mostra mais fôlego do que seu pensamento social. O Paraíso das Damas narra a história de Denise, uma jovem empregada do comércio que se envolve com o patrão rico. O romance traça um vigoroso retrato de Paris ao tempo em que a capital francesa passava por grandes reformas urbanas e as lojas de departamentos começavam a esmagar o pequeno comércio. Leia trecho.

 

DISCOS

Divulgação

O Oasis: com Noel Gallagher recuperado, um trabalho original

DIG OUT YOUR SOUL, Oasis (Sony/BMG)

Todas as bandas do movimento britpop copiaram as composições dos Beatles, Rolling Stones e Kinks. O Oasis, grupo liderado pelos irmãos Noel e Liam Gallagher, foi o único a admitir o crime – o que lhes rendeu a injusta acusação de serem meros imitadores. Em dezoito anos de carreira, o Oasis produziu um repertório respeitável de baladas e rocks. O trunfo de Dig Out Your Soul, o oitavo disco do grupo, é a recuperação do guitarrista e compositor Noel Gallagher – que andou ausente nos trabalhos anteriores. Ele compôs seis das onze faixas, entre elas Waiting for the Rapture e The Shock of the Lightning, que estão entre as mais pesadas e empolgantes da banda.

 

Getty Images


Billy Bragg: temas quentes e som potente

MR LOVE & JUSTICE, Billy Bragg (Music Brokers)

A música deste cantor e compositor inglês é uma mistura bem urdida de Woody Guthrie com The Clash. Do primeiro, ele assimilou a influência do folk e as letras de protesto. A contribuição do The Clash foi a sonoridade punk, que deu potência ao queixume de Bragg. Mr Love & Justice, seu primeiro disco em cinco anos, tem participação de lendas do rock inglês. Ian McLagan, ex-integrante do Faces, colabora com seus teclados calcados no rhythm’n’blues e o baterista e cantor Robert Wyatt aparece nos vocais de apoio. Os temas vão da Guerra do Iraque (Sing Their Souls Back Home, com toques de gospel, e Farm Boy) à liberdade de expressão (O Freedom).

 

Cinemateca VEJA

Em 1995, o jovem diretor americano David Fincher conseguiu, com Se7en – Os Sete Crimes Capitais, algo praticamente impossível nos dias de hoje: deixar a platéia em estado de choque. Quatro anos depois, Fincher provou que seu poder de fogo estava longe de se esgotar. Clube da Luta, que a Cinemateca VEJA lança nesta semana nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, deixou um rastro de controvérsia que ainda não se apagou. Edward Norton é o sujeito que está se sentindo anestesiado por sua vida vazia e consumista; Brad Pitt oferece a ele uma solução: uma confraria em que homens se espancam quase até a morte – uma história que, vista pela primeira vez, guarda um desfecho absolutamente inesperado.

Nos demais estados, nesta semana: A Morte Pede Carona, um suspense que começou pequeno e virou sucesso por deixar a platéia com os nervos
à flor da pele.

 

Como comprar a Cinemateca VEJA

Em bancas, livrarias e redes de supermercados, a 13,90 reais o exemplar avulso. Para assinar, ligue 3347-2179 (Grande São Paulo) ou 0800-775-2979 (outras localidades), de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas. Pela internet, acesse www.assineabril.com

 



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