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Edição 2082

15 de outubro de 2008
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Conversa com Cláudia Alencar

Mariana Amaro

"Ama a si próprio como a ti mesmo"

Divulgação
Cláudia: "Tenho um iPod religioso"


A atriz Cláudia Alencar, que interpreta a mãe de um rapaz com o poder de parar o tempo na novela
Os Mutantes, da Record, está escrevendo uma peça teatral intitulada À Procura de Deus

De onde veio a idéia de fazer um espetáculo filosófico? Sempre tive essa vontade. Quero que seja leve e denso. Vou falar sobre filósofos, antigos e modernos, e questionar a divindade. Afinal, o que é Deus?

O que é Deus? É ser humano? Acho que não. É uma força que rege tudo.

Você sempre se interessou por filosofia? Sempre. Li a filosofia hinduísta, que é a mais antiga e deu origem ao cristianismo. O "ama a si próprio como a ti mesmo" vem daí.

Não seria "ama teu próximo como a ti mesmo"? Isso. Em casa, tive influência indagadora. Meu pai era filósofo e minha mãe, católica. Tenho uma mistura de crenças, tipo um iPod religioso. A espiritualidade é um dos sentidos da vida.

Quais são os outros? A amorosa reprodução. Quando você gera um filho amorosamente, você se sente Deus, sabe? Você é mãe?

Não. As pessoas não querem mais ser mãe. Se você for, vai ver. Vai entender o lado divino do ser humano e vai passar para uma segunda dimensão. Os físicos falam isso, não é?

Falam? É, acho muito poético. Sempre gostei de poesia. Já publiquei três livros. Às vezes, crio uma pérola do tipo "a ansiedade é falta de delicadeza com o andar da natureza".

 

Números

Foto Marcelo Sayão

 



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