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Radar
GOVERNO
Menos
quatro...
A reforma ministerial será
também sinônimo de enxugamento. O governo pretende
extinguir quatro ministérios. Um deles é a Secretaria
Especial de Pesca, uma invenção que não colou.
...E
mais um
É pule de dez nos gabinetes que interessam no Planalto a
recriação do Ministério da Administração.
O novo nome de batismo seria Ministério de Administração
e Recursos Humanos.
Elogios
a rodo e nenhum dinheiro
Joedson Alves/AE
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| Amorim:
para o governo ele é bom e barato? |
O ministro Celso Amorim vive uma situação
peculiar. A política externa que ele comanda
é exaltada aos quatro ventos por Lula como um
dos pontos altos de seu governo. Paradoxalmente, o Itamaraty
vive a maior pindaíba de sua história:
estão atrasados os salários dos funcionários
das embaixadas mundo afora, há ameaças
de greve e os auxílios-moradia não são
pagos há quatro meses. Em meio ao caos, há
um embaixador que está menos preocupado que os
outros com a falta de dinheiro de sua tropa Itamar
Franco. Todos os assessores levados para a Itália
pelo ex-presidente estão com seus auxílios
em dia. Ao que parece, ficou instituída, assim,
uma espécie de primeira classe e classe econômica
na embaixada brasileira em Roma.
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PARTIDOS
Toca
verde
Fernando Gabeira vai mesmo desembarcar
no Partido Verde. Já combinou com a direção
do PV que fica uns dois meses sem partido e depois cai nos braços
dos verdes.
BRASIL
Um
retrato da deficiência
Na cidadezinha de São
Gonçalo, no Piauí, 33% dos habitantes são portadores
de algum tipo de deficiência física ou mental. É
o maior porcentual do país, muito acima da média nacional,
que é de 14,5%. No extremo oposto, em Fernando de Noronha,
apenas 0,5% da população tem o mesmo problema. Esses
dados constam de um estudo inédito, coordenado pelo economista
Marcelo Néri, da FGV/RJ, que será lançado na
quinta-feira. É o mais completo e detalhado mapa do universo
dos brasileiros portadores de deficiência já produzido
no país.
CPI
A
aflição continua
A CPI do Banestado, que teria
até quinta-feira para concluir seus trabalhos, será
prorrogada por mais seis meses.
ECONOMIA
Negócio
à vista
Finalmente, depois de dois anos
de namoro, deve ser anunciada até o fim do ano a venda da
Latasa, a maior fabricante de latas de alumínio do Brasil.
Quem está comprando é a inglesa Rexan, num negócio
em torno de 400 milhões de dólares.
Oi,
Milene
negociação ainda está no início, mas
se for concretizada será uma curiosa concorrência entre
marido e mulher. Milene Domingues pode vir a ser garota-propaganda
da Oi. O fenomenal Ronaldinho, como se sabe, tem contrato com a
TIM.
Prontas
para o risco
Empresas de seguro americanas e, principalmente, européias
que passaram por momentos difíceis nos últimos tempos
estão apresentando balanços com bons resultados. E,
então, o que temos a ver com isso? Muito. Segundo um ex-presidente
do BC, essa recuperação aumenta a disposição
para apostar nos riscos dos mercados emergentes.
A
todo o gás
As gigantescas reservas de gás
natural descobertas neste ano na Bacia de Santos podem ser mais
portentosas ainda. As prospecções que estão
sendo feitas no local indicam que novas boas notícias poderão
vir a público nos próximos meses.
Cartéis,
tremei
Está para explodir uma bomba de alta voltagem.
Será lançada por um empresário que participava
de um pesado cartel em seu setor e foi apanhado pela Secretaria
de Direito Econômico (SDE). Fechou-se, então, um acordo
inédito: em troca do abrandamento da pena e da possibilidade
de voltar a participar de licitações públicas,
o empresário contou todo o esquema combinado com seus pares
para determinar a elevação artificial dos preços.
Canteiros
parados
O ano será inesquecível para as grandes empreiteiras
brasileiras. Em duas das gigantes do ramo, o faturamento deste ano
comparado com o de 2002 terá sofrido a maior queda já
ocorrida na história das empresas. Numa delas, o faturamento
de 2003 será o equivalente a 10% do registrado em 1981.
ESPORTE
Índio
quer apito e...
prancha de surfe
Muito
já se falou na mobilidade social brasileira. Mas veja este
caso de mobilidade cultural. A nova sensação do surfe
na Paraíba é Diana Cristina, de 13 anos. A menina
é descendente de índios da tribo potiguara, que fica
na reserva da Baía da Traição. Nesta semana,
estará competindo no Rio de Janeiro. Com patrocínio,
veja só, da Funai e tudo.
CONSUMO
Quanto
mais prático, melhor
Até no prosaico ato de
tomar iogurte a transformação de hábitos de
consumo surpreende. Pesquisa inédita do Latin Panel/Ibope
mostra que, enquanto os iogurtes líquidos (em garrafa) estão
vendendo mais, aqueles que têm de ser comidos com colher
ou seja, os tradicionais vêm perdendo espaço.
Essa virada deu-se neste ano, sobretudo na Região Sudeste.
Na Grande São Paulo, o segmento de iogurte em garrafa já
lidera. E no Grande Rio o mercado vai pelo mesmo caminho.
SEXO
Tudo
azul
Pelo menos um nicho da economia
embarcou na onda do espetáculo do crescimento, anunciado
por Lula há alguns meses. Quem botar uma lupa nas vendas
dos produtos contra impotência sexual (Viagra & cia.)
verá que esse mercado cresceu 35% entre março e setembro.
Os três fabricantes estão faturando cerca de 10 milhões
de dólares mensais.
Elogios
a rodo e nenhum dinheiro
O ministro Celso Amorim vive
uma situação peculiar. A política externa que
ele comanda é exaltada aos quatro ventos por Lula como um
dos pontos altos de seu governo. Paradoxalmente, o Itamaraty vive
a maior pindaíba de sua história: estão atrasados
os salários dos funcionários das embaixadas mundo
afora, há ameaças de greve e os auxílios-moradia
não são pagos há quatro meses. Em meio ao caos,
há um embaixador que está menos preocupado que os
outros com a falta de dinheiro de sua tropa Itamar Franco.
Todos os assessores levados para a Itália pelo ex-presidente
estão com seus auxílios em dia. Ao que parece, ficou
instituída, assim, uma espécie de primeira classe
e classe econômica na embaixada brasileira em Roma.
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Um
problema milionário
Cesar Alves
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Miriam Monteiro/Strana
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| Accioly:
prestes a vender seu brinquedo predileto |
Um
item da reforma tributária em especial está
tirando o sono dos milionários brasileiros. É
o que institui a cobrança de IPVA para helicópteros
e jatos executivos. A taxa é pesada, mesmo para
os endinheirados. O empresário carioca Alexandre
Accioly, por exemplo, já decidiu que se o novo
imposto passar no Congresso venderá seu Dauphin
135, avaliado em 5 milhões de dólares.
Feitas as contas, ele pagaria 250.000
dólares anuais ou seja, 5% do valor do
helicóptero. Acha que não vale a pena.
Mas a maioria, segundo especialistas em tributação,
deve seguir por outra rota para escapar do imposto.
Essa turma pode fazer o seguinte: transfere a propriedade
do jatinho para uma empresa aberta no Uruguai, por exemplo,
mas usa o brinquedo para voar por aqui mesmo.
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Lauro
Jardim
email: ljardim@abril.com.br
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