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Música
Black
power
Mais
do que nunca, os negros
dominam a parada americana

Sérgio
Martins
Divulgação
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| Beyoncé
Knowles: ela encabeça o time dos astros americanos |
Há duas semanas, os artistas de música negra dos Estados
Unidos protagonizaram um feito inédito. Pela primeira vez
na história da parada de discos daquele país, eles
ocuparam as dez primeiras colocações entre os singles
mais vendidos. Nem nos anos 60, quando a música negra era
representada por gente do quilate de Marvin Gaye e Diana Ross, ela
gozou de tamanha hegemonia. "Sempre há um artista de rock
para equilibrar", diz Silvio Pietroluongo, diretor da revista Billboard,
que analisa o mercado de discos americano. O gênero hoje tem
gente bem menos talentosa, como a cantora Beyoncé Knowles
e o rapper e ex-presidiário 50 Cent. Mas seus números
se tornam cada vez mais impressionantes. Dos 650 milhões
de discos vendidos nos Estados Unidos em 2002, 246 milhões
eram de soul music e rap. Boa parte dessas vendas foi de singles.
Conhecidos no Brasil como "compactos", eles sumiram do mercado nacional
nos anos 80, por ser considerados pouco lucrativos. A alegria dos
artistas negros americanos, no entanto, durou pouco. A parada voltou
ao habitual na semana passada, com a estréia de um grupo
de rock na oitava colocação.
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