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Cartas
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"A
verdade é que a fé virou produto de marketing e tem de competir
com o consumismo, o trabalho e o lazer. O
cinema é mais um passo nessa competição."
Erika Zuza
Natal, RN
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Maria
Ao
ler a reportagem "Os católicos contra-atacam" (8 de outubro),
sobre a nova empreitada do padre Marcelo Rossi, fiquei satisfeito
com a lição de simplicidade da personagem Joana, já
que "das crianças é o Reino". Maria, Mãe
do Filho de Deus mostrará que todas as mães têm
um pouco da Maria de Nazaré. Não vejo o filme como
uma ofensiva na guerra de propaganda. Vejo-o como mais um grande
passo que a Igreja deu rumo à evangelização
nos tempos modernos.
André Felipe Seixas Trindade
Brasília, DF
Concordo
fielmente com a iniciativa do padre Marcelo de evangelizar por meio
do cinema, que atrai um contingente enorme de pessoas. Vale lembrar
que as redes de comunicação católicas, a exemplo
da Canção Nova, transmitem uma programação
sadia e bastante motivadora, o que nos fortalece espiritualmente.
Luiz Antônio de Araújo Guimarães
Maceió, AL
A discussão
deveria estar muito mais voltada para os pontos comuns e os objetivos
básicos da pregação dos evangelhos, como a
salvação, e da divulgação do cristianismo
do que para as diferenças, que só levam a uma disputa
irracional.
Douglas Yanai
Los Angeles, Califórnia, EUA
Desenvolvimento
Quero
cumprimentar VEJA pela reportagem "A saga brasileira no século
20" (8 de outubro), que retrata fielmente o progresso do Brasil
tanto na área social quanto na econômica. Ainda falta
muito para que o Brasil se torne um país mais justo, mas
estamos no caminho certo e confiantes de que vamos vencer mais um
século com mudanças significativas para nosso povo.
Alessandra Scalioni Brito
Três Pontas, MG
"A
saga brasileira no século 20" é um texto emocionante.
Lucila Soares mostra de forma cronológica e didática
que o estágio de desenvolvimento alcançado pelo Brasil
é parte de um processo inevitável. A manutenção
pelo governo Lula de alguns instrumentos legislativos importantes
implementados por governos anteriores é uma prova inequívoca
de amadurecimento político e nos dá a certeza de que
o país do futuro já está com os pés
no presente, a um passo do Primeiro Mundo.
Rufino Almeida
Belém, PA
VEJA
nos mostrou que o Brasil, mesmo sendo uma nação recém-industrializada,
soube enfrentar os problemas e, como qualquer outro país,
precisa sempre inovar para se manter num ritmo crescente.
Letícia Anderson, estudante
Cianorte, PR
Carlos
Slim
Estou
encantado com a objetividade das perguntas e a lucidez das respostas
do senhor Carlos Slim (Amarelas, 8 de outubro). Ele não é
somente o homem mais endinheirado da América Latina. Ele
é, também, fabulosamente rico na maneira simples e
objetiva de analisar sua vida e o futuro dos países onde
mantém interesses comerciais e culturais.
José Augusto Faria de Sousa
Sete Lagoas, MG
A excelente
entrevista com o "czar das Américas" reforça o perfil
agregador e competente que os agentes da excelência corporativa
devem assumir na era da informação. Devemos ter visão
estratégica, que transforme o intangível em oportunidades
de fato.
Janaina Marchi da Costa
Niterói, RJ
Stephen
Kanitz
Parabéns
ao articulista pelo corajoso, coerente e lúcido artigo "Salvem
as florestas temperadas!" (Ponto de vista, 8 de outubro). O Primeiro
Mundo, que nunca preservou nada, vive agora ditando normas de preservação
para a Amazônia, com apoio dos incautos (ou espertos?) brasileiros,
autotitulados amantes da natureza. O que eles ignoram, ou fingem
ignorar, são as condições de miséria
e privação em que vive grande parte da população
que teve a infelicidade de nascer nos imensos rincões da
Amazônia, sem direito às mais elementares conquistas
da civilização.
Telma Faraco
Belém, PA
Na
Europa e nos Estados Unidos existem ainda grandes florestas temperadas:
na Alemanha, por exemplo, 16% da superfície é de florestas
(Floresta Negra, Floresta Bávara e outras). Somente no Meio
Oeste americano sobraram poucas florestas para dar lugar a grandes
fazendas. Os subsídios europeus têm origem na falta
de grandes propriedades agrícolas que permitiriam o plantio
econômico como no Brasil. O autor não leva em consideração
que o avanço constante na destruição da Amazônia
é provocado pela agropecuária, que, por causa do solo
pouco fértil na Amazônia, deveria ser desestimulada
em favor da extração ecológica da madeira.
Hans-Ulrich Kotter
Guarujá, SP
Agências
reguladoras
Seria
um grande retrocesso eliminar ou enfraquecer as agências reguladoras.
Voltaremos aos tempos de incerteza, que afugentava os investidores,
já cansados de tantas perdas e variações. Necessitamos
de estabilidade para atrair o capital, não podemos nos dar
ao luxo de trocar regulamentos ao capricho de políticos que
nem a fidelização partidária obedecem mais.
O problema para qualquer setor produtivo não é ter
regras, mas sim ter regras que variam em prazos curtos em relação
ao período de rentabilização do investimento.
O modelo de agências reguladoras funciona muito bem em outros
países, sendo os EUA o exemplo mais relevante, e pode funcionar
no Brasil também ("Meia-volta, volver!", 1º de outubro).
Milton Torres
São Paulo, SP
O
Dia do Vampiro
A
propósito da frase "É uma lei bem-humorada, mas séria"
(Veja essa, 8 de outubro) esclarecemos que a lei promulgada no último
dia 23 de setembro, de minha autoria, que institui 13 de agosto
como o Dia do Vampiro, é o Vampiro às avessas, o Vampiro
do bem, aquele que não suga, mas doa o sangue. A população
não tem o hábito de doar sangue, tem preconceito em
relação a essa idéia, tornando escassas as
doações espontâneas. A lei visa a colaborar
com o Pró-Sangue do Hospital das Clínicas, que serve
a mais de 300 hospitais. Esse é o maior hemocentro da América
Latina. A idéia partiu de "Lizvamp", Mariliz Marins, filha
de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, e foi
abraçada por este vereador. A proposta agora será
instituir a data nacionalmente.
Vereador José Laurindo
São Paulo, SP
Diogo
Mainardi
Como
meu nome foi citado no artigo "Palestrando e motivando" (Diogo Mainardi,
1º de outubro), gostaria que esta carta fosse publicada. Em
nossas palestras falamos da importância de sonhar e acreditar
que é possível. Tão importante quanto isso
é montar uma equipe, gerenciar pessoas de diferentes interesses,
estabelecendo acordos, ética, respeito e outros valores que
você julgar importantes para sua equipe. É preciso
tolerar erros, aprender com eles e aprender a controlar os mesmos.
É necessário criar um ambiente, motivar pessoas, multiplicar
forças e aperfeiçoar qualidades, criando líderes
e talentos num ambiente criativo e inovador. Não adianta
o diabo me pagar o salário do Michael Schumacher no inferno
ou ao lado do demônio. Assim eu não trabalho. Posso
afirmar que vale a pena conhecer nosso trabalho.
Klever Kolberg
São Paulo, SP
Gugu
Fiquei
abismada porque senti um tom de menosprezo do jornalista Ricardo
Valladares, e talvez de seu editor, Mario Sabino, ao mencionarem,
em relação à ação em que se obteve
punição contra o SBT no caso da "entrevista" com membros
do PCC, que "uma liminar foi pedida por uma procuradora,
concedida por uma juíza e mantida por uma desembargadora"
(grifos meus). Mais à frente ele nos cita, todas,
nominalmente para dizer que atropelamos "clamorosamente" a Constituição
e que foi praticado ato de censura. Duas coisas justificam meu espanto:
sentir o incontido desrespeito ao trabalho realizado por mulheres
e o jornalista não ter tido sequer a ética de consignar
a nossa opinião. Não foi por falta de entrevista,
já que eu atendi pessoalmente o senhor Ricardo, por telefone,
após as 20 horas, quando eu ainda trabalhava em meu gabinete,
exatamente na semana que antecedeu a publicação da
reportagem. Sua entrevista foi realmente inesquecível, porque,
além de eu ter falado com ele por aproximadamente trinta
minutos, após um dia de trabalho extenuante, cheguei a ler
todos os trechos da Constituição aos quais me referia,
a seu pedido. Ele anotou artigos, incisos, parágrafos e as
combinações respectivas nas quais nos embasamos para
a ação. Quer dizer: na reportagem constou que atropelamos
a Constituição, mas a revista nem se deu ao trabalho
de dizer onde ela foi ferida. Com certeza por não saberem
mesmo, até porque, após minhas explicações,
ficou muito claro que havia sim respaldo constitucional. Mas não,
a revista se limitou a reproduzir opiniões de quem provavelmente
nem leu a petição inicial e as decisões judiciais
para rebater nossos argumentos jurídicos de forma mais fundamentada.
Porém todos devem dar sua opinião, ainda mais o Ministro
da Justiça. Só que também ao nosso lado existem
muitas opiniões de respeito, as quais foram solenemente ignoradas
por VEJA. Quanto à tal censura prévia a que se refere
a reportagem, vale esclarecer que nossa Constituição
não admite censura, nem prévia nem posterior (art.
220, § 2º). Mas admite o acesso ao Judiciário contra
os abusos das emissoras (art. 220, II c.c. 223, § 4º e
art. 5º XXXV), quando houver lesão ou ameaça
de lesão a direito. Então, censura e acesso à
Justiça não podem ser a mesma coisa. Do contrário,
a Constituição seria contraditória ao vedar
a primeira e admitir o segundo. Mas, enfim, é só a
opinião de uma mulher, mas que, é bom lembrar aos
responsáveis pela matéria, agiu em nome de uma instituição,
que se chama Ministério Público Federal e no exercício
da função de Procuradora Regional dos Direitos do
Cidadão no Estado de São Paulo, em defesa dos cidadãos
que têm direito a que as emissoras atuem com total liberdade
de expressão, mas que não precisam tolerar que as
redes de TV, em nome dessa liberdade, despejem em suas casas o que
quiserem, sem qualquer conseqüência. Nesse caso, a conseqüência
foi a suspensão de um programa, mas talvez devesse ter sido
pedida diretamente a cassação da concessão,
expressamente prevista na Constituição (art. 223,
§ 4º). Quem sabe assim a atuação na defesa
dos cidadãos não fosse ironicamente (foi o que senti)
chamada de "pegadinha da Justiça", como ocorreu na reportagem
("Todos atropelaram a lei", 1º de outubro).
Eugênia Augusta Gonzaga Fávero
Procuradora da República
São Paulo, SP
China
Lendo
a reportagem sobre o tratamento dispensado às mulheres chinesas
("O lado sombrio da grande China", 8 de outubro), pergunto: por
que a ONU só intervém no que é de relevância
econômica para os países ricos?
Talita Schneider
Cuiabá, MT
Gente
A
nota "Essa novela já chegou ao fim" (Gente, 8 de outubro)
fala de um possível romance entre Tiago Worcman e Carolina
Dieckmann. A bela Carolina nega e o pobre do Tiago não pode
nem confirmar. Tem coisa pior do que namorar a Carolina Dieckmann
e não poder contar aos amigos?
Paulo Moura
Teresina, PI
Ginástica
Não
concordo com a opinião do fisiologista Turibio Leite de Barros
quando diz que em termos de resultados não há diferença
entre os exercícios do Body Systems e os convencionais. Eu
mesma sou testemunha de que há uma diferença estupenda.
Em cinco meses de body pump, consegui resultados visíveis
no meu corpo. Fazendo musculação durante um ano e
dois meses, não obtive a definição muscular
que alcancei com o pump. E ainda com o body step e o RPM meu condicionamento
cardiorrespiratório aumentou consideravelmente.
Alessandra de Paula
Teresópolis, RJ
VEJA
35 Anos
Gostei,
e muito, da edição comemorativa VEJA 35 Anos
(setembro de 2003). Sou um dos milhares que não vivem sem
VEJA. Tornou-se fiel da balança da minha personalidade. VEJA
precisa ser lida no domingo. Não no sábado nem na
segunda. No domingo. É parte integrante e indissociável
do modo de vida de muita gente. Parabéns!
Syllas Tozzini
Por e-mail
CORREÇÕES:
A ministra Benedita da Silva, da Assistência Social, é
presbiteriana, e não membro da Assembléia de Deus
("Rogai
por mim, por mim...", 8 de outubro). * A inscrição
PC no item "franquia" das passagens aéreas geralmente significa
duas malas de 32 quilos cada uma, e não uma de 20 quilos
("Leia
antes de embarcar", Guia, 8 de outubro).
| Zé
do caixão, o carro |
Os
leitores Nildo Lagares Pinto, de Timóteo, em
Minas Gerais, e Ronaldo Kyllar, de Petrópolis,
no Estado do Rio, entendem de automóveis. Apenas
pelos detalhes da porta, do banco traseiro e da calota,
eles perceberam que a foto que mostra Alceu Amoroso
Lima nas ruas do Rio ("Alceu
redivivo e por inteiro", 8 de outubro) não
pode ter sido tirada em 1965, como foi publicado no
livro Cartas do Pai, de Alceu, e reproduzido
por VEJA. "É impossível ser o ano de 1965,
pois o veículo em que ele está entrando
é um Volkswagen 1600, o popular Zé do
Caixão, cujo lançamento se deu quatro
anos depois", escreveu Nildo, que se diz um "antigomobilista"
e é proprietário de um carro daquele modelo.
A carta de Ronaldo, que restaura carros antigos, ratifica
o que disse Nildo. "O Zé do Caixão começou
a ser fabricado em 1969", confirma.
Sergio Berezovsky
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| Vokswagen
1600: lançamento só em 1969 |
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| As
duas capas de 1969 |
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| A
primeira capa: crise econômica |
A
segunda capa: crise política |
O
leitor Mário Sérgio D'Ottaviano, de Maceió,
Alagoas, viu o arquivo de capas de VEJA no site da revista
(http://busca.abril.com.br/veja/busca_capas.jhtml)
e notou a falta de um exemplar. Ele se referia à
edição de 3 de setembro de 1969, cujo
título de capa era "O seu dinheiro apertado",
sobre a crise econômica, que acabou sendo substituída
pela notícia da doença do então
presidente Costa e Silva. "A notícia chegou quando
a revista já estava sendo distribuída
pelo país afora. Imediatamente a distribuição
foi suspensa e uma nova revista com conteúdo
e capa alusivos ao fato foi entregue ao público",
relembra D'Ottaviano, que ainda guarda cópias
das duas versões e aproveita e envia foto da
capa recolhida. "Cumpria-se, assim, um dos objetivos
de Victor Civita: levar cultura e informação
a uma sempre maior parcela de nosso povo", diz o leitor.
A capa citada será incluída na página
de VEJA na internet.
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