Edição 1824 . 15 de outubro de 2003

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"A verdade é que a fé virou produto de marketing e tem de competir com o consumismo, o trabalho e o lazer. O
cinema é mais um passo nessa competição."
Erika Zuza
Natal, RN

Maria

Ao ler a reportagem "Os católicos contra-atacam" (8 de outubro), sobre a nova empreitada do padre Marcelo Rossi, fiquei satisfeito com a lição de simplicidade da personagem Joana, já que "das crianças é o Reino". Maria, Mãe do Filho de Deus mostrará que todas as mães têm um pouco da Maria de Nazaré. Não vejo o filme como uma ofensiva na guerra de propaganda. Vejo-o como mais um grande passo que a Igreja deu rumo à evangelização nos tempos modernos.
André Felipe Seixas Trindade
Brasília, DF

Concordo fielmente com a iniciativa do padre Marcelo de evangelizar por meio do cinema, que atrai um contingente enorme de pessoas. Vale lembrar que as redes de comunicação católicas, a exemplo da Canção Nova, transmitem uma programação sadia e bastante motivadora, o que nos fortalece espiritualmente.
Luiz Antônio de Araújo Guimarães
Maceió, AL

A discussão deveria estar muito mais voltada para os pontos comuns e os objetivos básicos da pregação dos evangelhos, como a salvação, e da divulgação do cristianismo do que para as diferenças, que só levam a uma disputa irracional.
Douglas Yanai
Los Angeles, Califórnia, EUA

 

Desenvolvimento

Quero cumprimentar VEJA pela reportagem "A saga brasileira no século 20" (8 de outubro), que retrata fielmente o progresso do Brasil tanto na área social quanto na econômica. Ainda falta muito para que o Brasil se torne um país mais justo, mas estamos no caminho certo e confiantes de que vamos vencer mais um século com mudanças significativas para nosso povo.
Alessandra Scalioni Brito
Três Pontas, MG

"A saga brasileira no século 20" é um texto emocionante. Lucila Soares mostra de forma cronológica e didática que o estágio de desenvolvimento alcançado pelo Brasil é parte de um processo inevitável. A manutenção pelo governo Lula de alguns instrumentos legislativos importantes implementados por governos anteriores é uma prova inequívoca de amadurecimento político e nos dá a certeza de que o país do futuro já está com os pés no presente, a um passo do Primeiro Mundo.
Rufino Almeida
Belém, PA

VEJA nos mostrou que o Brasil, mesmo sendo uma nação recém-industrializada, soube enfrentar os problemas e, como qualquer outro país, precisa sempre inovar para se manter num ritmo crescente.
Letícia Anderson, estudante
Cianorte, PR

 

Carlos Slim

Estou encantado com a objetividade das perguntas e a lucidez das respostas do senhor Carlos Slim (Amarelas, 8 de outubro). Ele não é somente o homem mais endinheirado da América Latina. Ele é, também, fabulosamente rico na maneira simples e objetiva de analisar sua vida e o futuro dos países onde mantém interesses comerciais e culturais.
José Augusto Faria de Sousa
Sete Lagoas, MG

A excelente entrevista com o "czar das Américas" reforça o perfil agregador e competente que os agentes da excelência corporativa devem assumir na era da informação. Devemos ter visão estratégica, que transforme o intangível em oportunidades de fato.
Janaina Marchi da Costa
Niterói, RJ

 

Stephen Kanitz

Parabéns ao articulista pelo corajoso, coerente e lúcido artigo "Salvem as florestas temperadas!" (Ponto de vista, 8 de outubro). O Primeiro Mundo, que nunca preservou nada, vive agora ditando normas de preservação para a Amazônia, com apoio dos incautos (ou espertos?) brasileiros, autotitulados amantes da natureza. O que eles ignoram, ou fingem ignorar, são as condições de miséria e privação em que vive grande parte da população que teve a infelicidade de nascer nos imensos rincões da Amazônia, sem direito às mais elementares conquistas da civilização.
Telma Faraco
Belém, PA

Na Europa e nos Estados Unidos existem ainda grandes florestas temperadas: na Alemanha, por exemplo, 16% da superfície é de florestas (Floresta Negra, Floresta Bávara e outras). Somente no Meio Oeste americano sobraram poucas florestas para dar lugar a grandes fazendas. Os subsídios europeus têm origem na falta de grandes propriedades agrícolas que permitiriam o plantio econômico como no Brasil. O autor não leva em consideração que o avanço constante na destruição da Amazônia é provocado pela agropecuária, que, por causa do solo pouco fértil na Amazônia, deveria ser desestimulada em favor da extração ecológica da madeira.
Hans-Ulrich Kotter
Guarujá, SP

 

Agências reguladoras

Seria um grande retrocesso eliminar ou enfraquecer as agências reguladoras. Voltaremos aos tempos de incerteza, que afugentava os investidores, já cansados de tantas perdas e variações. Necessitamos de estabilidade para atrair o capital, não podemos nos dar ao luxo de trocar regulamentos ao capricho de políticos que nem a fidelização partidária obedecem mais. O problema para qualquer setor produtivo não é ter regras, mas sim ter regras que variam em prazos curtos em relação ao período de rentabilização do investimento. O modelo de agências reguladoras funciona muito bem em outros países, sendo os EUA o exemplo mais relevante, e pode funcionar no Brasil também ("Meia-volta, volver!", 1º de outubro).
Milton Torres
São Paulo, SP

 

O Dia do Vampiro

A propósito da frase "É uma lei bem-humorada, mas séria" (Veja essa, 8 de outubro) esclarecemos que a lei promulgada no último dia 23 de setembro, de minha autoria, que institui 13 de agosto como o Dia do Vampiro, é o Vampiro às avessas, o Vampiro do bem, aquele que não suga, mas doa o sangue. A população não tem o hábito de doar sangue, tem preconceito em relação a essa idéia, tornando escassas as doações espontâneas. A lei visa a colaborar com o Pró-Sangue do Hospital das Clínicas, que serve a mais de 300 hospitais. Esse é o maior hemocentro da América Latina. A idéia partiu de "Lizvamp", Mariliz Marins, filha de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, e foi abraçada por este vereador. A proposta agora será instituir a data nacionalmente.
Vereador José Laurindo
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Como meu nome foi citado no artigo "Palestrando e motivando" (Diogo Mainardi, 1º de outubro), gostaria que esta carta fosse publicada. Em nossas palestras falamos da importância de sonhar e acreditar que é possível. Tão importante quanto isso é montar uma equipe, gerenciar pessoas de diferentes interesses, estabelecendo acordos, ética, respeito e outros valores que você julgar importantes para sua equipe. É preciso tolerar erros, aprender com eles e aprender a controlar os mesmos. É necessário criar um ambiente, motivar pessoas, multiplicar forças e aperfeiçoar qualidades, criando líderes e talentos num ambiente criativo e inovador. Não adianta o diabo me pagar o salário do Michael Schumacher no inferno ou ao lado do demônio. Assim eu não trabalho. Posso afirmar que vale a pena conhecer nosso trabalho.
Klever Kolberg
São Paulo, SP

 

Gugu

Fiquei abismada porque senti um tom de menosprezo do jornalista Ricardo Valladares, e talvez de seu editor, Mario Sabino, ao mencionarem, em relação à ação em que se obteve punição contra o SBT no caso da "entrevista" com membros do PCC, que "uma liminar foi pedida por uma procuradora, concedida por uma juíza e mantida por uma desembargadora" (grifos meus). Mais à frente ele nos cita, todas, nominalmente para dizer que atropelamos "clamorosamente" a Constituição e que foi praticado ato de censura. Duas coisas justificam meu espanto: sentir o incontido desrespeito ao trabalho realizado por mulheres e o jornalista não ter tido sequer a ética de consignar a nossa opinião. Não foi por falta de entrevista, já que eu atendi pessoalmente o senhor Ricardo, por telefone, após as 20 horas, quando eu ainda trabalhava em meu gabinete, exatamente na semana que antecedeu a publicação da reportagem. Sua entrevista foi realmente inesquecível, porque, além de eu ter falado com ele por aproximadamente trinta minutos, após um dia de trabalho extenuante, cheguei a ler todos os trechos da Constituição aos quais me referia, a seu pedido. Ele anotou artigos, incisos, parágrafos e as combinações respectivas nas quais nos embasamos para a ação. Quer dizer: na reportagem constou que atropelamos a Constituição, mas a revista nem se deu ao trabalho de dizer onde ela foi ferida. Com certeza por não saberem mesmo, até porque, após minhas explicações, ficou muito claro que havia sim respaldo constitucional. Mas não, a revista se limitou a reproduzir opiniões de quem provavelmente nem leu a petição inicial e as decisões judiciais para rebater nossos argumentos jurídicos de forma mais fundamentada. Porém todos devem dar sua opinião, ainda mais o Ministro da Justiça. Só que também ao nosso lado existem muitas opiniões de respeito, as quais foram solenemente ignoradas por VEJA. Quanto à tal censura prévia a que se refere a reportagem, vale esclarecer que nossa Constituição não admite censura, nem prévia nem posterior (art. 220, § 2º). Mas admite o acesso ao Judiciário contra os abusos das emissoras (art. 220, II c.c. 223, § 4º e art. 5º XXXV), quando houver lesão ou ameaça de lesão a direito. Então, censura e acesso à Justiça não podem ser a mesma coisa. Do contrário, a Constituição seria contraditória ao vedar a primeira e admitir o segundo. Mas, enfim, é só a opinião de uma mulher, mas que, é bom lembrar aos responsáveis pela matéria, agiu em nome de uma instituição, que se chama Ministério Público Federal e no exercício da função de Procuradora Regional dos Direitos do Cidadão no Estado de São Paulo, em defesa dos cidadãos que têm direito a que as emissoras atuem com total liberdade de expressão, mas que não precisam tolerar que as redes de TV, em nome dessa liberdade, despejem em suas casas o que quiserem, sem qualquer conseqüência. Nesse caso, a conseqüência foi a suspensão de um programa, mas talvez devesse ter sido pedida diretamente a cassação da concessão, expressamente prevista na Constituição (art. 223, § 4º). Quem sabe assim a atuação na defesa dos cidadãos não fosse ironicamente (foi o que senti) chamada de "pegadinha da Justiça", como ocorreu na reportagem ("Todos atropelaram a lei", 1º de outubro).
Eugênia Augusta Gonzaga Fávero
Procuradora da República
São Paulo, SP

 

China

Lendo a reportagem sobre o tratamento dispensado às mulheres chinesas ("O lado sombrio da grande China", 8 de outubro), pergunto: por que a ONU só intervém no que é de relevância econômica para os países ricos?
Talita Schneider
Cuiabá, MT

 

Gente

A nota "Essa novela já chegou ao fim" (Gente, 8 de outubro) fala de um possível romance entre Tiago Worcman e Carolina Dieckmann. A bela Carolina nega e o pobre do Tiago não pode nem confirmar. Tem coisa pior do que namorar a Carolina Dieckmann e não poder contar aos amigos?
Paulo Moura
Teresina, PI

 

Ginástica

Não concordo com a opinião do fisiologista Turibio Leite de Barros quando diz que em termos de resultados não há diferença entre os exercícios do Body Systems e os convencionais. Eu mesma sou testemunha de que há uma diferença estupenda. Em cinco meses de body pump, consegui resultados visíveis no meu corpo. Fazendo musculação durante um ano e dois meses, não obtive a definição muscular que alcancei com o pump. E ainda com o body step e o RPM meu condicionamento cardiorrespiratório aumentou consideravelmente.
Alessandra de Paula
Teresópolis, RJ

 

VEJA 35 Anos

Gostei, e muito, da edição comemorativa VEJA 35 Anos (setembro de 2003). Sou um dos milhares que não vivem sem VEJA. Tornou-se fiel da balança da minha personalidade. VEJA precisa ser lida no domingo. Não no sábado nem na segunda. No domingo. É parte integrante e indissociável do modo de vida de muita gente. Parabéns!
Syllas Tozzini
Por e-mail

 

CORREÇÕES: A ministra Benedita da Silva, da Assistência Social, é presbiteriana, e não membro da Assembléia de Deus ("Rogai por mim, por mim...", 8 de outubro). * A inscrição PC no item "franquia" das passagens aéreas geralmente significa duas malas de 32 quilos cada uma, e não uma de 20 quilos ("Leia antes de embarcar", Guia, 8 de outubro).

 

 
Zé do caixão, o carro

Os leitores Nildo Lagares Pinto, de Timóteo, em Minas Gerais, e Ronaldo Kyllar, de Petrópolis, no Estado do Rio, entendem de automóveis. Apenas pelos detalhes da porta, do banco traseiro e da calota, eles perceberam que a foto que mostra Alceu Amoroso Lima nas ruas do Rio ("Alceu redivivo e por inteiro", 8 de outubro) não pode ter sido tirada em 1965, como foi publicado no livro Cartas do Pai, de Alceu, e reproduzido por VEJA. "É impossível ser o ano de 1965, pois o veículo em que ele está entrando é um Volkswagen 1600, o popular Zé do Caixão, cujo lançamento se deu quatro anos depois", escreveu Nildo, que se diz um "antigomobilista" e é proprietário de um carro daquele modelo. A carta de Ronaldo, que restaura carros antigos, ratifica o que disse Nildo. "O Zé do Caixão começou a ser fabricado em 1969", confirma.


Sergio Berezovsky
Vokswagen 1600: lançamento só em 1969

 
As duas capas de 1969

A primeira capa: crise econômica A segunda capa: crise política

O leitor Mário Sérgio D'Ottaviano, de Maceió, Alagoas, viu o arquivo de capas de VEJA no site da revista (http://busca.abril.com.br/veja/busca_capas.jhtml) e notou a falta de um exemplar. Ele se referia à edição de 3 de setembro de 1969, cujo título de capa era "O seu dinheiro apertado", sobre a crise econômica, que acabou sendo substituída pela notícia da doença do então presidente Costa e Silva. "A notícia chegou quando a revista já estava sendo distribuída pelo país afora. Imediatamente a distribuição foi suspensa e uma nova revista com conteúdo e capa alusivos ao fato foi entregue ao público", relembra D'Ottaviano, que ainda guarda cópias das duas versões e aproveita e envia foto da capa recolhida. "Cumpria-se, assim, um dos objetivos de Victor Civita: levar cultura e informação a uma sempre maior parcela de nosso povo", diz o leitor. A capa citada será incluída na página de VEJA na internet.

 

 
 
 
 
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