Edição 1871 . 15 de setembro de 2004

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Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
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Tales Alvarenga
André Petry
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)


GOVERNO

"Ninguém segura esta nação" 1
Vem aí uma campanha publicitária do governo com forte espírito ufanista, assinada por Duda Mendonça. O publicitário compôs um jingle que surfa na onda da recuperação econômica e convoca os brasileiros a participar da "mudança" em curso no país. "Levante a vela que o tempo bom soprando", "Mudou o tempo, mudou a direção, ninguém segura a força desta nação", exalta a letra em determinado momento. Tudo isso entremeado com os índices de crescimento da economia nos últimos meses. Dá para ouvir os ecos do slogan "Ninguém segura este país" da época da ditadura.

"Ninguém segura esta nação" 2
A peça foi apresentada por Duda na segunda-feira passada no Palácio do Planalto, numa reunião fechada com Lula e alguns ministros. Lula gostou do que ouviu e deu o o.k. para a veiculação da campanha, assim como o ministro Luiz Gushiken.

Goela abaixo
O governo já bateu o martelo: espera que o Congresso vote (e aprove) as parcerias público-privadas (PPPs) na quinta-feira. Do contrário, Lula baixa mais uma medida provisória. Aliás, a decisão de empurrar as PPPs via MP é antiga. Só não foi tomada antes em atenção a um pedido de Aloizio Mercadante, que preferia a via da negociação.

Bomba-relógio
José Dirceu não pode nem ouvir falar em Renan Calheiros. Pretende anulá-lo nos próximos meses.

Excluído ou incluído?
Waldir Pires, ministro da Controladoria-Geral da União, participou no dia 7 de setembro em Salvador do Grito dos Excluídos, desfile promovido pela CNBB, CUT e MST. O que levou ACM, inimigo figadal de Pires, a comentar com amigos: "É a maior contradição que já vi: como um homem com três aposentadorias tem a coragem de desfilar entre os excluídos?".

 

Serra avança mais

 
Fotos Paulo Liebert/AE e MarcioFernandes/AE
Lessa e Furlan: respeito à hierarquia para quê?

As pesquisas dos próximos dias mostrarão que José Serra consolidou a liderança na disputa do primeiro turno e aumentou sua distância sobre Marta Suplicy no segundo. Paulo Maluf e Luiza Erundina continuam encolhendo. Por isso mesmo, Lula, que pretendia manter-se afastado da disputa, será pressionado a participar do programa eleitoral gratuito de Marta no segundo turno. A arma secreta está sendo discutida na cúpula da campanha petista em São Paulo. Resta saber se Lula topará.


IMPRENSA

Vem aí a Operação Gutenberg
A Polícia Federal prepara-se para detonar mais uma operação. Ela está sendo chamada em Brasília de Gutenberg, isto é, uma operação para pegar bagrinhos e peixes graúdos da imprensa envolvidos em venda de reportagens – ou engavetamento delas, se esse for o gosto do freguês.

 

ECONOMIA

Ainda mais com eleição...
Apesar dos valores recordes do barril de petróleo no mercado internacional, a Petrobras não aumentará tão cedo o preço da gasolina no Brasil. No ano passado, já foi assim – esticou-se a corda ao máximo. Imagine-se agora num período pré-eleitoral...

A força do varejo
Uma pesquisa da Price traz uma poderosa comparação para se entender a força do varejo como empregador. Nos anos 80, a Autolatina, então a maior montadora nacional, empregava 60.000 trabalhadores. Naquele tempo, os cinco maiores varejistas somados tinham 76.000 funcionários. Hoje, as coisas se inverteram: o grupo Pão de Açúcar, o maior varejista, emprega 67.000 pessoas – quase o mesmo número de funcionários das cinco maiores montadoras instaladas no Brasil (71.000 trabalhadores).

A força do campo
Mais uma do Brasil que não sabe o que é crise: produtores de soja da cidade de Sorriso, em Mato Grosso, acabam de importar da Ucrânia quarenta moderníssimas colheitadeiras. Gastaram 20 milhões de reais na brincadeira. Por que não compraram aqui? Simplesmente porque não havia para entrega imediata no mercado nacional.

O raio X de Trevisan
Leva a assinatura do consultor Antoninho Trevisan o raio X da Varig que circula pelos altos escalões do governo. O estudo, que indica as diferentes alternativas para a combalida companhia, foi realizado a pedido do governo e bem distante dos holofotes. É uma radiografia otimista quanto ao estado do doente: aposta que há luz no fim do túnel.

 

ELEIÇÕES 2004

"Me dá um dinheiro aí"
Na noite de quarta-feira, no restaurante Piantella, em Brasília, era péssimo o clima entre o candidato petista a prefeito do Rio de Janeiro, Jorge Bittar, e o supertesoureiro do PT, Delúbio Soares. O desentendimento era explícito. Não é preciso ser adivinho para saber que o motivo eram verbas de campanha – escassas, pelo visto.

Acabou a dúvida
Mônica Dallari, namorada de Eduardo Suplicy, pensou, pensou e mudou seu voto. Desistiu de Luiza Erundina e vai de Marta Suplicy na eleição paulistana.

 
Heudes Regis
Cicarelli: o cachê era alto demais


Bola alta, mas nem tanto

A nova fase na carreira de Daniella Cicarelli botou seu cachê nas alturas e deu-lhe as passarelas internacionais, como se sabe. Mas nem sempre as negociações vão tão bem quanto seu romance com o fenomenal Ronaldinho. Agora mesmo ela foi sondada e pediu 500.000 reais para virar garota-propaganda da Oi – e concorreria com seu noivo, contratado da TIM. A operadora de celular não topou. Mas está contratando Lulu Santos. Por 600.000 reais.


RELIGIÃO

Fé e capital
A Igreja Universal, do bispo Edir Macedo, está presente em 138 países. Em 110 deles os templos dão lucro. As contas são de um alto executivo do mundo evangélico.

 

INTERNET

A volta de Witte Fibe
Após dois anos afastada das câmeras, Lillian Witte Fibe está de volta. Na semana que vem, passa a ancorar o canal de jornalismo interativo UOL News.


Colaboraram Marcelo Carneiro e Otávio Cabral

 


Fotos divulgação

 
 
 
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