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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
• GOVERNO
"Ninguém
segura esta nação" 1
Vem aí
uma campanha publicitária do governo com forte espírito
ufanista, assinada por Duda Mendonça. O publicitário
compôs um jingle que surfa na onda da recuperação
econômica e convoca os brasileiros a participar da "mudança"
em curso no país. "Levante a vela que o tempo bom tá
soprando", "Mudou o tempo, mudou a direção, ninguém
segura a força desta nação", exalta a letra
em determinado momento. Tudo isso entremeado com os índices
de crescimento da economia nos últimos meses. Dá para
ouvir os ecos do slogan "Ninguém segura este país"
da época da ditadura.
"Ninguém
segura
esta nação" 2
A
peça foi apresentada por Duda na segunda-feira passada no
Palácio do Planalto, numa reunião fechada com Lula
e alguns ministros. Lula gostou do que ouviu e deu o o.k. para a
veiculação da campanha, assim como o ministro Luiz
Gushiken.
Goela abaixo
O governo já bateu o martelo: espera que o Congresso vote
(e aprove) as parcerias público-privadas (PPPs) na quinta-feira.
Do contrário, Lula baixa mais uma medida provisória.
Aliás, a decisão de empurrar as PPPs via MP é
antiga. Só não foi tomada antes em atenção
a um pedido de Aloizio Mercadante, que preferia a via da negociação.
Bomba-relógio
José
Dirceu não pode nem ouvir falar em Renan Calheiros. Pretende
anulá-lo nos próximos meses.
Excluído ou incluído?
Waldir Pires,
ministro da Controladoria-Geral da União, participou no dia
7 de setembro em Salvador do Grito dos Excluídos, desfile
promovido pela CNBB, CUT e MST. O que levou ACM, inimigo figadal
de Pires, a comentar com amigos: "É a maior contradição
que já vi: como um homem com três aposentadorias tem
a coragem de desfilar entre os excluídos?".
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Serra
avança mais
| Fotos Paulo
Liebert/AE e MarcioFernandes/AE |
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| Lessa
e Furlan: respeito
à hierarquia
para quê? |
As
pesquisas dos próximos dias mostrarão
que José Serra consolidou a liderança
na disputa do primeiro turno e aumentou sua distância
sobre Marta Suplicy no segundo. Paulo Maluf e Luiza
Erundina continuam encolhendo. Por isso mesmo, Lula,
que pretendia manter-se afastado da disputa, será
pressionado a participar do programa eleitoral gratuito
de Marta no segundo turno. A arma secreta está
sendo discutida na cúpula da campanha petista
em São Paulo. Resta saber se Lula topará.
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• IMPRENSA
Vem aí a Operação Gutenberg
A Polícia
Federal prepara-se para detonar mais uma operação.
Ela está sendo chamada em Brasília de Gutenberg, isto
é, uma operação para pegar bagrinhos e peixes
graúdos da imprensa envolvidos em venda de reportagens
ou engavetamento delas, se esse for o gosto do freguês.
•
ECONOMIA
Ainda mais com eleição...
Apesar dos
valores recordes do barril de petróleo no mercado internacional,
a Petrobras não aumentará tão cedo o preço
da gasolina no Brasil. No ano passado, já foi assim
esticou-se a corda ao máximo. Imagine-se agora num período
pré-eleitoral...
A força do varejo
Uma pesquisa
da Price traz uma poderosa comparação para se entender
a força do varejo como empregador. Nos anos 80, a Autolatina,
então a maior montadora nacional, empregava 60.000 trabalhadores.
Naquele tempo, os cinco maiores varejistas somados tinham 76.000
funcionários. Hoje, as coisas se inverteram: o grupo Pão
de Açúcar, o maior varejista, emprega 67.000 pessoas
quase o mesmo número de funcionários das cinco
maiores montadoras instaladas no Brasil (71.000 trabalhadores).
A força do campo
Mais uma
do Brasil que não sabe o que é crise: produtores de
soja da cidade de Sorriso, em Mato Grosso, acabam de importar da
Ucrânia quarenta moderníssimas colheitadeiras. Gastaram
20 milhões de reais na brincadeira. Por que não compraram
aqui? Simplesmente porque não havia para entrega imediata
no mercado nacional.
O raio X de Trevisan
Leva a assinatura
do consultor Antoninho Trevisan o raio X da Varig que circula pelos
altos escalões do governo. O estudo, que indica as diferentes
alternativas para a combalida companhia, foi realizado a pedido
do governo e bem distante dos holofotes. É uma radiografia
otimista quanto ao estado do doente: aposta que há luz no
fim do túnel.
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ELEIÇÕES 2004
"Me
dá um dinheiro aí"
Na noite
de quarta-feira, no restaurante Piantella, em Brasília, era
péssimo o clima entre o candidato petista a prefeito do Rio
de Janeiro, Jorge Bittar, e o supertesoureiro do PT, Delúbio
Soares. O desentendimento era explícito. Não é
preciso ser adivinho para saber que o motivo eram verbas de campanha
escassas, pelo visto.
Acabou a dúvida
Mônica
Dallari, namorada de Eduardo Suplicy, pensou, pensou e mudou seu
voto. Desistiu de Luiza Erundina e vai de Marta Suplicy na eleição
paulistana.
Heudes Regis
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| Cicarelli:
o
cachê era alto demais |
Bola alta, mas nem tanto
A
nova fase na carreira de Daniella Cicarelli botou seu
cachê nas alturas e deu-lhe as passarelas internacionais,
como se sabe. Mas nem sempre as negociações
vão tão bem quanto seu romance com o fenomenal
Ronaldinho. Agora mesmo ela foi sondada e pediu 500.000
reais para virar garota-propaganda da Oi e concorreria
com seu noivo, contratado da TIM. A operadora de celular
não topou. Mas está contratando Lulu Santos.
Por 600.000 reais.
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• RELIGIÃO
Fé e capital
A Igreja
Universal, do bispo Edir Macedo, está presente em 138 países.
Em 110 deles os templos dão lucro. As contas são de
um alto executivo do mundo evangélico.
•
INTERNET
A volta de Witte Fibe
Após
dois anos afastada das câmeras, Lillian Witte Fibe está
de volta. Na semana que vem, passa a ancorar o canal de jornalismo
interativo UOL News.
Colaboraram Marcelo Carneiro e Otávio Cabral
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