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Cartas
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"Não
consigo parar de olhar a capa da edição 1 870.
A mãe parece ninar a filha morta. Aonde a estupidez
humana nos levará?"
Simone E.F. Guimarães
Viçosa,
MG
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Terror na Rússia
Os massacres de inocentes não
podem ser classificados apenas como terrorismo. Trata-se, infelizmente,
de uma doença degenerativa crônica que destrói
os parâmetros morais, éticos e comportamentais que
norteiam a essência da evolução da espécie
humana ("O massacre dos inocentes", 8 de setembro).
Wiliam Tabchoury
Piracicaba, SP
Magnífica a foto da capa
da edição 1 870, não fosse pela realidade perversa
que ceifa vidas inocentes em nome de deuses que povoam mentes insanas.
Essa foto tem muito a ver com a reportagem da página 47,
"Madraçais do MST", sobre esse movimento, que semeia o ódio
e, na contramão da história, com dinheiro público,
coloca aquelas crianças, nossas concidadãs, no desvio
da sociedade, num processo de educação excludente
e marginal.
Guilherme Mastrichi Basso
Brasília, DF
Maravilhosa e terrível
a capa de VEJA de 8 de setembro: a mãe em seu último
gesto de carinho, a mão que segura o desespero dentro da
garganta. Acredito que Michelangelo teria inspiração
para uma versão moderna da Pietà. O que falta,
diante disso, é o absoluto repúdio a esse tipo de
"luta", que nem pode ser definida como "animalesca" porque animais
não agem assim.
Teresa Ciravegna
Betim, MG
Havia tempos não me comovia
tanto com uma imagem quanto a da mãe russa acariciando a
filha morta, que ilustra a capa desta semana. Não há
desculpas para um massacre tão vergonhoso. Nada justifica
tamanha barbárie, tamanha covardia, principalmente contra
crianças indefesas, as únicas e verdadeiras inocentes
em toda essa triste história.
José Marcelino dos Reis Lyra
Wernz
São Luís, MA
Diante de tantas atrocidades
cometidas contra nossas crianças, só me resta pedir
desculpas aos meus filhos. Coloquei-os no mundo, e agora não
tenho como protegê-los de tanta violência.
Eliane Fonseca Pelluchi
Por e-mail
É difícil continuar
a crer que este mundo é essencialmente bom. Cada vez mais
devemos encontrar em nós forças sobrenaturais para
acreditar que tudo vale a pena. Que sejam sempre dignos de nota
aqueles que ainda lutam e tentam mostrar aos seus filhos, apesar
de todas as contradições, o caminho para a única
virtude: o bem. Deles depende toda a humanidade. Não devemos
desistir.
Carol Civita
Por e-mail
Não há consolo
para a dor de pessoas que acreditavam e apostavam no futuro de seus
filhos. A partir do momento em que o homem passou a dizimar seu
semelhante em nome de uma guerra religiosa, ou qualquer outra, ele
decretou o fim do que conhecemos como a mais perfeita criatura.
Transformados nos seres mais abjetos e nocivos à natureza
e aos seus, esses cultores do terror não limitarão
jamais suas empreitadas. A cada dia o mundo fica menos humano e
mais bestial.
Mauro Xavier Biazi
Guarapuava, PR
Sou mãe e senti muito
pelas crianças que sofreram nas mãos desses terroristas.
O meu medo pela vida de meu filho nunca foi tão grande e
a minha fé na humanidade acabou-se. Não tenho esperança
de um mundo melhor. No entanto, há uma pessoa que se beneficiou
dessa tragédia: George Bush. Sua vitória na próxima
eleição presidencial está garantida.
Claudia Gregori
Londres, Inglaterra
O mundo tem demonstrado, por
meio de manifestações, seu repúdio ao presidente
Bush. Mas em que ele está errado? Em ter a coragem de declarar
guerra ao terrorismo mundial?
Guilherme Venturim
Morgantown, West Virginia, EUA
Petros Levounis
Excelente, esclarecedora e orientadora
a entrevista com o especialista Petros Levounis (Amarelas, 8 de
setembro), que, não se limitando ao título ("O ecstasy
mata"), deu uma completa visão a respeito do distúrbio
da dependência química, orientando governantes, pais
e demais familiares daqueles que sofrem com o problema. VEJA, em
face da gravidade da questão, deve procurar outros estudiosos
e profissionais para um aprofundamento dessa questão de grande
interesse para as famílias brasileiras.
Vicente Azevedo Sampaio
São Paulo, SP
MST
Congratulações
a VEJA e à jornalista Monica Weinberg pela esclarecedora
reportagem "Madraçais do MST" (8 de setembro). O sistema
educacional paralelo imposto por essa cavilosa organização
em escolas dos sem-terra ideológico, intolerante e
confrontacionista é caminho direto para uma convulsão
social no país. Trata-se de um alerta às nossas autoridades:
incutir nessas pobres crianças o ódio e a violência,
além do forte conteúdo ideológico, pressupõe
a formação de células guerrilheiras e terroristas.
Vítor Menezes
Boa Esperança, MG
O que vocês pretendem com
a abordagem exclusivista que contradiz o slogan da revista ("Quem
lê VEJA entende os dois lados")? O MST merece todo o nosso
respeito por se tratar de um movimento popular autêntico que
visa a acelerar a reforma agrária tão burocrática
num país onde a concentração de terra é
vergonhosa.
Ana Luiza Garcia e Alana Parteli
Guarapari, ES
Estarrecedora a reportagem sobre
as escolas em acampamentos de sem-terra, verdadeiras fábricas
de radicais. Lavagem cerebral em crianças. Por muito menos
o reverendo Moon foi expulso do país. Na mesma edição
vemos os acontecimentos na Rússia, decorrentes do radicalismo
e da intolerância entre pensamentos políticos diferentes,
que o governo vê se formar à margem da lei e contra
os quais não toma nenhuma atitude. Com certeza não
é por incompetência, pois se essas escolas estivessem
do lado dos proprietários de terra esses fatos já
estariam sendo denunciados e investigados. Brasileiros, preparem-se,
daqui a dez anos a Chechênia será aqui.
José Augusto Degrazia Campedelli
Brasília, DF
A sociedade tem hoje uma visão
clara e definida do que é o MST. Até que o movimento
em si, na sua filosofia, tende a ser útil e modulador, mas,
nos moldes como ele se apresenta na atualidade, não passa
de um bando de parasitas, que, com a desculpa de que as terras são
devolutas, vão invadindo e roubando propriedades, com a aquiescência
dos governos. A reportagem de VEJA causou-me inquietação,
preocupação e uma sensação de pavor,
ao pensar no que serão essas crianças daqui a dez
anos.
Alvino Dutra
Aracaju, SE
Holofote
Incumbiu-me o presidente do STJ,
ministro Edson Vidigal, de convidar o redator da coluna Holofote
a vir conhecer aqui o projeto das Cidades do Judiciário,
que ele demonstra ignorar em sua nota "Ele imagina, você paga"
(8 de setembro). O projeto, cuja primeira obra terá início
no Maranhão, com interesse já demonstrado também
por outros Estados e pelo governo federal, é uma alternativa
à arquitetura do desperdício no setor público,
somando esforços e recursos, inclusive privados, tudo de
modo a economizar tempo e dinheiro, em favor do contribuinte e dos
usuários da Justiça, oferecendo-lhes todos os serviços
de que necessitem no mesmo local e hora.
Luiz Adolfo Pinheiro
Assessor de comunicação social do STJ
Brasília, DF
André Petry
O artigo de André Petry
foi simplesmente maravilhoso (8 de setembro). Meus alunos, em uma
verificação de aprendizagem, puderam contemplar a
análise crítica do colunista que motivou uma reflexão
mais intensa acerca do tratamento que o país confere àqueles
que vivem literalmente à margem da sociedade, e o resultado
da avaliação foi de incomensurável valia para
a formação moral de cada um. Não podemos ver
os ataques terroristas como reles espectadores e acreditar que os
mesmos não acontecem em nosso Brasil. Pois eles existem,
sim, mas sob o véu da medíocre oficialidade. Ainda
bem que VEJA contribui para a elevação cultural de
seus leitores, com textos reflexivos.
Professor Leonardo Rodrigues
Anápolis, GO
Milton Neves
A história do apresentador
é uma prova de que o jornalismo esportivo tem seu valor como
informação. Milton Neves mostra que, para ter sucesso
em qualquer carreira, é preciso ser competente. Só
gogó não basta. Chegou aonde está à
custa de sua bonita voz e, principalmente, de sua capacidade de
fazer com que o telespectador permaneça o maior tempo possível
na frente da telinha ("Futebol, dinheiro e lágrimas", 8 de
setembro).
Roseleide Pereira Vicente
Brasília, DF
Conheço Milton Neves há
mais de trinta anos. VEJA retratou com precisão seus passos
pessoais e profissionais. Ele entende profundamente de futebol e
sabe que o mundo da bola é um circo, para não ser
levado muito a sério e sim com humor e pitadas de deboche.
Essa é a receita profissional do sucesso. Milton trabalha
com afinco e mereceu chegar aonde está. Ciúmes masculinos
fazem parte (grotesca) do picadeiro. Só não gostei
de ele lamentar, e não se regozijar, com o fato de os três
filhos serem são-paulinos. Só pode ser coisa de torcedor
de cetáceo.
Percival de Souza
São Paulo, SP
Pobre jornalismo esportivo de
porre, em que se vende de tudo, principalmente a própria
imagem. Às vezes, percebendo ou não, vende-se também
a alma. O garoto-propaganda Milton Neves não perde o hábito
de escrivão de polícia e diz que vai me botar na cadeia.
Mas não diz por que recebe dinheiro público e não
cumpre, no Detran, seu expediente diário.
Jorge Kajuru
São Paulo, SP
Kakay
Gostaria de registrar, em relação
à matéria "O 'resolvedor da República'", publicada
na edição 1 870 de VEJA, que há 27 anos mantenho
relacionamento profissional com o escritório Alckmin.
Antônio Carlos de Almeida Castro
Por e-mail
Sérgio
Abranches
Na edição
1 870 de VEJA, na seção Em foco ("O ocaso da elite",
8 de setembro), Sérgio Abranches diz que o governador de
Goiás já desponta como uma liderança para 2010,
ainda que sem definição de seu alcance nacional, e
que terá naquela data (2010) 60 anos. Informo que o governador
de Goiás, Marconi Perillo, nasceu em 7/3/1963 e, portanto,
terá 47 anos em 2010, e não 60, como foi dito.
Luiz Carlos Perillo
Goiânia,
GO
Burocracia
Cumprimento
VEJA pela matéria "A burocracia amarra o crescimento" (1º
de setembro), informando que Petrópolis, na região
serrana fluminense, está na contramão do que indica
a pesquisa do Banco Mundial. Aqui, lançamos o alvará
digital, fornecido em 48 horas pela internet, e já regularizamos
mais de 2.000 empresas desde 2001 pelo Programa Municipal de Desburocratização,
que eliminou doze documentos no âmbito municipal.
Paulo Roberto Patuléa
Secretário
de Fazenda
Petrópolis,
RJ
Radar
Sobre a
nota "Em campanha" (8 de setembro), informo que: 1) Apóio
a reeleição do deputado João Paulo Cunha para
a presidência da Câmara, assim como a ampla maioria
da bancada do PT; 2) Não é verdadeira a informação
de que estou em campanha.
Arlindo Chinaglia
Líder
da bancada do PT na Câmara dos Deputados
Brasília, DF
Diogo Mainardi
Agradeço
a Diogo. A seu modo tenta mostrar que precisamos ser mais realistas
e acabar de vez com esse ufanismo vira-lata. O Brasil é um
país satélite, e precisamos encarar os fatos: medalhas
em Olimpíadas não vão melhorar nosso IDH, e,
no fundo, são um fraco paliativo para nossa baixa auto-estima.
Futebol e Carnaval são cachaça para um povo pobre
que não aprendeu sobre seu passado, não compreende
o presente e não imagina seu futuro ("O irlandês ajudou",
8 de setembro).
José Gurgel
Natal,
RN
É
verdade que somos ufanistas exagerados, mas há que aplaudir
qualquer feito de um atleta olímpico brasileiro, mesmo que
chegue em último. Os aplausos servem para estimular outros
atletas, que precisam se superar para lutar contra a falta de apoio
público e privado.
Arthur Dazzani
Salvador,
BA
Só
mesmo quem nunca experimentou ou mesmo simplesmente observou os
rigores dos treinamentos da prova seria capaz de escrever o que
escreveu. Uma pequena interrupção no ritmo respiratório
é dificílimo de ser recuperada, e a situação
de Vanderlei foi agravada pelo impacto da surpresa hostil. Impossível
afirmar que ele venceria a prova, mas é possível dizer
que Vanderlei foi realmente um super-homem e sobretudo grandioso
em sua humildade.
Roberto Pereira de Souza
Rio
de Janeiro, RJ
Dieta
Excelente
a matéria sobre produtos light para o público infantil,
na edição 1 870 de VEJA ("Light, agora para criança",
8 de setembro). Estamos vivendo uma verdadeira epidemia de obesidade
na infância. Segundo a OMS, uma em cada dez crianças
do planeta está acima do peso. No Brasil, entre a população
escolar, chegamos perto de 30% de sobrepeso. Nessa guerra, temos
de pontuar cada vitória, e o fato de a indústria alimentícia
abandonar o papel de vilão e assumir uma postura mais responsável
deve ser comemorado.
Doutor Nataniel Viuniski
Coordenador
do Departamento de Obesidade Infantil
São Paulo, SP
Lya Luft
Parabéns
pelo artigo "Deixemos Daiane viver" (Ponto de vista, 8 de setembro),
pois esse é um tipo de leitura em que todos os brasileiros
deveriam mergulhar, visto que ela contém a essência
necessária de um repensar sobre o que realmente significa
ganho ou perda. Nós precisamos ainda reconhecer que o ídolo
construído pela mídia é um ser que tem tanto
alegrias quanto tristezas, fortalezas e fraquezas, sonhos e desilusões.
Elzenir Freire da Silva Oliveira
Jacobina,
BA
Onda patriótica
Desde que
comecei a morar nos EUA, percebi uma grande diferença entre
o povo daqui e nós, os brasileiros, que é o patriotismo.
Apesar de estar morando em Nova York, considerada uma das cidades
mais cosmopolitas, que acolhe grande mistura de raças, é
possível perceber pelos noticiários e pela "minoria"
americana da cidade (estou exagerando) que esse povo tem muito orgulho
de ser americano, sempre exaltando suas grandes qualidades, desde
sua paixão pelo trabalho árduo até mesmo seu
poderio bélico. Fico contente com a iniciativa citada na
reportagem de exaltar algumas das qualidades que são típicas
do brasileiro. Mas tão importantes quanto elas são
as qualidades que temos na arena profissional. Somos tão
competentes quanto qualquer outro povo, e precisamos ser mais criativos,
devido às restrições a recursos que, como em
qualquer país não desenvolvido, temos de enfrentar
("Alguém segura este país?", 8 de setembro).
Mauro Washimi
Nova
York, NY, EUA
Guia
Na nota
"Turbinas para o palmtop" (Guia, 1º de setembro), o endereço
de nosso website foi publicado de forma incorreta. O site correto
do fabricante é www.handsoft.com.br. A empresa americana
HandMark vende (mas não produz) um produto semelhante, cujo
nome porém é bem diferente PDAMoney ,
e o endereço do site dessa empresa não tem a terminação
".br".
Sergio Leite
Sócio-diretor
Handsoft
Informática Ltda.
Por e-mail
VEJA
Se eu fosse
comentar as reportagens que achei importantes e me ajudaram como
pessoa, garanto que não seriam poucas. Quando a revista chega,
vou lendo tudo, desde a capa, e realmente está uma beleza!
Matérias bem escritas, curiosidades, notícias nacionais
e internacionais. As propagandas, além de belas, estão
dosadas.
Magali Nunes Laguardia
Belo
Horizonte, MG
CORREÇÃO:
A revista americana Sports Illustrated previu que o Brasil,
nos Jogos Olímpicos de Atenas, conquistaria doze medalhas,
e não dez ("As previsões olímpicas", Contexto,
8 de setembro).
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Justiça rápida
em São Paulo
A propósito do quadro
"A Justiça é uma tartaruga" (1º de
setembro), a Justiça paulista instalou no último
dia 30 um "setor experimental de conciliações,
para agilizar o processamento das ações
cíveis do Fórum João Mendes Júnior,
na capital". O presidente do Tribunal de Justiça,
desembargador Luiz Elias Tâmbara, entregou a coordenação
do setor à juíza Maria Lúcia Pizzotti,
que conta com sessenta conciliadores selecionados entre
árbitros já atuantes, mediadores, juízes
aposentados, advogados e professores universitários.
O objetivo é aproximar as partes em busca de
uma solução mais rápida dos litígios.
A intenção é expandir a idéia
para todo o Estado de São Paulo.
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Não à
caça
A
reportagem "Saindo do armário" (11 de agosto),
que tratou da temporada gaúcha de caça,
mexeu com os defensores dos animais e ecologistas, que
até hoje escrevem para protestar contra a matança
dos bichos. "A maior parte da população
gaúcha é totalmente contrária a
esse 'esporte', o que ficou evidenciado por abaixo-assinado
com mais de 10.500 assinaturas
que foi encaminhado junto com ação civil
pública, visando a impedir a abertura da temporada",
escreveu Maria Elisa D. Pereira da Silva, do Grupo União
pela Vida, de Porto Alegre, uma dentre os 102 leitores
que comentaram o assunto. Maria Elisa, que está
no bloco dos dois terços de leitores que condenaram
a caça sob qualquer circunstância, fornece
um dado chocante: "Só na temporada de 1984, 344.556
marrecões foram mortos", escreveu ela, citando
como fonte as FICs (fichas individuais de controle de
caça) entregues ao Ibama ao final da temporada.
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