Edição 1871 . 15 de setembro de 2004

Índice
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
VEJA on-line
Autor-retrato
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"Não consigo parar de olhar a capa da edição 1 870. A mãe parece ninar a filha morta. Aonde a estupidez humana nos levará?"
Simone E.F. Guimarães
Viçosa, MG

Terror na Rússia

Os massacres de inocentes não podem ser classificados apenas como terrorismo. Trata-se, infelizmente, de uma doença degenerativa crônica que destrói os parâmetros morais, éticos e comportamentais que norteiam a essência da evolução da espécie humana ("O massacre dos inocentes", 8 de setembro).
Wiliam Tabchoury
Piracicaba, SP

Magnífica a foto da capa da edição 1 870, não fosse pela realidade perversa que ceifa vidas inocentes em nome de deuses que povoam mentes insanas. Essa foto tem muito a ver com a reportagem da página 47, "Madraçais do MST", sobre esse movimento, que semeia o ódio e, na contramão da história, com dinheiro público, coloca aquelas crianças, nossas concidadãs, no desvio da sociedade, num processo de educação excludente e marginal.
Guilherme Mastrichi Basso
Brasília, DF

Maravilhosa e terrível a capa de VEJA de 8 de setembro: a mãe em seu último gesto de carinho, a mão que segura o desespero dentro da garganta. Acredito que Michelangelo teria inspiração para uma versão moderna da Pietà. O que falta, diante disso, é o absoluto repúdio a esse tipo de "luta", que nem pode ser definida como "animalesca" porque animais não agem assim.
Teresa Ciravegna
Betim, MG

Havia tempos não me comovia tanto com uma imagem quanto a da mãe russa acariciando a filha morta, que ilustra a capa desta semana. Não há desculpas para um massacre tão vergonhoso. Nada justifica tamanha barbárie, tamanha covardia, principalmente contra crianças indefesas, as únicas e verdadeiras inocentes em toda essa triste história.
José Marcelino dos Reis Lyra Wernz
São Luís, MA

Diante de tantas atrocidades cometidas contra nossas crianças, só me resta pedir desculpas aos meus filhos. Coloquei-os no mundo, e agora não tenho como protegê-los de tanta violência.
Eliane Fonseca Pelluchi
Por e-mail

É difícil continuar a crer que este mundo é essencialmente bom. Cada vez mais devemos encontrar em nós forças sobrenaturais para acreditar que tudo vale a pena. Que sejam sempre dignos de nota aqueles que ainda lutam e tentam mostrar aos seus filhos, apesar de todas as contradições, o caminho para a única virtude: o bem. Deles depende toda a humanidade. Não devemos desistir.
Carol Civita
Por e-mail

Não há consolo para a dor de pessoas que acreditavam e apostavam no futuro de seus filhos. A partir do momento em que o homem passou a dizimar seu semelhante em nome de uma guerra religiosa, ou qualquer outra, ele decretou o fim do que conhecemos como a mais perfeita criatura. Transformados nos seres mais abjetos e nocivos à natureza e aos seus, esses cultores do terror não limitarão jamais suas empreitadas. A cada dia o mundo fica menos humano e mais bestial.
Mauro Xavier Biazi
Guarapuava, PR

Sou mãe e senti muito pelas crianças que sofreram nas mãos desses terroristas. O meu medo pela vida de meu filho nunca foi tão grande e a minha fé na humanidade acabou-se. Não tenho esperança de um mundo melhor. No entanto, há uma pessoa que se beneficiou dessa tragédia: George Bush. Sua vitória na próxima eleição presidencial está garantida.
Claudia Gregori
Londres, Inglaterra

O mundo tem demonstrado, por meio de manifestações, seu repúdio ao presidente Bush. Mas em que ele está errado? Em ter a coragem de declarar guerra ao terrorismo mundial?
Guilherme Venturim
Morgantown, West Virginia, EUA

 

Petros Levounis

Excelente, esclarecedora e orientadora a entrevista com o especialista Petros Levounis (Amarelas, 8 de setembro), que, não se limitando ao título ("O ecstasy mata"), deu uma completa visão a respeito do distúrbio da dependência química, orientando governantes, pais e demais familiares daqueles que sofrem com o problema. VEJA, em face da gravidade da questão, deve procurar outros estudiosos e profissionais para um aprofundamento dessa questão de grande interesse para as famílias brasileiras.
Vicente Azevedo Sampaio
São Paulo, SP

 

MST

Congratulações a VEJA e à jornalista Monica Weinberg pela esclarecedora reportagem "Madraçais do MST" (8 de setembro). O sistema educacional paralelo imposto por essa cavilosa organização em escolas dos sem-terra – ideológico, intolerante e confrontacionista – é caminho direto para uma convulsão social no país. Trata-se de um alerta às nossas autoridades: incutir nessas pobres crianças o ódio e a violência, além do forte conteúdo ideológico, pressupõe a formação de células guerrilheiras e terroristas.
Vítor Menezes
Boa Esperança, MG

O que vocês pretendem com a abordagem exclusivista que contradiz o slogan da revista ("Quem lê VEJA entende os dois lados")? O MST merece todo o nosso respeito por se tratar de um movimento popular autêntico que visa a acelerar a reforma agrária tão burocrática num país onde a concentração de terra é vergonhosa.
Ana Luiza Garcia e Alana Parteli
Guarapari, ES

Estarrecedora a reportagem sobre as escolas em acampamentos de sem-terra, verdadeiras fábricas de radicais. Lavagem cerebral em crianças. Por muito menos o reverendo Moon foi expulso do país. Na mesma edição vemos os acontecimentos na Rússia, decorrentes do radicalismo e da intolerância entre pensamentos políticos diferentes, que o governo vê se formar à margem da lei e contra os quais não toma nenhuma atitude. Com certeza não é por incompetência, pois se essas escolas estivessem do lado dos proprietários de terra esses fatos já estariam sendo denunciados e investigados. Brasileiros, preparem-se, daqui a dez anos a Chechênia será aqui.
José Augusto Degrazia Campedelli
Brasília, DF

A sociedade tem hoje uma visão clara e definida do que é o MST. Até que o movimento em si, na sua filosofia, tende a ser útil e modulador, mas, nos moldes como ele se apresenta na atualidade, não passa de um bando de parasitas, que, com a desculpa de que as terras são devolutas, vão invadindo e roubando propriedades, com a aquiescência dos governos. A reportagem de VEJA causou-me inquietação, preocupação e uma sensação de pavor, ao pensar no que serão essas crianças daqui a dez anos.
Alvino Dutra
Aracaju, SE

 

Holofote

Incumbiu-me o presidente do STJ, ministro Edson Vidigal, de convidar o redator da coluna Holofote a vir conhecer aqui o projeto das Cidades do Judiciário, que ele demonstra ignorar em sua nota "Ele imagina, você paga" (8 de setembro). O projeto, cuja primeira obra terá início no Maranhão, com interesse já demonstrado também por outros Estados e pelo governo federal, é uma alternativa à arquitetura do desperdício no setor público, somando esforços e recursos, inclusive privados, tudo de modo a economizar tempo e dinheiro, em favor do contribuinte e dos usuários da Justiça, oferecendo-lhes todos os serviços de que necessitem no mesmo local e hora.
Luiz Adolfo Pinheiro
Assessor de comunicação social do STJ
Brasília, DF

 

André Petry

O artigo de André Petry foi simplesmente maravilhoso (8 de setembro). Meus alunos, em uma verificação de aprendizagem, puderam contemplar a análise crítica do colunista que motivou uma reflexão mais intensa acerca do tratamento que o país confere àqueles que vivem literalmente à margem da sociedade, e o resultado da avaliação foi de incomensurável valia para a formação moral de cada um. Não podemos ver os ataques terroristas como reles espectadores e acreditar que os mesmos não acontecem em nosso Brasil. Pois eles existem, sim, mas sob o véu da medíocre oficialidade. Ainda bem que VEJA contribui para a elevação cultural de seus leitores, com textos reflexivos.
Professor Leonardo Rodrigues
Anápolis, GO

 

Milton Neves

A história do apresentador é uma prova de que o jornalismo esportivo tem seu valor como informação. Milton Neves mostra que, para ter sucesso em qualquer carreira, é preciso ser competente. Só gogó não basta. Chegou aonde está à custa de sua bonita voz e, principalmente, de sua capacidade de fazer com que o telespectador permaneça o maior tempo possível na frente da telinha ("Futebol, dinheiro e lágrimas", 8 de setembro).
Roseleide Pereira Vicente
Brasília, DF

Conheço Milton Neves há mais de trinta anos. VEJA retratou com precisão seus passos pessoais e profissionais. Ele entende profundamente de futebol e sabe que o mundo da bola é um circo, para não ser levado muito a sério e sim com humor e pitadas de deboche. Essa é a receita profissional do sucesso. Milton trabalha com afinco e mereceu chegar aonde está. Ciúmes masculinos fazem parte (grotesca) do picadeiro. Só não gostei de ele lamentar, e não se regozijar, com o fato de os três filhos serem são-paulinos. Só pode ser coisa de torcedor de cetáceo.
Percival de Souza
São Paulo, SP

Pobre jornalismo esportivo de porre, em que se vende de tudo, principalmente a própria imagem. Às vezes, percebendo ou não, vende-se também a alma. O garoto-propaganda Milton Neves não perde o hábito de escrivão de polícia e diz que vai me botar na cadeia. Mas não diz por que recebe dinheiro público e não cumpre, no Detran, seu expediente diário.
Jorge Kajuru
São Paulo, SP

 

Kakay

Gostaria de registrar, em relação à matéria "O 'resolvedor da República'", publicada na edição 1 870 de VEJA, que há 27 anos mantenho relacionamento profissional com o escritório Alckmin.
Antônio Carlos de Almeida Castro
Por e-mail

 

Sérgio Abranches

Na edição 1 870 de VEJA, na seção Em foco ("O ocaso da elite", 8 de setembro), Sérgio Abranches diz que o governador de Goiás já desponta como uma liderança para 2010, ainda que sem definição de seu alcance nacional, e que terá naquela data (2010) 60 anos. Informo que o governador de Goiás, Marconi Perillo, nasceu em 7/3/1963 e, portanto, terá 47 anos em 2010, e não 60, como foi dito.
Luiz Carlos Perillo
Goiânia, GO

 

Burocracia

Cumprimento VEJA pela matéria "A burocracia amarra o crescimento" (1º de setembro), informando que Petrópolis, na região serrana fluminense, está na contramão do que indica a pesquisa do Banco Mundial. Aqui, lançamos o alvará digital, fornecido em 48 horas pela internet, e já regularizamos mais de 2.000 empresas desde 2001 pelo Programa Municipal de Desburocratização, que eliminou doze documentos no âmbito municipal.
Paulo Roberto Patuléa
Secretário de Fazenda
Petrópolis, RJ

 

Radar

Sobre a nota "Em campanha" (8 de setembro), informo que: 1) Apóio a reeleição do deputado João Paulo Cunha para a presidência da Câmara, assim como a ampla maioria da bancada do PT; 2) Não é verdadeira a informação de que estou em campanha.
Arlindo Chinaglia
Líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados
Brasília, DF

 

Diogo Mainardi

Agradeço a Diogo. A seu modo tenta mostrar que precisamos ser mais realistas e acabar de vez com esse ufanismo vira-lata. O Brasil é um país satélite, e precisamos encarar os fatos: medalhas em Olimpíadas não vão melhorar nosso IDH, e, no fundo, são um fraco paliativo para nossa baixa auto-estima. Futebol e Carnaval são cachaça para um povo pobre que não aprendeu sobre seu passado, não compreende o presente e não imagina seu futuro ("O irlandês ajudou", 8 de setembro).
José Gurgel
Natal, RN

É verdade que somos ufanistas exagerados, mas há que aplaudir qualquer feito de um atleta olímpico brasileiro, mesmo que chegue em último. Os aplausos servem para estimular outros atletas, que precisam se superar para lutar contra a falta de apoio público e privado.
Arthur Dazzani
Salvador, BA

Só mesmo quem nunca experimentou ou mesmo simplesmente observou os rigores dos treinamentos da prova seria capaz de escrever o que escreveu. Uma pequena interrupção no ritmo respiratório é dificílimo de ser recuperada, e a situação de Vanderlei foi agravada pelo impacto da surpresa hostil. Impossível afirmar que ele venceria a prova, mas é possível dizer que Vanderlei foi realmente um super-homem e sobretudo grandioso em sua humildade.
Roberto Pereira de Souza
Rio de Janeiro, RJ

 

Dieta

Excelente a matéria sobre produtos light para o público infantil, na edição 1 870 de VEJA ("Light, agora para criança", 8 de setembro). Estamos vivendo uma verdadeira epidemia de obesidade na infância. Segundo a OMS, uma em cada dez crianças do planeta está acima do peso. No Brasil, entre a população escolar, chegamos perto de 30% de sobrepeso. Nessa guerra, temos de pontuar cada vitória, e o fato de a indústria alimentícia abandonar o papel de vilão e assumir uma postura mais responsável deve ser comemorado.
Doutor Nataniel Viuniski
Coordenador do Departamento de Obesidade Infantil
São Paulo, SP

 

Lya Luft

Parabéns pelo artigo "Deixemos Daiane viver" (Ponto de vista, 8 de setembro), pois esse é um tipo de leitura em que todos os brasileiros deveriam mergulhar, visto que ela contém a essência necessária de um repensar sobre o que realmente significa ganho ou perda. Nós precisamos ainda reconhecer que o ídolo construído pela mídia é um ser que tem tanto alegrias quanto tristezas, fortalezas e fraquezas, sonhos e desilusões.
Elzenir Freire da Silva Oliveira
Jacobina, BA

 

Onda patriótica

Desde que comecei a morar nos EUA, percebi uma grande diferença entre o povo daqui e nós, os brasileiros, que é o patriotismo. Apesar de estar morando em Nova York, considerada uma das cidades mais cosmopolitas, que acolhe grande mistura de raças, é possível perceber pelos noticiários e pela "minoria" americana da cidade (estou exagerando) que esse povo tem muito orgulho de ser americano, sempre exaltando suas grandes qualidades, desde sua paixão pelo trabalho árduo até mesmo seu poderio bélico. Fico contente com a iniciativa citada na reportagem de exaltar algumas das qualidades que são típicas do brasileiro. Mas tão importantes quanto elas são as qualidades que temos na arena profissional. Somos tão competentes quanto qualquer outro povo, e precisamos ser mais criativos, devido às restrições a recursos que, como em qualquer país não desenvolvido, temos de enfrentar ("Alguém segura este país?", 8 de setembro).
Mauro Washimi
Nova York, NY, EUA

 

Guia

Na nota "Turbinas para o palmtop" (Guia, 1º de setembro), o endereço de nosso website foi publicado de forma incorreta. O site correto do fabricante é www.handsoft.com.br. A empresa americana HandMark vende (mas não produz) um produto semelhante, cujo nome porém é bem diferente – PDAMoney –, e o endereço do site dessa empresa não tem a terminação ".br".
Sergio Leite
Sócio-diretor Handsoft Informática Ltda.
Por e-mail

 

VEJA

Se eu fosse comentar as reportagens que achei importantes e me ajudaram como pessoa, garanto que não seriam poucas. Quando a revista chega, vou lendo tudo, desde a capa, e realmente está uma beleza! Matérias bem escritas, curiosidades, notícias nacionais e internacionais. As propagandas, além de belas, estão dosadas.
Magali Nunes Laguardia
Belo Horizonte, MG

 

CORREÇÃO: A revista americana Sports Illustrated previu que o Brasil, nos Jogos Olímpicos de Atenas, conquistaria doze medalhas, e não dez ("As previsões olímpicas", Contexto, 8 de setembro).

 

 

Justiça rápida em São Paulo

A propósito do quadro "A Justiça é uma tartaruga" (1º de setembro), a Justiça paulista instalou no último dia 30 um "setor experimental de conciliações, para agilizar o processamento das ações cíveis do Fórum João Mendes Júnior, na capital". O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Luiz Elias Tâmbara, entregou a coordenação do setor à juíza Maria Lúcia Pizzotti, que conta com sessenta conciliadores selecionados entre árbitros já atuantes, mediadores, juízes aposentados, advogados e professores universitários. O objetivo é aproximar as partes em busca de uma solução mais rápida dos litígios. A intenção é expandir a idéia para todo o Estado de São Paulo.

 

Não à caça


A reportagem "Saindo do armário" (11 de agosto), que tratou da temporada gaúcha de caça, mexeu com os defensores dos animais e ecologistas, que até hoje escrevem para protestar contra a matança dos bichos. "A maior parte da população gaúcha é totalmente contrária a esse 'esporte', o que ficou evidenciado por abaixo-assinado com mais de 10.500 assinaturas que foi encaminhado junto com ação civil pública, visando a impedir a abertura da temporada", escreveu Maria Elisa D. Pereira da Silva, do Grupo União pela Vida, de Porto Alegre, uma dentre os 102 leitores que comentaram o assunto. Maria Elisa, que está no bloco dos dois terços de leitores que condenaram a caça sob qualquer circunstância, fornece um dado chocante: "Só na temporada de 1984, 344.556 marrecões foram mortos", escreveu ela, citando como fonte as FICs (fichas individuais de controle de caça) entregues ao Ibama ao final da temporada.

 

 
 
 
 
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