BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2021

15 de agosto de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Lya Luft
Millôr
André Petry
Diogo Mainardi
Roberto DaMatta
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
 

Veja Recomenda

 

CINEMA

Divulgação
Eckhart e Catherine em Sem Reservas: um romance de bom gosto

Sem Reservas (No Reservations, Estados Unidos/Austrália, 2007. Desde sexta-feira em cartaz no país) – Catherine Zeta-Jones, aquele vulcão, interpreta Kate, uma controladora, mal-humorada e reprimida chef de cozinha em Nova York – uma ótima escolha, já que personagens assim funcionam melhor quando se tem a sensação de que elas de fato têm muito o que reprimir. Transformada do dia para a noite em guardiã da sobrinha (Abigail Breslin, de Pequena Miss Sunshine), a cozinheira tenta seduzi-la com preparações elaboradas, que, claro, não surtem o menor efeito: sem nenhuma experiência com crianças, não lhe ocorre que um prato de espaguete, principalmente se acompanhado de um bom abraço, seria a melhor receita para essa faixa etária. A ajuda, porém, está a caminho, na pessoa de Nick, o sous-chef de Kate, interpretado por Aaron Eckhart – a quem não faltam qualidades. Versão do filme alemão Simplesmente Martha (ao qual, aliás, é superior) e dirigido pelo australiano Scott Hicks, de Shine, esse Sem Reservas reutiliza o mais querido lugar-comum dos filmes românticos: o do homem que entra na vida de uma mulher para transformá-las ambas, a vida e a mulher. Mas o faz sem exageros sentimentais e com humor e um bom elenco, em que se destaca ainda a participação adorável de Bob Balaban como o analista da chef, que só consegue tirar dela receitas, e nenhuma confissão. Veja cenas.

 

DVD

Divulgação
Inverno Despedaçado: o vazio após a perda

Inverno Despedaçado (Tout un Hiver Sans Feu, Bélgica/Suíça/Polônia, 2004. Europa) – Seis meses depois de perder a filha pequena num incêndio, um casal de fazendeiros se vê às voltas com o silêncio terrível de sua casa – e com o frio, já que, em pleno inverno, falta-lhe coragem para acender o fogo. Marido e mulher estão, também, seguindo em direções opostas: ela, cada vez mais fechada nas lembranças; ele, frustrado por não conseguir se comunicar com ela e temeroso de sua falência iminente. O polonês criado na Suíça Greg Zglinski, também compositor, dirige essa história como quem escreve uma peça de câmara. No lugar dos instrumentos, excelentes atores, como Aurélien Recoing, Marie Matheron e a polonesa Gabriela Muskala.

 

LIVROS

Divulgação
Nussimbaum: uma vida de farsas

O Orientalista, de Tom Reiss (tradução de Maria Alice Máximo; Record; 518 páginas; 62 reais) – Proclamando-se descendente de príncipes muçulmanos, Essad Bey fez sucesso nas rodas literárias de Berlim, nos anos 30, com livros e artigos sobre o Oriente. No fim da década, porém, teve de fugir da Alemanha, depois que os nazistas descobriram sua identidade real: seu nome verdadeiro era Lev Nussimbaum, nascido no Azerbaijão, filho de magnatas do petróleo que fugiram da revolução comunista – e judeu. Mais tarde, na Áustria, Nussimbaum tentaria criar uma nova persona: Kurban Said, autor do romance Ali e Nino, sobre o amor de um muçulmano. Acabou se exilando na Itália, onde morreu de uma infecção, em 1942. Nessa biografia, o jornalista Tom Reiss reconstitui a vida desse farsante contra o pano de fundo de sua época conturbada. Leia trecho.

Deus, um Delírio, de Richard Dawkins (tradução de Fernanda Ravagnani; Companhia das Letras; 528 páginas; 54 reais) – Autor de clássicos da divulgação científica como O Gene Egoísta, o biólogo britânico Richard Dawkins é um defensor apaixonado do darwinismo – e um crítico feroz de toda forma de religião. Deus, um Delírio é tudo o que o título provocador promete: um ataque ao fanatismo e à irracionalidade que, segundo o autor, estão na base da crença em um ser divino. Em muitos pontos, o livro tem um tom de escancarada diatribe. Mas Dawkins, além de ácido, sabe também ser sutil. Ele refuta argumentos teológicos de Santo Tomás de Aquino e Pascal. E, num capítulo que talvez surpreenda seus opositores, até defende o ensino da Bíblia nas escolas – mas só nas aulas de literatura.

 

DISCOS

Frank, Amy Winehouse (Universal) – Lançado em 2003, o disco de estréia da cantora ganhou resenhas elogiosas. Porém, como não foi exatamente um sucesso de vendas, ficou restrito à Inglaterra e a alguns países da Europa. Somente agora, com o sucesso do CD Back to Black (que está na lista dos dez mais vendidos da parada americana), Frank está chegando aos outros continentes. O disco tem uma sonoridade mais crua do que o álbum mais recente, mas todas as características do trabalho de Amy já se faziam presentes: composições calcadas no rhythm'n'blues, a voz rouca e as letras em que ela faz apologia de seu estilo de vida autodestrutivo. Nesse quesito, o destaque é a faixa In My Bed. O público brasileiro, porém, deve se deliciar com a guitarra calcada na bossa nova de You Sent Me Flying.

 
Paulo Vitale
Roberta Sá: um talento na voz e na melodia

Que Belo Estranho Dia para Se Ter Alegria, Roberta Sá (MP,B) – Braseiro, o primeiro álbum da cantora potiguar, foi um cartão de visitas e tanto. Nele, Roberta Sá mostrou-se uma intérprete inspirada, capaz de cercar-se de gente competente – como o instrumentista e produtor Rodrigo Campello –, e desfilou um repertório esmerado, que ia de Dorival Caymmi aos contemporâneos Pedro Luís e Marcelo Camelo. Três anos depois, Que Belo Estranho Dia..., seu novo CD, não apenas mantém intactos os acertos do trabalho de estréia como acrescenta a ele outras qualidades: o namoro discreto com a eletrônica, em faixas como Alô Fevereiro e Fogo e Gasolina; a presença de novos autores (Edu Krieger e Rodrigo Maranhão, que assinam respectivamente Novo Amor e Samba de um Minuto); e seu próprio talento como compositora, demonstrado pela bela melodia de Janeiros, criada em parceria com Pedro Luís.

 

 

Fontes: Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Brasília: Cultura, Laselva, Leitura, Saraiva; Campinas: Laselva; Campo Grande: Leitura; Curitiba: Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense; Fortaleza: Laselva; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva; Londrina: Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Manaus: Laselva; Natal: Laselva; Navegantes: Laselva; Porto Alegre: Cultura, Livrarias Porto, Saraiva; Porto Seguro: Laselva; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Rio de Janeiro: Argumento, Laselva, Saraiva, Travessa; São Paulo: Cultura, Laselva, Livraria da Vila, Nobel, Saraiva; Teresina: Laselva; Vitória: Laselva, Leitura; internet: Cultura, Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva, Submarino.
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |