"Fiquei
aliviada ao receber minha VEJA e constatar
que as alegrias do Pan e a tristeza da TAM não
ocultaram as maracutaias do Renan!" Andréa Bulbarelli São Paulo,
SP
Renan Calheiros
Tudo o que o governo
queria era algo que desviasse a atenção do povo
das investigações sobre o senador Renan Calheiros.
A revista VEJA sabe disso e por essa razão exerce um
papel fundamental numa democracia. Mostra a realidade dos
fatos, "doa a quem doer". A expectativa do grupo de Renan
era deixar que o caso saísse do noticiário durante
o recesso e os Jogos Pan-Americanos. VEJA não deixou
isso acontecer ("Sociedade secreta", 8 de agosto). José Carlos Clementino Itu, SP
Excelente a reportagem
sobre "mais laranjas de Renan". O incrível é
esse senhor acreditar na própria inocência e
querer que acreditemos nela. Pior ainda é acreditar
que está sendo perseguido injustamente como por um
ato inquisitorial. Em parte é nossa culpa, por sermos
tão tolerantes com essa casta de políticos.
Saudade dos "caras-pintadas", quando saíram às
ruas para derrubar um "pobre" Collor. À revista VEJA
peço que não desista de denunciar as falcatruas
de políticos corruptos. Quem sabe um dia eles aprendam
e entendam que não somos mais dóceis carneirinhos.
Rafael Veiga São Paulo, SP
O senador Renan
Calheiros declarou, com o habitual sorriso congelado, que
resistiria "até o fim". VEJA deixa bem claro que o
fim da linha já chegou. Então, o referido político
está lá esperando mais o quê? Francisco Souto Neto Curitiba, PR
Doutor Renan Calheiros
(vulgo senador), por favor, pense bem no que está fazendo
e saia daí urgente. O senhor tem filha para criar (ainda
tem de continuar pagando a pensão). Não aguarde
favorecimento do senhor Lula Amnésia da Silva, vai
que ele esquece quem é você. Peça à
Schincariol umas caixinhas bem geladas e vá para a
fazenda contar as patas do seu gado (não se esqueça
de que o número tem de ser par). Francisco Wladimir Bueloni
Piracicaba, SP
Depois da tragédia
de Congonhas, cheguei a pensar que as falcatruas do nosso
polivalente senador Renan seriam esquecidas. Mas ainda bem
que temos em nossa imprensa uma revista séria como
VEJA, que sempre traz à tona novos fatos, para que
não nos esqueçamos dos escândalos antigos.
Parabéns a VEJA. Paulo Martins Campo Grande, MS
VEJA presta ao Brasil
um serviço inestimável ao desmascarar a trajetória
de um farsante chamado Renan Calheiros. Não é
possível que diante de tantas provas o Conselho de
Ética do Senado jogue para debaixo de seus sujos tapetes
as falcatruas explícitas do presidente da Casa. Será,
sem dúvida, a desmoralização completa
do Congresso Nacional, tão desacreditado pelos brasileiros.
Manuel Jobim Maceió, AL
Somente um Congresso
Nacional solapado pela degradação moral, pelo
crime e pela corrupção poderia aceitar que o
Senado Federal seja presidido pelo promíscuo e adúltero
confesso Renan Calheiros. Cizenando Branco Jataí, GO
Senador Renan, como
nordestino fico envergonhado com as suas peripécias.
Como professor, vou apresentá-lo aos universitários
como modelo negativo de cidadão e político.
O Nordeste já sofre com a seca ambiental, agora nos
castiga a seca moral revelada ao Brasil inteiro. José Olímpio
Castro São Luís, MA
Um político
como Renan, acusado de receber propina de uma construtora,
acusado de emitir notas frias, acusado de fazer negócios
com empresas-fantasma, acusado de grilagem de terras, acusado
de ser sócio oculto de empresa de comunicação
e de não sei mais o quê, ter a cara-de-pau de
dizer que para sacá-lo da presidência do Senado
vão ter de sujar as mãos de sangue, só
pode ser um sem-vergonha mesmo. Bruno Bonucci Yamanashi ken, Japão
Wilma Magalhães
Parabéns
à socialite Wilma Magalhães (Amarelas, 8 de
agosto), que conseguiu extrair alegria da própria desgraça.
Parabéns ao sistema carcerário de Brasília.
Calem-se os que, por motivos óbvios, levantarão
a voz contra a entrevista. O sistema penitenciário
brasileiro não reabilita ninguém. A volta do
presidiário ao convívio social é inevitável.
Diante dessa difícil equação, muito melhor
o ex-detento que viu no sistema um mundo cor-de-rosa que o
egresso pós-graduado na universidade do crime e revoltado
com o tratamento recebido, disposto a aplicar os novos conhecimentos
para se vingar da sociedade. José Roberto
Magalhães São Paulo, SP
Parabéns
ao repórter Alexandre Oltramari pela perspicácia
jornalística. Encontrar esse tipo de entrevistada,
extrair dela essa preciosidade de conteúdo é
possuir faro profissional, essencial a esse tipo de trabalho.
Se os homens públicos do Brasil, envolvidos com a Justiça,
agissem como Wilma Magalhães, não precisaríamos
criar tribunais especiais para julgar autoridades, teríamos
somente de multiplicar os nossos presídios.
Sálvio Gonçalves Alfenas, MG
Não resisti
a enquadrar a entrevistada num dos sintomas de distúrbios
psíquicos chamado "defesa maníaca", no qual
a pessoa demonstra um comportamento contraditório à
situação real em que vive. Julio César Garcia Padilha Psicólogo e professor universitário
Marília, SP
Impressionante o
alto-astral dessa senhora. Ah, se todas aprendessem a manter
o bom humor na adversidade. Sídney Assis Brasil Belém, PA
Não consigo
aceitar como, aos 49 anos de idade, jamais soube da socialite
Wilma Magalhães. Minha vida será outra a partir
de agora. Obrigado. Guto Pacheco São Paulo, SP
Ô, VEJA! Que
decepção! Não tinha ninguém mais
interessante para entrevistar nas páginas amarelas?
Quanto mais eu avançava na leitura da "entrevista",
mais difícil era acreditar no que estava lendo. Onde
vocês arranjaram essa mulher? Vani Aparecida Bento Martins Belo Horizonte, MG
Depois de semanas
no meio de tantas tristezas, nada me fez rir tanto quanto
a entrevista de Wilma Magalhães (chega a doer a barriga).
Adayr Paulo André Orleans, SC
Não sabia
se ria ou chorava. Confesso que fiquei estarrecida com a "mente
brilhante" dessa senhora. Clara Kaoru Brasília, DF
Eu era contra a
pena de morte até ler a entrevista dessa socialite
(apenas uma ironia). Alexandre Medeiros Brasília, DF
A tragédia
de Congonhas
Um hábito
novo deverá ter um tempo de repetição
para que se torne automatizado, pois os neurônios precisam
desse procedimento para através das sinapses marcar
um novo mapa ou caminho. Apesar da experiência dos pilotos,
o comandante do vôo de Taipei, por exemplo, tinha 8.700
horas do hábito de aceleração/reverso.
A pergunta é: quantas horas dessas 8.700 tinha o piloto
do hábito de aceleração/marcha lenta/reverso?
Talvez vinte ou 25 segundos? Nenhuma companhia aérea
deve propor procedimentos como travar o reverso se pode substituí-los
por manutenção, pois dessa forma não
se interfere em hábitos estabelecidos ("As caixas-pretas
não mentem", 8 de agosto).
Sonia Román Santos, SP
Independentemente
de quem for a culpa pela catástrofe ocorrida em Congonhas,
devemos neste momento procurar soluções para
aumentar a segurança de voar. Podemos estar sofrendo
redução na classificação internacional
de segurança em vôo, com sérias conseqüências
para o Brasil. Marcos Espíndola
Berretta Por e-mail
O piloto do vôo
3054 pode ter sido, sim, induzido a erro pelo próprio
software de instrumentação da aeronave. Os modernos
sistemas das aeronaves de hoje são excelentes, mas
não evitam situações críticas
como a do referido vôo, quando aliadas a problemas preexistentes
e a outras negligências, que, como já se sabe,
vinham ocorrendo desde antes do trágico acidente. O
fato é que a empresa aérea em questão
é campeã de acidentes e só continua a
operar no Brasil devido a interesses comerciais, ao domínio
estrito do mercado e mediante intenso lobby junto às
autoridades do setor.
Rogerio Luis Bulgacov Brasília, DF
Agências
reguladoras
Parece que depois
do categórico "Aja ou saia. Faça ou vá
embora" do ministro Jobim, apenas Milton Zuanazzi e PaTota
da Anac não captaram a mensagem. Sua permanência,
com os fatos veiculados por VEJA, atesta a desmoralização
e a insustentabilidade da agência como órgão
regulador e fiscalizador da aviação civil ("Mordomia
nas alturas", 8 de agosto). Tito Schmitt União da Vitória,
PR
Uma verdadeira palhaçada
é o que melhor descreve o papel das pessoas que teriam
a competência para fiscalizar as companhias aéreas.
Em troca de favores pessoais, usam e abusam de passagens que
nós pagamos com os impostos que poderiam ser investidos
em educação. Cristiano C. Queiroz Brasília, DF
O abusivo número
de viagens aéreas dos diretores da Anac (criada em
2005 supostamente para resolver os monumentais problemas de
descontrole aéreo) é um primoroso retrato de
como o governo (?) Lula está conseguindo tornar ainda
mais displicente o já paquidérmico serviço
público brasileiro. Uma visita ao site dessa nova autarquia
mostra que os seus cinco "imexíveis" diretores são
pessoas que estão sempre em disponibilidade para trocar
de cargo público. O presidente, Milton Zuanazzi, foi
vereador em Porto Alegre, secretário de Turismo no
Rio Grande do Sul e funcionário do Ministério
do Turismo em Brasília. O diretor Leur Lomanto foi
deputado federal sete vezes pela Bahia. O diretor Josef Barat
foi secretário de Transportes no Rio de Janeiro, diretor
da Emtu em São Paulo, e sua empresa de consultoria
Planam prestou serviços a várias companhias
aéreas, inclusive à TAM. Claudio Janowitzer Rio de Janeiro, RJ
Manipular as tarifas
públicas ao sabor de pressões particulares,
setoriais e políticas é o sonho do PT. O governo
Lula faz de tudo para acabar com a autonomia das agências
setoriais. Submeter os recursos financeiros das empresas à
boa vontade "política" dos governantes é o tiro
certeiro para institucionalizar a corrupção
em nosso país e acabar de vez com a nossa já
precária infra-estrutura ("Ruim é o Zuanazzi,
não as agências", 8 de agosto). Nilson Otávio
de Oliveira São Paulo, SP
Infra-estrutura
Ao ler a reportagem
especial "Infra-estrutura. É preciso vencer essa guerra"
(8 de agosto), sobre a situação da infra-estrutura
brasileira, pude compreender as razões da predileção
de milhares talvez milhões de leitores
por VEJA. É que a revista não se limita a denunciar
o descalabro por que passa a nação; as soluções
são também apontadas com enorme profundidade,
tudo resultado de um competente jornalismo capaz de ouvir
e entender os especialistas nas questões abordadas.
Mas algo nos deixa estarrecidos: é que até para
pessoas medianamente informadas essas soluções
são óbvias. E no entanto nosso governo do PT
não é capaz de dar seguimento às proposições
aventadas. José Assis Simões Utsch
Curitiba, PR
A reportagem sobre
as ferrovias mostrou muito bem os desafios que as concessionárias
têm enfrentado para desenvolver esse tipo de transporte
de carga no país. A precariedade da malha e as construções
irregulares de casebres junto aos trilhos fazem com que a
velocidade média nas ferrovias brasileiras seja muito
baixa. Mas é importante observar que a velocidade de
300 quilômetros por hora, na França, não
se aplica aos trens de carga, e sim a um tipo especial de
trem de passageiros. Não é verdade que as locomotivas
brasileiras sejam obsoletas. Desde 1997, enquanto o governo
investiu 600 milhões de reais, cerca de 10% do que
já arrecadou em impostos e arrendamentos pagos pelas
concessionárias que operam o transporte ferroviário
de carga, estas já investiram mais de 12 bilhões
na modernização do setor, inclusive em equipamentos
e sistemas de avançada tecnologia. A quantidade de
vagões e de locomotivas modernas e potentes é
duas vezes maior que a frota existente há dez anos.
A reportagem foi extremamente oportuna para que a população
compreenda claramente que os problemas de infra-estrutura
não se limitam a rodovias e aeroportos, mas também
a portos e ferrovias. A solução desses problemas
é fundamental e urgente, para que não ocorra
no Brasil um "apagão logístico" de graves conseqüências
econômicas e sociais. Rodrigo Vilaça
Diretor executivo da Associação Nacional dos
Transportadores Ferroviários
Por e-mail
Excelente e mais
do que oportuna a reportagem sobre a infra-estrutura no Brasil.
Esse fosso que existe entre o Brasil e outros países
que levam o investimento nessa área a sério
cresce à velocidade da luz e vai deixar o nosso país
cada vez mais atrasado, menos competitivo, fadado ao fracasso
e ao eterno subdesenvolvimento. Os nossos políticos,
em contrapartida, na sua maioria diretamente responsáveis
por essa situação, recebem os salários
e benefícios mais altos do mundo, quando comparados
aos percebidos por parlamentares de outros países,
para produzir o que aí está. Károly J. Gombert Vinhedo, SP
Desde o início
da minha legislatura em Brasília, venho alertando para
o risco de um novo apagão no país e buscando,
junto com especialistas, alternativas para a questão.
Uma das propostas apresentadas no seminário "Energia
e meio ambiente", realizado pela Comissão de Meio Ambiente
e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados
e pela Assembléia Legislativa de São Paulo no
mês de junho, foi a repotenciação das
usinas hidrelétricas, sugerida por Célio Bermann,
professor-doutor do Instituto de Eletrotécnica e Energia
da USP. Pelo fato de as usinas já terem mais de vinte
anos, a recuperação e a modernização
dessas turbinas poderiam representar um aumento de 10% a 15%
no fornecimento de energia. Isso daria para ultrapassarmos
2011 e 2012, e, nesse meio tempo, realizarmos um estudo no
sentido do aproveitamento de energias limpas. Outra alternativa
(complementar, nunca excludente) seria o BNDES fazer investimentos
no sistema eólico e na energia solar. Em escala de
produção, os custos seriam reduzidos e teríamos
um aproveitamento ecológico correto. Ricardo Tripoli
Deputado federal e vice-presidente da Comissão de Meio
Ambiente da Câmara
Brasília, DF
Nos Estados Unidos,
os grãos são transportados quase exclusivamente
por hidrovia, desde a região produtora até o
porto de embarque. Enquanto o mundo prefere os rios e canais,
o Brasil, com milhares de quilômetros navegáveis,
privilegia o uso das rodovias, ainda que isso represente maiores
custos com combustível, manutenção de
estradas e caminhões. O uso das hidrovias brasileiras
permitiria maior eficiência no transporte de carga,
especialmente em se tratando de longas distâncias: uma
barcaça tem capacidade de transportar cerca de quarenta
vezes mais que um caminhão. Privilegiando a navegação,
teríamos fretes 70% mais baratos, perda de carga praticamente
nula, redução da emissão de poluentes
e do número de acidentes. Lívia Resende Lara
Especialista em regulação de transportes aquaviários
Por e-mail
Brilhante, fenomenal,
é o mínimo que podemos dizer em relação
à reportagem. Sem dúvida, foi a melhor reportagem
de VEJA sobre o assunto, que, como sempre, abordou os problemas
e indicou soluções de forma clara e objetiva.
Aproveito para dar uma sugestão ao presidente Lula,
que, apesar de estar no governo há quatro anos e meio
e ter 37 ministérios e secretarias, afirmou que não
sabia da extensão do apagão aéreo (e
possivelmente dos demais): leia com a devida atenção
a reportagem de VEJA, inteire-se dos problemas e comece a
governar. O Brasil tem pressa. Humberto Viana Guimarães
Salvador, BA
Caso o presidente
da República não seja assinante de VEJA, sugiro
ao senhor Civita que lhe dê de presente uma assinatura
da revista. Assim, ele não poderá mais dizer
que não tem conhecimento dos problemas de infra-estrutura
do país. Se ele tiver dificuldade para ler, que ao
menos VEJA! Dalva Amélia de Oliveira
Rio de Janeiro, RJ
Seria ótimo
se reportagens como essa pudessem sensibilizar um pouco os
administradores do nosso país e estes se voltassem
um pouquinho em favor do sofrido Brasil, em vez de se importarem
exclusivamente em "legislar em causa própria", como
fazem. Clóvis do Valle
Por e-mail
Gostaria que a
Abril mandasse um exemplar da edição 2020 de
VEJA a todos os integrantes do Executivo e do Legislativo
de nosso país, incluídos estados e municípios.
Quem sabe o senso comum de "ordem e progresso" invada corpos
e mentes letárgicos. Carlos Alberto Gonçalves da Silva
Santo André, SP
Confesso agradável
surpresa com o especial que analisa a infra-estrutura. Se
vocês conseguiram fazê-lo com uma pequena equipe,
como o governo, com uma penca de ministérios e milhares
de burocratas, não consegue? Mário Alves Dente
São Paulo, SP
Como assinante
antiga, quero agradecer a VEJA todo o bem que ela vem fazendo
ao país com suas sistemáticas e oportunas denúncias,
que apesar de serem sempre contestadas são posteriormente
comprovadas, calando a boca dos acusados. Agora, VEJA presenteia
a nação com a reportagem "Vôo rumo ao
atraso", na qual, além de apontar as deficiências,
mostra o caminho a ser seguido pelas autoridades. Parabéns! Maria Ivonete Figueiredo Wanderley
Recife, PE
Reinaldo Azevedo
É irretocável
o artigo de Reinaldo Azevedo ("O movimento dos sem-bolsa",
8 de agosto), que demonstra a existência de dois Brasis:
o dos que se locupletam com o poder, perdoam e esquecem facilmente
todas as falhas cometidas pelo governo Lula (e olha que não
são poucas) e o daqueles que querem tão-somente
viver a própria vida, sem depender de favores do governo,
e que por isso mesmo sofrem toda sorte de prejuízos
e agressões. Gostaria muito de saber quando teremos
governantes que se preocuparão com a população
como um todo e não somente com o seu rebanho eleitoral. Paulo Manabu Honda
São Paulo, SP
Inteligente, lúcido,
oportuno e corajoso o artigo de Reinaldo Azevedo. Como um
"sem-bolsa", cansei da desfaçatez, burrice, mentira,
roubalheira e arrogância desse governo e dessa oposição
indolente e oportunista. Alfredo Veiga-Neto
Porto Alegre, RS
Reinaldo Azevedo,
obrigada por ter traduzido com tanta precisão e sensibilidade
o que nós (classe média, ou elite, como preferem
alguns) temos passado neste país. Somos uma raça
em extinção. Por isso, poucos são os
que se importam em nos proteger. Sempre ensinei aos meus filhos:
sejam retos e a vida se encarregará de lhes dar a recompensa
de sua conduta. As injustiças que sofremos servem apenas
para nos fortalecer e despertar nossa capacidade de luta e
persistência. Apesar de não conseguirmos achar
nenhuma saída visível a olho nu para essa divisão
de classes que está sendo estabelecida, continuem sendo
retos. Denise Maria de Carvalho Abdo Mauá Goiânia, GO
É necessário
que a oposição saia do armário e se pronuncie
diante dos descalabros praticados pelo governo Lula, uma vez
que até hoje ele não assumiu a Presidência
da República, continua colocando a culpa dos desacertos
na "zelite", e nós, nordestinos, não temos para
quem apelar, só podemos nos confortar com aqueles que
tiveram a oportunidade de vaiá-lo. Parabéns,
Reinaldo Azevedo, pelo seu brilhante artigo "O movimento dos
sem-bolsa". Carlinda Pires
Vitória da Conquista, BA
Diogo Mainardi
Cumprimento Diogo
Mainardi pelo excelente artigo "O pistoleiro Dirceu" (8 de
agosto), principalmente pela coragem de não se intimidar
diante deste governo corrupto do PT. É cada vez mais
revoltante assistir diariamente a novos escândalos e
ter a dignidade ferida ao constatar a impunidade que impera
nos poderes Executivo e Legislativo. Como seremos o "país
do futuro"? Celso Augusto Milani Cardoso Filho São Paulo, SP
Carta ao leitor
Autoridades brasileiras,
atentem para o contido no editorial de VEJA ("Um país
no buraco", Carta ao leitor, 8 de agosto): "É preciso
não só investir mais dinheiro..., como melhorar
a qualidade do investimento". Pode ser dito, pelos senhores:
é difícil. Talvez não. Só é
preciso, entendo, seriedade com o dinheiro público.
Repete-se: dinheiro público. Na seriedade que se cobra
estaria a não aprovação da PEC 333/ 2004,
que cria "novas cadeiras" nos legislativos municipais. Vamos
ser sérios, gente. Aumentar para quê? AmândioPrudente Costa
Manaus, AM
Veja essa
Venho manifestar
minha indignação pela frase do senhor Valter
Pomar. Ele critica a nomeação do senhor Nelson
Jobim para o Ministério da Defesa, o que demonstra
como o PT se relaciona com o "bem geral" da população
brasileira: está preocupado com a perda do PT e do
governo. Vilma Gradvol
São Paulo, SP
Minha netinha Ana
Beatriz completou 3 anos em fevereiro. No dia 29 de março
sua mãe estava em São Paulo e ligou para casa
dizendo que só voltaria no dia 30. Ana Beatriz então
lhe perguntou: "Mamãe, vai ter avião para você
voltar?". Até uma criança de 3 anos sabe dos
problemas da aviação brasileira, menos o Lula. Evanilde Garcia Lara
Belo Horizonte, MG
Lula ouve com as
orelhas, fala com os dentes e enxerga com as pálpebras! Ricolas Mejatovic
Brasília, DF
Japão
Consta na matéria
"De volta às armas" (1° de agosto) que "o Parlamento
japonês aprovou a realização de um referendo
para decidir se queremos ou não mudar o artigo 9 da
Constituição". Esclareço que foi aprovada
a lei sobre o referendo no Japão, mas esta legisla
sobre o processo legal de retificação da Constituição
que o Japão não possuía após o
término da II Guerra Mundial. Assim sendo, essa lei
não tem relação direta com a retificação
do artigo 9 da Constituição. Existem discussões
que transmitem a impressão de que o atual governo pretende
abandonar o pacifismo retificando a sua Constituição.
É um equívoco. A posição pacifista
do governo japonês é coerente desde o fim da
guerra e permanecerá imutável. O governo japonês
aceitou com seriedade o fato histórico de que causou
grandes prejuízos e sofrimentos, principalmente às
pessoas dos países asiáticos, devido às
invasões e colonizações, e tem externado
essa posição manifestando reiteradamente o seu
arrependimento e os pedidos de desculpas, além de estar
se empenhando na contribuição para a sociedade
internacional como um país pacifista. Em relação
à comparação com a Alemanha, o governo
japonês resolveu as pendências de indenização
entre outras questões do pós-guerra com base
no Tratado de Paz de São Francisco, no Tratado de Paz
entre os Países Envolvidos e demais tratados relacionados,
solucionando de uma forma unificada, em nível governamental,
todas as questões relacionadas à guerra. O Japão
e a Alemanha resolveram os assuntos do pós-guerra de
forma diferente em situações diferentes, de
modo que a simples comparação não é
adequada. Masuo Nishibayashi
Cônsul-geral
Consulado-Geral do Japão em São Paulo
Rede Sarah de
Hospitais
Foi com surpresa
que deparamos com textos sobre a Rede Sarah de Hospitais de
Reabilitação em um "informe publicitário"
publicado na edição 2 020 de VEJA (8 de agosto),
que circulou no Distrito Federal e em Goiás. Em momento
algum a rede autorizou qualquer uma dessas veiculações
nem foi consultada a respeito. A Rede Sarah não tem
motivos para fazer propaganda, pois todo o seu atendimento
é gratuito. Um princípio básico da rede
é devolver ao cidadão os impostos pagos por
meio de serviços de saúde de qualidade. Gostaríamos
de deixar claro que desconhecemos os autores desse informe
e que jamais utilizaríamos recursos públicos
para fazer qualquer tipo de publicidade. Lúcia Willadino Braga eAloysio Campos da
Paz Júnior
Rede Sarah de Hospitais
Brasília, DF
IWO JIMA É
AQUI
AFP
A foto original e a ilustração
de Samhart: esforço de guerra
De Oviedo, em Astúrias,
na Espanha, a leitora Helga Maria Saboia Bezerra escreve
para falar do desenho que ilustra a reportagem "O que
pode ser feito já" (8 de agosto): "É uma
réplica da famosa foto da batalha de Iwo Jima
(1945), de Joe Rosenthal, em que seis soldados plantam
a bandeira americana na ilha japonesa". Helga se refere
à ilustração de Samhart, que realmente
reproduz a polêmica foto de Rosenthal, feita durante
a II Guerra Mundial. Um clássico da fotografia
por décadas, há algum tempo se questiona
sua autenticidade. Não se trataria de um flagrante
da batalha, mas de uma cena produzida depois de cessado
o fogo da artilharia. A leitora diz não ter entendido
a relação da foto com os problemas brasileiros.
Simples: a batalha que o Brasil terá de travar
para recuperar sua infra-estrutura tem a dimensão
de um esforço de guerra.
AS DUAS LEOPOLDINAS
A
leitora Heliane Fonseca, professora de história
no Rio de Janeiro, notou um deslize na reportagem "O
homem que sonhou reinar" (8 de agosto): "A mulher que
aparece como a segunda filha de dom Pedro II na realidade
é a mãe dele, a imperatriz Leopoldina
de Habsburgo. A irmã da princesa Isabel também
tinha o nome de Leopoldina, mas não é
esta que ilustra o artigo". Heliane tem razão.
A foto publicada é da imperatriz Leopoldina.
Veja a foto correta:
RENAN DERRAPA
A charge de Myrria: laranjas
e desequilíbrio
As revelações
feitas em reportagem de VEJA de que um lobista de empreiteira
pagava a pensão da filha de Renan Calheiros abalaram
seu prestígio, mas ele procurou manter a pose.
Depois veio a reportagem que mostrava seus negócios
com a cervejaria Schincariol. Ele reagiu irritado, mas
manteve a pose. Com a reportagem que revelou o uso de
laranjas para adquirir, com dinheiro vivo, participação
em emissoras de rádio e jornal, ele perdeu o
equilíbrio. O presidente do Senado não
respondeu às denúncias, mas fez acusações
infundadas e tentou intimidar colegas. O cartunista
Myrria, do jornal A Crítica, de Manaus,
captou bem a situação.