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Edição 2021

15 de agosto de 2007
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Cartas

"Fiquei aliviada ao receber minha VEJA e constatar
que as alegrias do Pan e a tristeza da TAM não
ocultaram as maracutaias do Renan!"

Andréa Bulbarelli
São Paulo, SP


Renan Calheiros

Tudo o que o governo queria era algo que desviasse a atenção do povo das investigações sobre o senador Renan Calheiros. A revista VEJA sabe disso e por essa razão exerce um papel fundamental numa democracia. Mostra a realidade dos fatos, "doa a quem doer". A expectativa do grupo de Renan era deixar que o caso saísse do noticiário durante o recesso e os Jogos Pan-Americanos. VEJA não deixou isso acontecer ("Sociedade secreta", 8 de agosto).
José Carlos Clementino
Itu, SP

Excelente a reportagem sobre "mais laranjas de Renan". O incrível é esse senhor acreditar na própria inocência e querer que acreditemos nela. Pior ainda é acreditar que está sendo perseguido injustamente como por um ato inquisitorial. Em parte é nossa culpa, por sermos tão tolerantes com essa casta de políticos. Saudade dos "caras-pintadas", quando saíram às ruas para derrubar um "pobre" Collor. À revista VEJA peço que não desista de denunciar as falcatruas de políticos corruptos. Quem sabe um dia eles aprendam e entendam que não somos mais dóceis carneirinhos.
Rafael Veiga

São Paulo, SP

O senador Renan Calheiros declarou, com o habitual sorriso congelado, que resistiria "até o fim". VEJA deixa bem claro que o fim da linha já chegou. Então, o referido político está lá esperando mais o quê?
Francisco Souto Neto
Curitiba, PR

Doutor Renan Calheiros (vulgo senador), por favor, pense bem no que está fazendo e saia daí urgente. O senhor tem filha para criar (ainda tem de continuar pagando a pensão). Não aguarde favorecimento do senhor Lula Amnésia da Silva, vai que ele esquece quem é você. Peça à Schincariol umas caixinhas bem geladas e vá para a fazenda contar as patas do seu gado (não se esqueça de que o número tem de ser par).
Francisco Wladimir Bueloni
Piracicaba, SP

Depois da tragédia de Congonhas, cheguei a pensar que as falcatruas do nosso polivalente senador Renan seriam esquecidas. Mas ainda bem que temos em nossa imprensa uma revista séria como VEJA, que sempre traz à tona novos fatos, para que não nos esqueçamos dos escândalos antigos. Parabéns a VEJA.
Paulo Martins
Campo Grande, MS

VEJA presta ao Brasil um serviço inestimável ao desmascarar a trajetória de um farsante chamado Renan Calheiros. Não é possível que diante de tantas provas o Conselho de Ética do Senado jogue para debaixo de seus sujos tapetes as falcatruas explícitas do presidente da Casa. Será, sem dúvida, a desmoralização completa do Congresso Nacional, tão desacreditado pelos brasileiros.
Manuel Jobim
Maceió, AL

Somente um Congresso Nacional solapado pela degradação moral, pelo crime e pela corrupção poderia aceitar que o Senado Federal seja presidido pelo promíscuo e adúltero confesso Renan Calheiros.
Cizenando Branco
Jataí, GO

Senador Renan, como nordestino fico envergonhado com as suas peripécias. Como professor, vou apresentá-lo aos universitários como modelo negativo de cidadão e político. O Nordeste já sofre com a seca ambiental, agora nos castiga a seca moral revelada ao Brasil inteiro.
José Olímpio Castro
São Luís, MA

Um político como Renan, acusado de receber propina de uma construtora, acusado de emitir notas frias, acusado de fazer negócios com empresas-fantasma, acusado de grilagem de terras, acusado de ser sócio oculto de empresa de comunicação e de não sei mais o quê, ter a cara-de-pau de dizer que para sacá-lo da presidência do Senado vão ter de sujar as mãos de sangue, só pode ser um sem-vergonha mesmo.
Bruno Bonucci
Yamanashi ken, Japão

 

Wilma Magalhães

Parabéns à socialite Wilma Magalhães (Amarelas, 8 de agosto), que conseguiu extrair alegria da própria desgraça. Parabéns ao sistema carcerário de Brasília. Calem-se os que, por motivos óbvios, levantarão a voz contra a entrevista. O sistema penitenciário brasileiro não reabilita ninguém. A volta do presidiário ao convívio social é inevitável. Diante dessa difícil equação, muito melhor o ex-detento que viu no sistema um mundo cor-de-rosa que o egresso pós-graduado na universidade do crime e revoltado com o tratamento recebido, disposto a aplicar os novos conhecimentos para se vingar da sociedade.
José Roberto Magalhães
São Paulo, SP

Parabéns ao repórter Alexandre Oltramari pela perspicácia jornalística. Encontrar esse tipo de entrevistada, extrair dela essa preciosidade de conteúdo é possuir faro profissional, essencial a esse tipo de trabalho. Se os homens públicos do Brasil, envolvidos com a Justiça, agissem como Wilma Magalhães, não precisaríamos criar tribunais especiais para julgar autoridades, teríamos somente de multiplicar os nossos presídios.
Sálvio Gonçalves

Alfenas, MG

Não resisti a enquadrar a entrevistada num dos sintomas de distúrbios psíquicos chamado "defesa maníaca", no qual a pessoa demonstra um comportamento contraditório à situação real em que vive.
Julio César Garcia Padilha
Psicólogo e professor universitário
Marília, SP

Impressionante o alto-astral dessa senhora. Ah, se todas aprendessem a manter o bom humor na adversidade.
Sídney Assis Brasil
Belém, PA

Não consigo aceitar como, aos 49 anos de idade, jamais soube da socialite Wilma Magalhães. Minha vida será outra a partir de agora. Obrigado.
Guto Pacheco
São Paulo, SP

Ô, VEJA! Que decepção! Não tinha ninguém mais interessante para entrevistar nas páginas amarelas? Quanto mais eu avançava na leitura da "entrevista", mais difícil era acreditar no que estava lendo. Onde vocês arranjaram essa mulher?
Vani Aparecida Bento Martins
Belo Horizonte, MG

Depois de semanas no meio de tantas tristezas, nada me fez rir tanto quanto a entrevista de Wilma Magalhães (chega a doer a barriga).
Adayr Paulo André
Orleans, SC

Não sabia se ria ou chorava. Confesso que fiquei estarrecida com a "mente brilhante" dessa senhora.
Clara Kaoru
Brasília, DF

Eu era contra a pena de morte até ler a entrevista dessa socialite (apenas uma ironia).
Alexandre Medeiros
Brasília, DF

 

A tragédia de Congonhas

Um hábito novo deverá ter um tempo de repetição para que se torne automatizado, pois os neurônios precisam desse procedimento para através das sinapses marcar um novo mapa ou caminho. Apesar da experiência dos pilotos, o comandante do vôo de Taipei, por exemplo, tinha 8.700 horas do hábito de aceleração/reverso. A pergunta é: quantas horas dessas 8.700 tinha o piloto do hábito de aceleração/marcha lenta/reverso? Talvez vinte ou 25 segundos? Nenhuma companhia aérea deve propor procedimentos como travar o reverso se pode substituí-los por manutenção, pois dessa forma não se interfere em hábitos estabelecidos ("As caixas-pretas não mentem", 8 de agosto).
Sonia Román

Santos, SP

Independentemente de quem for a culpa pela catástrofe ocorrida em Congonhas, devemos neste momento procurar soluções para aumentar a segurança de voar. Podemos estar sofrendo redução na classificação internacional de segurança em vôo, com sérias conseqüências para o Brasil.
Marcos Espíndola Berretta
Por e-mail

O piloto do vôo 3054 pode ter sido, sim, induzido a erro pelo próprio software de instrumentação da aeronave. Os modernos sistemas das aeronaves de hoje são excelentes, mas não evitam situações críticas como a do referido vôo, quando aliadas a problemas preexistentes e a outras negligências, que, como já se sabe, vinham ocorrendo desde antes do trágico acidente. O fato é que a empresa aérea em questão é campeã de acidentes e só continua a operar no Brasil devido a interesses comerciais, ao domínio estrito do mercado e mediante intenso lobby junto às autoridades do setor.
Rogerio Luis Bulgacov

Brasília, DF

 

Agências reguladoras

Parece que depois do categórico "Aja ou saia. Faça ou vá embora" do ministro Jobim, apenas Milton Zuanazzi e PaTota da Anac não captaram a mensagem. Sua permanência, com os fatos veiculados por VEJA, atesta a desmoralização e a insustentabilidade da agência como órgão regulador e fiscalizador da aviação civil ("Mordomia nas alturas", 8 de agosto).
Tito Schmitt
União da Vitória, PR

Uma verdadeira palhaçada é o que melhor descreve o papel das pessoas que teriam a competência para fiscalizar as companhias aéreas. Em troca de favores pessoais, usam e abusam de passagens que nós pagamos com os impostos que poderiam ser investidos em educação.
Cristiano C. Queiroz
Brasília, DF

O abusivo número de viagens aéreas dos diretores da Anac (criada em 2005 supostamente para resolver os monumentais problemas de descontrole aéreo) é um primoroso retrato de como o governo (?) Lula está conseguindo tornar ainda mais displicente o já paquidérmico serviço público brasileiro. Uma visita ao site dessa nova autarquia mostra que os seus cinco "imexíveis" diretores são pessoas que estão sempre em disponibilidade para trocar de cargo público. O presidente, Milton Zuanazzi, foi vereador em Porto Alegre, secretário de Turismo no Rio Grande do Sul e funcionário do Ministério do Turismo em Brasília. O diretor Leur Lomanto foi deputado federal sete vezes pela Bahia. O diretor Josef Barat foi secretário de Transportes no Rio de Janeiro, diretor da Emtu em São Paulo, e sua empresa de consultoria Planam prestou serviços a várias companhias aéreas, inclusive à TAM.
Claudio Janowitzer
Rio de Janeiro, RJ

Manipular as tarifas públicas ao sabor de pressões particulares, setoriais e políticas é o sonho do PT. O governo Lula faz de tudo para acabar com a autonomia das agências setoriais. Submeter os recursos financeiros das empresas à boa vontade "política" dos governantes é o tiro certeiro para institucionalizar a corrupção em nosso país e acabar de vez com a nossa já precária infra-estrutura ("Ruim é o Zuanazzi, não as agências", 8 de agosto).
Nilson Otávio de Oliveira
São Paulo, SP

 

Infra-estrutura

Ao ler a reportagem especial "Infra-estrutura. É preciso vencer essa guerra" (8 de agosto), sobre a situação da infra-estrutura brasileira, pude compreender as razões da predileção de milhares – talvez milhões – de leitores por VEJA. É que a revista não se limita a denunciar o descalabro por que passa a nação; as soluções são também apontadas com enorme profundidade, tudo resultado de um competente jornalismo capaz de ouvir e entender os especialistas nas questões abordadas. Mas algo nos deixa estarrecidos: é que até para pessoas medianamente informadas essas soluções são óbvias. E no entanto nosso governo do PT não é capaz de dar seguimento às proposições aventadas.
José Assis Simões Utsch
Curitiba, PR

A reportagem sobre as ferrovias mostrou muito bem os desafios que as concessionárias têm enfrentado para desenvolver esse tipo de transporte de carga no país. A precariedade da malha e as construções irregulares de casebres junto aos trilhos fazem com que a velocidade média nas ferrovias brasileiras seja muito baixa. Mas é importante observar que a velocidade de 300 quilômetros por hora, na França, não se aplica aos trens de carga, e sim a um tipo especial de trem de passageiros. Não é verdade que as locomotivas brasileiras sejam obsoletas. Desde 1997, enquanto o governo investiu 600 milhões de reais, cerca de 10% do que já arrecadou em impostos e arrendamentos pagos pelas concessionárias que operam o transporte ferroviário de carga, estas já investiram mais de 12 bilhões na modernização do setor, inclusive em equipamentos e sistemas de avançada tecnologia. A quantidade de vagões e de locomotivas modernas e potentes é duas vezes maior que a frota existente há dez anos. A reportagem foi extremamente oportuna para que a população compreenda claramente que os problemas de infra-estrutura não se limitam a rodovias e aeroportos, mas também a portos e ferrovias. A solução desses problemas é fundamental e urgente, para que não ocorra no Brasil um "apagão logístico" de graves conseqüências econômicas e sociais.
Rodrigo Vilaça
Diretor executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários
Por e-mail

Excelente e mais do que oportuna a reportagem sobre a infra-estrutura no Brasil. Esse fosso que existe entre o Brasil e outros países que levam o investimento nessa área a sério cresce à velocidade da luz e vai deixar o nosso país cada vez mais atrasado, menos competitivo, fadado ao fracasso e ao eterno subdesenvolvimento. Os nossos políticos, em contrapartida, na sua maioria diretamente responsáveis por essa situação, recebem os salários e benefícios mais altos do mundo, quando comparados aos percebidos por parlamentares de outros países, para produzir o que aí está.
Károly J. Gombert
Vinhedo, SP

Desde o início da minha legislatura em Brasília, venho alertando para o risco de um novo apagão no país e buscando, junto com especialistas, alternativas para a questão. Uma das propostas apresentadas no seminário "Energia e meio ambiente", realizado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados e pela Assembléia Legislativa de São Paulo no mês de junho, foi a repotenciação das usinas hidrelétricas, sugerida por Célio Bermann, professor-doutor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP. Pelo fato de as usinas já terem mais de vinte anos, a recuperação e a modernização dessas turbinas poderiam representar um aumento de 10% a 15% no fornecimento de energia. Isso daria para ultrapassarmos 2011 e 2012, e, nesse meio tempo, realizarmos um estudo no sentido do aproveitamento de energias limpas. Outra alternativa (complementar, nunca excludente) seria o BNDES fazer investimentos no sistema eólico e na energia solar. Em escala de produção, os custos seriam reduzidos e teríamos um aproveitamento ecológico correto.
Ricardo Tripoli
Deputado federal e vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara
Brasília, DF

Nos Estados Unidos, os grãos são transportados quase exclusivamente por hidrovia, desde a região produtora até o porto de embarque. Enquanto o mundo prefere os rios e canais, o Brasil, com milhares de quilômetros navegáveis, privilegia o uso das rodovias, ainda que isso represente maiores custos com combustível, manutenção de estradas e caminhões. O uso das hidrovias brasileiras permitiria maior eficiência no transporte de carga, especialmente em se tratando de longas distâncias: uma barcaça tem capacidade de transportar cerca de quarenta vezes mais que um caminhão. Privilegiando a navegação, teríamos fretes 70% mais baratos, perda de carga praticamente nula, redução da emissão de poluentes e do número de acidentes.
Lívia Resende Lara
Especialista em regulação de transportes aquaviários
Por e-mail

Brilhante, fenomenal, é o mínimo que podemos dizer em relação à reportagem. Sem dúvida, foi a melhor reportagem de VEJA sobre o assunto, que, como sempre, abordou os problemas e indicou soluções de forma clara e objetiva. Aproveito para dar uma sugestão ao presidente Lula, que, apesar de estar no governo há quatro anos e meio e ter 37 ministérios e secretarias, afirmou que não sabia da extensão do apagão aéreo (e possivelmente dos demais): leia com a devida atenção a reportagem de VEJA, inteire-se dos problemas e comece a governar. O Brasil tem pressa.
Humberto Viana Guimarães
Salvador, BA

Caso o presidente da República não seja assinante de VEJA, sugiro ao senhor Civita que lhe dê de presente uma assinatura da revista. Assim, ele não poderá mais dizer que não tem conhecimento dos problemas de infra-estrutura do país. Se ele tiver dificuldade para ler, que ao menos VEJA!
Dalva Amélia de Oliveira
Rio de Janeiro, RJ

Seria ótimo se reportagens como essa pudessem sensibilizar um pouco os administradores do nosso país e estes se voltassem um pouquinho em favor do sofrido Brasil, em vez de se importarem exclusivamente em "legislar em causa própria", como fazem.
Clóvis do Valle
Por e-mail

Gostaria que a Abril mandasse um exemplar da edição 2020 de VEJA a todos os integrantes do Executivo e do Legislativo de nosso país, incluídos estados e municípios. Quem sabe o senso comum de "ordem e progresso" invada corpos e mentes letárgicos.
Carlos Alberto Gonçalves da Silva
Santo André, SP

Confesso agradável surpresa com o especial que analisa a infra-estrutura. Se vocês conseguiram fazê-lo com uma pequena equipe, como o governo, com uma penca de ministérios e milhares de burocratas, não consegue?
Mário Alves Dente
São Paulo, SP

Como assinante antiga, quero agradecer a VEJA todo o bem que ela vem fazendo ao país com suas sistemáticas e oportunas denúncias, que apesar de serem sempre contestadas são posteriormente comprovadas, calando a boca dos acusados. Agora, VEJA presenteia a nação com a reportagem "Vôo rumo ao atraso", na qual, além de apontar as deficiências, mostra o caminho a ser seguido pelas autoridades. Parabéns!
Maria Ivonete Figueiredo Wanderley
Recife, PE

 

Reinaldo Azevedo

É irretocável o artigo de Reinaldo Azevedo ("O movimento dos sem-bolsa", 8 de agosto), que demonstra a existência de dois Brasis: o dos que se locupletam com o poder, perdoam e esquecem facilmente todas as falhas cometidas pelo governo Lula (e olha que não são poucas) e o daqueles que querem tão-somente viver a própria vida, sem depender de favores do governo, e que por isso mesmo sofrem toda sorte de prejuízos e agressões. Gostaria muito de saber quando teremos governantes que se preocuparão com a população como um todo e não somente com o seu rebanho eleitoral.
Paulo Manabu Honda
São Paulo, SP

Inteligente, lúcido, oportuno e corajoso o artigo de Reinaldo Azevedo. Como um "sem-bolsa", cansei da desfaçatez, burrice, mentira, roubalheira e arrogância desse governo e dessa oposição indolente e oportunista.
Alfredo Veiga-Neto
Porto Alegre, RS

Reinaldo Azevedo, obrigada por ter traduzido com tanta precisão e sensibilidade o que nós (classe média, ou elite, como preferem alguns) temos passado neste país. Somos uma raça em extinção. Por isso, poucos são os que se importam em nos proteger. Sempre ensinei aos meus filhos: sejam retos e a vida se encarregará de lhes dar a recompensa de sua conduta. As injustiças que sofremos servem apenas para nos fortalecer e despertar nossa capacidade de luta e persistência. Apesar de não conseguirmos achar nenhuma saída visível a olho nu para essa divisão de classes que está sendo estabelecida, continuem sendo retos.
Denise Maria de Carvalho Abdo Mauá
Goiânia, GO

É necessário que a oposição saia do armário e se pronuncie diante dos descalabros praticados pelo governo Lula, uma vez que até hoje ele não assumiu a Presidência da República, continua colocando a culpa dos desacertos na "zelite", e nós, nordestinos, não temos para quem apelar, só podemos nos confortar com aqueles que tiveram a oportunidade de vaiá-lo. Parabéns, Reinaldo Azevedo, pelo seu brilhante artigo "O movimento dos sem-bolsa".
Carlinda Pires
Vitória da Conquista, BA

 

Diogo Mainardi

Cumprimento Diogo Mainardi pelo excelente artigo "O pistoleiro Dirceu" (8 de agosto), principalmente pela coragem de não se intimidar diante deste governo corrupto do PT. É cada vez mais revoltante assistir diariamente a novos escândalos e ter a dignidade ferida ao constatar a impunidade que impera nos poderes Executivo e Legislativo. Como seremos o "país do futuro"?
Celso Augusto Milani Cardoso Filho
São Paulo, SP

 

Carta ao leitor

Autoridades brasileiras, atentem para o contido no editorial de VEJA ("Um país no buraco", Carta ao leitor, 8 de agosto): "É preciso não só investir mais dinheiro..., como melhorar a qualidade do investimento". Pode ser dito, pelos senhores: é difícil. Talvez não. Só é preciso, entendo, seriedade com o dinheiro público. Repete-se: dinheiro público. Na seriedade que se cobra estaria a não aprovação da PEC 333/ 2004, que cria "novas cadeiras" nos legislativos municipais. Vamos ser sérios, gente. Aumentar para quê?
Amândio Prudente Costa
Manaus, AM

 

Veja essa

Venho manifestar minha indignação pela frase do senhor Valter Pomar. Ele critica a nomeação do senhor Nelson Jobim para o Ministério da Defesa, o que demonstra como o PT se relaciona com o "bem geral" da população brasileira: está preocupado com a perda do PT e do governo.
Vilma Gradvol
São Paulo, SP

Minha netinha Ana Beatriz completou 3 anos em fevereiro. No dia 29 de março sua mãe estava em São Paulo e ligou para casa dizendo que só voltaria no dia 30. Ana Beatriz então lhe perguntou: "Mamãe, vai ter avião para você voltar?". Até uma criança de 3 anos sabe dos problemas da aviação brasileira, menos o Lula.
Evanilde Garcia Lara
Belo Horizonte, MG

Lula ouve com as orelhas, fala com os dentes e enxerga com as pálpebras!
Ricolas Mejatovic
Brasília, DF

 

Japão

Consta na matéria "De volta às armas" (1° de agosto) que "o Parlamento japonês aprovou a realização de um referendo para decidir se queremos ou não mudar o artigo 9 da Constituição". Esclareço que foi aprovada a lei sobre o referendo no Japão, mas esta legisla sobre o processo legal de retificação da Constituição que o Japão não possuía após o término da II Guerra Mundial. Assim sendo, essa lei não tem relação direta com a retificação do artigo 9 da Constituição. Existem discussões que transmitem a impressão de que o atual governo pretende abandonar o pacifismo retificando a sua Constituição. É um equívoco. A posição pacifista do governo japonês é coerente desde o fim da guerra e permanecerá imutável. O governo japonês aceitou com seriedade o fato histórico de que causou grandes prejuízos e sofrimentos, principalmente às pessoas dos países asiáticos, devido às invasões e colonizações, e tem externado essa posição manifestando reiteradamente o seu arrependimento e os pedidos de desculpas, além de estar se empenhando na contribuição para a sociedade internacional como um país pacifista. Em relação à comparação com a Alemanha, o governo japonês resolveu as pendências de indenização entre outras questões do pós-guerra com base no Tratado de Paz de São Francisco, no Tratado de Paz entre os Países Envolvidos e demais tratados relacionados, solucionando de uma forma unificada, em nível governamental, todas as questões relacionadas à guerra. O Japão e a Alemanha resolveram os assuntos do pós-guerra de forma diferente em situações diferentes, de modo que a simples comparação não é adequada.
Masuo Nishibayashi
Cônsul-geral
Consulado-Geral do Japão em São Paulo

 

Rede Sarah de Hospitais

Foi com surpresa que deparamos com textos sobre a Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação em um "informe publicitário" publicado na edição 2 020 de VEJA (8 de agosto), que circulou no Distrito Federal e em Goiás. Em momento algum a rede autorizou qualquer uma dessas veiculações nem foi consultada a respeito. A Rede Sarah não tem motivos para fazer propaganda, pois todo o seu atendimento é gratuito. Um princípio básico da rede é devolver ao cidadão os impostos pagos por meio de serviços de saúde de qualidade. Gostaríamos de deixar claro que desconhecemos os autores desse informe e que jamais utilizaríamos recursos públicos para fazer qualquer tipo de publicidade.
Lúcia Willadino Braga e Aloysio Campos da Paz Júnior
Rede Sarah de Hospitais
Brasília, DF

 

IWO JIMA É AQUI

 
AFP
A foto original e a ilustração de Samhart: esforço de guerra

De Oviedo, em Astúrias, na Espanha, a leitora Helga Maria Saboia Bezerra escreve para falar do desenho que ilustra a reportagem "O que pode ser feito já" (8 de agosto): "É uma réplica da famosa foto da batalha de Iwo Jima (1945), de Joe Rosenthal, em que seis soldados plantam a bandeira americana na ilha japonesa". Helga se refere à ilustração de Samhart, que realmente reproduz a polêmica foto de Rosenthal, feita durante a II Guerra Mundial. Um clássico da fotografia por décadas, há algum tempo se questiona sua autenticidade. Não se trataria de um flagrante da batalha, mas de uma cena produzida depois de cessado o fogo da artilharia. A leitora diz não ter entendido a relação da foto com os problemas brasileiros. Simples: a batalha que o Brasil terá de travar para recuperar sua infra-estrutura tem a dimensão de um esforço de guerra.



AS DUAS LEOPOLDINAS

A leitora Heliane Fonseca, professora de história no Rio de Janeiro, notou um deslize na reportagem "O homem que sonhou reinar" (8 de agosto): "A mulher que aparece como a segunda filha de dom Pedro II na realidade é a mãe dele, a imperatriz Leopoldina de Habsburgo. A irmã da princesa Isabel também tinha o nome de Leopoldina, mas não é esta que ilustra o artigo". Heliane tem razão. A foto publicada é da imperatriz Leopoldina. Veja a foto correta:



RENAN DERRAPA

A charge de Myrria: laranjas e desequilíbrio

As revelações feitas em reportagem de VEJA de que um lobista de empreiteira pagava a pensão da filha de Renan Calheiros abalaram seu prestígio, mas ele procurou manter a pose. Depois veio a reportagem que mostrava seus negócios com a cervejaria Schincariol. Ele reagiu irritado, mas manteve a pose. Com a reportagem que revelou o uso de laranjas para adquirir, com dinheiro vivo, participação em emissoras de rádio e jornal, ele perdeu o equilíbrio. O presidente do Senado não respondeu às denúncias, mas fez acusações infundadas e tentou intimidar colegas. O cartunista Myrria, do jornal A Crítica, de Manaus, captou bem a situação.

 

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