Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 713 - 15 de agosto de 2001
Artes e Espetáculos Cinema
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Guia
Artes e Espetáculos
  A MTV chega à maturidade
O novo estilo dos documentários sobre vida animal
O Diário de Bridget Jones, com Hugh Grant
Memórias Póstumas, de André Klotzel
Uma Estrela Chamada Henry, de Roddy Doyle
Bill Clinton vende biografia por 10 milhões de dólares

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Hipertexto
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Literatura brasileira
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Meu caro diário

Bridget Jones, a mais simpática das
heroínas de best-sellers, ganha uma
adaptação à sua altura

Isabela Boscov

Alex Bailey
Renée, como a atrapalhada Bridget: 10 quilos a mais, sotaque inglês e talento cômico


Foi um deus-nos-acuda quando se anunciou que o papel principal de O Diário de Bridget Jones (Bridget Jones's Diary, Inglaterra/Estados Unidos, 2001) seria dado a ninguém menos que uma texana – Renée Zellweger, que contracenou com Tom Cruise em Jerry Maguire. A confusa, ansiosa e graciosamente neurótica Bridget é um patrimônio britânico por excelência, dos hábitos prejudiciais à saúde (como o de comer torta de rim ou asfixiar as mágoas com doses cavalares de tabaco) ao senso de humor debochado – cuja vítima mais freqüente é ela mesma. Os ingleses esperavam, portanto, que coubesse a uma atriz nativa a incumbência de viver na tela a heroína de um dos grandes best-sellers da década passada, com 4 milhões de cópias vendidas em todo o mundo (50.000 delas no Brasil). Mas, como se pode conferir a partir desta sexta-feira, quando o filme estréia em circuito nacional, Renée foi mesmo uma escolha melhor do que Kate Winslet ou Helena Bonham Carter, como chegaram a cogitar os produtores. Tem ótimo timing para a comédia e uma enorme capacidade de despertar a empatia da platéia. Guardando-se as devidas proporções, lembra Lucille Ball no estilo e na disposição para se mostrar em ângulos pouco glamourosos. Renée revelou, de fato, uma admirável ausência de afetação durante as filmagens: distribuiu 10 quilos extras por seu 1,65 metro de altura e mudou-se para Londres para treinar o novo sotaque. Os ingleses foram os primeiros a admitir que, desta vez, a apropriação de um de seus orgulhos nacionais não foi indébita – embora nenhum deles resista a criticar a pronúncia da atriz, claro.

Para quem não conhece o livro da inglesa Helen Fielding, vale explicar que o que torna a personagem tão especial é, ironicamente, sua absoluta normalidade. Bridget já passou dos 30 anos, mas se tortura por ainda não ter encontrado o homem certo (e nem o errado). Não é gorda, mas adoraria ser mais magra. Da sua lista de resoluções consta parar de fumar, de beber, de esquecer de lavar a roupa suja e de perder tempo vendo novelas ou tentando adivinhar onde largou as chaves de casa. No momento, está empacada num emprego medíocre numa editora, mas não sai de lá porque anda meio apaixonada por seu chefe (Hugh Grant, numa atuação deliciosa), que vive jogando charme para a funcionária, mas obviamente não é um namorado confiável. Bridget tem ainda o dom da gafe: sabe escolher como ninguém a hora errada de dizer a coisa errada, o que freqüentemente ofusca sua inteligência e o seu outro grande talento, o de ridicularizar suas próprias aflições com tiradas espirituosas. Bridget é, em suma, um modelo de desorganização e o alvo perfeito para guias de auto-ajuda na linha de Homens São de Marte, Mulheres São de Vênus. Isso por ser, no cotidiano, a antítese de tudo o que esses manuais pregam – exatamente como a maioria da humanidade.

2000 Universal Pictures/Uip
Firth (à esq.) e Grant: rivais ao estilo de Orgulho e Preconceito


Quando a história começa, numa véspera de Ano-Novo, Bridget está no auge da insatisfação. Daí a idéia de escrever um diário como ferramenta de auto-aprimoramento. Bridget registra não só os acontecimentos cotidianos, mas também seu peso, as calorias consumidas, a quantidade de cigarros fumados e o número de drinques entornados. Por serem sinceros – e algo patéticos –, seus esforços são tão cativantes. É esse o espírito que o filme da diretora Sharon Maguire (amiga da autora e uma das fontes de inspiração para o livro) capta tão bem e transforma em trampolim para ótimas piadas. Sharon é uma estreante, mas teve apoio de peso: os produtores dos sucessos britânicos Quatro Casamentos e Um Funeral e Um Lugar Chamado Notting Hill. O roteirista, Richard Curtis, também é o mesmo. Mas não trabalhou sozinho, e sim em colaboração com Andrew Davies, que há seis anos adaptou Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, para uma minissérie que virou mania na Inglaterra. Há uma pegadinha aí: O Diário de Bridget Jones é, na verdade, uma versão modernizada desse romance clássico. Tem até o mesmo protagonista – o reprimido e esnobe Darcy, que logo na primeira cena se converte na nêmese da heroína e está sempre por perto quando ela dá seus piores foras. Para garantir que a platéia entendesse a brincadeira, convocou-se o mesmo ator da série: Colin Firth, que repete aqui sua interpretação ao mesmo tempo irritante e irresistível. Bridget, claro, demora a entender que Darcy gosta dela apesar de suas trapalhadas e também por causa delas – mais ou menos como costuma acontecer no mundo real. É isso que faz o filme funcionar tão bem. Nele, nem as mulheres são venusianas nem os homens vêm de Marte. São todos deste planeta mesmo.

 
VEJA também
Estação VEJA
  Confira o trailer e fotos do filme na Estação VEJA

 

   
canaldecompras
O que é canal de compras
CDs DVDs Vídeos
Saraiva.com.br
 
Livros
Saraiva.com.br
Espiral
 
Ingressos
Ingresso.com.br
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS