
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
Crie
seu grupo

|
|
As primas ricas
Bijuterias
de grifes famosas
custam tanto quanto uma jóia

Bel Moherdaui
Fotos Marcelo Zocchio

Echarpe,
braceletes de cristal, colar mexicano de coral com pingentes de prata,
pedra negra, resinas de vários tons e a coleira de miçanga
da Dior: desenho e qualidade |
Tudo começou
com Coco Chanel, que se enrolou em pérolas falsas e elevou a bijuteria
à categoria de acessório chique. Mas nem a visionária
mademoiselle poderia imaginar a que ponto a jóia-fantasia chegaria:
atualmente, graças à beleza e à sofisticação
das peças e ao atrativo das grifes que as assinam, a bijuteria
de luxo vence a resistência das madames, enfeita decotes e pulsos
em festas de gala e, sem ostentar metais ou pedras preciosas, custa o
mesmo que muita jóia de verdade. Na Christian Dior, uma alentada
gargantilha de resina (uma espécie de plástico metido a
besta) com fecho folheado a ouro sai por 4.320
reais. Na Giorgio Armani, uma das peças mais elaboradas é
o chamado colar-echarpe, comprido o suficiente para dar a volta no pescoço
e escorregar as pontas pela frente e pelas costas. Feito de quartzo, com
uma enorme pedra no centro, custa 1.800 reais
na promoção que cortou todos os preços pela metade.

Pulseiras
de couro e brincos de resina com cristais: como artesanato
|
As bijuterias
finas primam pelo desenho e pela qualidade da confecção.
O fecho pode ser banhado a ouro e as pedras com freqüência
são exóticas, mas aqui e ali se encontram peças elaboradas
com materiais típicos das feiras de artesanato. A gargantilha tipo
coleira da Dior (1.735 reais) é feita
de miçangas coloridas. A cobiçada pulseirinha com monograma
da Louis Vuitton (405 reais) é uma tira de couro com fecho de metal
dourado ou prateado. A badalada grife americana Lee Angel produz cintilantes
braceletes de cristal colorido vendidos por 980 reais cada um. Na polpuda
tabela das bijuterias requintadas, estas são as peças mais
em conta. O preço sobe, e muito, quando a matéria-prima
é uma pedra mais rara, como a blue gold stone, de que é
feito outro colar também desenhado por Armani em pessoa e vendido
por 2..750 reais. Na etiqueta das butiques
de luxo, são todas "semijóias" apenas um nome mais
pomposo para a bijuteria, atesta Hécliton Santini Henriques, presidente
do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais. Henriques reconhece que as
jóias-fantasia estão conquistando o espaço que era
das jóias verdadeiras nos porta-badulaques femininos. "Com a falta
de segurança, a bijuteria acaba sendo uma boa alternativa. Além
disso, ela permite grande variação no design e aproveita
a tendência de usar cores, padrões e materiais diferentes",
explica. A versatilidade é, de fato, um grande ponto a favor das
bijuterias, num momento em que a moda se modifica em questão de
meses nas grandes grifes, elas são renovadas com a mesma
freqüência das coleções de roupas.
|
|
 |
|
 |

|
 |