Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 713 - 15 de agosto de 2001
Geral Aviação
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
  A viagem do xeque do Catar e suas esposas a Roma
Censo faz um retrato da década da euforia nos EUA
Doping e morte no futebol americano
Exercício físico pode tornar-se compulsão
Universidades públicas ampliam vagas
Estados Unidos escolhem um novo caça
A vida das nordestinas casadas com europeus
Bijuterias com preço de jóia
Jorge Amado: morre o mais querido escritor brasileiro
Texto completo de A Morte e a Morte de Quincas Berro Dágua
Contagem regressiva para a clonagem humana
   
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Hipertexto
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Literatura brasileira
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Qual máquina é
mais mortífera?

Pentágono escolhe o avião
de combate
que vai equipar
todas as suas forças

Fotos divulgação
Fotos divulgação
O X-32B da Boeing e, à direita, o X-35B da Lockheed: decolagem em pista curta e pouso vertical

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos tem uma decisão difícil para tomar até outubro. Precisa escolher o avião supersônico que substituirá os atuais caças-bombardeiros, alguns deles em atividade há quase trinta anos. É um meganegócio de 200 bilhões de dólares, com a produção estimada de 3.000 aviões a partir de 2007. Só há dois concorrentes, o X-32B da Boeing e o X-35B da Lockheed Martin. Ambas já deram por concluída a fase mais importante de testes e anunciaram que seu avião conseguiu realizar com sucesso a manobra exigida pelos militares americanos: decolar em pista curtíssima, ultrapassar a velocidade do som e descer na vertical. Cada empresa recebeu do governo americano cerca de 600 milhões de dólares para o desenvolvimento desses primeiros protótipos. Eles são a concretização de um projeto chamado JSF, cujo objetivo é a criação de um avião de guerra versátil o bastante para ser usado pela Marinha, Força Aérea e Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e também pela Marinha e Força Aérea inglesas.

Criar um avião para atender a necessidades militares tão diferentes é um enorme desafio de engenharia. A Força Aérea precisa de um bombardeiro de longo alcance para substituir a frota de envelhecidos F-15 e F-16. Os fuzileiros navais querem uma aeronave capaz de pairar no ar e pousar verticalmente. A Marinha deseja um modelo leve, que não seja detectado por radares inimigos e decole de pistas curtas. Os Harrier ingleses já decolam e pousam verticalmente, mas são antigos e sem capacidade supersônica. O JSF pretende ser a solução de todos os problemas. Só precisa de 150 metros de pista para decolar, dispõe de tecnologia stealth, que o torna invisível aos radares, atinge velocidades acima de 1.200 quilômetros por hora e pode transportar 4 toneladas de bombas.

Projetados sob medida para atender às características estipuladas pelo Pentágono, os aviões da Boeing e da Lockheed Martin são clones virtuais. Custam cerca de 75 milhões de dólares cada um. É um monte de dinheiro, mas ainda assim 8 milhões a menos que um V-22 Osprey – o projeto fracassado de um avião de decolagem vertical dos Fuzileiros Navais americanos – e 125 milhões mais barato que um F-22, o novo bombardeiro da Força Aérea dos Estados Unidos. Estima-se que uma frota unificada poderá poupar aos cofres do Pentágono 60 bilhões de dólares em manutenção durante a vida útil dos aviões. Há três semanas, o piloto inglês Simon Hargreaves experimentou o X-35B Lockheed Martin e deu um show: parou o aparelho no ar durante quase meio minuto, sustentando-o com o sistema de pouso vertical (na mesma situação, o X-32B pairou por mais de dois minutos). Em seguida deu uma forte arrancada e executou uma pirueta de 360 graus. Feita a manobra, pousou suavemente na vertical.

Ambos os protótipos dispõem de um sistema de computação com capacidade de processamento equivalente à de uma rede de 100 PCs comuns. Graças a um sistema que junta dados de satélite, de bases terrestres e de outras aeronaves, os pilotos identificam facilmente tanques, mísseis e outros detalhes táticos. Em teoria, o JFS é capaz de voar, pousar e decolar no escuro total. "Nunca se havia feito algo assim", diz Marshall Williams, o técnico da Boeing responsável pelo desenvolvimento da cabine do X-32B. "Muitos videogames eram melhores que os sistemas dos aviões que estão hoje em uso." Como escolher entre duas máquinas tão mortíferas?

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS