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Se é o PT,
pode
Agora
o partido defende
a propaganda oficial
Pedro Rubens

Lula:
"Temos de fazer comunicação de massa"
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Os petistas
sempre combateram a propaganda oficial, alegando que se tratava de desperdício
dos recursos do contribuinte. Em 1997, a propósito da eleição
presidencial do ano seguinte, Luís Inácio Lula da Silva
assinou um artigo criticando a natureza perversa da propaganda. "Serão
gastos rios de dinheiro público, não para as campanhas de
vacinação ou para o combate à mortalidade infantil,
mas sim para fazer propaganda das realizações do presidente."
Recentemente, o presidente licenciado do PT, José Dirceu, classificou
a campanha publicitária dos sete anos do real de "abuso de autoridade
por parte do presidente e de seus ministros ao usar dinheiro público
para fazer propaganda". Esqueçam o que eles escreveram ou disseram
a respeito do assunto. Surgiu uma nova orientação no campo
do reclame oficial.
A mudança
foi oficializada na semana passada, durante a 2ª Conferência
Nacional de Comunicação do PT. Um dos palestrantes, o prefeito
da cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Antônio
Palocci, membro da cúpula partidária, discorreu sobre as
vantagens da propaganda. "Sem propaganda política a administração
não aumenta a arrecadação", disse, em discurso reproduzido
na página do PT na internet (www.pt.org.br).
Segundo seu raciocínio, o investimento em publicidade, a mesma
que era tida como desvio, dá ao administrador a chance de expor
à população suas realizações e assim
aumentar a receita com impostos. No encontro, Lula alertou que se o partido
não apelar para comunicação de massa vai perder novamente
a eleição. O que mudou? A natureza da despesa ou o PT, que
era oposição e agora, como governo em vários Estados
e cidades, precisa propagar seus feitos?
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