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Edição 1 713 - 15 de agosto de 2001
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Se é o PT, pode

Agora o partido defende
a propaganda oficial

Pedro Rubens

Lula: "Temos de fazer comunicação de massa"

Os petistas sempre combateram a propaganda oficial, alegando que se tratava de desperdício dos recursos do contribuinte. Em 1997, a propósito da eleição presidencial do ano seguinte, Luís Inácio Lula da Silva assinou um artigo criticando a natureza perversa da propaganda. "Serão gastos rios de dinheiro público, não para as campanhas de vacinação ou para o combate à mortalidade infantil, mas sim para fazer propaganda das realizações do presidente." Recentemente, o presidente licenciado do PT, José Dirceu, classificou a campanha publicitária dos sete anos do real de "abuso de autoridade por parte do presidente e de seus ministros ao usar dinheiro público para fazer propaganda". Esqueçam o que eles escreveram ou disseram a respeito do assunto. Surgiu uma nova orientação no campo do reclame oficial.

A mudança foi oficializada na semana passada, durante a 2ª Conferência Nacional de Comunicação do PT. Um dos palestrantes, o prefeito da cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Antônio Palocci, membro da cúpula partidária, discorreu sobre as vantagens da propaganda. "Sem propaganda política a administração não aumenta a arrecadação", disse, em discurso reproduzido na página do PT na internet (www.pt.org.br). Segundo seu raciocínio, o investimento em publicidade, a mesma que era tida como desvio, dá ao administrador a chance de expor à população suas realizações e assim aumentar a receita com impostos. No encontro, Lula alertou que se o partido não apelar para comunicação de massa vai perder novamente a eleição. O que mudou? A natureza da despesa ou o PT, que era oposição e agora, como governo em vários Estados e cidades, precisa propagar seus feitos?

 
 
   
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