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O
gatão
da prefeita
Confirmadíssimo:
Marta Suplicy
está mesmo namorando o
franco-argentino Luis Favre

Thaís
Oyama e Bel Moherdaui
Milton Michida/AE
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Eduardo Lazzarini/Folha
Imagem
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| Marta
e o namorado, Favre, recém-chegado da França: nos encontros
em público, ficam perto um do outro, mas não se olham
nem trocam nenhuma palavra |
Conhecida
por divulgar antes dos concorrentes as notícias sobre romances
e brigas de família que todo mundo adora ler, a colunista Hildegard
Angel, de O Globo, acaba de cravar mais uma: na sexta-feira, contou
para os leitores, no seu delicioso tom de amiga íntima ("Queridos,
tenho uma absolutamente ótima para vocês"), que a prefeita
de São Paulo, Marta Suplicy, de 56 anos, está mesmo namorando
o franco-argentino Luis Favre, de 51, consultor bissexto do Partido dos
Trabalhadores para assuntos internacionais. Marta, separada desde abril
do senador Eduardo Suplicy, nada declarou sobre o assunto, reafirmando
que não comenta sua vida pessoal. Mas Suplicy, ainda triste com
a separação, reconheceu que a ex-mulher, a quem ainda ama,
está mesmo nos braços do outro. "Há três semanas,
Marta reuniu a família e avisou que estava namorando", disse. "Apenas
exprimi a ela minhas preocupações sobre o assunto", acrescentou
o senador, que está morando na antiga casa da família com
os dois filhos solteiros, os músicos Supla e João.
Fernando Lemos/Strana

Hildegard:
a primeira a contar |
Hildegard foi além em sua coluna, ao dizer que Marta comunicou
a "íntimos do PT" que vai se casar com Favre no primeiro semestre
do ano que vem, assim que tiver finalizado seu divórcio. Isso ninguém
confirma. Pelo contrário. Luís Inácio Lula da Silva,
presidente de honra do PT, garante que nunca falou disso com Marta. "Não
tem por que me comunicar. A vida da Marta é dela." O deputado Aloizio
Mercadante nem toca no assunto. "Sobre vida pessoal, respeitamos até
a dos adversários. Por que falaríamos de alguém do
partido?", argumenta. O fato é que Hildegard dificilmente erra
nesse tipo de assunto. Apenas neste ano, a colunista de O Globo revelou
três histórias bombásticas. A primeira: o filho mais
velho do já falecido industrial carioca Álvaro Catão
é, na verdade, fruto de um romance de sua mãe com o irmão
de Álvaro, Francisco. A segunda: o banqueiro Walther Moreira Salles,
que morreu em fevereiro, teria deixado um filho concebido fora do casamento
(há um processo de reconhecimento de paternidade em andamento).
A terceira: a separação de Jair Coelho e Ariadne, o casal
maravilha das quentinhas cariocas.
Favre chegou
a São Paulo cerca de dez dias atrás, em viagem estritamente
pessoal. Nas duas ocasiões em que apareceu em público, foi
ao lado da prefeita. No sábado, dia 4, esteve numa apresentação
da Orquestra Filarmônica de Israel. Entre Marta e Favre, havia uma
cadeira ocupada por uma amiga da prefeita. Não se falaram e não
se olharam. Na segunda-feira, dia 6, Marta organizou em sua casa nova,
onde mora sozinha há três meses, um jantar para poucos, para
apresentar Lula ao cantor sertanejo Zezé Di Camargo, que cedeu
ao PT os direitos de uma música a ser usada na campanha presidencial.
A conversa passou longe das questões externas, mas a assessoria
de assuntos internacionais do PT estava lá Favre compareceu
na qualidade de convidado da prefeita. Mais uma vez, não se falaram,
nem se olharam. Tudo muito elegante, mas ineficiente. Em ambas as ocasiões,
o casal que não ousava dizer o nome de seu amor chamou a atenção
de quem estava por perto.
Divulgação
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Bruno Veiga/Strana
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| Suplicy
e a escritora Ana Miranda: fins de semana debruçados sobre
o tema da renda mínima |
Favre, ex-militante
trotskista envolvente e bonitão que Hilde descreve como "antigo
assessor sentimental de alguns corações carentes do PT",
é ligado ao partido há vinte anos. Nascido na Argentina,
radicou-se na França, onde tem uma gráfica, e ajuda o partido
nos contatos internacionais. "Ele não tem escritório nem
remuneração. Apenas colabora", diz Mercadante, que é
secretário do PT para relações internacionais. Durante
a campanha pela prefeitura, Favre era sempre visto ao lado de Marta, no
papel de conselheiro. Eleita, ela voltou a encontrá-lo em pelo
menos duas ocasiões, numa visita a Paris e em outra a Genebra.
Agora foi a vez de ele vir a São Paulo, possivelmente para ficar.
Trinta
missas Enquanto Marta, caladíssima, se empenha na impossível
tarefa de acomodar em sua vida um novo companheiro sem fazer disso motivo
de alarde, o senador Suplicy, no seu jeito peculiar, também vai
procurando refazer a vida. Nos últimos tempos, tem passado os fins
de semana em companhia da escritora Ana Miranda, 49. "Ele está
escrevendo um livro sobre renda mínima e eu estou ajudando", explica
Ana, como se fosse normalíssimo alguém passar os domingos
debruçado sobre tão trepidante tema. Suplicy é menos
enfático na tecla do apenas bons amigos. "Eu sou um homem descompromissado",
insinua, com aquele ar maroto de quem está fazendo psicanálise.
Confessa-se também muito impressionado com o rosto de uma "jovem
loira, provavelmente estudante", que estava na assistência de uma
palestra sua, na semana passada. "Não sei nem seu nome, mas, quando
a vi, senti imediatamente algo especial." Pelo sim, pelo não, conserva
um fio de esperança na volta de Marta. Depois que ela comunicou
o namoro, foi a uma igreja no centro de São Paulo, chorou uma hora
diante do padre e mandou rezar trinta missas pela sua felicidade. A que
santo apelou? "A Nossa Senhora da Cabeça" aquela que ajuda
quem não anda pensando direito.
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