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Edição 1 713 - 15 de agosto de 2001
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"Quem nunca passou pela mesma experiência de João Paulo Diniz não deve criticá-lo."
Dimas Bianchi
dibianchi@hotmail.com

Tragédia no mar

Mais uma vez VEJA saiu na frente. Grande o relato de João Paulo. Eles devem ter passado momentos muito ruins, infelizmente fatais para o piloto e a jovem modelo Fernanda. O helicóptero é um meio de transporte cada vez mais usado; portanto, os acidentes poderão ocorrer com mais freqüência, e os cuidados com a segurança devem ser reforçados ("Chamei Fernanda, e ela não respondeu", 8 de agosto).
Amauri Campos Matos
Maceió, AL

João Paulo é uma das pessoas mais humanas que conheci, apesar de seu império financeiro. Sempre foi humilde e procurou ajudar a todos. Tenho absoluta certeza de que ele fez tudo que estava a seu alcance para salvar a namorada.
Sergio Daccache Filho
Itu, SP

Apesar de tudo, o brasileiro é um povo maravilhoso. Foi muito boa a maneira como trataram o caso do desastre do helicóptero, com fé e muita força. Pena que esperamos tanto e as coisas não saíram como gostaríamos. O Brasil também está de luto.
Patrícia Elizabeth Novaes Barros
Floresta, PE

Trágico o acidente do helicóptero do Pão de Açúcar. Trágico também é saber que a prática de usar bens de uma empresa para fins pessoais continua corriqueira no Brasil, prejudicando os interesses dos sócios minoritários. Em qualquer país sério, um caso desses iria parar na Justiça.
Paulo Giavina Bianchi
São Paulo, SP

 

Tony Blair

Formidável a entrevista de Tony Blair a VEJA. Lendo e relendo-a, concluí que boa parte do ideário neotrabalhista britânico, se não todo ele, feitas as devidas adaptações, poderia servir ao Brasil. Mormente em setores como a indústria, a saúde e a educação, desde que houvesse o efetivo compromisso de todos os poderes de fulminar para sempre determinadas tradições nacionais, tais como a corrupção e a impunidade (Amarelas, 8 de agosto).
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
ghbrito@hotmail.com

Parabéns ao jornalista Eduardo Salgado pela brilhante condução da entrevista com Tony Blair. Nós, brasileiros, só podemos invejar governantes que praticam a justiça social em conjunto com a iniciativa privada e que, sem nenhuma arrogância, reconhecem que estão longe de atingir seus objetivos. Que bom se nossos mandatários saíssem das intenções e fossem mais modestos.
Gilberto C. Oliveira
Blumenau, SC

Como se sabe, o sistema de governo do Reino Unido é a monarquia parlamentarista; ou seja, o chefe de Estado é o monarca, e o primeiro-ministro é o chefe de governo ("Esse joga a nosso favor", 8 de agosto).
Paulo Montenegro
Fortaleza, CE

 

Guerra de tarifas

Ando contemplando a boa notícia, ainda meio sem acreditar, sobre a queda abrupta das tarifas das operadoras para ligações Brasil–EUA. Não acredito que elas estejam operando abaixo do custo, e sim que estipularam a verdadeira taxa que deve ser cobrada do usuário. Mesmo que essas promoções sejam temporárias, o consumidor agradece e pede mais ("O consumidor venceu", 8 de agosto).
Hugo Lins B. Coelho
Recife, PE

Por que só os preços das chamadas DDI baixaram? Quando é que o mesmo vai acontecer com as chamadas DDD? É um absurdo o que se paga.
Paulo Roberto Guimarães
Campinas, SP

 

Mão Santa

Sobre a reportagem "Ele pega pesado" (8 de agosto), cujo tema é o governador do Piauí, quero dizer que o Mão Santa é apenas um reflexo da real situação da sociedade piauiense. Não há diferença entre quem governa e os governados. Que sigamos os bons exemplos dos outros Estados da federação.
Eduardo Lago
Fortaleza, CE

 

Dragões da Independência

Com relação à reportagem ("Rato na rampa", 8 de agosto), acho extremamente inoportuna a atuação do senhor Luciano Huck quando tenta colocar em dúvida a seriedade de nossos magníficos Dragões da Independência.
Lyndon Johnson de Paiva Souza
lyndonjonhson@grendene.com.br

 

Aposentadoria

Erra feio a ex-secretária de Previdência Complementar Solange Vieira de Paiva ("O Brasil na contramão", 8 de agosto). Esquece-se a senhora Solange de que a vida média do brasileiro, justamente por nascer em um país com índices sociais e de saúde pública deficientes, é cinco a dez anos menor que a do cidadão do Primeiro Mundo.
Paulo Magalhães Ribeiro
Castro, PR

 

Congresso

O presidente da Câmara deveria não só acabar com a impunidade dos maus parlamentares como também evitar que criminosos sejam eleitos. É uma tremenda falta de eqüidade o fato de milhares de pobres coitados madrugarem na porta dos Fóruns Criminais em busca de atestado de antecedentes para poder ocupar empregos de office-boy, enquanto candidatos a cargos eletivos não se submetem a essa exigência ("Ética? Que ética?", 8 de agosto).
Domingos da Rocha Gomes
drgomes@amazon.com.br

 

Deputados mineiros

Tive o desprazer de acompanhar as explicações do presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, Antônio Júlio, tentando justificar seu salário, de 60.000 reais. O deputado conseguiu o que parecia impossível: complicar ainda mais sua situação e a de seus pares ("Além da conta", 8 de agosto).
Sérgio Ricardo Medeiros
Belo Horizonte, MG

 

Rio Grande do Sul

Na reportagem sobre a segurança no Rio Grande do Sul ("De frente para o crime", 8 de agosto), depois do início assustador ("cadáveres amanhecem nas ruas..."), o leitor descobrirá que o cenário se refere a situações isoladas, lamentáveis, sem dúvida, mas que ocorrem em cidades de porte médio do Brasil. As vilas mencionadas como "terra de ninguém" são policiadas por cerca de 500 soldados da Brigada Militar. O secretário, José Paulo Bisol, entrou na matéria apenas para ser ridicularizado por dizer a verdade: os métodos estatísticos das polícias brasileiras são falhos. Pessoas citadas na reportagem foram mais de uma vez identificadas em inquéritos policiais. Algumas foram condenadas e estão detidas, e as detenções têm sido freqüentemente noticiadas pelos jornais locais.
Guaracy Cunha
Chefe da assessoria de imprensa do governo do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS

 

Anna Júlia

Ouvir a música Anna Júlia em inglês é melhor que escutar Morango do Nordeste em italiano, com Mafalda Kinske, ou em inglês jamaicano, gravada pelo cantor Honeyboy ("Anna Júlia vai a Londres", 8 de agosto).
Wagner Rogerio da Silva
Maceió, AL


CORREÇÃO: A foto que mostra a destruição do relógio dos 500 anos em Porto Alegre, citada na reportagem "De frente para o crime" (8 de agosto), é a que está ao lado, e não a que foi publicada na página 107 da última edição de VEJA.

 

ONDE FICA A CASA-DA-MÃE-JOANA?

O ensaio "A respeito de Senado e de senadores" (25 de julho), de Roberto Pompeu de Toledo, encerrou-se com uma indagação: "Onde diabos fica a casa-da-mãe-joana? A original, não a do Senado da República, onde ficaria? Talvez numa curva do caminho da roça?". As respostas dos leitores : "A dúvida que paira sobre a localização da casa-da-mãe-joana é difícil de ser dirimida. Digo onde a casa não pode estar: no caminho da roça. Este é trilhado apenas por aqueles que muito labutam e pouco recebem", escreveu Francisco Quinteiro Pires, de São Paulo. Fabrício Almeida concorda: "Meu pai é fazendeiro. Os empregados vão ao trabalho todos os dias, o que não acontece no Senado". Douglas Renato Ferreira Graciani e Celso Xavier sugerem uma origem histórica para o termo. "A expressão 'casa-da-mãe-joana' foi inspirada na condessa de Provença e rainha de Nápoles, Joana I (1326-1382). A nobre dama regulamentou os bordéis de Avignon, em 1347, e a partir daí teve seu nome vinculado a prostíbulos, lugares onde impera a bagunça." Não há evidência direta dessa versão. A História registra, porém, que Joana era infértil e adotou muitos filhos, o que pode ter dado origem à expressão.



UMA PALAVRA FORA DE LUGAR

A entrevista que o primeiro-ministro inglês Tony Blair concedeu a VEJA (Amarelas, 8 de agosto) saiu com um erro de tradução. No texto publicado, Blair disse que gostaria de ser lembrado, entre outras coisas, como o primeiro-ministro que levou a Inglaterra à união monetária européia. Na verdade, Blair se referiu à união européia. Nada falou com relação à unificação das moedas. Da maneira como foi impressa, a declaração de Blair indicava uma reversão na política inglesa em relação ao euro, a moeda comum européia. O governo inglês corrigiu o equívoco de VEJA de maneira firme mas elegante com o entrevistador de Blair, o subeditor assistente Eduardo Salgado. Tratou o erro como um "deslize".



AS CAMPEÃS

Novidade no ranking dos leitores. "Barulho velho" (25 de julho), sobre o rompimento do contrato da banda Sepultura com a gravadora Roadrunner, conquistou a décima posição entre as reportagens mais comentadas pelos leitores na história de VEJA: 272 cartas. Veja como ficou o ranking das matérias mais comentadas:

1 "Cazuza" (capa, 26 de abril de 1989): 625
2 "Nós fizemos aborto" (capa, 17 de setembro de 1997): 446
3 Adriane Galisteu (Amarelas, 8 de setembro de 1999): 354
4 Narcisa Tamborindeguy (Amarelas, 18 de novembro de 1998): 330
5 "O batalhão mineiro de factóides" (capa, 20 de setembro de 2000): 310
6 "À nossa moda" (religião, 26 de julho de 2000): 308
7 "Os ricos" (capa, 12 de julho de 2000): 293
8 "O barato legal" (drogas, 13 de setembro de 2000): 286
9 "O senador de 30 milhões" (capa, 25 de outubro de 2000): 275
10 "Barulho velho" (música, 25 de julho de 2001): 272

 

 
 
   
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