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Mais uma
vez VEJA saiu na frente. Grande o relato de João Paulo. Eles devem
ter passado momentos muito ruins, infelizmente fatais para o piloto e
a jovem modelo Fernanda. O helicóptero é um meio de transporte
cada vez mais usado; portanto, os acidentes poderão ocorrer com
mais freqüência, e os cuidados com a segurança devem
ser reforçados ("Chamei Fernanda, e ela não respondeu",
8 de agosto). João
Paulo é uma das pessoas mais humanas que conheci, apesar de seu
império financeiro. Sempre foi humilde e procurou ajudar a todos.
Tenho absoluta certeza de que ele fez tudo que estava a seu alcance para
salvar a namorada. Apesar de
tudo, o brasileiro é um povo maravilhoso. Foi muito boa a maneira
como trataram o caso do desastre do helicóptero, com fé
e muita força. Pena que esperamos tanto e as coisas não
saíram como gostaríamos. O Brasil também está
de luto. Trágico
o acidente do helicóptero do Pão de Açúcar.
Trágico também é saber que a prática de usar
bens de uma empresa para fins pessoais continua corriqueira no Brasil,
prejudicando os interesses dos sócios minoritários. Em qualquer
país sério, um caso desses iria parar na Justiça.
Formidável
a entrevista de Tony Blair a VEJA. Lendo e relendo-a, concluí que
boa parte do ideário neotrabalhista britânico, se não
todo ele, feitas as devidas adaptações, poderia servir ao
Brasil. Mormente em setores como a indústria, a saúde e
a educação, desde que houvesse o efetivo compromisso de
todos os poderes de fulminar para sempre determinadas tradições
nacionais, tais como a corrupção e a impunidade (Amarelas,
8 de agosto). Parabéns
ao jornalista Eduardo Salgado pela brilhante condução da
entrevista com Tony Blair. Nós, brasileiros, só podemos
invejar governantes que praticam a justiça social em conjunto com
a iniciativa privada e que, sem nenhuma arrogância, reconhecem que
estão longe de atingir seus objetivos. Que bom se nossos mandatários
saíssem das intenções e fossem mais modestos. Como se sabe,
o sistema de governo do Reino Unido é a monarquia parlamentarista;
ou seja, o chefe de Estado é o monarca, e o primeiro-ministro é
o chefe de governo ("Esse
joga a nosso favor", 8 de agosto).
Ando contemplando
a boa notícia, ainda meio sem acreditar, sobre a queda abrupta
das tarifas das operadoras para ligações BrasilEUA.
Não acredito que elas estejam operando abaixo do custo, e sim que
estipularam a verdadeira taxa que deve ser cobrada do usuário.
Mesmo que essas promoções sejam temporárias, o consumidor
agradece e pede mais ("O consumidor venceu", 8 de agosto). Por que só
os preços das chamadas DDI baixaram? Quando é que o mesmo
vai acontecer com as chamadas DDD? É um absurdo o que se paga.
Sobre a
reportagem "Ele pega pesado" (8 de agosto), cujo tema é o governador
do Piauí, quero dizer que o Mão Santa é apenas um
reflexo da real situação da sociedade piauiense. Não
há diferença entre quem governa e os governados. Que sigamos
os bons exemplos dos outros Estados da federação.
Com relação à reportagem ("Rato na rampa", 8 de agosto),
acho extremamente inoportuna a atuação do senhor Luciano
Huck quando tenta colocar em dúvida a seriedade de nossos magníficos
Dragões da Independência.
Erra feio a ex-secretária de Previdência Complementar Solange
Vieira de Paiva ("O Brasil na contramão", 8 de agosto). Esquece-se
a senhora Solange de que a vida média do brasileiro, justamente
por nascer em um país com índices sociais e de saúde
pública deficientes, é cinco a dez anos menor que a do cidadão
do Primeiro Mundo.
O presidente da Câmara deveria não só acabar com a
impunidade dos maus parlamentares como também evitar que criminosos
sejam eleitos. É uma tremenda falta de eqüidade o fato de
milhares de pobres coitados madrugarem na porta dos Fóruns Criminais
em busca de atestado de antecedentes para poder ocupar empregos de office-boy,
enquanto candidatos a cargos eletivos não se submetem a essa exigência
("Ética? Que ética?", 8 de agosto).
Tive o desprazer de acompanhar as explicações do presidente
da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, Antônio Júlio,
tentando justificar seu salário, de 60.000 reais. O deputado conseguiu
o que parecia impossível: complicar ainda mais sua situação
e a de seus pares ("Além da conta", 8 de agosto).
Na reportagem sobre a segurança no Rio Grande do Sul ("De frente
para o crime", 8 de agosto), depois do início assustador ("cadáveres
amanhecem nas ruas..."), o leitor descobrirá que o cenário
se refere a situações isoladas, lamentáveis, sem
dúvida, mas que ocorrem em cidades de porte médio do Brasil.
As vilas mencionadas como "terra de ninguém" são policiadas
por cerca de 500 soldados da Brigada Militar. O secretário, José
Paulo Bisol, entrou na matéria apenas para ser ridicularizado por
dizer a verdade: os métodos estatísticos das polícias
brasileiras são falhos. Pessoas citadas na reportagem foram mais
de uma vez identificadas em inquéritos policiais. Algumas foram
condenadas e estão detidas, e as detenções têm
sido freqüentemente noticiadas pelos jornais locais.
Ouvir a música Anna Júlia em inglês é
melhor que escutar Morango do Nordeste em italiano, com Mafalda
Kinske, ou em inglês jamaicano, gravada pelo cantor Honeyboy ("Anna
Júlia vai a Londres", 8 de agosto).
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