Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 713 - 15 de agosto de 2001
Carta ao leitor

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Hipertexto
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Literatura brasileira
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Um autor superlativo

Amado, em VEJA de 1972, e a capa de Quincas...: homenagem

Esta edição de VEJA traz o texto integral de A Morte e a Morte de Quincas Berro Dágua, um dos livros mais notáveis de Jorge Amado. Com isso, a revista procura homenagear o escritor baiano, que morreu na semana passada, ao mesmo tempo em que oferece a seus leitores a oportunidade de entrar em contato com o universo literário do autor – ou voltar a ele, no caso dos milhões de brasileiros que já o percorreram anteriormente. A obra de Amado constitui um fenômeno sem paralelos na história da literatura brasileira. Como registra uma reportagem desta edição, ele escreveu 32 livros, dos quais se venderam 20 milhões de exemplares. O lançamento de um romance de Amado costumava extrapolar as seções de resenhas literárias. Em dezembro de 1972, o escritor mereceu uma capa de VEJA. Sua foto trazia uma legenda fora do comum: "Jorge Amado, autor do futuro best-seller Tereza Batista, Cansada de Guerra". Em 1984, VEJA publicaria uma segunda capa sobre ele, desta vez a propósito do lançamento de Tocaia Grande.

Os números de venda de Amado se tornam ainda mais superlativos quando se leva em conta que no Brasil, apesar do crescimento do mercado editorial verificado nos últimos anos, o hábito de leitura é pouquíssimo disseminado. O consumo de livros per capita no país, entre adultos, é de pouco mais de um por ano. Os livros de Amado são um sucesso – e ainda continuarão a sê-lo – porque expressam, num misto equilibrado de realismo e fantasia, vários Brasis. O Brasil dos esquecidos. O Brasil que não tem vergonha de ser moreno e inzoneiro. O Brasil sensual e gaiato. O Brasil cordial e ao mesmo tempo cruel. Por essas características, Jorge Amado entrou para o clube restrito dos clássicos nacionais. É um clássico lido com deslumbre e prazer pelas multidões.

 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS