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Home  »  Revistas  »  Edição 2121 / 15 de julho de 2009


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Panorama

Conversa com Tereza Nelma

"Ninguém no Brasil achou graça"

A vereadora de Maceió Tereza Nelma (PSB) processa por injúria a sua
colega de Câmara Municipal Heloísa Helena, que a chamou de "porca trapaceira"


Sandra Brasil

Tereza Nelma: "Tudo meu é rosa"


Por que a senhora foi chamada de "porca trapaceira"? Essa ofensa é fruto do desequilíbrio da Heloísa Helena. Ela me agrediu porque dei um parecer contrário ao único projeto que ela apresentou em cinco meses como vereadora.

O que a "porca" tem a ver com o parecer? Ela diz que meu parecer é uma cópia. Aí, fui investigar e descobri que o projeto dela é que era uma cópia. Ela foi deputada, senadora, precisava plagiar? Revelei isso, e ela me atacou.

A alcunha de "porca trapaceira" pegou? É mentira. Ninguém no Brasil achou graça. É difícil entender o ódio de quem só discursa e não faz trabalho social.

O que a faz dizer isso? Heloísa diz que é um poço de ternura, mas reúne as piores características do machismo: xinga, briga e apronta barraco para compor seu personagem político. A última foi dizer que o povo está imitando a roupa dela: camisa branca e calça jeans.

Por falar nisso, a senhora só usa rosa. Uso por prazer, não é uma camisa de força. Pintei minha casa em Maceió e a de praia de pink. Tudo meu é rosa, as roupas, o batom, o esmalte e até meu gabinete. Estou louca para comprar um carro rosa.

Seu marido não se importa de morar em uma casa igual à da Barbie? Nada, ele também usa rosa.

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