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Guia Aposentadoria
sem trauma Um estudo feito em dez países, encomendado
pelo banco HSBC e divulgado recentemente, mostra que apenas 13% dos brasileiros
o sexto pior índice entre os pesquisados pensam em contribuir
para um plano de previdência privada. "A tendência é priorizar
outros projetos e deixar o assunto para depois, quando pode ser tarde demais",
diz o planejador financeiro Silvio Paixão, responsável pelo site
drprevidencia.com.br. Quem não pretende
depender apenas da renda do INSS, cujo teto atual é de 2 508,72 reais,
deve prever quanto antes um rendimento extra. É consenso entre os especialistas
que a idade ideal para começar a contribuir é de 25 a 35 anos. Para
escolher, é preciso pensar em duas questões: com que idade se pretende
parar de trabalhar e quanto se pode guardar por mês até lá.
Deve-se ouvir o conselho da consultora Márcia Dessen, da BankRisk: "Não
compre o que não conhece. Faça todas as perguntas e, se as condições
não ficarem claras, não entre".
| Os grandes detalhes Qualquer
que seja o modelo de previdência complementar escolhido, os analistas financeiros
recomendam atenção para pontos que devem ser levados sempre em conta.
É fundamental que a instituição que vai tomar conta das reservas
financeiras seja sólida. Afinal, é bom que ela ainda exista na época
da aposentadoria.
Devem-se pesquisar as taxas. A chamada "taxa de carregamento", cobrada sobre a
contribuição, pode ir de 0% a 5%, e a taxa de administração
costuma variar entre 1,5% e 4%. "Esses porcentuais podem parecer pequenos, mas
fazem uma grande diferença a longo prazo", diz Eduardo Bom Angelo, presidente
da Brasilprev.
É importante conhecer o perfil de aplicação do patrimônio
há alternativas conservadoras e arrojadas. Se a rentabilidade estiver
muito alta, certifique-se de que o gestor não está aplicando em
ativos de muito risco.
O poupador deve tomar cuidado com contas otimistas demais. "As administradoras
costumam fazer simulações com rendimentos de 10% ou 12% ao ano acima
da inflação", diz o consultor Mauro Halfeld, professor titular na
Universidade Federal do Paraná. Halfeld aconselha contas menos otimistas,
em torno de 6% ao ano além do índice de preços ao consumidor
amplo (IPCA). O motivo é que há grande possibilidade de as taxas
de juros, atualmente altíssimas, caírem a longo prazo, reduzindo
a remuneração dos planos. | |
Os fundos ligados a empresas
As empresas estatais e algumas das grandes companhias
privadas criaram fundos de aposentadoria para seus empregados. O maior atrativo
dessa modalidade de previdência é a contribuição mensal
do empregador, que é adicionada à do empregado, em alguns casos
na proporção de 1 real para cada real depositado pelo funcionário.
Enquanto o emprego não está ameaçado, não há
maiores preocupações. Quando ocorre o desligamento da empresa antes
do prazo de carência, porém, o funcionário tem quatro alternativas
para remanejar seu investimento:
Transferir o dinheiro para a nova empresa, caso ela tenha um fundo, ou para um
plano de previdência privada. Essa opção pode preservar os
valores depositados pelo empregador, mas o dono do plano está sujeito ao
período de carência estabelecido no novo fundo.
O chamado
autopatrocínio: o ex-funcionário continua contribuindo com o fundo,
devendo, nesse caso, depositar a parte dele junto com aquela que antes cabia à
empresa. É uma boa alternativa para quem está próximo da
aposentadoria e quer receber o rendimento integral.
Deixar
o montante acumulado no próprio fundo e receber, na aposentadoria, o benefício
proporcional ao tempo de contribuição. É uma opção
que pode ser mais vantajosa do que levar o dinheiro para planos do tipo PGBL ou
VGBL, mas é preciso comparar as taxas de cada alternativa.
Resgatar
o total acumulado. Além de perder a parte depositada pela empresa, pagam-se
até 27,5% de imposto de renda, pela tabela atual.
Editado por André Fontenelle.
Colaborou Bianca Ribeiro |