|
|
Cartas  | "Essa
gente está confundindo o verde da Amazônia com o verde dos dólares."
José Carlos Aguiar de Almeida
Anchieta, ES |
Corrupção
Passei boa parte de minha vida ouvindo besteiras. Petistas
diziam que o grande perigo para a Amazônia vinha dos Estados Unidos, pois
esses queriam sua internacionalização. Das ONGs vinham "dados" para
sustentar esses "fatos". Hoje vemos que a devastação serve a interesses
europeus, origem da maioria das ONGs instaladas na Amazônia, e que são
petistas alguns dos cupins da dilapidação ("Lutar contra a corrupção
já é uma vitória", 8 de junho). José Roberto
dos Santos Fortaleza, CE Mato Grosso
não definiu as áreas de transição com uma canetada.
Na verdade, a tipologia denominada área de transição consta
da Lei Complementar Estadual nº 38, de 21 de novembro de 1995. Essa lei,
em seu Artigo 62, define que as áreas de florestas ou matas de transição
devem manter como reserva legal no mínimo 50% de sua superfície.
Nessa época, o Código Florestal, Lei nº 4771, de 15 de setembro
de 1995, também definia a área de reserva legal das florestas nos
mesmos 50%. A canetada de fato ocorreu, mas foi de responsabilidade do governo
federal, que, por meio da Medida Provisória nº 1511, de junho de 1996,
portanto em data posterior à Lei Complementar Estadual de Mato Grosso,
veio a definir a reserva legal em 80%. Tal MP teve 67 reedições,
e esse monstro legislativo, que em sua origem continha apenas seis artigos, em
sua versão Frankenstein de nº 2116-67, de 24 de agosto de 2001, em
vigor até hoje, pois não foi votada no Congresso, altera substancialmente
o Código Florestal. João Ricardo Moreira Advogado especialista
em direito agroambiental Cuiabá, MT
A área plantada de soja na Amazônia Legal é de 62 076 quilômetros
quadrados, ou 1,2% de seu território. Desse porcentual, 98,3% estão
nos estados de Mato Grosso, do Tocantins e do Maranhão, portanto fora da
Floresta Amazônica. Toda a atividade agrícola da Amazônia ocupa
2% de seu território. A campanha difamatória de Mato Grosso e do
governador Blairo Maggi, na imprensa internacional, tem como objetivo truncar
o desenvolvimento da nossa agricultura e a internacionalização da
Amazônia. E o governo brasileiro, mesmo com a soberania nacional arranhada,
fica quieto. Parabéns por exporem de forma clara a ação da
máfia do Ibama. É um absurdo. Cloves Vettorato Secretário
de Projetos Estratégicos de Mato Grosso Cuiabá, MT
A diversidade da Amazônia pode ser explorada de forma sustentável,
gerando empregos, respeitando o meio ambiente e as comunidades locais e impulsionando
a economia. Óleos, frutos e a madeira da nossa floresta já estão
sendo bem manejados por comunidades e empresas que conquistaram a certificação
do FSC (Forest Stewardship Council), o "selo verde" com credibilidade mundial.
Vale ressaltar que o maior comprador da madeira da Amazônia é o próprio
brasileiro, que consome mais de 70% da produção. Cabe aos governos,
empresários, construtores e ao cidadão usar o poder de força
da demanda de forma positiva e inteligente, comprando de empresas idôneas
e preferindo a madeira certificada, que garante sua rastreabilidade da origem
até o produto final. Karla Aharonian Gerente da EcoLeo, revenda
de madeira certificada Por e-mail Por
favor, remetam exemplares das três últimas edições
da revista VEJA ao presidente Lula e ao senhor José Dirceu. Debitem em
minha conta de assinatura. Esses senhores estão fora de órbita. Ronaldo
Vilela de Melo Arcos, MG Radar
Em relação à nota "Na pindaíba" (Radar, 8 de junho),
o Ministério do Esporte esclarece que a prestação de contas
ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) não
foi examinada a tempo. No entanto, no dia subseqüente à publicação
da nota, a pasta já se encontrava adimplente no Sistema Integrado de Administração
Financeira (Siafi), não tendo causado nenhum prejuízo na assinatura
de convênios desse órgão com a administração
pública. Flávia Rochet Assessora de comunicação Ministério
do Esporte Brasília, DF Em relação
à nota "A estranha história do depósito devolvido" (Radar,
8 de junho), esclareço o seguinte: no dia 6 de outubro de 2003 foi constatado
depósito bancário em favor de Andréa Haas, minha esposa,
no valor de 6 000 reais. Verificada a procedência do crédito, Andréa
emitiu cheque no mesmo valor, com data de 3 de novembro, no verso do qual registrou
que a quantia de 6 000 "refere-se a um depósito indevido em minha conta
corrente, feito no dia 6/10/2003". O documento foi entregue à Confederação
Brasileira de Vôlei (CBV), que, alegando erro administrativo, descontou
o cheque, conforme registro de 11 de dezembro do extrato bancário. A documentação
que comprova os fatos se encontra em meu poder e já estava à disposição
da revista VEJA antes mesmo da publicação da nota. Henrique
Pizzolato Diretor de marketing e comunicação do Banco do
Brasil Brasília, DF Justiça
A Constituição Federal não privilegia
o exercício de um direito ou garantia individual sobre outro. A regra que
consagra a liberdade de expressão não instituiu salvo-conduto autorizador
de delitos contra a honra e a imagem das pessoas, invioláveis segundo a
mesma norma constitucional. Diante de um conflito entre direitos constitucionais,
compete ao Poder Judiciário decidir acerca da aplicação da
regra ao caso concreto. Foi o que fez o deputado federal Ronaldo Caiado, em virtude
do mau jornalismo exercido pelo escritor Fernando Moraes, que publicou inverdades
sem ouvi-lo ("O marketing da censura", 8 de junho). Ovídio Martins
de Araújo Advogado do deputado Ronaldo Caiado Goiânia,
GO Pesca O Programa de
Modernização da Frota Pesqueira Oceânica (Prófrota
Pesqueira) foi criado em 2003 com o objetivo de recuperar a combalida condição
pesqueira do Brasil, por meio da concessão de crédito para a construção
de novas embarcações, totalmente adequadas à realidade da
zona costeira e da Zona Econômica Exclusiva (ZEE). A meta do governo federal,
por meio da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência
da República (Seap/PR), é apoiar a construção ou conversão
de 200 novas embarcações, gerando empregos em nossos estaleiros
e na indústria pesqueira e sustentando a soberania brasileira sobre nossa
ZEE. Paralelo a esse programa, mantemos um Programa Nacional de Entrepostos e
Terminais Pesqueiros, destinado à recuperação da infra-estrutura
portuária e aquaviária e um Programa de Arrendamento de Embarcações
Pesqueiras Estrangeiras, além de um sistema de monitoramento de embarcações
e um Programa de Observador de Bordo. O sistema de arrendamento é uma política
temporária, voltada à garantia da exploração sustentada
de nossa ZEE e de nossa área costeira, enquanto a nova frota nacional não
fica pronta. A frota arrendada, de 62 embarcações, é responsável
pela captura de cerca de 50.000 toneladas de pescado. A produção
total, oceânica e costeira, do Brasil é de 484 000 toneladas ao ano
("Deixa eles pescarem nossos peixões, Lula!", 8 de junho). Sheila
Oliveira Coordenadora-geral de relações públicas Presidência
da República Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca Brasília,
DF André Petry É
preciso ficar claro, de uma vez por todas, que o que a Lei de Biossegurança
está autorizando nada mais é que o uso de células fecundadas
que nem deveriam ser chamadas de "embriões", pois estão ainda na
fase de blástula (estágio primitivo de desenvolvimento). Não
há ainda nenhuma função vital. Não há ainda
nada que se aproxime de vida. Mas há, sim, vida, e muita, nos doentes congênitos
e lesionados medulares que esses pequenos "aglomerados de genes" podem curar e
salvar ("Isso deve ser pecado", 8 de junho). Rosana Puga de Moraes Martinez Presidente
da Associação de Doenças Neuromusculares de Mato Grosso do
Sul Campo Grande, MS Equivocou-se o senhor
André Petry no artigo ao asseverar: "pela norma jurídica em vigor
no país, a vida começa com o nascimento, e não antes disso",
e ainda "é ao nascer que passa a existir a pessoa física, com personalidade
jurídica, direitos e deveres". Com efeito, tanto a lei penal quanto a civil
deixam evidenciado que a "vida" (no sentido jurídico do termo) existe antes
do nascimento, conferindo-lhe, sem dúvida, salvaguarda jurídica,
porquanto o Código Penal situou o crime de aborto no capítulo dos
crimes dolosos contra a vida, cujo julgamento cabe ao júri popular. Outrossim,
nosso Código Civil, em seu artigo 2º, estabeleceu que "a personalidade
civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo,
desde a concepção, os direitos do nascituro". Márcio
José de Oliveira Promotor de Justiça Divinópolis,
MG Será que Fonteles faz idéia
de quantas pessoas dependem dessas experiências para continuar vivendo?
Elas têm tanta fé e esperança em que um dia haverá
cura para sua doença que suportam situações inimagináveis.
Em que grau de superioridade divina Fonteles se encontra, capaz de julgar por
essas vidas? Já que está em função das ideologias
católicas, faça algo realmente útil; a Igreja também
condena a corrupção, e não será crime nem pecado combatê-la! Ricardo
F. Spindola Passo Fundo, RS
Diogo Mainardi Todo o Ministério da
Cultura, envolvendo as fundações, autarquias, museus, bibliotecas
e arquivos nacionais, receberia para o exercício de 2005 cerca de 500 milhões
de reais. Contudo, 57% desse montante (289 milhões) foi contingenciado,
resultando em míseros recursos para ações culturais. É,
Diogo, desse jeito teremos de agüentar esses filmes chatos, Julianas e Luanas
ganhando rios de dinheiro. Enquanto isso, o corpo técnico do Ministério
da Cultura recebe bem menos que um ascensorista do Planalto. Os acervos documentais
e iconográficos se deterioram a olhos vistos. Em breve, o cinema nacional
e a televisão não terão como realizar produções
que privilegiem nossa trajetória histórica por não ter onde
pesquisar. Procurem se inteirar da situação da Biblioteca Nacional,
por exemplo ("Verbas em transe", 8 de junho)! Marcia Regina Lessa Técnica
do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(Iphan) Por e-mail
Claudio de Moura Castro Como educadora, eu
não poderia deixar de manifestar meu apoio às idéias de Claudio
de Moura Castro ("A culpa é do tataravô", Ponto de vista, 8 de junho).
O Brasil precisa correr atrás do prejuízo. Diogo Mainardi, na edição
de 1º de junho, afirma que "Lula é iletrado", e eu digo que, com esse
contingente de crianças que não se apropriaram do código
da escrita, mesmo o Estado sendo responsável pela compra de quase metade
dos exemplares de livros produzidos no Brasil, teremos num futuro muito breve
candidatos a presidente da República não iletrados, mas analfabetos. Celeste
Cristina Pinheiro Pereira Assistente pedagógica Votuporanga,
SP Claudio de Moura Castro
situou historicamente a problemática que envolve a educação
brasileira. Fez a denúncia, mas ao mesmo tempo anunciou o que é
fundamental para mudarmos esse contexto: não nos lamentar do que passou
e começar a projetar ações inovadoras para esse campo. Elisvânia
da Cunha Pedagoga Pelotas, RS
Meninos do Rio Nossos "meninos da rua" não
são muito diferentes dos "meninos soldados" de Serra Leoa ou das "pequenas
vítimas" do regime de Pinochet. Infelizmente, o Brasil está cometendo
contra suas crianças a mesma violência que cometem outros países
contra os direitos humanos dos pequeninos. Os brasileiros não devem se
escandalizar com o que ocorre em outros países. Diariamente vemos, insensíveis,
o que sofrem nossas crianças, sem escola, sem família, sem infância,
sujeitas a maus-tratos, à prostituição, às drogas
e à morte em cada esquina ("Uma vida abaixo do tolerável", 8 de
junho). Helga Saboia Bezerra Oviedo, Astúrias, Espanha
É de causar náuseas:
num país com tamanhas desigualdades sociais, onde faltam verbas públicas
para tantas necessidades básicas da população, agüentar
o odor insuportável do mergulho em esgoto a céu aberto de muitos
políticos. Enquanto isso, seres humanos excluídos dessa farra milionária
são transformados em ratos de esgoto, morando em bueiros. Ângela
Luiza S. Bonacci Pindamonhangaba, SP
Chile A fórmula adotada pelo Chile para
crescer é simples: prefere ser o último entre os ricos, adotando
as regras e os princípios que deram certo naqueles países, enquanto
o Brasil insiste em ser o primeiro entre os pobres, compartilhando corrupção
e atraso. Assim fica fácil entender por que nunca chegamos lá, já
que trilhamos caminhos tão diferentes... ("Por que o Chile dá certo",
1º de junho). Gisele Mendes de Carvalho Zaragoza, Espanha
Saúde
Importantes as informações publicadas sobre o câncer de tireóide
("A hipo que é híper no Brasil", 8 de junho). O principal exame
pré-operatório para determinar a malignidade de um nódulo
da tireóide é a punção aspirativa por agulha fina,
que é um procedimento ambulatorial, tecnicamente simples, em que se estudam
as células colhidas de órgãos e/ou de lesões císticas
e sólidas, fazendo-se esfregaços em lâminas. O exame de ultra-sonografia
indica a presença, a localização, as características
e o tamanho do nódulo. Nas lesões não palpáveis se
utiliza a ultra-sonografia para direcionar a agulha para a coleta do material
no local exato. Espero com isso ter contribuído para maior esclarecimento
de um assunto relevante para a saúde de nossa população. Gilda
da Cunha Santos Patologista Toronto, Ontario, Canadá
Corrupção 2
Ao ler a reportagem "Mesada de 400.000 reais para o PTB" (25 de maio), fiquei
surpreso com as informações divulgadas pela polícia, que
não condizem com a verdade no que se refere a minha pessoa. Devo esclarecer
que a conversa com uma colega de trabalho, que motivou minha prisão na
chamada máfia dos combustíveis, não aconteceu naquele teor.
Foi uma armação para me colocar na cadeia. Fui preso em conseqüência
de uma denúncia anônima. Cabe ressaltar que, antes de conhecer pessoalmente
o deputado Roberto Jefferson, eu já era chefe do setor de operações
especiais da PRF do RJ. Também não é verdade que na gravação
com a colega existam as expressões "dizem gostar de dinheiro, de acertos,
propinas, considerar uma corrupção light, desaparecimento de multas,
facilitar passagem de combustível", como foi relatado pela polícia.
As transcrições foram manipuladas para me incriminar. Já
representei junto ao MPF, Polícia Federal e Polícia Rodoviária
Federal sobre esses absurdos cometidos contra mim pela polícia. Luiz
Carlos Roque Rio de Janeiro, RJ
CORREÇÕES:
O estudo "Early life risk factors for obesity in childhood" foi realizado por
um grupo de médicos do Avon Longitudinal Study of Parents and Children
e publicado no British Medical Journal ("Os riscos da obesidade infantil",
Contexto, 8 de junho). • A miss Venezuela foi a quinta colocada, e não
a segunda, no concurso que elegeu a miss Universo 2005 (Datas, 8 de junho).
No combate ao câncer de mama Depois de ler a reportagem
"O fim dos mitos sobre o câncer" (18 de maio), José Luís Neto
Francisco, de Santos, no litoral paulista, escreveu a VEJA para falar do Instituto
Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama, do qual
é coordenador de projetos. Ele informa: "O Instituto Neo Mama, sem fins
lucrativos, desenvolve um trabalho pioneiro no Brasil, com atendimento multidisciplinar
gratuito às mulheres acometidas pelo câncer de mama, com apoio extensivo
aos familiares. O instituto é fruto do site www.cancerdemama.com.br,
criado pela enfermeira Gilze Maria para relatar e compartilhar sua luta contra
a doença, que a acometeu em 1999. Nosso programa Um Toque pela Vida, via
internet (www.neomama.com.br),
atende às várias solicitações relacionadas a câncer
de mama, saúde e qualidade de vida e proporciona ao público entrevistas
com especialistas das mais diversas áreas da saúde, como mastologistas,
oncologistas, radioterapeutas, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogas
e enfermeiras". | |
A novo foto do colunista  |  | | André
Petry, antes e agora: sucesso com as leitoras |
Diante da nova fotografia que ilustra a coluna do jornalista André Petry,
o leitor Leandro Coelho, da cidade de Resende Costa, em Minas Gerais, escreveu:
"Os leitores tiveram uma surpresa ao abrir a edição desta semana.
Para quem já está acostumado com a revista, ao abrir a página
que contém a coluna de Petry pergunta-se: quem é este senhor de
óculos dourados, cavanhaque e cabelos longos e mesclados?". Coelho lembrou
que esse tipo de mudança costuma provocar comentários elogiosos
por parte do público feminino de VEJA. Ele cita como exemplo o colunista
Diogo Mainardi, cuja troca de fotografia despertou calorosas cartas ("Fã-clube",
9 de maio de 2001). Ele estava certo. "Fiquei surpresa quando vi a nova fotografia.
Pensei até que fosse outra pessoa", afirmou por e-mail a leitora Ana Lima.
Fabrícia M. Carvalho, de Montes Claros, em Minas Gerais, escreveu: "Fiquei
surpresa ao deparar com a foto de Petry. As edições anteriores apresentavam
uma pessoa bem mais sisuda. Confesso que foi uma surpresa bem agradável".
A paraense Kassia Lima, de Belém, faz coro: "André Petry é
muito charmoso, e a foto antiga não valorizava isso". |
| |