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| Múmia
incaica: debaixo da favela |
Múmias Incas: Segredos de um Império Perdido (domingo
19, às 22h, no National Geographic Channel) Meses atrás,
pesquisadores anunciaram a descoberta de um cemitério com múmias
de incas, povo que detinha um vasto império na América pré-colombiana.
Até agora, já se desenterraram 2.200 corpos, mas o detalhe
mais inusitado é a localização: o cemitério
fica sob uma favela de Lima, no Peru. O programa acompanha o trabalho
dos arqueólogos, reconstitui o cotidiano dos incas e aborda, ainda,
as múmias de crianças mortas em sacrifício, encontradas
nos Andes em 1995. No embalo, o canal apresentará a partir da semana
que vem uma série na qual pesquisadores esclarecem os mistérios
que cercam múmias de vários países, incluindo algumas
forjadas para parecer sereias.
LIVROS
Os
Emigrantes, de W.G. Sebald (tradução de Lya Luft;
Record; 236 páginas; 28 reais) A crítica já
traçou paralelos (exagerados) entre o alemão W.G. Sebald,
morto no ano passado, e escritores do porte de Proust e Borges. Assim
como eles, Sebald fez de seus livros reflexões perturbadoras sobre
a memória. Os Emigrantesfala do trauma vivido pelos judeus
alemães na II Guerra. Mas, em vez de se ocupar da barbárie
dentro dos campos de concentração, o autor adota uma abordagem
oblíqua. Narra as histórias de quatro exilados que, mesmo
anos depois do conflito, não deixam de sentir o peso do holocausto.
A prosa peculiar do autor, que mescla ficção a fatos reais
e autobiográficos, é ilustrada por fotos de época.
Leia
trecho do livro.
Rodolpho
Machado
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| Saldanha:
a Itália venceu, em 1982, porque era melhor |
O
Trauma da Bola (Cosac & Naify; 206 páginas; 19 reais)
Na história da seleção, um momento doloroso
foi a derrota para a Itália, em 1982, que eliminou o Brasil da
Copa. Às vésperas de mais um mundial, uma coletâneade
artigos do jornalista João Saldanha ajuda a tirar o episódio
a limpo. Saldanha cobriu quase todas as Copas e morreu durante uma delas,
em 1990. Além disso, foi o técnico que armou a seleção
tricampeã de 1970, embora só a tenha dirigido nas eliminatórias.
Saldanha carecia da excelência literária de um Nelson Rodrigues,
mas lucidez e mordacidade não lhe faltavam. Nem coragem para enfrentar
o consenso de que teria havido uma injustiça. Ao ler seus comentários,
constata-se o óbvio: a Itália venceu porque era superior.
Leia
trecho do livro.
DVDs
Um
Lobisomem Americano em Londres (An American Werewolf in London,
Estados Unidos, 1981. Universal) "É divertido, mas não
é uma comédia", jura o diretor John Landis, com seu jeito
expansivo, num dos ótimos extras desse disco. Landis queria fazer
um terror de verdade, à moda antiga, mas que explorasse o ridículo
implícito na idéia de um sujeito normal ganhar pêlos
e começar a uivar para a Lua. Era ambigüidade demais para
a cabeça dos chefões de estúdio, que recusaram o
projeto. Só a Universal topou encarar o desafio. Compensou. Ao
estrear, Lobisomem inaugurou o lucrativo filão do "terrir"
e ganhou o primeiro Oscar de maquiagem da história: nunca antes
uma metamorfose como a do protagonista havia sido mostrada em close, sob
luz direta veja de que modo nos documentários. E o filme,
ainda vale? E como. Dá medo e diverte, como Landis queria.
Warner Bros./divulgação
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Potter:
jogos para
quem conhece
o bruxo
de fio
a pavio
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Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Philosopher's
Stone, Estados Unidos, 2001. Warner) Com esse esperadíssimo
lançamento, que chega ao consumidor neste fim de semana, a Warner
confirma a tendência de DVDs infantis para divertir, mais do que
para assistir. Quase todas as atrações especiais aqui são
jogos que, obviamente, põem a garotada para exercitar seu
conhecimento enciclopédico das aventuras do bruxinho inglês.
Exemplo: para entrar no Beco Diagonal, onde Harry compra sua coruja e
sua varinha de condão, é preciso lembrar da ordem exata
em que os tijolos da parede falsa devem ser empurrados. Também
para achar as cenas adicionais tem-se de completar uma tarefa, cujo início
está escondido na tela que dá acesso às salas de
aula. Em outras palavras: adultos desacompanhados têm grandes probabilidades
de se ver perdidos pelos corredores monumentais da escola de bruxaria
Hogwarts.
DISCO
About
a Boy, Badly Drawn Boy (Sum) O melhor das adaptações
cinematográficas dos livros do inglês Nick Hornby, de Alta
Fidelidade, está nas trilhas sonoras. Elas são repletas
de hits de diferentes gêneros musicais, às vezes usados para
compensar o esquematismo do enredo. A de About a Boy, filme que
deve estrear por aqui em julho, traz uma grande diferença em relação
às adaptações anteriores. Foi toda escrita e interpretada
por Badly Drawn Boy, nome artístico do britânico Damon Gough.
Fã das harmonias de Brian Wilson e Paul McCartney, ele criou temas
para cada personagem da trama, indo do eletrônico às melodias
acústicas. Duas canções já valeriam o disco:
Something
to Talk About e a balada Silent
Sigh.
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OS
MAIS VENDIDOS - CRÍTICA
 Traçar
uma biografia de Jesus Cristo é tarefa que desafia os teólogos
há séculos. Há muitas lacunas sobre como foi
a existência do Nazareno de carne e osso. A questão
esbarra numa polêmica. Tradicionalmente, aceitam-se apenas
os quatro Evangelhos contidos nas escrituras como referência.
Muitos estudiosos, contudo, têm buscado explicações
em fontes alternativas. É o que faz o filólogo espanhol
Antonio Piñero em O Outro Jesus segundo os Evangelhos
Apócrifos (tradução de Silvia Rojo
Santamaria; Mercuryo/Paulus; 208 páginas; 24,90 reais). Em
décimo lugar na categoria de não-ficção,
o livro se propõe a mostrar como era a vida de Jesus, com
base em mais de sessenta relatos que não se encontram no
Novo Testamento. São textos atribuídos a apóstolos
como Tiago e Filipe, entre outros, mas produzidos provavelmente
entre os séculos II e VIII. Deles, Piñero extrai curiosas
especulações muitas das quais, ele próprio
avisa, devem ser encaradas com reservas. Trechos dos apócrifos
sugerem que Jesus seria vegetariano ou que teria mantido uma relação
com Maria Madalena. Mas as passagens mais interessantes se referem
a sua infância. Com cerca de 3 anos, Ele teria deixado os
vizinhos em pânico ao ressuscitar um peixe seco durante uma
brincadeira. Em outro episódio, ainda criança e rebelde,
Cristo faz com que um garoto caia morto só por tê-lo
contrariado mas corrige a travessura depois de levar uma
bronca de José e Maria.
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