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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]
Mexida na Previ O governo tomou a decisão na quinta-feira passada: nos próximos dez dias, fará uma forte rearrumação na Previ, dona de um caixa de 35 bilhões de reais.
União tucana Tasso Jereissati continua falando muito mal de José Serra nas conversas particulares. No templo com Garotinho O programa de televisão de Garotinho, que irá ao ar nesta quinta-feira em cadeia nacional, fará um paralelo com o de Lula. Lula beija a estrela. Garotinho fará uma reverência à bandeira nacional. Mas seus marqueteiros apostam alto nas cenas da família do ex-governador. Vão mostrar até Garotinho e sua mulher, Rosinha, como professores de encontros de casais num templo presbiteriano do Rio de Janeiro. De bem com a banca Ciro Gomes quer anular restrições da banca internacional à sua candidatura. Ele, que recentemente teve um encontro com banqueiros americanos, pediu ao pessoal do Santander que organize uma reunião parecida na Europa. O Maranhão ainda na linha Têm sido quase diárias as conversas telefônicas entre a ex-governadora Roseana Sarney e Ciro Gomes. Salto agulha Em alta nas pesquisas, o PT já está preocupado com a governabilidade de Lula. Os líderes do partido querem dedicar parte do horário eleitoral à propaganda institucional dos candidatos à Câmara dos Deputados. Os comerciais defenderão a criação de uma bancada forte no Congresso para facilitar o eventual governo Lula.
Marcílio de volta Marcílio Marques Moreira foi convidado por FHC para integrar a Comissão de Ética do governo, substituindo o ministro Miguel Reale. Aceitou na hora. É a volta de Marcílio a Brasília, dez anos depois de ter integrado o chamado "ministério ético" de Fernando Collor. Telescópios hospitalares Esta é para entrar no anedotário brasileiro de desvio de verbas públicas. Uma auditoria do TCU realizada em dois dos maiores hospitais do Rio Grande do Norte descobriu indícios de superfaturamento de 1 milhão de reais num programa para aquisição de equipamentos. Não foi isso, porém, o que mais espantou os auditores. O desleixo com o dinheiro foi tão grande que, ao investigar a compra de microscópios, os fiscais descobriram que os hospitais receberam acredite telescópios. Se pelo menos fossem estetoscópios...
O STJ confirmou que o vice-governador de Minas, Newton Cardoso, terá de responder a processo pela polêmica venda do banco Agrimisa, treze anos depois da privatização. Estima-se que ele terá que ressarcir os cofres do Estado em 50 milhões de reais por ter negociado a instituição estatal com um grupo que possuía um capital de 6 cruzados novos. Isso mesmo: 6 cruzados novos. Na época, Newtão era governador.
A Esso entra no jogo A Esso prepara-se para importar gasolina. Já até fez o registro de sua nova subsidiária na Agência Nacional do Petróleo (ANP). Isso significa que a Petrobras poderá ter, enfim, um competidor de peso nesse mercado até agora, só companhias nanicas se tinham aventurado nessa seara. BM&F quer a Bovespa Depois de comprar a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, no mês passado, a BM&F desenha seu próximo passo muito mais ambicioso, aliás. Quer adquirir a Bovespa. Os estudos estão sendo tocados.
Entre a cruz e a espada A indústria de cigarros tem pela frente uma perspectiva nada animadora quando analisa as características dos dois candidatos favoritos para a eleição presidencial de outubro. Lula, apesar de se deliciar com um bom charuto, está mais à esquerda do que ela gostaria. José Serra, por sua vez, fez fama no Ministério da Saúde ao promover uma perseguição implacável ao tabagismo.
Espanhóis irritados A matriz da Telefônica está mandando sinais ainda discretos de que pode botar o pé no freio em novos investimentos no Brasil. Está irritada porque ainda não pode operar em ligações de longa distância, mesmo tendo se passado quase seis meses do cumprimento das metas necessárias. O anúncio de mais 2,5 bilhões de dólares de investimentos da Telefônica no México, na semana passada, deve ser entendido também como um sutil recado ao Brasil. Início do início Sócios na Telemig Celular e na Tele Norte Celular e inimigos mortais há mais de dois anos, o Opportunity e a canadense TIW estão conversando em estágio bem inicial.
Colaboraram
Felipe Patury e José Edward
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