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Edição 1 751 - 15 de maio de 2002
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Mas por quê?

A parte mais difícil do problema é o diagnóstico. No livro De Onde Vêm os Problemas, o consultor Antonio Loriggio sugere uma estratégia para identificar a origem dos contratempos: agir como criança que emenda um "por quê?" atrás do outro. "Questionar cada resposta leva à raiz da questão", diz ele. Se a máquina pára por causa do fusível queimado, nem sempre a solução é a troca da peça. Quem continua perguntando descobre que a queima se deu por sobrecarga de corrente, porque as engrenagens emperraram, por falta de lubrificação. Um pouco de óleo evita que tudo se repita.

Um filme para cada foto


Pedro Martinelli
A máquina pode estar em boas mãos, mas isso não basta


A boa foto é aquela que conta uma história – com nitidez, brilho e foco, de preferência. Além de aprender a usar os recursos que as câmaras fotográficas oferecem, amadores precisam levar em conta o tipo de filme que estão usando. Muita gente não se dá conta de que, quanto menor o ASA indicado na embalagem do filme, melhores os resultados em termos de nitidez, desde que se fotografe com alta luminosidade. Os filmes com ASA maior são mais sensíveis e recomendados especialmente para fotos em condições de luz menos satisfatórias, mas a imagem pode ficar menos nítida nas ampliações. Veja as características de alguns produtos disponíveis na praça, segundo os dois maiores fabricantes:

Kodak
Fujifilm
Kodacolor
Para cenas externas com luz muito forte
Superia 400
Indicado para fotos internas
Kodak Gold 200
Maior definição nas ampliações
Superia 200
Mais versátil, para fotos externas ou internas
Kodak Ultra
Um filme versátil, para qualquer condição de luz
Fujicolor NPS 160
Profissional, recomendado para retratos de casamento

 

O juro é zero?

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, está investigando cinco fábricas de automóveis (Fiat, Volkswagen, GM, Ford e Renault) para esclarecer como podem anunciar zero de acréscimo ao preço em determinados planos de financiamento e, ao mesmo tempo, oferecer desconto a quem compra os mesmos carros à vista. Se condenadas, as empresas podem receber multas de 200 a 3,2 milhões de reais.

 

Novo, compatível ou reciclado?


Raul Junior
Faça sua escolha, mas evite os piratas


Existem quatro tipos de cartucho de impressora: o original, o compatível, o remanufaturado e o falsificado. O primeiro custa entre 80 e 120 reais. Com dois ou três originais, é possível comprar uma impressora nova. Os fabricantes dizem que as demais alternativas danificam o equipamento. Mas não são poucas as empresas que usam cartuchos recondicionados, que custam metade do preço e podem ter garantia de até três meses. Os compatíveis, importados da China, saem por 40% menos. Alguns importadores oferecem garantia. O consumidor pode exigir a troca com o comerciante, desde que tenha a nota fiscal. Os falsificados, certeza de problemas, podem custar tão caro quanto os originais. Se desconfiar de que o produto é pirata, troque logo de fornecedor.

 

BOA NOTÍCIA

Remédio para a anemia

Mais uma pesquisa comprova que o combate à anemia – mal que atinge metade das crianças brasileiras – pode ser feito de modo simples e barato. Por dois meses, estudantes da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo controlaram a adição de 4,2 miligramas de um composto de ferro para cada 100 gramas de alimentos fornecidos a 57 crianças de uma creche. A incidência da doença caiu à metade. O custo foi de apenas 0,04 centavo para cada quilo de alimento.

 

MÁ NOTÍCIA

Dos males do sol

Ricardo Fasanello/Strana
Raios UV: perigo


Os brasileiros têm uma razão a mais para se preocupar com os efeitos do sol. Um estudo do Centro de Pesquisas Médicas de Pilotos da França mostra que os raios ultravioleta são mais nocivos em países próximos à linha do Equador. A vista cansada, decorrente da ação da luminosidade no cristalino, manifesta-se por volta dos 50 anos na população dos países nórdicos e até antes dos 40 na de áreas próximas ao Equador.

 

Sinceridade até certo ponto


"Por que você saiu do último emprego?" ou "Por que você está pensando em sair do atual?" são perguntas recorrentes em entrevistas de seleção. Elas não devem ser tomadas como um convite para falar mal da chefia ou do empregador. Quando o emprego foi abandonado por iniciativa própria, fica bem mais fácil encontrar justificativa em algo como a necessidade de buscar novos desafios ou a intenção de conhecer outras áreas e setores para ampliar os horizontes profissionais. Se houve demissão, no entanto, o discurso precisa ser planejado com maior cautela. Transferir toda a culpa para a empresa não pega bem, mas assumir abertamente os próprios pontos fracos também não é o melhor caminho. A saída é amenizar as coisas, mas sem mentir – até porque a história pode ser checada com a outra parte. Se você brigou feio com o chefe, fale em diferença de estilos. Se teve desempenho abaixo do esperado, diga que esteve desestimulado por alguma circunstância mas agora está pronto para dedicar-se ao trabalho com o máximo de entusiasmo. "Seja sucinto nas explicações", recomenda o headhunter Thomas Case, fundador da consultoria Catho. "As partes negativas da entrevista têm de ser resolvidas em pouco tempo."

 

Veja também
Um gráfico que ilustra os fatores que influenciam os empregadores a conceder benefícios aos funcionários na hora da demissão

 

Editado por Cley Scholz. Colaborou Maurício Oliveira



 
 
Fotos divulgação/François Calil/Claudio Larangeira/Germano Lurdes/Marco de Bari/Marcelo Sacco




Fonte: Molica

   
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