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Edição 1 751 - 15 de maio de 2002
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A mesma motivação
de sempre

Capas de VEJA que trouxeram reportagens investigativas

Muito se especulou sobre as motivações de VEJA ao publicar a reportagem de capa da semana passada. Nela, Ricardo Sérgio de Oliveira, um arrecadador de fundos de políticos tucanos, aparece envolvido num pedido de propina durante o processo de privatização da Companhia Vale do Rio Doce, em entrevistas gravadas com dois ministros. Em certos círculos, chegou-se a ver na reportagem uma operação deliberada para defender interesses não declarados. Para alguns desses analistas improvisados, VEJA teve como fonte um cardeal do Partido dos Trabalhadores. Para outros, as informações básicas para a confecção da reportagem teriam como origem os mesmos setores envolvidos com a produção do famoso e apócrifo Dossiê Cayman. Para terceiros, VEJA teria se aliado a uma conjuração de tucanos descontentes com o desempenho de José Serra, cuja candidatura eles gostariam de ver substituída por outra eleitoralmente mais viável. Até interesses comerciais do Grupo Abril teriam servido de pretexto, conforme outra das muitas versões postas em circulação naquele movimento malévolo que o próprio presidente Fernando Henrique Cardoso chamou na semana passada de "rumores".

Muito bem. O que VEJA publicou na edição anterior deriva da mesma raiz de onde brotaram inúmeras reportagens que causaram impacto na opinião pública brasileira, ao longo de mais de três décadas. Em todos esses casos, a motivação permanente da revista foi a busca da verdade. VEJA não tem uma agenda escondida, não escolhe suas reportagens investigativas com base em preferências pessoais, ideológicas ou partidárias. Tampouco tem o poder, ou o desejo, de escolher o momento mais adequado de publicá-las. Elas são impressas sempre que se materializam nas mãos dos repórteres e editores com um grau tal de irrefutabilidade que seria inexplicável mantê-las na gaveta.

VEJA reafirma seu compromisso de trabalhar de forma que seus leitores, e todos os eleitores, possam ir às urnas em outubro informados da melhor forma possível sobre cada um dos candidatos à Presidência da República. Isso inclui conhecer seus partidos, suas promessas e programas, suas vidas pregressas, suas realizações e competências e, principalmente, seus valores e comportamento ético.

 
 
   
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