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A mesma
motivação
de sempre
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| Capas
de VEJA que trouxeram reportagens investigativas |
Muito se
especulou sobre as motivações de VEJA ao publicar a reportagem
de capa da semana passada. Nela, Ricardo Sérgio de Oliveira,
um arrecadador de fundos de políticos tucanos, aparece envolvido
num pedido de propina durante o processo de privatização
da Companhia Vale do Rio Doce, em entrevistas gravadas com dois ministros.
Em certos círculos, chegou-se a ver na reportagem uma operação
deliberada para defender interesses não declarados. Para alguns
desses analistas improvisados, VEJA teve como fonte um cardeal do Partido
dos Trabalhadores. Para outros, as informações básicas
para a confecção da reportagem teriam como origem os mesmos
setores envolvidos com a produção do famoso e apócrifo
Dossiê Cayman. Para terceiros, VEJA teria se aliado a uma conjuração
de tucanos descontentes com o desempenho de José Serra, cuja candidatura
eles gostariam de ver substituída por outra eleitoralmente mais
viável. Até interesses comerciais do Grupo Abril teriam
servido de pretexto, conforme outra das muitas versões postas em
circulação naquele movimento malévolo que o próprio
presidente Fernando Henrique Cardoso chamou na semana passada de "rumores".
Muito bem.
O que VEJA publicou na edição anterior deriva da mesma raiz
de onde brotaram inúmeras reportagens que causaram impacto na opinião
pública brasileira, ao longo de mais de três décadas.
Em todos esses casos, a motivação permanente da revista
foi a busca da verdade. VEJA não tem uma agenda escondida, não
escolhe suas reportagens investigativas com base em preferências
pessoais, ideológicas ou partidárias. Tampouco tem o poder,
ou o desejo, de escolher o momento mais adequado de publicá-las.
Elas são impressas sempre que se materializam nas mãos dos
repórteres e editores com um grau tal de irrefutabilidade que seria
inexplicável mantê-las na gaveta.
VEJA reafirma
seu compromisso de trabalhar de forma que seus leitores, e todos os eleitores,
possam ir às urnas em outubro informados da melhor forma possível
sobre cada um dos candidatos à Presidência da República.
Isso inclui conhecer seus partidos, suas promessas e programas, suas vidas
pregressas, suas realizações e competências e, principalmente,
seus valores e comportamento ético.
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