BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade
REVISTAS
VEJA
Edição 2108

15 de abril de 2009
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
SEÇÕES
Carta ao Leitor
Entrevista
Claudio de Moura Castro
Leitor
Millôr
Blogosfera
PANORAMA
Imagem da Semana
Holofote
Datas
SobeDesce
Conversa
Números
Radar
Veja Essa
 

Imagem da Semana
Por trás da máscara

O que há num nome? Uma história complicada, como
demonstrou outra vez o quebra-quebra na Moldova


Vilma Gryzinski

John Mcconnico/AP

Você sabe que um país está encrencado quando muda muito de nome. Por esse critério, a Moldova é praticamente campeã: já foi Moldávia e Bessarábia; já fez parte, voluntariamente, da Romênia e, muito involuntariamente, da Rússia czarista, da Rússia comunista, de novo da Romênia, dessa vez pró-nazista, voltou para o domínio stalinista e hoje se debate sob a influência da Rússia putinista. Independente na era pós-União Soviética, tirou um "i", mudou o nome da capital de Kishinev para Chisinau (a pronúncia é quase a mesma) e anos depois, bizarramente, elegeu um governo de maioria comunista. Isso só para fazer um resumo rápido dos últimos noventa anos e chegar às manifestações de protesto da semana passada. Ao contrário das imagens que correram mundo nas últimas semanas, de quebra-quebras genericamente designados de anticapitalistas nos locais das recentes reuniões de cúpula, o bafafá na Moldova foi anticomunista. Houve eleições, os de sempre ganharam e os de oposição denunciaram roubalheira. O método de convocação foi moderno – via Facebook e Twitter –, e o resultado tão antigo quanto a história das explosões de fúria popular: o Parlamento e a sede da Presidência foram invadidos e destroçados. A Moldova é um país pequeno, pobre e, como já deu para perceber, complicado. Tem 4 milhões de habitantes em 30.000 quilômetros quadrados. Etnicamente, a maioria é romena, o que explica as simpatias pelo país vizinho. O presidente Vladimir Voronin, alvo dos protestos dos caras limpas ou mascaradas, bufou: "A Romênia está envolvida em tudo o que aconteceu". Existe, na verdade, um desejo de reunificação. E você sabe que um país está encrencado quando quer mudar, de novo. E voltar a ser Romênia.



Publicidade
 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |