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Leitor
Transplantes
"VEJA cumpriu
com excelência o papel de informar e educar. Essa reportagem
explica o que, infelizmente, muitos não sabiam: a importância
da doação de órgãos para a medicina.
Entre a vida e a morte, a doação celebra a sobrevida." Parabenizo VEJA
pela reportagem "Muito além da cirurgia"
(8 de abril), a respeito da necessidade dos transplantes de
órgãos. Devemos cada vez mais alertar a sociedade
sobre a importância da doação de órgãos,
possibilitando a continuidade da vida. Mais pessoas poderão
ser salvas a cada ano se a população se conscientizar
de que também é responsável pela coletividade,
quebrando o tabu de que a doação de algum modo
prejudicaria a pessoa cuja morte cerebral já ocorreu. Serviço de
Cirurgia Plástica e Queimaduras do Hospital Universitário
Evangélico do Paraná Não há
nada mais gratificante que submeter o paciente a
um transplante de córnea e vê-lo enxergar o mundo
à sua volta. Não há dinheiro que pague
essa dádiva. Os transplantes trouxeram vida para
muitas pessoas mundo afora. Nós, médicos, sabemos
que a perda de um ente querido é um momento difícil
para as famílias. Por isso mesmo, conversar em casa
sobre essa eventualidade é importante, para que cada
um exponha sua vontade de ser ou não um doador de órgãos.
Sejamos todos parte de um time de doadores. Doar só
faz bem! Quem passou pela
experiência sabe o valor dessa reportagem. Porém,
é preciso também falar das dificuldades pós-transplante.
Muitas vezes enfrentei filas e pude observar o desconforto
de doentes que, ao contrário da minha filha, paciente
de um transplante de fígado, não tinham quem
fosse retirar por eles o medicamento necessário. Minha
filha casou-se e hoje mora em Barcelona, onde o governo subsidia
o remédio. Lá, o transplantado apresenta a receita
na farmácia mais próxima e retira o medicamento
um ou dois dias depois. Sempre pensei em sugerir algo semelhante
no sentido de melhorar o que em nosso país, felizmente,
já caminha a passos largos. Em 31 de outubro
de 2005, fiz transplante de fígado em Blumenau (SC)
com a excelente equipe dos doutores Julio Cesar Wiederkehr
e Mauro Igreja. Foi o gesto de amor da família Gilli,
de Taió (SC), que ajudou a salvar minha vida
e outras ainda. Hoje estou ótimo e poderia estar
melhor ainda se o estado não dificultasse tanto a liberação
de remédios. Dependo, além dos imunossupressores,
dos antivirais de ponta que só consigo por meio de
liminar. A vida pede passagem. A reportagem de
VEJA foi um grande presente ao Hospital Santa Isabel
de Blumenau, que está completando 100 anos. Tornar-se
uma instituição reconhecida nacionalmente pela
excelência em transplantes depende não somente
de condições técnicas ou financeiras,
mas sobretudo da dedicação, do respeito e do
amor dos profissionais que aqui trabalham por essa causa tão
nobre. Parabéns!
Lya Luft A beleza do pensamento
e as palavras da escritora Lya Luft impressionam. No artigo
"A crise que estamos esquecendo" (8 de abril), ela
faz uma análise perfeita da dissociação
humana. Acho, como criança que fui e pediatra que sou,
que a culpa não é dos baixinhos. Hoje não
temos crianças felizes. São pequenos executivos
bilíngues sem vida infantil, sem pais, sem parentes,
com amigos competitivos, e não amigos puros. Criados
por professores e babás e recebidos à noite
por pais estressados, não podem ter outro comportamento
a não ser o agressivo. O mundo, infelizmente, muda
para pior a cada dia. Lya, parabéns
por fazer todos enxergar aquilo que não querem. Não
há crise pior que a falência dos valores éticos
e morais de uma sociedade. Não há dinheiro bastante
para dar jeito nisso. Precisamos nos tornar brasileiros "com
muito orgulho e muito amor" não somente nos eventos
esportivos. Urge termos em mente que uma nação
se faz com pessoas de bem, oriundas de famílias bem
estruturadas que têm no amor, no respeito e na dignidade
seus alicerces principais.
Caso Daslu Como dito na reportagem
"Sonegar é roubar" (8 de abril), a sonegação
impediu que a vida de muitas pessoas fosse melhorada e transformada.
É bem provável que essas pessoas, descrentes
do futuro, tomem o caminho do crime. Por isso por contribuir
com assassinatos, tráfico e roubos, mesmo que de forma
indireta é que a pena foi bem aplicada.
Roberto Pompeu de Toledo O jornalista Roberto
Pompeu de Toledo bem que merece o título de "cidadão
maranhense", pois expressou com muita propriedade aquilo
que cada maranhense em sã consciência pensa
("O oligarca perfeito", 8 de abril). José
Sarney é hábil e talentoso no seu marketing
pessoal, e incompetente na construção de um
Maranhão melhor.
Na edição
2 107 da revista VEJA ("A Operação Royalties",
8 de abril), o senhor Diogo Mainardi afirma que, apesar de
eu ser diretor da ANP, continuaria me ocupando dos interesses
da Análise Consultoria, empresa da qual sou sócio
com minha mulher. Não é verdade: estou afastado
de sua gestão desde o dia 19 de maio de 2005, conforme
registro na Junta Comercial em anexo e informação
encaminhada à época à Comissão
de Ética da Presidência da República.
Diz ainda que, de acordo com dados constantes de relatório
sigiloso da Polícia Federal, do qual revela possuir
cópia integral, me valeria do cargo que ocupo para
direcionar pareceres favorecendo prefeituras que aceitassem
contratar a empresa. Impossível: a Análise Consultoria
não assinou nenhum contrato com qualquer prefeitura
ou empresa desde que tomei posse, em 20 de maio de 2005. Seu
último contrato foi firmado em agosto de 2004 e já
está extinto. Por desconhecer a existência e
o teor da dita investigação sigilosa, constituí
advogado para ter acesso a seu conteúdo, bem como para
adotar todos os procedimentos jurídicos necessários
para a defesa de minha honra. Reitero que a Análise
não transaciona comercialmente com a administração
pública federal, estadual ou municipal, nem com as
empresas sujeitas à atuação regulatória
da ANP, delas não tendo, por consequência, qualquer
valor a receber. Como servidor público e cidadão,
estou à inteira disposição para prestar
os esclarecimentos que se fizerem necessários sobre
minha conduta pessoal e profissional às autoridades
competentes.
Holofote O "histórico
pesado de grampos ilegais" a que se referiu a nota "Bahia
de todos os grampinhos" (Holofote, 1º de abril)
se deveu à forma como eram dirigidas instituições
públicas como a polícia. A Bahia já virou
essa página. A compra do sistema Guardião é
parte de um esforço que inclui capacitação
de policiais, auditores e peritos e instalação
de um laboratório de investigação de
crimes de lavagem de dinheiro. Respeitando a lei, o governo
baiano cumprirá sua obrigação de combater
a sonegação de impostos, o tráfico de
drogas, a corrupção e todo tipo de crime que
afronte o interesse público.
Pedofilia Parabéns,
VEJA, pela coragem de estampar em sua capa a questão
do abuso sexual contra crianças e adolescentes ("Violadas
e feridas. Dentro de casa", 25 de março). Trata-se
de importante avanço no árduo caminho do esclarecimento
e da pressão da sociedade por mais e melhores políticas
públicas em prevenção, denúncia
e responsabilização penal de casos de violência
sexual infanto-juvenil. O termo pedofilia, apesar de chamar
bastante a atenção do leitor, da forma como
vem sendo empregado confunde conceitos, cria estigmas e pode
acobertar criminosos que faturam alto com esse tipo de aberração
social. Pedofilia é uma doença, caracterizada
pela compulsão por satisfação sexual
com crianças e adolescentes, sendo que pedófilos
muitas vezes nem chegam a cometer o abuso, podendo recorrer
ao apoio de grupos e outras formas de tratamento. Por outro
lado, adultos que não são pedófilos podem
vir a abusar e/ou explorar sexualmente crianças e adolescentes.
Em resumo, pedofilia é uma doença, não
é crime! Crimes são os atos do abuso e da exploração
sexual!
Víctor Hugo Cárdenas Excelente a entrevista
com Víctor Hugo Cárdenas (Amarelas, 8 de abril),
mostrando que ainda existem homens de bem na Bolívia,
que lutam para salvar o país desse pseudoíndio
fanfarrão. Onde estão os Cárdenas do
Brasil?
Veja Essa Apesar de o presidente
Barack Obama parecer simpático com nosso presidente
Lula, as frases "Esse é o cara!" e "Adoro
esse cara!" (Veja Essa, 8 de abril) estavam incompletas.
Penso que podemos completar o que falta. Presidente Lula,
você é o cara que esteve em dois mandatos à
frente desta nação e não teve coragem
nem competência para implantar reforma alguma neste
país, pois as reformas tributárias e trabalhistas
nunca saíram do papel, e a educação,
a saúde e a segurança estão piores do
que nunca. Você é o cara que mais teve amigos
e aliados envolvidos da cueca ao pescoço em corrupção
e roubalheira, gastando com cartões corporativos e dentro
de todos os tipos de esquema. Você é o cara
que conseguiu inchar o estado brasileiro com tantos e tantos
funcionários e ainda assim fazê-lo funcionar
pior do que era. Você é o cara que mais viajou
como presidente deste país, tão futilmente e
à nossa custa. Você é o cara que
aceitou todas as ações e humilhações
contra o Brasil e os brasileiros diante de: Argentina, Bolívia,
Equador, Paraguai e outros. Você é o cara que,
por tudo isso e mais um monte de coisas, transformou este
país em um lugar libertino e sem futuro para quem não
está no grande esquema. E a nós, pobres mortais,
resta sonhar, pois o pesadelo é quando abrimos os olhos!
VEJA.com É fascinante
o relato, em VEJA.com (http://veja.abril.com.br/historia/titanic/indice.shtml),
de como teria sido a edição sobre a tragédia
do Titanic, em abril de 1912. As fotos exibidas e o
vídeo apresentado nos fazem voltar ao tempo do infortúnio. Correção: o gasto total do Supremo Tribunal Federal com pessoal, em 2008, foi de 238 milhões de reais, e não 238 bilhões de reais, como foi grafado na seção Números ("Um para cada dia do ano", 8 de abril).
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