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Edição 2108

15 de abril de 2009
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Assuntos mais comentados
Transplantes (capa) - 28
Lya Luft - 26
Caso Daslu - 25
Roberto Pompeu de Toledo - 16
Números (Panorama) - 10

 

Transplantes

Cristiano Mariz
Boa vida
Alfredo Nimer, engenheiro civil de 61 anos que passou por um transplante duplo de rim e fígado, em 1987, trabalha normalmente e adora pescar. "Hoje, estou ótimo", diz Nimer

"VEJA cumpriu com excelência o papel de informar e educar. Essa reportagem explica o que, infelizmente, muitos não sabiam: a importância da doação de órgãos para a medicina. Entre a vida e a morte, a doação celebra a sobrevida."
Walter Rebouças
Juiz de Fora, MG

Parabenizo VEJA pela reportagem "Muito além da cirurgia" (8 de abril), a respeito da necessidade dos transplantes de órgãos. Devemos cada vez mais alertar a sociedade sobre a importância da doação de órgãos, possibilitando a continuidade da vida. Mais pessoas poderão ser salvas a cada ano se a população se conscientizar de que também é responsável pela coletividade, quebrando o tabu de que a doação de algum modo prejudicaria a pessoa cuja morte cerebral já ocorreu.
Doutor Marcelus Nigro

Serviço de Cirurgia Plástica e Queimaduras do Hospital Universitário Evangélico do Paraná
Curitiba, PR

Não há nada mais gratificante que submeter o paciente a um transplante de córnea e vê-lo enxergar o mundo à sua volta. Não há dinheiro que pague essa dádiva. Os transplantes trouxeram vida para muitas pessoas mundo afora. Nós, médicos, sabemos que a perda de um ente querido é um momento difícil para as famílias. Por isso mesmo, conversar em casa sobre essa eventualidade é importante, para que cada um exponha sua vontade de ser ou não um doador de órgãos. Sejamos todos parte de um time de doadores. Doar só faz bem!
Doutor Carlos Fabian Seixas de Oliveira
Médico oftalmologista
Campos dos Goytacazes, RJ

Quem passou pela experiência sabe o valor dessa reportagem. Porém, é preciso também falar das dificuldades pós-transplante. Muitas vezes enfrentei filas e pude observar o desconforto de doentes que, ao contrário da minha filha, paciente de um transplante de fígado, não tinham quem fosse retirar por eles o medicamento necessário. Minha filha casou-se e hoje mora em Barcelona, onde o governo subsidia o remédio. Lá, o transplantado apresenta a receita na farmácia mais próxima e retira o medicamento um ou dois dias depois. Sempre pensei em sugerir algo semelhante no sentido de melhorar o que em nosso país, felizmente, já caminha a passos largos.
Maria Lucia P. Balieiro
São Paulo, SP

Em 31 de outubro de 2005, fiz transplante de fígado em Blumenau (SC) com a excelente equipe dos doutores Julio Cesar Wiederkehr e Mauro Igreja. Foi o gesto de amor da família Gilli, de Taió (SC), que ajudou a salvar minha vida – e outras ainda. Hoje estou ótimo e poderia estar melhor ainda se o estado não dificultasse tanto a liberação de remédios. Dependo, além dos imunossupressores, dos antivirais de ponta que só consigo por meio de liminar. A vida pede passagem.
Valdemir Garcia
Apucarana, PR

A reportagem de VEJA foi um grande presente ao Hospital Santa Isabel de Blumenau, que está completando 100 anos. Tornar-se uma instituição reconhecida nacionalmente pela excelência em transplantes depende não somente de condições técnicas ou financeiras, mas sobretudo da dedicação, do respeito e do amor dos profissionais que aqui trabalham por essa causa tão nobre. Parabéns!
Doutor John E. dos Santos
Membro do Serviço de Transplantes do Hospital Santa Isabel
Blumenau, SC

 

Lya Luft

A beleza do pensamento e as palavras da escritora Lya Luft impressionam. No artigo "A crise que estamos esquecendo" (8 de abril), ela faz uma análise perfeita da dissociação humana. Acho, como criança que fui e pediatra que sou, que a culpa não é dos baixinhos. Hoje não temos crianças felizes. São pequenos executivos bilíngues sem vida infantil, sem pais, sem parentes, com amigos competitivos, e não amigos puros. Criados por professores e babás e recebidos à noite por pais estressados, não podem ter outro comportamento a não ser o agressivo. O mundo, infelizmente, muda para pior a cada dia.
Fernando Azevedo
Médico pediatra
Recife, PE

Lya, parabéns por fazer todos enxergar aquilo que não querem. Não há crise pior que a falência dos valores éticos e morais de uma sociedade. Não há dinheiro bastante para dar jeito nisso. Precisamos nos tornar brasileiros "com muito orgulho e muito amor" não somente nos eventos esportivos. Urge termos em mente que uma nação se faz com pessoas de bem, oriundas de famílias bem estruturadas que têm no amor, no respeito e na dignidade seus alicerces principais.
Hermano Campos Wanderley Reis
Belo Horizonte, MG

 

Caso Daslu

Como dito na reportagem "Sonegar é roubar" (8 de abril), a sonegação impediu que a vida de muitas pessoas fosse melhorada e transformada. É bem provável que essas pessoas, descrentes do futuro, tomem o caminho do crime. Por isso – por contribuir com assassinatos, tráfico e roubos, mesmo que de forma indireta – é que a pena foi bem aplicada.
Jeanine M. M.
Juiz de Fora, MG

 

Roberto Pompeu de Toledo

O jornalista Roberto Pompeu de Toledo bem que merece o título de "cidadão maranhense", pois expressou com muita propriedade aquilo que cada maranhense em sã consciência pensa ("O oligarca perfeito", 8 de abril). José Sarney é hábil e talentoso no seu marketing pessoal, e incompetente na construção de um Maranhão melhor.
Daniel V. de Lima
Porto Franco, MA

 

Diogo Mainardi

Na edição 2 107 da revista VEJA ("A Operação Royalties", 8 de abril), o senhor Diogo Mainardi afirma que, apesar de eu ser diretor da ANP, continuaria me ocupando dos interesses da Análise Consultoria, empresa da qual sou sócio com minha mulher. Não é verdade: estou afastado de sua gestão desde o dia 19 de maio de 2005, conforme registro na Junta Comercial em anexo e informação encaminhada à época à Comissão de Ética da Presidência da República. Diz ainda que, de acordo com dados constantes de relatório sigiloso da Polícia Federal, do qual revela possuir cópia integral, me valeria do cargo que ocupo para direcionar pareceres favorecendo prefeituras que aceitassem contratar a empresa. Impossível: a Análise Consultoria não assinou nenhum contrato com qualquer prefeitura ou empresa desde que tomei posse, em 20 de maio de 2005. Seu último contrato foi firmado em agosto de 2004 e já está extinto. Por desconhecer a existência e o teor da dita investigação sigilosa, constituí advogado para ter acesso a seu conteúdo, bem como para adotar todos os procedimentos jurídicos necessários para a defesa de minha honra. Reitero que a Análise não transaciona comercialmente com a administração pública federal, estadual ou municipal, nem com as empresas sujeitas à atuação regulatória da ANP, delas não tendo, por consequência, qualquer valor a receber. Como servidor público e cidadão, estou à inteira disposição para prestar os esclarecimentos que se fizerem necessários sobre minha conduta pessoal e profissional às autoridades competentes.
Victor Martins
Diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)
Rio de Janeiro, RJ

 

Holofote

O "histórico pesado de grampos ilegais" a que se referiu a nota "Bahia de todos os grampinhos" (Holofote, 1º de abril) se deveu à forma como eram dirigidas instituições públicas como a polícia. A Bahia já virou essa página. A compra do sistema Guardião é parte de um esforço que inclui capacitação de policiais, auditores e peritos e instalação de um laboratório de investigação de crimes de lavagem de dinheiro. Respeitando a lei, o governo baiano cumprirá sua obrigação de combater a sonegação de impostos, o tráfico de drogas, a corrupção e todo tipo de crime que afronte o interesse público.
Ernesto Marques
Assessor de imprensa do governo da Bahia
Salvador, BA

 

Pedofilia

Parabéns, VEJA, pela coragem de estampar em sua capa a questão do abuso sexual contra crianças e adolescentes ("Violadas e feridas. Dentro de casa", 25 de março). Trata-se de importante avanço no árduo caminho do esclarecimento e da pressão da sociedade por mais e melhores políticas públicas em prevenção, denúncia e responsabilização penal de casos de violência sexual infanto-juvenil. O termo pedofilia, apesar de chamar bastante a atenção do leitor, da forma como vem sendo empregado confunde conceitos, cria estigmas e pode acobertar criminosos que faturam alto com esse tipo de aberração social. Pedofilia é uma doença, caracterizada pela compulsão por satisfação sexual com crianças e adolescentes, sendo que pedófilos muitas vezes nem chegam a cometer o abuso, podendo recorrer ao apoio de grupos e outras formas de tratamento. Por outro lado, adultos que não são pedófilos podem vir a abusar e/ou explorar sexualmente crianças e adolescentes. Em resumo, pedofilia é uma doença, não é crime! Crimes são os atos do abuso e da exploração sexual!
Ana Maria Drummond
Diretora executiva da Childhood Brasil
São Paulo, SP

 

Víctor Hugo Cárdenas

Excelente a entrevista com Víctor Hugo Cárdenas (Amarelas, 8 de abril), mostrando que ainda existem homens de bem na Bolívia, que lutam para salvar o país desse pseudoíndio fanfarrão. Onde estão os Cárdenas do Brasil?
Iramar Benigno Albert Júnior
Recife, PE

 

Veja Essa

Apesar de o presidente Barack Obama parecer simpático com nosso presidente Lula, as frases "Esse é o cara!" e "Adoro esse cara!" (Veja Essa, 8 de abril) estavam incompletas. Penso que podemos completar o que falta. Presidente Lula, você é o cara que esteve em dois mandatos à frente desta nação e não teve coragem nem competência para implantar reforma alguma neste país, pois as reformas tributárias e trabalhistas nunca saíram do papel, e a educação, a saúde e a segurança estão piores do que nunca. Você é o cara que mais teve amigos e aliados envolvidos da cueca ao pescoço em corrupção e roubalheira, gastando com cartões corporativos e dentro de todos os tipos de esquema. Você é o cara que conseguiu inchar o estado brasileiro com tantos e tantos funcionários e ainda assim fazê-lo funcionar pior do que era. Você é o cara que mais viajou como presidente deste país, tão futilmente e à nossa custa. Você é o cara que aceitou todas as ações e humilhações contra o Brasil e os brasileiros diante de: Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai e outros. Você é o cara que, por tudo isso e mais um monte de coisas, transformou este país em um lugar libertino e sem futuro para quem não está no grande esquema. E a nós, pobres mortais, resta sonhar, pois o pesadelo é quando abrimos os olhos!
Marcelo S. de Brito
São Paulo, SP

 

VEJA.com

É fascinante o relato, em VEJA.com (http://veja.abril.com.br/historia/titanic/indice.shtml), de como teria sido a edição sobre a tragédia do Titanic, em abril de 1912. As fotos exibidas e o vídeo apresentado nos fazem voltar ao tempo do infortúnio.
Júlio César Brandão
Santo Antônio de Jesus, BA

Correção: o gasto total do Supremo Tribunal Federal com pessoal, em 2008, foi de 238 milhões de reais, e não 238 bilhões de reais, como foi grafado na seção Números ("Um para cada dia do ano", 8 de abril).



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