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Edição 2108

15 de abril de 2009
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Claudio de Moura Castro
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Morreram
o professor de matemática pernambucano Almir Olimpio Alves, uma das treze vítimas da chacina promovida pelo vietnamita Jiverly Wong em um centro de imigrantes em Binghamton, em Nova York. Alves lecionava na Universidade de Pernambuco e desde setembro do ano passado cursava pós-doutorado nos Estados Unidos. Filho de agricultores de Moreno, na Zona da Mata pernambucana, era um exemplo de força de vontade. Na infância, para chegar à escola, percorria 12 quilômetros a pé e depois pegava um ônibus. No resto do dia, ajudava a cuidar da pequena roça da família. Foi o único entre cinco irmãos a cursar faculdade. Era casado e deixa um filho. Dia 3, aos 43 anos.

Pedro Martinelli
Giulite Coutinho Ele presidia a CBF durante a trágica Copa de 1982

• o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol Giulite Coutinho, que comandou a entidade entre 1980 e 1986. Foi ele quem convidou Telê Santana para dirigir a seleção brasileira na Copa da Espanha, em 1982. Com Zico, Sócrates e Falcão, Telê montou um time que até hoje é apontado como um dos melhores da história, apesar de ter sido tragicamente eliminado do torneio pela Itália. Dia 4, aos 87 anos, de parada cardíaca, no Rio.

 

SEG|6|ABR|2009

Encerrada
a investigação da polícia inglesa sobre o atacante Robinho por suposto abuso sexual. Ele foi inocentado das acusações e não será sequer indiciado. Robinho tornou-se alvo da polícia devido a denúncias feitas por uma jovem de 18 anos que ele conheceu durante uma noitada em um inferninho de Leeds, na Inglaterra, em janeiro. Com o assunto esclarecido, ele poderá voltar a se concentrar apenas no futebol.

Mantida
pelo Superior Tribunal de Justiça a condenação do ex-jogador Romário, que terá de indenizar em 28 000 reais Ricardo Gomes, membro de uma torcida organizada do Fluminense. Em 2003, Gomes foi a um treino do Flu e jogou galinhas dentro do campo, para protestar contra a suposta covardia da equipe. Romário, então astro do tricolor carioca, não gostou da provocação. Foi até a arquibancada e encheu Gomes de tabefes.

Fotos Bruce York/AP e Peter Hillebrecht/AP
Enfim, a lista Keneally (à esq.) mostra a relação de judeus salvos do nazismo pelo alemão Oskar Schindler

Encontrada
uma cópia carbono da lista de Schindler, a relação de judeus que fugiram da máquina genocida nazista graças à ajuda do industrial alemão Oskar Schindler. Nas treze páginas de papel amarelado, há 801 nomes acompanhados de suas nacionalidades. Eram todos trabalhadores judeus de uma fábrica que Schindler mantinha na Polônia. A lista foi encontrada em uma biblioteca em Sydney, na Austrália, em meio a antigas anotações do novelista Thomas Keneally, autor do livro no qual foi baseado o filme A Lista de Schindler (1993), de Steven Spielberg. Keneally recebeu o documento em 1980 de Leopold Pfefferberg, um dos sobreviventes cujo nome está na lista, mas o vendeu a um negociante pouco depois e nunca mais teve notícias dele. Em 1996, a biblioteca comprou seis caixas com anotações de Keneally, mas até agora não sabia que a lista estava entre elas.

 

TER|7|ABR|2009

AP
Condenado Fujimori, ex-presidente do Peru, passará
25 anos na prisão


Condenado

a 25 anos de prisão o ex-presidente do Peru Alberto Fujimori, por crimes contra os direitos humanos. Ele foi punido por comandar grupos paramilitares que mataram 25 pessoas entre 1990 e 2000. Trata-se do primeiro líder sul-americano eleito democraticamente a ser condenado por crimes dessa natureza, o que mostra que eleição não é salvo-conduto para ninguém. Fujimori, que já está detido há dois anos, também é acusado de desviar 15 milhões de dólares de dinheiro público e ainda será julgado por isso.

Anulado
pela Justiça do Pará o julgamento no qual o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi absolvido da acusação de mandar matar a freira Dorothy Stang. Aos 73 anos, a missionária americana foi executada com seis tiros à queima-roupa em Anapu, no Pará, em 2005. Ela defendia interesses contrários aos dos fazendeiros da região. O julgamento que absolveu Bida foi anulado porque a defesa apresentou um vídeo sem conhecimento prévio do juiz e do Ministério Público, tornando-o prova ilegal. O fazendeiro aguardará novo julgamento na prisão.



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