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Cartas  | "Deixa
o Marcos Valério falar! Tantos outros já falaram depois dele e nada
aconteceu. Quem sabe agora a ratoeira funciona!" Ligia
H. Padilha Serra Negra, SP |
Mensalão
II A chamada de capa "O mensalão II"
(8 de março) mais parecia título de segundo episódio de um
espetáculo. E creio que até poderia ser. No palco do circo Brasil
temos palhaçadas de carequinhas, ratinho recebendo queijo e um grupo de
atores que formaram um único elenco: os mensaleiros corruptos. Seria bom
se fosse apenas um espetáculo de circo. Edvaldo Betioli Filho
Palmeira, PR Parabéns
a VEJA por mostrar mais uma vez como é o programa de governo petista: compra
de deputados com mensalão, compra dos votos dos pobres com esmolas de programas
sociais e, agora, compra da opinião pública com matérias
televisivas. Era de esperar. José Carlos de Souza Finóchio
Boa Esperança, MG
Fico feliz ao constatar que VEJA, diferentemente de muitos brasileiros, ainda
não se esqueceu das propinas pagas no governo atual. A matéria da
semana passada corrobora a intenção de VEJA de ver os "ladrões"
condenados. Entretanto, percebo uma contradição no título
da reportagem, na medida em que não se trata de um "mensalão
parte 2", mas apenas e tão-somente da continuidade dessa prática
ilícita, em que nossos deputados não se sentem receosos de nenhuma
punição, já tendo sido, inclusive, "perdoados" pelo nosso
presidente. Gustavo Pugliesi São Paulo, SP
No episódio Itaipu, dois esclarecimentos deveriam ser dados pelos responsáveis
pela má gestão da empresa e de sua fornecedora, a Siemens. Primeiro,
a razão pela qual não foram aplicadas as cláusulas contratuais
referentes aos lucros cessantes, isto é, à quantidade de eletricidade
que Itaipu deixou de gerar com os atrasos da Siemens. Segundo, qual o motivo para
não desqualificar a Siemens de nenhuma concorrência do governo federal,
como ocorreria com qualquer fornecedor capaz de descumprir um contrato com tal
desfaçatez? Luiz Prado Rio de Janeiro, RJ
Já era de desconfiar a boa propaganda feita em nome de um presidente tão
"distraído" na televisão. VEJA está mais uma vez de parabéns,
por ser um órgão capaz e com vontade de contribuir para o crescimento
da nação, pois, se dependêssemos de homens como o senhor Ratinho,
este país estaria realmente perdido. Fernanda Mazzetto Moroso
Itajaí, SC Aposto
com quem quiser que tudo vai acabar em pizza. É uma vergonha esse país
da impunidade. É por isso que, entra governo, sai governo, nada muda. Mauro
de Melo Silva Brookfield, Connecticut, EUA
Paulo Okamotto Li estarrecido sobre a costumeira
generosidade do empresário Okamotto amigão do peito
com a família Lula Inácio da Silva, bancando suas contas ("O paradoxo
de Okamotto", 9 de março). Não está na hora de a CPI e a
Polícia Federal contratarem um astuto detetive ao estilo Eliot Ness? Ele
mandou Al Capone para a cadeia por sonegação fiscal, depois de várias
tentativas frustradas. Que apareça urgentemente um novo Eliot Ness para
acabar com essa farsa. Washington Luiz Lopes Por e-mail
O senhor Paulo Okamotto pagou dívidas
de Lula no valor de 29.000 reais e da filha dele, Lurian, de 26.000 reais com
dinheiro do próprio bolso e sem o presidente saber. Francamente, é
uma amizade muito linda a deles, de causar inveja, e eu, que tenho dívidas
bem mais modestas, não consigo ter um amigo assim. Walter Tadeu
de Lima Santo André, SP Interessante
o espírito benevolente do petista Paulo Okamotto. Talvez, após passar
por uma vida modesta de garçom, jornaleiro, vendedor de cerâmica,
operário da Volkswagen e sindicalista, ele tenha optado por ajudar o próximo
depois que a vida lhe proporcionou um melhor status financeiro. Se VEJA imaginava
que as doações de Okamotto eram só para a família
"real", subestimou sua benevolência, conforme site do TRE-SP, prestação
de contas de 2004 de Vicentinho, candidato do PT à prefeitura de São
Bernardo. Okamotto aparece como doador de 24.840 reais, em 14 de setembro de 2004.
Será que a Receita Federal sabe de tudo isso? Marcelo de Sá
e Sarti São Bernardo do Campo, SP
Kwame Anthony Appiah Na primeira pergunta
feita por VEJA, nas páginas amarelas (8 de março), o filósofo
americano Kwame Anthony Appiah diz que "A convenção para proteção
cultural pode ser usada para desrespeitar esses valores", referindo-se aos direitos
humanos. Infelizmente o filósofo comete um equívoco. A Declaração
Universal sobre a Diversidade Cultural, um dos documentos da Unesco usados como
referência, traz em seu artigo 4º: "...Ninguém pode invocar
a diversidade cultural para violar os direitos humanos garantidos pelo direito
internacional, nem para limitar seu alcance". José de Oliveira
Junior Professor, publicitário e diretor de projetos e fomento
do Sated/MG Belo Horizonte, MG
Fiquei entusiasmada com o que disse o filósofo Kwame Anthony Appiah quando
se referiu ao sistema de cotas para negros nas universidades. Concordo plenamente
quando ele diz que "o problema das cotas é que a universidade não
terá utilidade alguma para o aluno se ele não estiver preparado".
Parabéns, grande filósofo! Alexandrina de Oliveira Campos
Caicó, RN O filósofo
Kwame Anthony Appiah relata muito bem o que pensa sobre as cotas para negros nas
universidades brasileiras. Eu acredito que destinar cotas para negros nas universidades
é uma forma de discriminação, é como se esses "seres
humanos" não tivessem capacidade de ingressar na universidade e por isso
necessitariam de uma ajudinha. O que o governo deveria fazer é dar igualdade
de condições a todos, independentemente de raça ou cor, dentro
de um bom sistema de ensino. Alessandro Mazzo Itapuí, SP
Excelente entrevista com o
filósofo Appiah. Leitura interessante e útil para todo mundo. Inclusive
para os políticos tupiniquins, que, talvez por estar tão próximos
dos problemas enfocados, ainda não se deram conta de sua demagogia anacrônica.
Sonia Lucia Turner Rio de Janeiro, RJ
Casamento
Estou indignada com a constatação de que muitos casamentos se esgotam
por motivos absurdamente fúteis ("Vale a pena consertar?", 8 de março).
Fiquei me perguntando: o que há de tão complicado para obter uma
união duradoura? Entendo que a fórmula está no binômio
diálogo e respeito mútuo, regado de muito amor: igual a união
duradoura. Eu e meu marido estamos juntos faz 32 anos e, sinceramente, parece
que foi ontem que nos casamos. Procuramos seguir, com muito amor, o que prometemos
a Deus: "Na saúde e na doença", e nem a morte há de nos separar.
É fácil! Tania Derisio São Paulo, SP
Os ingleses dizem que dura apenas
dois anos a paixão. Porém a paciência, o companheirismo, aceitar
o outro com suas virtudes e defeitos fazem com que as relações não
terminem em separação. Rebeca Kestler Montevidéu,
Uruguai O casamento é
uma "ciência" que na maioria das vezes precisa ter suas teses reavaliadas.
Fugir da mesmice é imprescindível e esquecer que existem contos
de fada, mais ainda. Josinara Mendes Ribeiro Teresina, PI
Casada, 30 anos, sou leitora de VEJA
e concordo que o casamento não é um mar de rosas, e sim um mar com
marés altas e baixas, porém muito salgado! Luciane Bueno
Bauru, SP Não vale
a pena a humanidade tentar consertar o que já nasceu destinado ao fracasso.
A monogamia é um atributo de poucos animais o cisne, por exemplo
, e dentre eles não está incluído o ser humano. Paulo
Roberto Santos Rio de Janeiro, RJ
Racismo nos estádios Como é
triste e revoltante a notícia da reportagem "Ultraje em campo" (8 de março).
As medidas tomadas pela Fifa só podem ser consideradas ridículas
(multar um clube em poucos milhares de euros). Devia ser aplicada uma punição
exemplar ao clube, à cidade ou até ao país quando esses atos
grotescos ocorressem. Sérgio Ricardo de Andrade Pimentel Natal,
RN Judeus da Amazônia
Fiquei profundamente tocado pela reportagem
"Amazônia, terra prometida" (8 de março). No outro extremo do Brasil,
Rio Grande do Sul, onde vivo, saga igual foi construída por imigrantes
judeus, dos quais descendo. O interessante é que em fins do século
XIX, em torno de 1890, emigrou para Bagé, extremo sul do país
aonde muito tempo depois meu avô chegou , um judeu, que lá
morreu de uma enfermidade desconhecida. Como havia somente um cemitério
(católico), o padre local proibiu seu sepultamento nele. A área
do cemitério cresceu e hoje a sepultura está bem no meio. Lá
ele recebe placas, cartas, velas, pedras e oferendas de agradecimento por graças
alcançadas. Também virou santo, o "Santo Judeu". Valter Nagelstein
Porto Alegre, RS Sou amazonense,
descendente de judeus sefarditas meu bisavô, Davi Abecassis, veio
para o Brasil proveniente do Marrocos, no fim do século XIX , e quero
cumprimentar VEJA pela excelente matéria sobre a colonização
judaica no Brasil e sua importância para o desenvolvimento do país.
Gostaria somente de salientar que o termo sefardi é proveniente dos judeus
da Espanha, mais precisamente de locais como Toledo e Andaluzia. Quando foram
expulsos da Europa, os sefarditas partiram tanto para o Marrocos quanto para o
continente americano. Uma curiosidade deve-se ao fato de que muitos desses judeus
trocaram o sobrenome para evitar perseguição. Alguns adotaram nome
de árvore, como Carvalho ou Oliveira, e outros codificaram o sobrenome
em terminações em "es" e "ez", como Lopes, Ramirez, Rodrigues, Jimenez.
Isso revela que grande parte da população latina tem alguma relação
com os judeus sefarditas. Vale salientar que recentemente o rei Juan Carlos, da
Espanha, pediu perdão aos descendentes desses judeus devido às perseguições
por eles sofridas durante a Inquisição espanhola e no fim do século
XIX. Sandro Abecassis Por e-mail
Anfetaminas Confirmo o conteúdo
da reportagem "Um show de descontrole" (8 de março), lamentavelmente por
experiência própria, porque há dez anos tive um quadro de
isquemia cerebral acompanhado de convulsões, exatamente após a insistência
no uso de anfetaminas compradas com receita médica e outras com o "nome"
de remédio natural, para emagrecer. Depois, passei um ano tomando anticonvulsivos
que me ajudaram a ficar letárgica e insegura e a engordar mais. Hoje estou
conseguindo emagrecer de forma lenta, mas saudável. Rosângela
Rezende Pereira Uberlândia, MG
A alimentação nutricional equilibrada é a única opção
natural de controle de peso. Assim como qualquer hábito, a alimentação
saudável deve ser cultivada desde a infância, com base no conhecimento
do papel de cada alimento no organismo e na conseqüente prevenção
de doenças. Os nutricionistas do Instituto de Pesquisa, Capacitação
e Especialização encaminharam ao governo o projeto Alimentando a
Educação, desenvolvido com o Hospital das Clínicas e o Instituto
da Criança da FMUSP, que visa a tornar obrigatória a disciplina
de nutrição e saúde na rede pública de ensino. Assim,
acreditamos estar contribuindo para a prevenção de uma explosão
nos índices de obesidade previstos pela OMS para as próximas décadas.
Gillian Alonso Arruda Diretora do Instituto de Pesquisa, Capacitação
e Especialização, diretora adjunta da Faculdade CBES e editora técnica
de nutrição São Paulo, SP
Há 31 anos venho chamando a atenção de meus clientes para
os malefícios da anfetamina, que é largamente usada em nosso país,
como coadjuvante para o tratamento da obesidade. Infelizmente, o Brasil é
o único país da América Latina que comercializa esses "remédios".
Já que essas drogas são comprovadamente perniciosas, dou uma sugestão
ao ministro da Saúde: proíba imediatamente a fabricação
e a venda dessas bombas! Alceu Knijnik Médico endocrinologista
Porto Alegre, RS O caminho
para uma vida bem vivida está ao alcance da maioria. As opções
que fazemos todos os dias o que comemos, o que bebemos, o que lemos, os
relacionamentos pessoais, as medicações que ingerimos e os exercícios
que praticamos ou não exercem profunda influência sobre a
duração e a qualidade de nossa vida. Portanto, devemos fazer do
nosso hábito de vida o principal remédio a ser consumido. Benedito
Borges Médico gastroenterologista Cirurgião da obesidade
Cuiabá, MT
Peste das aves A avicultura, que alimentava
a esperança de muitos produtores, agora alimenta a insônia de inúmeras
famílias que vivem em pequenas propriedades rurais. VEJA mostrou, com muita
propriedade, que essa realidade, gerada pela gripe aviária, é mais
fruto da desinformação do que da real ameaça à saúde
humana ("Nas asas do pânico", 8 de março). Tarcísio
Hübner Cascavel, PR
Protecionismo Surpreende o renascimento do
protecionismo europeu ("Patriotadas nos negócios", 8 de março).
Mas, no caso da Espanha, o intuito do governo é favorecer interesses de
uma aliança partidária catalã independentista que representa
500 000 em uma nação de 20 milhões de votantes, o que despertou
uma clara reação de consumidores, acionistas e empresários
em todo o país. Mudando as regras do jogo no meio da partida, com boa dose
de insegurança jurídica, o governo ampliou os poderes do órgão
regulador da energia com o fim de impor obstáculo à compra da Endesa
pela alemã E.ON, quando empresas espanholas estão adquirindo companhias
em outros países. Helga Maria Saboia Bezerra Oviedo, Astúrias,
Espanha Lya Luft
Chorei com o último artigo de Lya Luft ("Caio, amado amigo", 8 de março).
Li e reli muitas vezes esse texto. Um artigo que tem de ficar guardado para ser
relido inúmeras vezes, sempre com mais voracidade, com mais entusiasmo,
com mais vitalidade, imaginando o nosso Caio Fernando Abreu ao nosso lado. Marcelo
Teixeira São Paulo, SP É
de Lya Luft a obra Histórias de Bruxa Boa, em que a vovó
Lilibeth é uma bruxa que só faz feitiços bons. Equivocou-se
quem encontrou um paralelo entre criadora e criatura. Lya Luft não é
bruxa (ainda que boa...), mas fada. Foi com a delicadeza das fadas que a crônica
sobre Caio Fernando Abreu foi escrita. Karina Palacios Porto
Alegre, RS Diogo Mainardi
O colunista está certo ao falar sobre
o vil comportamento do brasileiro de se acomodar no conhecimento das artimanhas
políticas da corrupção. Muitas vezes, quando vêm à
tona fatos e documentos, é por motivos políticos. Portanto, fica
o apelo para os políticos brasileiros: comecem a peleja por votos da melhor
maneira, soltando na imprensa documentos, cifras e nomes para o deleite dos cidadãos
com algum senso crítico ("A omertà brasileira", 8 de março).
Tiago Fernando de Carvalho Soutello Indaiatuba, SP
Penso como Diogo Mainardi em seu artigo. Essas provas e gravações
já não surtem mais efeito. Serão necessários outros
tipos de munição, que certamente existem em poder de gente comum.
Vamos lançar a campanha: dedurar também é inclusão
social. Antonio Luiz Ferreira Piracicaba, SP
Quanta coisa mudaria em nosso país se a proposta feita por Diogo Mainardi,
no artigo acima citado, constante da edição 1.946, fosse comprada
pela sociedade brasileira! Torço muito para que isso aconteça. Luís
Guimarães Rio de Janeiro, RJ
PIB A notável reportagem "Uma mesada
de 800 bilhões de reais para o governo" (8 de março), de Giuliano
Guandalini, torna transparente para os leitores o descontrole dos gastos públicos,
que implica aumento de impostos e cortes de investimentos. Preocupada com tal
quadro, a OAB-SP designou nossa comissão para estudar o tema e concluiu
pela elaboração de um projeto de emenda constitucional com o objetivo
de reduzir em 10% ao ano a mesada do governo, até o limite de 50% em cinco
anos, com diminuição dos impostos, de modo que a carga tributária
seja reduzida a 20% do PIB. Edson Cosac Bortolai Presidente da
Comissão de Legislação, Doutrina e Jurisprudência
da OAB-SP São Paulo, SP
Recomposição de florestas Ainda
não consegui entender os objetivos da política externa do governo
Lula, principalmente no que se refere às intervenções no
Haiti. Tudo bem que lá é preciso dar segurança à população,
mas, e nós aqui, como ficamos? Lá o Exército pode combater
nas ruas, aqui não. E essa última, era só o que faltava,
pois estão pegando nossos impostos e reflorestando o Haiti, enquanto nossas
florestas estão desaparecendo, nossas reservas ecológicas estão
se exaurindo ("Mas o Haiti não é aqui?", 8 de março). Weber
Marcilio Malheiro Aguiar Livramento de Nossa Senhora, BA
Certificação digital
Não são apenas as três agências credenciadas pelo governo
que oferecem o serviço de certificação digital. A Caixa Econômica
e o Serpro ("O lado prático", Guia, 1º de março), também.
A instituição do governo responsável pela identidade digital
no país é a ICP Brasil (www.icpbrasil.gov.br). Ramon Alem Salvador,
BA Carro
Na reportagem do Guia, Cuiabá aparece como uma das capitais em que compensa
abastecer com álcool. Isso realmente era verdade até a última
semana, pois, depois do novo reajuste após o Carnaval, a relação
do preço do álcool com o da gasolina, que era de 0,69 (conforme
cálculo da própria matéria), agora está em 0,84. O
preço do álcool em Cuiabá subiu muito desta vez! José
Tavares de Araujo Cuiabá, MT
Judeus da Amazônia 2 Parabéns
à revista VEJA e ao autor de "Amazônia, terra prometida" (8 de março)
pela iniciativa e pelo enfoque dado à matéria. A felicidade na escolha
do título da reportagem traduz o espírito de liberdade que nós,
judeus brasileiros, gozamos e encontramos neste país, também considerado
a terra do leite e do mel, conforme prometido a Moisés, nos quarenta anos
em que vagou pelo deserto até chegar a Israel, a Terra do Leite e do Mel. Jack
Leon Terpins Presidente da Confederação Israelita do Brasil
São Paulo, SP
CORREÇÕES: A legenda
correta da foto das páginas 56 e 57 ("O inventário do mar", 22 de
fevereiro) é "larva do peixe Linophryne em bolsa vitelina", e não
"peixe com bolsa externa". • A foto de Renata Dominguez (Veja essa, 8 de
março) é de Marcelo Faustini, e não de André Sancovsky,
como foi publicado.
Anfetamina e imagem corporal
Para
os leitores que sofrem dos problemas relatados na reportagem "Um show de descontrole"
(8 de março), que tratou do uso abusivo de anfetaminas entre os brasileiros
que querem emagrecer, Niraldo de Oliveira Santos oferece os serviços do
Centro de Estudos em Psicologia da Saúde da Divisão de Psicologia
do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Em suas pesquisas, realizadas
nos últimos oito anos, o CEPSIC tem constatado a atual obsessão
do brasileiro pela magreza e os transtornos decorrentes disso. Em pesquisa recente
(publicada na Revista Fapesp, nº 103), com 700 universitários
da área da saúde, 38% disseram usar anfetaminas para a perda de
peso. Dos entrevistados, 75% relataram não gostar do próprio corpo
e 51% se declararam deprimidos por estar acima do peso", informa Santos. "O CEPSIC,
que acumula experiência no tratamento de mais de 900 pacientes com problemas
relacionados ao peso e à imagem corporal, continua oferecendo tratamento
psicológico gratuito aos interessados", diz ele. Os interessados podem
fazer a inscrição pelo telefone (11) 3064-3186. |
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Suculenta que emagrece
A
matéria "O cacto contra a gordurinha" (8 de fevereiro) apresentou uma nova
dieta entre os americanos, baseada no cacto Hoodia gordonii. O leitor Eddie
Esteves Pereira escreveu de Goiânia para dizer que "a Hoodia gordonii
não é um cacto, mas uma 'suculenta' pertencente à família
das asclepiadáceas e oriunda do continente africano". Pereira ainda sugeriu
aos interessados em cacto, planta originária das Américas, uma visita
ao site http://www.cactos.com.br/.
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Cartas durante a folia
Duas semanas atrás, enquanto milhões de foliões aproveitavam
o Carnaval pelo país e outros tantos descansavam, alguns leitores de VEJA
escreviam para a redação. À 1h13 do sábado de Carnaval,
25, no momento em que a escola de samba Império da Casa Verde se concentrava
para o desfile no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, o leitor
Herberth Brasil solicitava ajuda por e-mail para "realizar um trabalho que retrate
a história da revista no mundo e no Brasil". Às 2h37 do domingo
26, enquanto a Águia de Ouro concluía sua apresentação
no Sambódromo paulistano, o leitor Fernando Antonio Cury Bassoto, de Resende
(RJ), comentava o ensaio "Histeria, patetice e rock'n'roll" (1º de março),
de Roberto Pompeu de Toledo. Enquanto a Unidos de Vila Isabel brilhava na Marquês
de Sapucaí, à 1h49 da segunda-feira 27, o leitor Válter Moisés
de Oliveira, de Petrolina (PE), escrevia para comentar a coluna de Diogo Mainardi.
Pouco depois de a Portela fechar o desfile das escolas do Grupo Especial do Carnaval
do Rio de Janeiro, às 6h38 da terça-feira 28, o leitor Marcelo Parizotto,
de Santo André (SP), perguntava: "O que falta descobrirmos sobre o PT?".
A folia também não desviou a atenção de José
Cassiano dos Santos, leitor de Presidente Venceslau (SP), que escreveu para a
redação ao amanhecer de 1º de março (às 6h47),
preocupado com as práticas pouco ortodoxas no trato da coisa pública
por parte de nossos políticos. Nem só de folia foi o Carnaval dos
leitores de VEJA. | | |