Edição 1947 . 15 de março de 2006

Índice
Millôr
Stephen Kanitz
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Auto-retrato
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Deixa o Marcos Valério falar! Tantos outros já falaram depois dele e nada aconteceu. Quem sabe agora a ratoeira funciona!"
Ligia H. Padilha
Serra Negra, SP

 

Mensalão II

A chamada de capa "O mensalão II" (8 de março) mais parecia título de segundo episódio de um espetáculo. E creio que até poderia ser. No palco do circo Brasil temos palhaçadas de carequinhas, ratinho recebendo queijo e um grupo de atores que formaram um único elenco: os mensaleiros corruptos. Seria bom se fosse apenas um espetáculo de circo.
Edvaldo Betioli Filho
Palmeira, PR  

Parabéns a VEJA por mostrar mais uma vez como é o programa de governo petista: compra de deputados com mensalão, compra dos votos dos pobres com esmolas de programas sociais e, agora, compra da opinião pública com matérias televisivas. Era de esperar.
José Carlos de Souza Finóchio
Boa Esperança, MG  

Fico feliz ao constatar que VEJA, diferentemente de muitos brasileiros, ainda não se esqueceu das propinas pagas no governo atual. A matéria da semana passada corrobora a intenção de VEJA de ver os "ladrões" condenados. Entretanto, percebo uma contradição no título da reportagem, na medida em que não se trata de um "mensalão – parte 2", mas apenas e tão-somente da continuidade dessa prática ilícita, em que nossos deputados não se sentem receosos de nenhuma punição, já tendo sido, inclusive, "perdoados" pelo nosso presidente.
Gustavo Pugliesi
São Paulo, SP  

No episódio Itaipu, dois esclarecimentos deveriam ser dados pelos responsáveis pela má gestão da empresa e de sua fornecedora, a Siemens. Primeiro, a razão pela qual não foram aplicadas as cláusulas contratuais referentes aos lucros cessantes, isto é, à quantidade de eletricidade que Itaipu deixou de gerar com os atrasos da Siemens. Segundo, qual o motivo para não desqualificar a Siemens de nenhuma concorrência do governo federal, como ocorreria com qualquer fornecedor capaz de descumprir um contrato com tal desfaçatez?
Luiz Prado
Rio de Janeiro, RJ  

Já era de desconfiar a boa propaganda feita em nome de um presidente tão "distraído" na televisão. VEJA está mais uma vez de parabéns, por ser um órgão capaz e com vontade de contribuir para o crescimento da nação, pois, se dependêssemos de homens como o senhor Ratinho, este país estaria realmente perdido.
Fernanda Mazzetto Moroso
Itajaí, SC  

Aposto com quem quiser que tudo vai acabar em pizza. É uma vergonha esse país da impunidade. É por isso que, entra governo, sai governo, nada muda.
Mauro de Melo Silva
Brookfield, Connecticut, EUA

 

Paulo Okamotto

Li estarrecido sobre a costumeira generosidade do empresário Okamotto – amigão do peito – com a família Lula Inácio da Silva, bancando suas contas ("O paradoxo de Okamotto", 9 de março). Não está na hora de a CPI e a Polícia Federal contratarem um astuto detetive ao estilo Eliot Ness? Ele mandou Al Capone para a cadeia por sonegação fiscal, depois de várias tentativas frustradas. Que apareça urgentemente um novo Eliot Ness para acabar com essa farsa.
Washington Luiz Lopes
Por e-mail  

O senhor Paulo Okamotto pagou dívidas de Lula no valor de 29.000 reais e da filha dele, Lurian, de 26.000 reais com dinheiro do próprio bolso e sem o presidente saber. Francamente, é uma amizade muito linda a deles, de causar inveja, e eu, que tenho dívidas bem mais modestas, não consigo ter um amigo assim.
Walter Tadeu de Lima
Santo André, SP

Interessante o espírito benevolente do petista Paulo Okamotto. Talvez, após passar por uma vida modesta de garçom, jornaleiro, vendedor de cerâmica, operário da Volkswagen e sindicalista, ele tenha optado por ajudar o próximo depois que a vida lhe proporcionou um melhor status financeiro. Se VEJA imaginava que as doações de Okamotto eram só para a família "real", subestimou sua benevolência, conforme site do TRE-SP, prestação de contas de 2004 de Vicentinho, candidato do PT à prefeitura de São Bernardo. Okamotto aparece como doador de 24.840 reais, em 14 de setembro de 2004. Será que a Receita Federal sabe de tudo isso?
Marcelo de Sá e Sarti
São Bernardo do Campo, SP

 

Kwame Anthony Appiah

Na primeira pergunta feita por VEJA, nas páginas amarelas (8 de março), o filósofo americano Kwame Anthony Appiah diz que "A convenção para proteção cultural pode ser usada para desrespeitar esses valores", referindo-se aos direitos humanos. Infelizmente o filósofo comete um equívoco. A Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, um dos documentos da Unesco usados como referência, traz em seu artigo 4º: "...Ninguém pode invocar a diversidade cultural para violar os direitos humanos garantidos pelo direito internacional, nem para limitar seu alcance".
José de Oliveira Junior
Professor, publicitário e diretor de projetos e fomento do Sated/MG
Belo Horizonte, MG  

Fiquei entusiasmada com o que disse o filósofo Kwame Anthony Appiah quando se referiu ao sistema de cotas para negros nas universidades. Concordo plenamente quando ele diz que "o problema das cotas é que a universidade não terá utilidade alguma para o aluno se ele não estiver preparado". Parabéns, grande filósofo!
Alexandrina de Oliveira Campos
Caicó, RN  

O filósofo Kwame Anthony Appiah relata muito bem o que pensa sobre as cotas para negros nas universidades brasileiras. Eu acredito que destinar cotas para negros nas universidades é uma forma de discriminação, é como se esses "seres humanos" não tivessem capacidade de ingressar na universidade e por isso necessitariam de uma ajudinha. O que o governo deveria fazer é dar igualdade de condições a todos, independentemente de raça ou cor, dentro de um bom sistema de ensino.
Alessandro Mazzo
Itapuí, SP  

Excelente entrevista com o filósofo Appiah. Leitura interessante e útil para todo mundo. Inclusive para os políticos tupiniquins, que, talvez por estar tão próximos dos problemas enfocados, ainda não se deram conta de sua demagogia anacrônica.
Sonia Lucia Turner
Rio de Janeiro, RJ

 

Casamento

Estou indignada com a constatação de que muitos casamentos se esgotam por motivos absurdamente fúteis ("Vale a pena consertar?", 8 de março). Fiquei me perguntando: o que há de tão complicado para obter uma união duradoura? Entendo que a fórmula está no binômio diálogo e respeito mútuo, regado de muito amor: igual a união duradoura. Eu e meu marido estamos juntos faz 32 anos e, sinceramente, parece que foi ontem que nos casamos. Procuramos seguir, com muito amor, o que prometemos a Deus: "Na saúde e na doença", e nem a morte há de nos separar. É fácil!
Tania Derisio
São Paulo, SP  

Os ingleses dizem que dura apenas dois anos a paixão. Porém a paciência, o companheirismo, aceitar o outro com suas virtudes e defeitos fazem com que as relações não terminem em separação.
Rebeca Kestler
Montevidéu, Uruguai  

O casamento é uma "ciência" que na maioria das vezes precisa ter suas teses reavaliadas. Fugir da mesmice é imprescindível e esquecer que existem contos de fada, mais ainda.
Josinara Mendes Ribeiro
Teresina, PI  

Casada, 30 anos, sou leitora de VEJA e concordo que o casamento não é um mar de rosas, e sim um mar com marés altas e baixas, porém muito salgado!
Luciane Bueno
Bauru, SP  

Não vale a pena a humanidade tentar consertar o que já nasceu destinado ao fracasso. A monogamia é um atributo de poucos animais – o cisne, por exemplo –, e dentre eles não está incluído o ser humano.
Paulo Roberto Santos
Rio de Janeiro, RJ

 

Racismo nos estádios

Como é triste e revoltante a notícia da reportagem "Ultraje em campo" (8 de março). As medidas tomadas pela Fifa só podem ser consideradas ridículas (multar um clube em poucos milhares de euros). Devia ser aplicada uma punição exemplar ao clube, à cidade ou até ao país quando esses atos grotescos ocorressem.
Sérgio Ricardo de Andrade Pimentel
Natal, RN

 

Judeus da Amazônia

Fiquei profundamente tocado pela reportagem "Amazônia, terra prometida" (8 de março). No outro extremo do Brasil, Rio Grande do Sul, onde vivo, saga igual foi construída por imigrantes judeus, dos quais descendo. O interessante é que em fins do século XIX, em torno de 1890, emigrou para Bagé, extremo sul do país – aonde muito tempo depois meu avô chegou –, um judeu, que lá morreu de uma enfermidade desconhecida. Como havia somente um cemitério (católico), o padre local proibiu seu sepultamento nele. A área do cemitério cresceu e hoje a sepultura está bem no meio. Lá ele recebe placas, cartas, velas, pedras e oferendas de agradecimento por graças alcançadas. Também virou santo, o "Santo Judeu".
Valter Nagelstein
Porto Alegre, RS  

Sou amazonense, descendente de judeus sefarditas – meu bisavô, Davi Abecassis, veio para o Brasil proveniente do Marrocos, no fim do século XIX –, e quero cumprimentar VEJA pela excelente matéria sobre a colonização judaica no Brasil e sua importância para o desenvolvimento do país. Gostaria somente de salientar que o termo sefardi é proveniente dos judeus da Espanha, mais precisamente de locais como Toledo e Andaluzia. Quando foram expulsos da Europa, os sefarditas partiram tanto para o Marrocos quanto para o continente americano. Uma curiosidade deve-se ao fato de que muitos desses judeus trocaram o sobrenome para evitar perseguição. Alguns adotaram nome de árvore, como Carvalho ou Oliveira, e outros codificaram o sobrenome em terminações em "es" e "ez", como Lopes, Ramirez, Rodrigues, Jimenez. Isso revela que grande parte da população latina tem alguma relação com os judeus sefarditas. Vale salientar que recentemente o rei Juan Carlos, da Espanha, pediu perdão aos descendentes desses judeus devido às perseguições por eles sofridas durante a Inquisição espanhola e no fim do século XIX.
Sandro Abecassis
Por e-mail

 

Anfetaminas

Confirmo o conteúdo da reportagem "Um show de descontrole" (8 de março), lamentavelmente por experiência própria, porque há dez anos tive um quadro de isquemia cerebral acompanhado de convulsões, exatamente após a insistência no uso de anfetaminas compradas com receita médica e outras com o "nome" de remédio natural, para emagrecer. Depois, passei um ano tomando anticonvulsivos que me ajudaram a ficar letárgica e insegura e a engordar mais. Hoje estou conseguindo emagrecer de forma lenta, mas saudável.
Rosângela Rezende Pereira
Uberlândia, MG  

A alimentação nutricional equilibrada é a única opção natural de controle de peso. Assim como qualquer hábito, a alimentação saudável deve ser cultivada desde a infância, com base no conhecimento do papel de cada alimento no organismo e na conseqüente prevenção de doenças. Os nutricionistas do Instituto de Pesquisa, Capacitação e Especialização encaminharam ao governo o projeto Alimentando a Educação, desenvolvido com o Hospital das Clínicas e o Instituto da Criança da FMUSP, que visa a tornar obrigatória a disciplina de nutrição e saúde na rede pública de ensino. Assim, acreditamos estar contribuindo para a prevenção de uma explosão nos índices de obesidade previstos pela OMS para as próximas décadas.
Gillian Alonso Arruda
Diretora do Instituto de Pesquisa, Capacitação e Especialização, diretora adjunta da Faculdade CBES e editora técnica de nutrição
São Paulo, SP  

Há 31 anos venho chamando a atenção de meus clientes para os malefícios da anfetamina, que é largamente usada em nosso país, como coadjuvante para o tratamento da obesidade. Infelizmente, o Brasil é o único país da América Latina que comercializa esses "remédios". Já que essas drogas são comprovadamente perniciosas, dou uma sugestão ao ministro da Saúde: proíba imediatamente a fabricação e a venda dessas bombas!
Alceu Knijnik
Médico endocrinologista
Porto Alegre, RS  

O caminho para uma vida bem vivida está ao alcance da maioria. As opções que fazemos todos os dias – o que comemos, o que bebemos, o que lemos, os relacionamentos pessoais, as medicações que ingerimos e os exercícios que praticamos ou não – exercem profunda influência sobre a duração e a qualidade de nossa vida. Portanto, devemos fazer do nosso hábito de vida o principal remédio a ser consumido.
Benedito Borges
Médico gastroenterologista
Cirurgião da obesidade
Cuiabá, MT

 

Peste das aves

A avicultura, que alimentava a esperança de muitos produtores, agora alimenta a insônia de inúmeras famílias que vivem em pequenas propriedades rurais. VEJA mostrou, com muita propriedade, que essa realidade, gerada pela gripe aviária, é mais fruto da desinformação do que da real ameaça à saúde humana ("Nas asas do pânico", 8 de março).
Tarcísio Hübner
Cascavel, PR

 

Protecionismo

Surpreende o renascimento do protecionismo europeu ("Patriotadas nos negócios", 8 de março). Mas, no caso da Espanha, o intuito do governo é favorecer interesses de uma aliança partidária catalã independentista que representa 500 000 em uma nação de 20 milhões de votantes, o que despertou uma clara reação de consumidores, acionistas e empresários em todo o país. Mudando as regras do jogo no meio da partida, com boa dose de insegurança jurídica, o governo ampliou os poderes do órgão regulador da energia com o fim de impor obstáculo à compra da Endesa pela alemã E.ON, quando empresas espanholas estão adquirindo companhias em outros países.
Helga Maria Saboia Bezerra
Oviedo, Astúrias, Espanha

 

Lya Luft

Chorei com o último artigo de Lya Luft ("Caio, amado amigo", 8 de março). Li e reli muitas vezes esse texto. Um artigo que tem de ficar guardado para ser relido inúmeras vezes, sempre com mais voracidade, com mais entusiasmo, com mais vitalidade, imaginando o nosso Caio Fernando Abreu ao nosso lado.
Marcelo Teixeira
São Paulo, SP  

É de Lya Luft a obra Histórias de Bruxa Boa, em que a vovó Lilibeth é uma bruxa que só faz feitiços bons. Equivocou-se quem encontrou um paralelo entre criadora e criatura. Lya Luft não é bruxa (ainda que boa...), mas fada. Foi com a delicadeza das fadas que a crônica sobre Caio Fernando Abreu foi escrita.
Karina Palacios
Porto Alegre, RS

 

Diogo Mainardi

O colunista está certo ao falar sobre o vil comportamento do brasileiro de se acomodar no conhecimento das artimanhas políticas da corrupção. Muitas vezes, quando vêm à tona fatos e documentos, é por motivos políticos. Portanto, fica o apelo para os políticos brasileiros: comecem a peleja por votos da melhor maneira, soltando na imprensa documentos, cifras e nomes para o deleite dos cidadãos com algum senso crítico ("A omertà brasileira", 8 de março).
Tiago Fernando de Carvalho Soutello
Indaiatuba, SP  

Penso como Diogo Mainardi em seu artigo. Essas provas e gravações já não surtem mais efeito. Serão necessários outros tipos de munição, que certamente existem em poder de gente comum. Vamos lançar a campanha: dedurar também é inclusão social.
Antonio Luiz Ferreira
Piracicaba, SP  

Quanta coisa mudaria em nosso país se a proposta feita por Diogo Mainardi, no artigo acima citado, constante da edição 1.946, fosse comprada pela sociedade brasileira! Torço muito para que isso aconteça.
Luís Guimarães
Rio de Janeiro, RJ

 

PIB

A notável reportagem "Uma mesada de 800 bilhões de reais para o governo" (8 de março), de Giuliano Guandalini, torna transparente para os leitores o descontrole dos gastos públicos, que implica aumento de impostos e cortes de investimentos. Preocupada com tal quadro, a OAB-SP designou nossa comissão para estudar o tema e concluiu pela elaboração de um projeto de emenda constitucional com o objetivo de reduzir em 10% ao ano a mesada do governo, até o limite de 50% em cinco anos, com diminuição dos impostos, de modo que a carga tributária seja reduzida a 20% do PIB.
Edson Cosac Bortolai
Presidente da Comissão de Legislação,
Doutrina e Jurisprudência da OAB-SP
São Paulo, SP

 

Recomposição de florestas

Ainda não consegui entender os objetivos da política externa do governo Lula, principalmente no que se refere às intervenções no Haiti. Tudo bem que lá é preciso dar segurança à população, mas, e nós aqui, como ficamos? Lá o Exército pode combater nas ruas, aqui não. E essa última, era só o que faltava, pois estão pegando nossos impostos e reflorestando o Haiti, enquanto nossas florestas estão desaparecendo, nossas reservas ecológicas estão se exaurindo ("Mas o Haiti não é aqui?", 8 de março).
Weber Marcilio Malheiro Aguiar
Livramento de Nossa Senhora, BA

 

Certificação digital

Não são apenas as três agências credenciadas pelo governo que oferecem o serviço de certificação digital. A Caixa Econômica e o Serpro ("O lado prático", Guia, 1º de março), também. A instituição do governo responsável pela identidade digital no país é a ICP Brasil (www.icpbrasil.gov.br).
Ramon Alem
Salvador, BA

 

Carro

Na reportagem do Guia, Cuiabá aparece como uma das capitais em que compensa abastecer com álcool. Isso realmente era verdade até a última semana, pois, depois do novo reajuste após o Carnaval, a relação do preço do álcool com o da gasolina, que era de 0,69 (conforme cálculo da própria matéria), agora está em 0,84. O preço do álcool em Cuiabá subiu muito desta vez!
José Tavares de Araujo
Cuiabá, MT

 

Judeus da Amazônia 2

Parabéns à revista VEJA e ao autor de "Amazônia, terra prometida" (8 de março) pela iniciativa e pelo enfoque dado à matéria. A felicidade na escolha do título da reportagem traduz o espírito de liberdade que nós, judeus brasileiros, gozamos e encontramos neste país, também considerado a terra do leite e do mel, conforme prometido a Moisés, nos quarenta anos em que vagou pelo deserto até chegar a Israel, a Terra do Leite e do Mel.
Jack Leon Terpins
Presidente da Confederação Israelita do Brasil
São Paulo, SP

 

CORREÇÕES: A legenda correta da foto das páginas 56 e 57 ("O inventário do mar", 22 de fevereiro) é "larva do peixe Linophryne em bolsa vitelina", e não "peixe com bolsa externa". A foto de Renata Dominguez (Veja essa, 8 de março) é de Marcelo Faustini, e não de André Sancovsky, como foi publicado.

 

Anfetamina e imagem corporal

Para os leitores que sofrem dos problemas relatados na reportagem "Um show de descontrole" (8 de março), que tratou do uso abusivo de anfetaminas entre os brasileiros que querem emagrecer, Niraldo de Oliveira Santos oferece os serviços do Centro de Estudos em Psicologia da Saúde da Divisão de Psicologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Em suas pesquisas, realizadas nos últimos oito anos, o CEPSIC tem constatado a atual obsessão do brasileiro pela magreza e os transtornos decorrentes disso. Em pesquisa recente (publicada na Revista Fapesp, nº 103), com 700 universitários da área da saúde, 38% disseram usar anfetaminas para a perda de peso. Dos entrevistados, 75% relataram não gostar do próprio corpo e 51% se declararam deprimidos por estar acima do peso", informa Santos. "O CEPSIC, que acumula experiência no tratamento de mais de 900 pacientes com problemas relacionados ao peso e à imagem corporal, continua oferecendo tratamento psicológico gratuito aos interessados", diz ele. Os interessados podem fazer a inscrição pelo telefone (11) 3064-3186.

 

Suculenta que emagrece

A matéria "O cacto contra a gordurinha" (8 de fevereiro) apresentou uma nova dieta entre os americanos, baseada no cacto Hoodia gordonii. O leitor Eddie Esteves Pereira escreveu de Goiânia para dizer que "a Hoodia gordonii não é um cacto, mas uma 'suculenta' pertencente à família das asclepiadáceas e oriunda do continente africano". Pereira ainda sugeriu aos interessados em cacto, planta originária das Américas, uma visita ao site http://www.cactos.com.br/.

 

Cartas durante a folia

Duas semanas atrás, enquanto milhões de foliões aproveitavam o Carnaval pelo país e outros tantos descansavam, alguns leitores de VEJA escreviam para a redação. À 1h13 do sábado de Carnaval, 25, no momento em que a escola de samba Império da Casa Verde se concentrava para o desfile no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, o leitor Herberth Brasil solicitava ajuda por e-mail para "realizar um trabalho que retrate a história da revista no mundo e no Brasil". Às 2h37 do domingo 26, enquanto a Águia de Ouro concluía sua apresentação no Sambódromo paulistano, o leitor Fernando Antonio Cury Bassoto, de Resende (RJ), comentava o ensaio "Histeria, patetice e rock'n'roll" (1º de março), de Roberto Pompeu de Toledo. Enquanto a Unidos de Vila Isabel brilhava na Marquês de Sapucaí, à 1h49 da segunda-feira 27, o leitor Válter Moisés de Oliveira, de Petrolina (PE), escrevia para comentar a coluna de Diogo Mainardi. Pouco depois de a Portela fechar o desfile das escolas do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, às 6h38 da terça-feira 28, o leitor Marcelo Parizotto, de Santo André (SP), perguntava: "O que falta descobrirmos sobre o PT?". A folia também não desviou a atenção de José Cassiano dos Santos, leitor de Presidente Venceslau (SP), que escreveu para a redação ao amanhecer de 1º de março (às 6h47), preocupado com as práticas pouco ortodoxas no trato da coisa pública por parte de nossos políticos. Nem só de folia foi o Carnaval dos leitores de VEJA.

 
 
 
 
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