Lauro Jardim
Chico Caruso/O Globo
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| No mínimo... falemos baixo, por favor...
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ECONOMIA
Problemas à vista
A Sharp viverá dias para lá de complicados
se não sair rápido a pretendida superfusão
com a CCE e a Gradiente.
Mil e uma confusões
Os acionistas minoritários da Bombril entrarão
na Justiça nos próximos dias contra o bilionário
italiano Sergio Cragnotti, controlador da empresa. Eles
acusam Cragnotti de ter emprestado a si próprio,
por meio de uma complicada operação financeira,
750 milhões de reais pertencentes ao caixa da Bombril.
A mesma história está rendendo a Cragnotti
um inquérito na Comissão de Valores Mobiliários.
Contenda baiana
Chama a atenção a preferência de ACM
pela paulista Ultra contra a baianíssima Odebrecht
na disputa pela compra da Copene. O motivo da divergência
entre ACM e Emílio Odebrecht, segundo o senador disse
a um empresário do setor petroquímico, seria
pessoal e não empresarial. Certa vez, o empreiteiro
teria tentado intrigá-lo com seu filho, o deputado
Luís Eduardo Magalhães, morto há dois
anos.
Torneiras abertas
Veja como virou o vento para os países da América
Latina e, em especial, para o Brasil. Entre abril de 1997
e novembro do ano passado, as empresas brasileiras não
conseguiram fazer um único lançamento de ações
no mercado internacional. Ninguém queria saber de
Brasil. O Morgan Stanley andou fazendo umas contas e descobriu
que serão emitidos 19 bilhões de dólares
em ações nos Estados Unidos e na Europa neste
ano por empresas latino-americanas. Mais da metade dessa
dinheirama virá de empresas brasileiras.
Insistência
Os controladores da Paranapanema ainda não desistiram
de empurrar parte da empresa (mais precisamente a Caraíba
Metais) para a boca da Vale do Rio Doce. A Previ, sócia
das duas companhias, é quem insiste em tocar a sinfonia
da Paranapanema nos ouvidos da Vale mas as resistências
ao negócio são fortes no comando da ex-estatal.
Contra-ataque
Vem chumbo grosso por aí. Nos próximos dias,
o governo pegará pesado contra as distribuidoras
de petróleo que driblam o Leão sem a menor
cerimônia. Finalmente, descobriu-se um modo de pegá-las
pelo pescoço (não era sem tempo: elas sonegaram
1,5 bilhão de reais no ano passado).
CERVEJAS
Sem gorduras
Na fusão Antarctica-Brahma um dos itens que mais
tiram o sono da Kaiser é a redução
de custos da concorrente. Chega a 14%. É uma marca
formidável. Quando a Dow se uniu à Union Carbide
em 1999, esse porcentual foi de 2%. Na fusão entre
os laboratórios britânicos Glaxo e Wellcome
há alguns anos a redução bateu os 5%.
Ou seja, a AmBev teria bala de sobra para cumprir a promessa
de reduzir os preços de seus produtos em todas as
regiões do país.
GRAMPO
Língua presa
O fantasma da arapongagem do BNDES deixa marcas mais duradouras
do que se pensa. Recém-entronizado na presidência
do BNDES, no mesmo gabinete onde ocorreu o célebre
grampo em 1998, Francisco Gros já tomou algumas precauções.
Como não acredita na eficácia das varreduras
periódicas que são realizadas em sua sala,
decidiu que a linguagem que usará nos telefonemas
será a mais formal possível. Mesmo quando
estiver conversando com familiares.
GOVERNO
Agitação pefelista
O PFL anda ouriçado com a sucessão do combalido
ministro Rafael Greca. Os paranaenses querem porque querem
manter o ministério no Estado e batalham pelo deputado
e ex-ministro Affonso Camargo. Os mineiros, por sua vez,
inflam o nome do deputado Roberto Brant, que sempre teve
bom trânsito no Palácio do Planalto.
SINDICATOS
Contando dinheiro
As centrais sindicais estão fazendo a maior festa.
A capacidade de mobilização pode continuar
perto do chão, mas o caixa anda encorpado
e via dinheiro público. Para qualificar 540 000 afiliados,
a Força Sindical e a CUT receberão neste ano
38 milhões de reais cada uma do Fundo de Amparo ao
Trabalhador, FAT.
INTERNET
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