Edição 1 640 -15/3/2000

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Brasileiro de qualidade

Desde 1996, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, Inmetro, mantém um programa que compara produtos feitos aqui e lá fora. Mais de 1.000 marcas já passaram pelo crivo do instituto. Os últimos resultados mostram que 55% dos nacionais estão dentro dos padrões de qualidade, contra apenas 46% dos importados.

 
Olho vivo
No ano passado, o Procon de São Paulo recebeu mais de 400 consultas, entre reclamações e pedidos de informação, sobre multas por atraso de pagamento. O Código do Consumidor é freqüentemente desrespeitado nesse tema. As multas por atraso no pagamento do cartão de crédito ou do financiamento da casa própria, por exemplo, não podem ultrapassar 2% do valor devido. O mesmo vale para as contas de luz e telefone. Já o atraso do condomínio pode, por lei, ser taxado em até 20%.

 

Carro por computador

Sites de algumas montadoras brasileiras estão oferecendo um serviço que pode facilitar muito a vida de quem vai comprar um carro. Na internet o cliente pode visualizar o automóvel que deseja, escolher os acessórios, conferir as opções de financiamento e planejar os gastos de acordo com a entrada. A novidade não elimina a necessidade de ir até a revenda fechar o negócio, mas economiza tempo. O cliente pode passar quanto tempo quiser diante do computador, repassar a lista de opcionais e fazer as contas sobre as condições de pagamento do veículo. Os sites da Ford, da Fiat e do New Beetle já oferecem a comodidade. Boa notícia para os ouvidos

 

Cuidado com o seguro estrangeiro

A legislação brasileira proíbe, mas há no mercado corretores vendendo apólices de seguro de empresas estrangeiras. Os compradores são atraídos pelos altos valores de indenização em dólar. Alguns corretores oferecem seguro de vida de até 10 milhões de dólares. O problema é que toda a movimentação do dinheiro é feita em contas no exterior, que os próprios corretores se encarregam de abrir. Os depósitos geralmente são clandestinos e, se o corretor for descoberto, seus clientes também podem ter de responder na Justiça.

 

 

Adolescentes estressados

 
Paschoal Rodrigues

Para muitos pais, filhos adolescentes devem apresentar desempenho brilhante não só na escola, mas na aula de música, de dança, nos esportes e até no convívio social. Má notícia para os que estão cobrando demais: o resultado tem sido filhos estressados. Um estudo realizado com jovens americanos e japoneses prova isso. Os americanos, que gastam doze horas a menos com o colégio por semana, sofrem mais com os sintomas do stress: dor de cabeça e insônia. A diferença é que os pais japoneses cobram muito, mas apenas em uma área, a dos estudos.

 

 


Novas regras das dietas

Fotos: João Ávila

Dietas entram e saem de moda numa velocidade impressionante. Com isso é preciso adotar ou esquecer condutas com a mesma rapidez, pois o que valia pouco tempo atrás pode não ser mais eficiente. Veja em que se acreditava até recentemente e foi derrubado:

Comer devagar faz comer menos
Já ouviu que é preciso mastigar muito e dar uma pausa entre as garfadas? Uma pesquisa da Universidade de Brighton provou que essa maneira de controlar o peso não funciona e que quem faz isso pode comer mais.

Pratos bem variados são a melhor opção
Uma grande variedade de alimentos pode significar também um consumo maior de calorias. Para diversificar, a solução continua sendo caprichar nas saladas.

Peixe e frango são bons, carne vermelha não
Estudos americanos provaram que pacientes submetidos a dietas com porções de carne vermelha conseguiram dedicar-se mais tempo ao regime e tiveram melhores resultados.

Diminuir as refeições pela metade é o ideal
Essa é uma maneira muito dura de manter um regime. Como as pessoas não se sentem satisfeitas após a refeição, fica fácil render-se a pequenos deslizes.

 

A dor dos pequenos

A perda de um parente ou de um amigo é traumática para qualquer pessoa. A situação exige uma estrutura emocional que muitos adultos não têm, imagine uma criança. Para ajudar as pessoas próximas a entender e tentar amenizar o sofrimento dos pequenos nesse momento difícil, a Academia Americana de Pediatria preparou um guia sobre a percepção da morte em diferentes idades.

Até 2 anos
A criança percebe a morte como separação ou abandono. Ela pode reclamar os cuidados da pessoa que se foi ou se sentir desamparada, mas não terá o real entendimento do que aconteceu.

2 a 6 anos
Nessa idade, a percepção é de um fato reversível ou temporário. A criança tende a achar que a pessoa que morreu foi castigada.

6 a 11 anos
Começa a ser criada a percepção de que a morte é irreversível. Ainda assim, é muito difícil para a criança lidar com a idéia de que a pessoa amada não voltará mais.

11 anos ou mais
A criança já vê a morte como universal, irreversível e inevitável e toma consciência de que ela própria um dia vai morrer.

 

Editado por Christian Schwartz e Tatiana Chiari
Colaborou Anna Paula Buchalla
e-mail: parausar@abril.com.br