Edição 1 640 - 15/3/2000

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Segurança

Vai blindar o carro?

Antes de se decidir, tire as dúvidas mais
freqüentes sobre o assunto

Christian Schwartz

 
Gladstone Campos

Ofertas no jornal e carro sendo blindado: mercado em alta e dúvidas

O mercado de blindados tem aumentado assustadoramente no Brasil. No ano passado, o número de blindadoras atuando no país pulou de oito para quase quarenta. Só uma coisa cresce mais do que as vendas: as dúvidas em torno do assunto. A seguir, as respostas a algumas delas.

1. Por que os preços variam tanto de empresa para empresa?
Os fatores que mais influem no preço são o tamanho do carro e, evidentemente, o nível de blindagem escolhido. Para um grau de proteção intermediário (veja questão 2), blindar um veículo como o Vectra custa cerca de 50.000 reais.

2. Quais são as diferenças entre os vários níveis de blindagem?
O fato de não haver uma norma nacional causa confusão. O que é nível 3 para uma empresa pode estar sendo vendido como nível 4 por outra. Resultado: o comprador corre o risco de pagar mais caro pela mesma proteção. Os especialistas sugerem que uma blindagem intermediária, que resista a tiros de pistola Magnum 44, é suficiente. Procure o nível III-A da norma americana ou o B4 da norma européia. Mais do que isso, só para quem corre risco de seqüestro.

3. Como funcionam os consórcios?
Há opções de 24 e 36 meses, com mensalidades de cerca de 2.200 e 1.300 reais, respectivamente. Leva-se a blindagem por sorteio ou por lance.  

4. Ao vender um blindado, recupera-se o dinheiro investido?
Não. Embora a blindagem se desvalorize menos do que o carro em si, calcula-se que sua depreciação fique em torno de 15% ao ano.

5. É possível fazer blindagem parcial?
As blindadoras mais sérias se recusam a fazer o serviço pela metade. A redução no preço também não compensa o risco: para blindar só os vidros, gasta-se até 70% do que custaria uma blindagem completa.  

6. O motor também é blindado?
A proteção ao compartimento do motor é opcional nas blindagens mais leves. É praxe blindar a bateria e o tanque de combustível para prevenir incêndios.

7. E os pneus?
A chamada roda de segurança, que permite andar alguns quilômetros depois de alvejada, quase sempre é opcional também.  

8. Com a blindagem, corre-se o risco de perder a garantia de fábrica do carro?
Sim. Embora as grandes blindadoras tenham acordos com os fabricantes para preservar a garantia, nem sempre todas as marcas estão cobertas. É bom verificar.  

9. Existe aumento no consumo de combustível?
O gasto extra de gasolina é quase insignificante, pois o peso acrescentado pela blindagem intermediária – 150 quilos, em média – equivale a apenas 10% do peso total do carro. É como dar carona a dois passageiros adultos.  

10. É possível abrir o vidro normalmente?
Em geral, os vidros dianteiros só descem até aproximadamente a metade da janela e os traseiros são completamente lacrados.