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as notas

Belgrado
Uma nova guerra para salvar o ditador
Toda vez que se sente acuado, o líder
sérvio Slobodan Milosevic começa a dar tiros.
Com essa tática, fez as guerras da Croácia,
da Bósnia e de Kosovo e se mantém presidente
da Iugoslávia. Suspeita-se que esteja preparando
nova guerra. O inimigo escolhido é Montenegro, sócia
da Sérvia na Federação Iugoslava. Há
movimentos de tropas sérvias, a fronteira foi fechada
e o comércio suspenso. Por que Milosevic faria isso?
Porque sem Montenegro a Iugoslávia deixa de existir
e ele perde o emprego. O primeiro tiro depende apenas das
conveniências do ditador.
Londres
Papéis trocados
A
Scotland Yard, famosa por sua eficiência e civilidade,
está em baixa. Um estudo constatou que a população
considera os policiais ingleses desonestos e negligentes.
Já a polícia de Los Angeles, atordoada por
um avassalador escândalo de violência e corrupção,
está de bem com o povo. Os moradores garantiram,
numa pesquisa, que a vida seria impossível nos bairros
mais pobres sem os guardas.
Paris
O apetite do presidente
A fama de sedutor de François Miterrand foi
reforçada com o lançamento do livro de memórias
de seu motorista, Pierre Tourlier. O presidente francês,
que morreu em 1996, era capaz de visitar três damas
na mesma noite, conta o chauffeur. Numa ocasião,
dividiu os lençóis com uma rainha que visitava
a França. Para justificar tamanho apetite, Mitterrand
dizia encarar a noite como um menu, com entrada, prato principal
e sobremesa.
Jerusalém
O general que avançou o sinal
O general israelense Yitzhak Mordechai era uma estrela
em ascensão. Ex-candidato a primeiro-ministro e ministro
dos Transportes do atual governo, era tido como um cidadão
acima de qualquer suspeita. Não é mais assim.
Sua empregada, de 23 anos, o acusa de assédio sexual.
Ela diz ter sido atacada pelas costas e que o general só
recuou depois que começou a chorar. Mordechai nega,
mas se afastou do ministério enquanto é investigado.
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Quem será o próximo?
O general Augusto Pinochet está de volta ao
Chile, mas sua detenção na Inglaterra
deixou com as barbas de molho outros
ex-ditadores, que fugiram para escapar da Justiça
de seus países
Claudio Rossi
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Alfredo Stroessner (ditador do Paraguai de
1954 a 1989) O general manteve-se por 35 anos
à frente do governo graças à
repressão contra os opositores e à corrupção
institucionalizadas. Exilou-se em Brasília
desde o golpe que o derrubou, em 1989.
Idi Amin Dada (ditador de Uganda de 1971
a 1979) Ao ser derrubado por um golpe, refugiou-se
na Arábia Saudita, que nega seguidamente os
pedidos de extradição da Justiça
ugandense. É responsabilizado pela morte de
300.000 pessoas.
Hissène Habré (ditador do Chade
de 1982 a 1990) Acusado de 40 000 assassinatos
e 200 000 casos de tortura, Habré vivia foragido
desde 1990 em Dacar, capital do Senegal. Ele foi preso,
a pedido do governo do Chade, no início do
mês passado.
Mengistu Haile Mariam (ditador da Etiópia
de 1976 a 1991) Responsável pela morte
de 10 000 pessoas entre elas toda a família
real durante a ensandecida tentativa de implantação
de um regime comunista, Mariam vive no Zimbábue.
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