
De olho na
balança
Ricardo Stuckert
Atenção,
lobistas: há um truque eficiente para quem deseja
se aproximar do ministro do Meio Ambiente, José
Sarney Filho. Para saber se o dia é propício
a pedidos, informe-se antes sobre a variação
de seu peso. É que Sarney Filho, quando está
mal-humorado, engorda. E, quando está satisfeito,
emagrece. Com 1,85 metro e 95 quilos, atualmente ele está
de dieta. Portanto, recupera o bom humor depois de alguns
problemas ambientais, o último deles o vazamento
de óleo na Baía de Guanabara.
Um trato em
casa
Antonio Milena
A
Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo, Fiesp, já foi uma das siglas
mais poderosas do país. Com o tempo, perdeu poder,
a exemplo do que também aconteceu com a Febraban,
dos bancos, e a CNBB, dos bispos. O atual presidente da
Fiesp, Horácio Lafer Piva, está disposto
a recolocar a entidade nos debates nacionais. Promete reorganizar
a estrutura envelhecida que dirige, contratando diretores
profissionais e obrigando os chefões da casa a dividir
espaço e secretárias.
Onde anda o
chapéu?
Ana Araujo
O
ex-banqueiro José Eduardo Andrade Vieira,
que perdeu o controle do Bamerindus para o HSBC, tem dois
projetos. Um pessoal, mais adiantado: escrever um livro
contando a sua versão sobre a atuação
do Banco Central no caso. Seu desafio, e ele sabe disso,
é tratar de assuntos áridos como balanços
e dívidas de maneira simplificada e atraente. O outro
projeto é político, mas está em fase
embrionária. Nos bastidores da política paranaense,
dá-se como certo que será candidato a prefeito
de Londrina.
Uma nova CPI
Eugênio Sávio
Houve
um tempo em que a má qualidade das estradas era a
preocupação número 1 da Confederação
Nacional do Transporte, CNT. Atualmente, o maior inimigo
dos transportadores é o roubo de carga, que, em 1999,
ocorreu ao ritmo de um a cada duas horas. O presidente da
CNT, Clésio Andrade, encaminhou há
três meses um ofício ao Congresso Nacional
relatando o problema e espera a abertura de uma CPI para
breve. Ele tem certeza de que se poderá chegar a
nomes poderosos.
Colaboraram
Bruno Weis, Janaina Degraf e Viviane Kulczynski