Edição 1 640 - 15/3/2000

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De olho na balança

Ricardo Stuckert
Atenção, lobistas: há um truque eficiente para quem deseja se aproximar do ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho. Para saber se o dia é propício a pedidos, informe-se antes sobre a variação de seu peso. É que Sarney Filho, quando está mal-humorado, engorda. E, quando está satisfeito, emagrece. Com 1,85 metro e 95 quilos, atualmente ele está de dieta. Portanto, recupera o bom humor depois de alguns problemas ambientais, o último deles o vazamento de óleo na Baía de Guanabara.

 

 

 

Um trato em casa

Antonio Milena
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Fiesp, já foi uma das siglas mais poderosas do país. Com o tempo, perdeu poder, a exemplo do que também aconteceu com a Febraban, dos bancos, e a CNBB, dos bispos. O atual presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, está disposto a recolocar a entidade nos debates nacionais. Promete reorganizar a estrutura envelhecida que dirige, contratando diretores profissionais e obrigando os chefões da casa a dividir espaço e secretárias.

Onde anda o chapéu?

Ana Araujo
O ex-banqueiro José Eduardo Andrade Vieira, que perdeu o controle do Bamerindus para o HSBC, tem dois projetos. Um pessoal, mais adiantado: escrever um livro contando a sua versão sobre a atuação do Banco Central no caso. Seu desafio, e ele sabe disso, é tratar de assuntos áridos como balanços e dívidas de maneira simplificada e atraente. O outro projeto é político, mas está em fase embrionária. Nos bastidores da política paranaense, dá-se como certo que será candidato a prefeito de Londrina.

Uma nova CPI

Eugênio Sávio
Houve um tempo em que a má qualidade das estradas era a preocupação número 1 da Confederação Nacional do Transporte, CNT. Atualmente, o maior inimigo dos transportadores é o roubo de carga, que, em 1999, ocorreu ao ritmo de um a cada duas horas. O presidente da CNT, Clésio Andrade, encaminhou há três meses um ofício ao Congresso Nacional relatando o problema e espera a abertura de uma CPI para breve. Ele tem certeza de que se poderá chegar a nomes poderosos.

 

Colaboraram Bruno Weis, Janaina Degraf e Viviane Kulczynski

 

Germano Luders