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VEJA Recomenda DVDs
O Violinista que Veio do Mar (Ladies in Lavender,
Inglaterra, 2004. Imagem) Os ingleses têm um superávit de
grandes atrizes, mas nem por isso descuidam delas. Dirigido pelo também
ator Charles Dance, esse filme tem o propósito explícito de servir
de palco a Maggie Smith e Judi Dench. As veteranas interpretam duas irmãs
que, certo dia, encontram um rapaz desacordado provavelmente sobrevivente
de um naufrágio na praia defronte à sua casa. Andrea (Daniel
Brühl, de Adeus, Lênin!) não fala uma palavra de inglês,
mas toca violino com eloqüência singular. Afeiçoadas a ele (no
caso de Judi, até demais), as duas se acomodam numa nova rotina familiar
que, é claro, não poderá perdurar. O Violinista é
uma diversão amena, mas compensa pela presença de Maggie e Judi
e pelos coadjuvantes que não raro roubam a cena das duas como Miriam
Margolyes, no papel da empregada Dorcas. Veja
cenas.
Divulgação
 | | Aquele
que Sabe Viver: obra-prima |
Aquele
que Sabe Viver (Il Sorpasso, Itália, 1962. Versátil)
Bruno (Vittorio Gassman) é um fanfarrão: toca sem parar a buzina
do seu Aurelia conversível, conta bravatas, paquera qualquer mulher que
lhe atravesse o caminho, tenta tirar dinheiro até do genro. No primeiro
dia em sua companhia, o retraído estudante Roberto (Jean-Louis Trintignant)
não sabe o que está fazendo ali; no segundo dia, já não
quer outra coisa da vida. Escrito por Ettore Scola e dirigido por Dino Risi, Aquele
que Sabe Viver é um dos mais belos filmes produzidos pelo cinema italiano
em toda a sua história e um estudo magnífico das diferentes formas
da mais silenciosa à mais sôfrega que a solidão
pode tomar. É, além disso, uma raridade nunca lançada em
vídeo no Brasil e poucas vezes exibida na televisão.
AFP
 | | Traídos
pelo Desejo: segredos e revelações |
Traídos
pelo Desejo (The Crying Game, Inglaterra, 1992. Warner) Ex-terrorista
do IRA, Fergus (Stephen Rea) se muda para Londres, a fim de fugir do seu passado
e também para encontrar a namorada de um soldado britânico que vigiou
durante uma noite, e por cuja morte ele é parcialmente responsável.
Fergus e a moça, Dil (Jaye Davidson), se envolvem, e segue-se uma surpresa
sobre a identidade de Dil que foi um dos grandes assuntos de 1992. Catorze anos
depois de seu lançamento, porém, o "segredo" do filme do diretor
Neil Jordan já é conhecido e não importa mais. Resta então
o filme em si o que, neste caso, está longe de ser pouco. Com seu
enredo em que uma revelação se sobrepõe a outra, Traídos
pelo Desejo vai longe na reflexão sobre a verdadeira natureza da mentira,
do amor e da escolha.
LIVROS Música
para Camaleões, de Truman Capote (tradução de Sergio
Flaksman; Companhia das Letras; 308 páginas; 45 reais) Antecipando
a cinebiografia Capote, está voltando às livrarias
em nova tradução, depois de mais de dez anos de ausência
essa coletânea de textos de um dos repórteres mais inventivos que
a imprensa americana já abrigou. Com diálogos ágeis, e sem
pejo de por vezes colocar a si mesmo como um dos personagens principais de suas
reportagens, Capote narra histórias que vão das monstruosidades
de assassinos seriais como E Então Tudo Veio Abaixo, uma
entrevista com um psicopata às deliciosas frivolidades de figuras
célebres como Marilyn Monroe. Amigos
e Vinhos, Mulheres à Parte, de Rex Pickett (tradução
de Alyda Christina Sauer; Rocco; 384 páginas; 46 reais) Divertido
retrato da crise da meia-idade, esse primeiro romance do autor americano deu origem
ao filme Sideways Entre Umas e Outras. A história é
narrada por Miles, um escritor pobretão e amargurado com seu divórcio
recente. Apreciador de um bom vinho e metido a enólogo, ele leva o amigo
Jack, um ator frustrado, numa viagem pelos vinhedos do Vale de Santa Inez, na
Califórnia. Jack, que está para se casar com uma jovem rica, encara
a excursão como uma despedida de solteiro, a última oportunidade
de ter sexo livremente. Os dois quarentões envolvem-se em complicados relacionamentos
com Maya e Terra, duas mulheres que encontram na viagem. Leia
trecho.
Rubicão,
de Tom Holland (tradução de Maria Alice Máximo; Record; 448
páginas; 52,90 reais) Em 49 a.C., Júlio César, comandante
vitorioso das tropas romanas que conquistaram a Gália, atravessou o Rio
Rubicão com suas tropas, de volta à Itália. Era uma declaração
aberta de guerra civil: governadores de província como César não
podiam levar suas tropas para fora de seu território. Nos anos que se seguiram,
Júlio César colocou o ponto final na República romana para
se converter em imperador. Romancista e autor de séries radiofônicas
sobre história antiga na BBC, Holland compôs um acurado retrato
acessível mesmo ao leitor pouco familiarizado com os meandros da Roma Antiga
do fim da República, com uma galeria de personagens que vai do escritor
e orador Cícero ao escravo rebelde Espártaco. Leia
trecho.
DISCO  |  | | Ernesto
Nazareth: a essência do choro | |
O
Choro e Sua História, Izaías e Israel (CPC-Umes)
Carioca da gema, mas nascido da combinação entre as danças
de salão européias especialmente a polca e a música
portuguesa, o choro causava sensação nas primeiras décadas
do século XX. Projetou nomes como Pixinguinha e Ernesto Nazareth e introduziu
na música popular brasileira uma sofisticação harmônica
e melódica que só encontraria paralelo, muitos anos depois, na bossa
nova. O álbum O Choro e Sua História, com três CDs,
é uma reunião de clássicos do gênero interpretados
pelos irmãos Izaías e Israel de Almeida, bambas no bandolim e no
violão. Como brinde, a coleção traz nove gravações
originais de chorões da antiga. Ouvem-se Pixinguinha à flauta interpretando
a sua Rosa, que depois ganhou letra e virou sucesso de Marisa Monte, e
Ernesto Nazareth em Apanhei-te, Cavaquinho. |