Edição 1943 . 15 de fevereiro de 2006

Índice
Millôr
Stephen Kanitz
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

VEJA Recomenda

DVDs

O Violinista que Veio do Mar (Ladies in Lavender, Inglaterra, 2004. Imagem) – Os ingleses têm um superávit de grandes atrizes, mas nem por isso descuidam delas. Dirigido pelo também ator Charles Dance, esse filme tem o propósito explícito de servir de palco a Maggie Smith e Judi Dench. As veteranas interpretam duas irmãs que, certo dia, encontram um rapaz desacordado – provavelmente sobrevivente de um naufrágio – na praia defronte à sua casa. Andrea (Daniel Brühl, de Adeus, Lênin!) não fala uma palavra de inglês, mas toca violino com eloqüência singular. Afeiçoadas a ele (no caso de Judi, até demais), as duas se acomodam numa nova rotina familiar que, é claro, não poderá perdurar. O Violinista é uma diversão amena, mas compensa pela presença de Maggie e Judi e pelos coadjuvantes que não raro roubam a cena das duas – como Miriam Margolyes, no papel da empregada Dorcas. Veja cenas.

Divulgação
Aquele que Sabe Viver: obra-prima


Aquele que Sabe Viver
(Il Sorpasso,
Itália, 1962. Versátil) – Bruno (Vittorio Gassman) é um fanfarrão: toca sem parar a buzina do seu Aurelia conversível, conta bravatas, paquera qualquer mulher que lhe atravesse o caminho, tenta tirar dinheiro até do genro. No primeiro dia em sua companhia, o retraído estudante Roberto (Jean-Louis Trintignant) não sabe o que está fazendo ali; no segundo dia, já não quer outra coisa da vida. Escrito por Ettore Scola e dirigido por Dino Risi, Aquele que Sabe Viver é um dos mais belos filmes produzidos pelo cinema italiano em toda a sua história e um estudo magnífico das diferentes formas – da mais silenciosa à mais sôfrega – que a solidão pode tomar. É, além disso, uma raridade nunca lançada em vídeo no Brasil e poucas vezes exibida na televisão.


AFP
Traídos pelo Desejo: segredos e revelações


Traídos pelo Desejo
(The Crying Game,
Inglaterra, 1992. Warner) – Ex-terrorista do IRA, Fergus (Stephen Rea) se muda para Londres, a fim de fugir do seu passado e também para encontrar a namorada de um soldado britânico que vigiou durante uma noite, e por cuja morte ele é parcialmente responsável. Fergus e a moça, Dil (Jaye Davidson), se envolvem, e segue-se uma surpresa sobre a identidade de Dil que foi um dos grandes assuntos de 1992. Catorze anos depois de seu lançamento, porém, o "segredo" do filme do diretor Neil Jordan já é conhecido e não importa mais. Resta então o filme em si – o que, neste caso, está longe de ser pouco. Com seu enredo em que uma revelação se sobrepõe a outra, Traídos pelo Desejo vai longe na reflexão sobre a verdadeira natureza da mentira, do amor e da escolha.

 

LIVROS

Música para Camaleões, de Truman Capote (tradução de Sergio Flaksman; Companhia das Letras; 308 páginas; 45 reais) – Antecipando a cinebiografia Capote, está voltando às livrarias – em nova tradução, depois de mais de dez anos de ausência – essa coletânea de textos de um dos repórteres mais inventivos que a imprensa americana já abrigou. Com diálogos ágeis, e sem pejo de por vezes colocar a si mesmo como um dos personagens principais de suas reportagens, Capote narra histórias que vão das monstruosidades de assassinos seriais – como E Então Tudo Veio Abaixo, uma entrevista com um psicopata – às deliciosas frivolidades de figuras célebres como Marilyn Monroe.

Amigos e Vinhos, Mulheres à Parte, de Rex Pickett (tradução de Alyda Christina Sauer; Rocco; 384 páginas; 46 reais) – Divertido retrato da crise da meia-idade, esse primeiro romance do autor americano deu origem ao filme Sideways – Entre Umas e Outras. A história é narrada por Miles, um escritor pobretão e amargurado com seu divórcio recente. Apreciador de um bom vinho e metido a enólogo, ele leva o amigo Jack, um ator frustrado, numa viagem pelos vinhedos do Vale de Santa Inez, na Califórnia. Jack, que está para se casar com uma jovem rica, encara a excursão como uma despedida de solteiro, a última oportunidade de ter sexo livremente. Os dois quarentões envolvem-se em complicados relacionamentos com Maya e Terra, duas mulheres que encontram na viagem. Leia trecho.

Rubicão, de Tom Holland (tradução de Maria Alice Máximo; Record; 448 páginas; 52,90 reais) – Em 49 a.C., Júlio César, comandante vitorioso das tropas romanas que conquistaram a Gália, atravessou o Rio Rubicão com suas tropas, de volta à Itália. Era uma declaração aberta de guerra civil: governadores de província como César não podiam levar suas tropas para fora de seu território. Nos anos que se seguiram, Júlio César colocou o ponto final na República romana para se converter em imperador. Romancista e autor de séries radiofônicas sobre história antiga na BBC, Holland compôs um acurado retrato – acessível mesmo ao leitor pouco familiarizado com os meandros da Roma Antiga – do fim da República, com uma galeria de personagens que vai do escritor e orador Cícero ao escravo rebelde Espártaco. Leia trecho.

 

DISCO

 

Ernesto Nazareth: a essência do choro  

O Choro e Sua História, Izaías e Israel (CPC-Umes) – Carioca da gema, mas nascido da combinação entre as danças de salão européias – especialmente a polca – e a música portuguesa, o choro causava sensação nas primeiras décadas do século XX. Projetou nomes como Pixinguinha e Ernesto Nazareth e introduziu na música popular brasileira uma sofisticação harmônica e melódica que só encontraria paralelo, muitos anos depois, na bossa nova. O álbum O Choro e Sua História, com três CDs, é uma reunião de clássicos do gênero interpretados pelos irmãos Izaías e Israel de Almeida, bambas no bandolim e no violão. Como brinde, a coleção traz nove gravações originais de chorões da antiga. Ouvem-se Pixinguinha à flauta interpretando a sua Rosa, que depois ganhou letra e virou sucesso de Marisa Monte, e Ernesto Nazareth em Apanhei-te, Cavaquinho.

 

 

 

 

 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Siciliano, Fnac, Nobel; Rio: Saraiva, Laselva, Siciliano, Sodiler, Argumento; Porto Alegre: Saraiva, Siciliano, Cultura; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano, Cultura; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano, Livrarias Catarinense; Goiânia: Siciliano, Saraiva, Leitura; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva, Livrarias Curitiba; Londrina: Livrarias Porto; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura; Maceió: Sodiler; Belém: Clio; Vitória: Leitura; internet: Cultura, Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva, Fnac, Siciliano, Sodiler, Submarino.

 

 
 
 
topovoltar