Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 785 - 15 de janeiro de 2003
Artes e Espetáculos Cinema
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
  Blue Crush, de John Stockwell
Planeta do Tesouro, da Disney
Bastidores de Hollywood, de William J. Mann
Seriado Friends vai continuar

Sucessos clonados

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2003
Reportagens de capa
2000|01|02|03
Entrevistas
2000|01|02|03
Busca somente texto
96|97|98|99
2000
|01|02|03


Crie seu grupo




 

A nova turma da praia

As mulheres dominam o Havaí
em A Onda dos Sonhos, um filme
de surfe para quem gosta e para
quem não gosta do esporte

Isabela Boscov

 
Divulgação
Sanoe, Michelle, Kate e Mika: surfe de manhã e faxina à tarde

Veja também
Estação VEJA: trailer e fotos do filme

Diz a piada que a razão do sucesso de títulos como National Geographic e Playboy é que ambos mostram coisas que as pessoas comuns nunca vão conseguir ver de perto. Pois se pode incluir nessa categoria também o filme de surfe: quando a loirinha Anne Marie (Kate Bosworth) abre caminho por dentro de uma onda da altura de um prédio, enquanto toneladas de água desabam ao redor dela, é inevitável que ela empreste à platéia um pouco da sua excitação por ter tornado possível o impossível, ao menos por um momento. Em A Onda dos Sonhos (Blue Crush, Estados Unidos, 2002), que estréia nesta sexta-feira no país, Anne Marie é a típica protagonista dos filmes de esporte – a atleta que tem de superar seus limites, e um trauma do passado, para provar a si mesma que não está destinada ao fracasso. Anne Marie tem cara de cheerleader americana, mas é uma nativa do Havaí que divide uma casa decrépita com duas amigas (Michelle Rodriguez e Sanoe Lake) e a irmã menor (Mika Boorem). Antes de o sol nascer, elas já estão na praia treinando. Durante o dia, limpam quartos de hotel. O que Anne Marie quer é se tornar profissional e arrumar um patrocinador. Para tanto, ela tem de se classificar no torneio Pipe Masters (versão ficcionalizada do Pipeline Masters, em que só homens competem) – o que significa enfrentar ondas de pelo menos 6 metros de altura que quebram sobre um fundo raso de coral. Anne Marie já sofreu um acidente grave nessas circunstâncias e, cada vez que ela rema sobre a prancha para subir numa onda, o fantasma volta à sua cabeça e mina a sua coragem. A questão é se ela vai suplantá-lo ou se vai aproveitar um romance de verão como pretexto para fugir ao teste.

Não há quase nada em A Onda dos Sonhos, enfim, que fuja à fórmula. Mas é nesse quase que está a diferença. Que Anne Marie seja uma mulher tentando pôr o pé na porta de um esporte eminentemente masculino (e chauvinista) é tratado aqui como não mais do que um detalhe. Essa omissão só trabalha em proveito do filme. Em vez de perder tempo com brigas previsíveis entre eles e elas, o diretor John Stockwell investe tudo no que de fato interessa, que é o misto de euforia e pavor com que Anne Marie encara cada onda à sua frente. Como elas são gigantescas, e como Stockwell sabe por onde filmá-las para mostrar a razão dos sentimentos conflitantes de Anne Marie, o filme se torna uma experiência deliciosa – ainda que tenha o mesmo poder de permanência de um surfista sobre a prancha.

Se o diretor Stockwell queria lançar uma moda, conseguiu. Desde que A Onda dos Sonhos estreou nos Estados Unidos, em meados do ano passado, os habitués de Pipeline vêm registrando – não sem preocupação – um aumento sensível no número de mulheres que se arriscam a surfar ali. Também o número de matrículas nas escolas que ensinam o esporte às garotas subiu consideravelmente, ajudando a consolidar a invasão feminina no surfe. É claro que os exemplos mostrados no filme são dos mais estimulantes. Embora a atriz Kate Bosworth tenha sido dublada em todas as cenas mais difíceis, há várias campeãs autênticas em cena, como Layne Beachley, Keala Kennelly e Kate Skarratt. Só há um truque que nenhuma delas explica: como entrar e sair de uma onda havaiana com a parte de cima do biquíni intacta.

   
canaldecompras
O que é canal de compras
CDs DVDs Vídeos
Saraiva.com.br
 
Livros
Saraiva.com.br
Livraria Nobel
 
Ingressos
Ingresso.com.br
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS