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Edição 1 785 - 15 de janeiro de 2003
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Gravidez adiada

É cada vez mais fácil e seguro
ter um bebê na maturidade


Domingues


As mulheres que decidiram primeiro firmar-se profissionalmente e alcançar a estabilidade afetiva e econômica antes de ter um bebê estão cada vez mais amparadas pelos avanços da ciência. Quase 60% das pacientes que ocupam as salas de espera dos consultórios de reprodução assistida estão por volta dos 40 anos – e a maioria encontra boas respostas para alcançar seu objetivo. A fertilização in vitro tornou-se uma das técnicas mais populares. Até quatro óvulos são fertilizados pelo espermatozóide em laboratório e os embriões são inseridos no útero. Se os óvulos da mulher não tiverem boa qualidade, pode-se recorrer a uma doadora. Nos grandes centros, procedimentos como esse têm um custo entre 6 000 e 13 000 reais, dependendo do médico e da clínica. Por enquanto, não há planos de saúde que banquem esse tratamento.


Veja também
Dos arquivos de VEJA
"A ditadura do relógio biológico" (17/4/2002)
"Quanto mais tarde, mais difícil" (7/11/2001)
Ser mãe na maturidade (2/12/1998)

 

BOA NOTÍCIA

Leite analgésico


Alvaro Povoa


Um bebê recém-nascido que pára de chorar depois de ser amamentado não estava necessariamente protestando de fome. Talvez fosse dor. Pesquisadores do hospital Poissy-Saint Germain, na França, concluíram que a amamentação funciona como um potente analgésico – melhor do que alguns medicamentos. Eles analisaram 180 bebês, uma parte submetida a tratamentos diversos e outra composta de crianças que apenas mamavam. Neste grupo, notaram-se resultados melhores – com a vantagem de que o leite materno não tem contra-indicações.

 

MÁ NOTÍCIA

Doenças sob medida

Segundo artigo publicado na edição da semana passada da revista inglesa British Medical Journal, em dois congressos sobre disfunção sexual feminina os responsáveis pelas súmulas definindo características de novas descobertas relativas a doenças tinham fortes ligações com os laboratórios que fabricam remédios indicados para esses casos. Num dos congressos, realizado nos Estados Unidos, dezoito de dezenove autores estavam nessa condição. Isso levanta suspeitas de que algumas disfunções sexuais podem ser descritas já sob a intenção de vender mais medicamentos. Ou seja: em caso de problemas mais complexos de saúde, nada melhor do que ouvir a tradicional segunda opinião antes de começar um tratamento.

 

Certeza genética

Testes de DNA estão mais baratos e populares

Os machistas diriam que se foi o tempo em que maridos sofriam para sempre com a semelhança entre o filho e o vizinho. As feministas podem comemorar o fim da paternidade irresponsável. Com os testes de DNA, é possível ter 99,99% de certeza sobre quem é o pai, a mãe ou o filho – dependendo da situação. A melhor notícia é que os preços têm declinado velozmente, ainda que estejam longe de ser baixos. Grande parte dos exames é feita para resolver problemas jurídicos, em que mães solteiras tentam provar quem é o pai da criança. Há também consultas de homens desconfiados da esposa, geralmente feitas com muito sigilo. Recentemente, a Justiça vem demonstrando que o exame é útil também para localizar bebês roubados. O teste é feito com amostras do sangue ou de células da mucosa da boca das pessoas envolvidas e demora uma semana para ficar pronto. Os principais laboratórios do Brasil oferecem testes cujos preços podem variar conforme a quantidade de pessoas examinadas ou a complexidade para a comparação das amostras. O quadro lista alguns exemplos:

Ilustração Lucia Brandão

 


Colaboraram Fernanda Medeiros
e Tatiana Schibuola
E-mail: guiaveja@abril.com.br


 
 
   
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