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A
Índia diz sim
aos transgênicos
Pânico
no meio ecochato:
programa contra a fome
vai usar batata modificada
geneticamente

Veja também |
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O
governo indiano deu um passo ousado para combater a desnutrição
e a fome que atingem milhões de crianças no país.
Cientistas e empresas da Índia estão testando uma batata
produzida em laboratório que contém uma dose 30% maior de
proteínas do que uma batata comum, incluindo aminoácidos
essenciais para o crescimento infantil. A batata indiana é um transgênico,
categoria de produto demonizada por ecologistas de todo o planeta. Para
criá-la, os pesquisadores inseriram no DNA da batata um gene de
amaranto, uma planta usada pelas antigas civilizações pré-colombianas
como fonte de proteína e redescoberta nos últimos anos pelos
adeptos das dietas naturalistas. Há três semanas, pesquisadores
indianos foram a um congresso científico em Londres e pediram às
entidades ambientalistas e filantrópicas que não satanizem
a batata inventada por eles como fizeram dois anos atrás com o
chamado "arroz dourado" um tipo de arroz geneticamente enriquecido
com beta-caroteno criado por uma indústria farmacêutica e
destinado a pessoas que têm deficiência de vitamina A. Em
decorrência da gritaria dos ecologistas, o arroz enfrenta uma moratória
de cinco anos para poder ser testado em campos abertos de cultivo. "Nós
queremos combater a fome em nosso país. Acho que seria moralmente
indefensável ficar contra uma iniciativa desse porte", disse Govindarajan
Padmanaban, bioquímico do Instituto Indiano de Ciência.
AFP
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| Protesto
do Greenpeace: contra a alteração genética |
Os transgênicos são provavelmente os produtos mais difamados
da história. Já foram acusados de matar borboletas, de alterar
o ambiente onde estão plantados e ameaçar de contaminação
as variedades naturais. Também já se afirmou a respeito
deles que poderiam provocar reações alérgicas e intoxicar
quem os consome. Com base nessas suspeitas, a Zâmbia, país
miserável da África, recusou uma doação de
milho transgênico produzido nos Estados Unidos. O cereal foi enviado
pela ONU em um programa de assistência a vítimas da seca
que assola os países do sul do continente africano. Mas desde 1996,
quando o primeiro produto geneticamente modificado foi lançado,
não há nenhuma prova contra eles. Recentemente, a Organização
Mundial de Saúde divulgou documento em que atesta que as espécies
de produtos transgênicos atualmente comercializadas (principalmente
milho e soja) não oferecem risco à saúde e podem
ser consumidas sem temor. A única advertência diz respeito
às pesquisas de biossegurança desses produtos, que só
podem ser concluídas quando não houver nenhuma dúvida
sobre os resultados das alterações. Os argumentos da OMS
não são suficientes para convencer os ambientalistas. "Ainda
não temos certeza absoluta de que esses produtos não fazem
mal à saúde nem contaminam o ambiente. Por isso, somos contra,
mesmo em iniciativas de combate à fome", diz Mariana Paoli, coordenadora
da campanha de engenharia genética da ONG ambientalista Greenpeace
no Brasil. Pelo visto, os argumentos dos cientistas indianos não
são fortes o suficiente para arrefecer a polêmica.
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