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Tudo indica que a "Lula-de-mel" correrá perfeitamente bem. Porém,
o marido (Lula), a mulher (o Brasil) e os filhos (o povo brasileiro) têm
de saber que a rotina de promessas não cumpridas e o desrespeito
mútuo acabam com um casamento ("Lula-de-mel", 8 de janeiro). Há
dois anos nacionalizei-me brasileiro por opção e pelo amor
que tenho por este país. Durante a cerimônia, o juiz salientou
o respeito que os novos cidadãos deveriam ter para com a bandeira
brasileira. Durante a posse do novo presidente de todos os brasileiros,
fiquei perplexo com tanto vermelho e branco. Será que nessa onda
de "mudança" o verde e o amarelo também serão substituídos?
Gostaria de cumprimentá-los pela capa desta edição.
Não somente pelo momento em que a foto foi tirada, mas também
pelo tratamento dado a ela. Parece até as fotos das histórias
do Harry Potter em que os personagens fotografados se movimentam. Uma
das capas mais bonitas de todos os tempos. Parabéns!
Parabéns pela histórica e brilhante cobertura sobre a posse
do presidente. Porém, um equívoco foi cometido. O furo na
segurança existiu, mas não na rampa do Palácio do
Planalto, e sim na rampa do Congresso Nacional, na saída do presidente
para a travessia até o Palácio do Planalto.
A entrevista com o professor Jeremy Rifkin (Amarelas, 8 de janeiro), além
de impressionar, entusiasma. É um alento saber de uma voz tão
abalizada que gigantes industriais estão investindo na tecnologia
para obter energia a partir do hidrogênio, cujas vantagens listadas
pelo entrevistado parecem ficção. Resta saber se a pujante
indústria do petróleo vai permitir o aprofundamento das
pesquisas.
Senhor presidente Lula da Silva, será necessário o senhor
incorporar ao seu vocabulário o advérbio de negação
"não" para poder usá-lo nos momentos exatos e nas horas
certas. Para isso, vou concordar em número, gênero e grau
com o senhor Roberto Civita e espero que o senhor concorde plenamente
também e passe a trabalhar com esse advérbio para que não
haja abuso de pedidos, solicitações e aproveitamento de
certas situações ("Para enfrentar a difícil tarefa",
Carta do editor, 8 de janeiro).
A Carta do Editor da edição 1.784 só pecou por ter
vindo no fim da revista. O artigo merecia estar disponível logo
nas primeiras páginas. Ao final, Civita escreve: "Faço votos,
portanto, de que 2003 não seja um ano tão 'bom' assim".
Sem ler a carta não dá para entender o editor de VEJA desejando
isso a seus leitores. Mas lendo não dá para discordar e
não aplaudir. Mais
uma vez o editor brindou seus leitores com uma carta cujo conteúdo
nos leva a uma profunda reflexão. Como homem de bem, o editor destaca
os principais desafios que o novo presidente vai encontrar. Nas entrelinhas,
o editor acredita que o novo presidente será capaz de realizar
essa tarefa e, para isso, conta com um ministério qualificado.
Escolhido por 31% da população brasileira e a torcida dos
69% restantes, o presidente "precisa saber dizer não nos momentos
de maior pressão ou tentação". Contudo, parece que
não conseguiu, pois não soube dizer não na escolha
de alguns ministros.
Li o artigo "Respeitai-vos uns aos outros" (Ponto de vista, 8 de janeiro)
e não pude ficar apenas admirando as palavras. Precisava fazer
um comentário e dar meus parabéns. Sempre pensei que o mundo
seria melhor se houvesse mais tolerância. Como Kanitz bem disse,
não precisa amar. Tratar os outros de uma forma civilizada já
é um começo.
Claude Vorilhon, ou Rael, fundador do Movimento Raeliano, afirma que já
conviveu com ETs e que participou de uma reunião intergaláctica
com clones dos profetas Issa (Jesus Cristo), Muhammad (Maomé) e
Mussa (Moisés). Ele está por trás também do
anúncio do primeiro bebê clonado da história. Acho
que a suposta experiência, bem como as alegações do
francês, não passam de delírio pós-overdose.
Resta saber qual foi a pesadíssima droga usada pelo mancebo ("A
doce vida do embaixador do reino dos ETs", Perfil, 8 de janeiro).
Preocupa-me a rotulagem atribuída a minha pessoa na matéria
publicada por VEJA na edição 1.784. Como pessoa pública,
sei que minha vida desperta certa curiosidade, mas não posso deixar
de registrar minha indignação pela forma como fui citado
na reportagem "Os novos conquistadores" (8 de janeiro) e de mencionar
alguns aspectos da minha vida que, com certeza, acreditem, possuem um
valor muito maior e foram esquecidos ou mencionados rapidamente. Hoje,
trabalho mais de dez horas por dia e meus negócios já empregam
mais de 800 pessoas, registrando faturamento aproximado ao de algumas
grandes empresas brasileiras. Treino cinco horas diárias entre
ciclismo, corrida e natação, pois sou triatleta e grande
competidor, o que exige muita disciplina, esforço pessoal e determinação
qualidades essas herdadas, que me acompanham em todas as minhas
atividades, e que busco transmitir também a meus filhos. Gostaria
de ressaltar que minha vida não é simplesmente o que foi
publicado, e sim uma vida de muito trabalho, de busca por uma melhor qualidade
de vida, com hábitos saudáveis e uma grande convivência
familiar.
Excelente a VEJA Ecologia (dezembro de 2002). Digna de uma revista
global. Jornalistas responsáveis, atualizados e concisos. Fotos
excelentes! Obrigado
a toda a equipe de VEJA por nos brindar com a edição especial
Ecologia e por saber que em meio a tantas catástrofes ainda
existem instituições, pessoas e meios de comunicação
preocupados com o tema.
CORREÇÕES:
A cidade natal do sergipano Manuel Pedro das Dores Bombinho é
Propriá, e não Simão Dias como informou o ensaio
"Canudos
em versos, até a degola" (11 de dezembro de 2002).
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