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VEJA Recomenda
DVDs
Divulgação
 | | Kutcher
e Amanda: namoro ou amizade? |
De
Repente É Amor (A Lot Like Love, Estados Unidos, 2005. Buena Vista)
Oliver e Emily (Ashton Kutcher e a encantadora Amanda Peet) se conhecem
num aeroporto e, misteriosamente, não percebem que foram feitos um para
o outro. Durante os anos seguintes, quanto mais íntimos se tornam, mais
difícil será remediar esse erro de julgamento inicial: namorados
e namoradas há por aí aos montes, mas bons amigos são um
artigo raro demais para desperdiçar. Dirigido pelo inglês Nigel Cole,
de As Garotas do Calendário, o filme não foge às convenções
básicas da comédia romântica, mas trata-as com delicadeza
e criatividade acima da média tanto que extrai até do habitualmente
inane Ashton Kutcher, o maridão de Demi Moore, uma interpretação
muito simpática. Veja
cenas.
O Selvagem da Motocicleta
(Rumble Fish, Estados Unidos, 1983. Universal) Entre os vários
filmes que o diretor Francis Ford Coppola dedicou às vagarias da adolescência,
nenhum é tão magnificamente triste quanto a história de Rusty
James (Matt Dillon), líder de uma gangue de rua que tenta equiparar-se,
na esfera das lendas urbanas, ao seu irmão mais velho, o "Motorcycle Boy"
(Mickey Rourke) o qual, por sua vez, se retirou desse mundo como um profeta
que se afasta dos seus discípulos. Adaptado com tintas impressionistas
de um pequeno clássico da escritora americana S.E. Hinton, O Selvagem
da Motocicleta é uma demonstração do talento singular
de Coppola para transformar em tragédia aquilo que, nas mãos de
outro, não passaria de drama comezinho. LIVROS
A
Esperança Estilhaçada, de Augusto Nunes (Planeta; 128 páginas;
24,90 reais) Colunista do Jornal do Brasil e do site NoMinimo, o
jornalista Augusto Nunes reconstitui, nessa coletânea de artigos, a crise
política que teve início quando o esquema do mensalão veio
à tona, em maio deste ano. Da propina embolsada pelo funcionário
dos Correios Maurício Marinho ao mensalinho que derrubou o então
presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, Nunes apresenta um apanhado crítico
do "novelão" petista. A verve do autor se revela nos detalhes menos comentados
do drama político ele observa, por exemplo, que o ex-tesoureiro
do PT Delúbio Soares, em seu depoimento à CPI dos Correios, falava
"negoceia" em vez de "negocia". "A mente criminosa pode perfeitamente prescindir
do brilho intelectual", conclui Nunes. Leia
trechos.  |  | | Shakespeare:
sonetos sobre a passagem do tempo | |
Os
Sonetos Completos, de William Shakespeare (tradução de Vasco
Graça Moura; Landmark; 344 páginas; 53 reais) Publicada em
1609, essa coleção de 154 sonetos tem levantado muitas especulações
entre estudiosos da obra de Shakespeare. Muitos acreditam que há um fundo
biográfico nesses poemas e se perguntam acerca da identidade dos personagens
referidos nos versos especialmente o jovem amante do poeta e a misteriosa
"dama negra". Mas os sonetos vão muito além dessas curiosidades:
suas reflexões sobre a passagem do tempo e a natureza efêmera da
beleza e do amor estão entre as mais extraordinárias realizações
da literatura universal. Essa edição bilíngüe conta
com a cuidadosa tradução do poeta português Vasco Graça
Moura, que já enfrentou outras tarefas hercúleas, como a tradução
da Divina Comédia de Dante, e mantém a intrincada versificação
dos poemas originais. Leia
trecho. DISCOS CBS
 |  | | Earth,
Wind & Fire: eles voltaram | |
Illumination,
Earth, Wind & Fire (Sony/BMG) O grupo americano é um caso raro
de nepotismo do bem. No fim dos anos 60, o cantor e baterista Maurice White reuniu
irmãos e amigos para formar o Earth, Wind & Fire e assim inovou a música
negra com elementos de jazz, MPB e ritmos africanos além de shows
que eram verdadeiras apoteoses. A banda passou um bom tempo no estaleiro, por
causa dos problemas de saúde do seu líder, mas agora volta com força
total. White, seu irmão Verdine (baixo), o cantor Philip Bailey e o percussionista
Ralph Johnson contam com um time de convidados especiais nos catorze funks e baladas
que compõem Illumination. Um dos destaques é To You,
canção ideal para dançar agarradinho. Amanda
Edwards/Getty Images
 |  | | Branford
Marsalis: jazz ortodoxo | |
Eternal,
Branford Marsalis Quartet (Universal) Primogênito do clã Marsalis,
o saxofonista Branford, de 45 anos, é um dos músicos mais inquietos
de sua geração. Seu currículo inclui participações
nos grupos de Miles Davis e Sting, um projeto em que mistura jazz e rap (o Buckshot
LeFonque) e uma temporada como diretor musical do talk-show de Jay Leno. Há
três anos, Branford criou seu próprio selo, o Marsalis Music, pelo
qual lança discos de jazz mais, digamos, ortodoxos. É o caso de
Eternal, um álbum que traz sete belíssimas composições.
Algumas delas, como Gloomy Sunday e Dinner for One Please, James,
são standards consagrados. O lado autoral do saxofonista se faz presente
na faixa-título, uma homenagem à sua mulher. Divulgação
 | | A
família Caymmi: vozeirões |
Falando
de Amor: Famílias Caymmi e Jobim Cantam Antonio Carlos Jobim (Sony/BMG)
O disco marca o encontro dos herdeiros de dois dos maiores compositores
da música brasileira. De um lado, Nana, Dori e Danilo, filhos do baiano
Dorival Caymmi. Do outro, Paulo e Daniel Jobim, respectivamente filho e neto de
Tom Jobim (1927-1994). Falando de Amor tem diversos clássicos da
carreira do compositor carioca, como Eu Sei que Vou Te Amar e Anos Dourados
(em que Dori capricha no vozeirão), mas traz também novidades como
Bonita Demais, uma letra inédita de Vinicius de Moraes. Tom gravou
a canção com letra em inglês, feita pelos compositores americanos
Gene Lees e Ray Gilbert. Outra boa surpresa é o tema instrumental da série
O Tempo e o Vento, que ganhou versos caprichados de Ronaldo Bastos. |