Edição 1935 . 14 de dezembro de 2005

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Desiste, Lula! Psitacismo não cura corrupção.

RENOVO E REITERO, EM ÉPOCAS DE
MSTs E VANGUARDA DO ATRASO,

Estatuto da terra

I Em nenhum caso poderão ser desapropriadas terras com menos de 200 milhões de quilômetros quadrados, a fim de evitar o minifúndio, que seria fatalmente ocupado pelos diminutos japoneses que o Japão vem produzindo especialmente com esse fito.

II Serão totalmente desapropriadas as conversas terra-a-terra.

III Certas regiões especialmente ricas em minérios continuarão em poder de seus atuais donos multinacionais. Mas o povo brasileiro poderá considerá-las Terras Prometidas.

IV As terras indígenas ficarão apenas com aumentos progressivos dos impostos, proporcionais aos valores folclóricos das ditas Terras.

V Não pagarão impostos: a) a terra de Siena; b) a terra-mãe; c) a terra que se junta aos montes enormes nas obras públicas, demolições e deslizes dos morros; d) crises políticas aterradoras.

VI Os proprietários de terras aguadas e pantanosas estarão isentos de impostos sobre a terra, pagando-os apenas sobre a lama, cobras, sapos e lagartos.

VII Em nenhum caso o gravame impostal poderá exceder 3700 vezes o valor da terra. A avaliação será feita por pessoas de reconhecido gabarito moral e alto conhecimento técnico, como, por exemplo, advogados encarregados de aposentadorias, inspetores do Detran em causa própria e cassados por corrupção com seus direitos plenamente garantidos pela falta de provas.

VIII Os trabalhadores que ocultarem alguns quilômetros quadrados de terra, com o fim de iludir o Fisco e seus fiscais, serão considerados inidôneos para usufruir verbas da reforma agrária. O mesmo acontecerá aos que não souberem explicar o que é agrária.

IX Todas as terras devolutas serão distribuídas nos grandes centros urbanos, que é onde mais falta terra.

X Até a promulgação deste ato, não se aceitam aterros.

 
 
 
 
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