Edição 1935 . 14 de dezembro de 2005

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Uma noite de paquita – e chega

Agnews
A dupla Xuxa-Sasha: identidade genética à mostra no palco


É sabido que a rainha dos baixinhos corta um dobrado para convencer sua própria pequenina (já bem altinha, aliás) a fazer o que não quer. E Sasha, num acesso de louvável bom senso, demorou para pôr o minivestido prata coberto de espelhos, shortinho comportado por baixo, botas brancas, óculos e maria-chiquinha e subir no palco com Xuxa. O sessentista figurino ficou pronto há um ano, quando a turnê de Xuxa Só para Baixinhos 5 começou, mas só na semana passada, num show no Rio de Janeiro, Sasha capitulou. Idêntica à mamãe, dançou, pulou e cantou um medley de antigos sucessos de Xuxa. Era aguardada no show do dia seguinte, mas preferiu ir ensaiar com sua turminha de jazz.

 

Lua-de-mel a três


Paulo Whitaker/Reuters
Doda assina e Athina assiste no casamento civil: 300 000 reais em presentes-doações

Aos olhos do mundo, o casamento da herdeira da fortuna Onassis, Athina, e seu cavaleiro encantado, Álvaro Miranda Neto, o Doda, é apenas uma foto granulada, tirada de longe. Para o jovem casal, é coisa bem pé-no-chão. Dois dias depois da festa, eles partiram para a Bélgica, numa lua-de-mel bem família: foi junto Viviane, 5 anos, filha de Doda. Fora a obsessão com segurança, aliás, pouca coisa lembrou o clima de histeria generalizada que cerca casamentos milionários. A meia-irmã de Athina, Sandrine, a única da família a comparecer, ficou hospedada no apartamento deles, com mais duas amigas. Acabada a recepção, foram todos dormir lá. No dia seguinte, churrasco. Na Europa, Doda planeja pedir passaporte grego, mas adiou por um ano a decisão sobre qual equipe – do Brasil ou da Grécia – vai integrar nas Olimpíadas de 2008. Detalhe simpático: a creche Aconchego, indicada pelos noivos para receber doações em lugar de presentes (o que resolveu uma dúvida cruel – o que dar para uma Onassis?), arrecadou 300.000 reais.

 

A belíssima da novela das 7


Juliana Morais/Revista TPM
Fernanda: em busca de outros patamares

Linda ela é, e assume. No especial da revista Trip dedicado à vaidade, Fernanda Lima, 28 anos, declara: "Sempre soube que sou um rostinho bonito". Mais duro é provar que tem talento para a interpretação – tanto que uma das próximas providências para tentar reanimar a malfadada novela Bang Bang, em que Fernanda procura transpor o patamar de modelo para o de atriz no papel da mocinha Diana, será justamente valorizar o papel de Mercedita (Carol Castro), a "outra" com quem disputa o amor de Ben Silver (Bruno Garcia). Enfrentando as críticas com o narizinho – perfeito – erguido, ela conjectura: "Ser atriz é se expor de uma maneira que eu antes nunca tinha imaginado conseguir".

 

Compre em Nova York e ajude no Rio

Carol Halebian/The New York Times
Gianni no point dos brasileiros: "O Rio é minha família"


Quem for ao restaurante Bravo Gianni, instituição nova-iorquina instalada há 22 anos na Rua 63, poderá adquirir o livro de mesmo nome com receitas do dono e chef Giancarlo Garavelli. Preço: qualquer quantia, a critério do freguês, que será integralmente encaminhada ao Solar Meninos da Luz, que cuida de crianças carentes no Rio de Janeiro. Explica-se a ligação – o Bravo Gianni é ponto preferencial de brasileiros em Nova York, freqüentado por Fernando Henrique Cardoso, Pelé e Emerson Fittipaldi, entre outros; Garavelli, por sua vez, já esteve no Brasil umas vinte vezes. "O Rio é minha família", empolga-se o genovês Gianni, que teve o livro patrocinado por uma universidade carioca. "Os brasileiros me deram sua amizade e eu quis retribuir."

 

Confissões de Wanessa


Divulgação

Menos loira, mais contida, envolvida na gravação de um clipe inspirado no surrealismo ("Tem a ver com o filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, com uma textura de Moulin Rouge, um toque de Tim Burton em A Noiva-Cadáver e também A Fantástica Fábrica de Chocolate e referências de Salvador Dalí"), a cantora Wanessa Camargo, 22 anos, está prestes a concluir seu primeiro curso de filosofia.

O QUE VOCÊ TEM ACHADO DAS AULAS DE FILOSOFIA DAS RELIGIÕES?
Depois de cada uma delas, sinto que me enriqueço de cultura. Abre-se um pequeno buraquinho na minha cabeça. A filosofia não diz o que é certo ou errado, mas explica todos os ângulos. Fui buscar respostas para questões que eu ficava corroendo.

QUE QUESTÕES?
Aquelas que todo ser humano faz em determinada etapa da vida: o que é a fé, por que existe a fé, a igreja, as religiões, como o ser humano reage a essa fé.

VOCÊ ESTÁ ACHANDO AS RESPOSTAS?
Para dizer a verdade, estou encontrando mais perguntas do que respostas. É uma viagem muito louca. Eu saio pirada da aula.

O QUE VOCÊ JÁ LEU?
Li Santo Agostinho, que eu não conhecia, e agora estou lendo Blaise – ai, não sei pronunciar direito – Pascal. Ele diz que o mundo moderno seria como uma praça de alimentação, com muito barulho. Com o passado eu pude entender melhor o futuro. Pude ver que sou apenas mais uma das pessoas angustiadas do mundo. Já não me sinto mais tão solitária.

VOCÊ ESTUDOU ATÉ QUE ANO?
Fiz seis meses do último ano do ensino fundamental nos Estados Unidos e o outro semestre fiz em um curso complicado, por correspondência.

VOCÊ É BOA ALUNA?
No contexto da escola, sou uma nerd. Não dou um pio, anoto tudo. Sempre fui assim, mas não lembrava.

 

Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui,
Laura Ming, Roberta Salomone e Sandra Brasil

 

 
 
 
 
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