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Cartas
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"Se o Brasil mudar a cabeça
de
seus dirigentes, aí sim haverá
de dar um grande salto."
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL |
Desempenho econômico
Apreciei muito a objetividade
com que a McKinsey pontuou os fatores que emperram o desenvolvimento
do Brasil, conforme a reportagem "O grande salto" (7 de dezembro).
No entanto, estou ansioso para ver qual o plano de ação
que será proposto (como descrito no fim da matéria),
em detalhes que definam as áreas de investimento. Além
disso, gostaria de compreender qual seria a agenda dos investimentos
e transformações necessários, considerando-se
prioridades e que fatores culturais/produtivos também agem
para retardar a implementação desse plano.
João Marcelo Furlan
Manila, Filipinas
Com toda a certeza, o Brasil
é um país que tem grandes possibilidades de ser uma
potência mundial no futuro. Basta diminuir a corrupção
e o governo colocar todos os seus programas em prática.
Eduardo José Castro dos Santos
Inhambupe, BA
Excelente a reportagem de capa.
Porém, entre as soluções faltou a primordial:
um plano sério de controle da natalidade, no qual se premiem
os brasileiros que optarem por ele, pois não há país
que possa oferecer educação, saúde, segurança
e Justiça a uma população infinita.
Rogério Maia
Por e-mail
Na reportagem é possível
imaginar o Brasil que teríamos se não houvesse tanto
desvio, desperdício e desmando na economia e na administração
pública. São três fatores que atrapalham muito
a nossa vida.
Johnson Franklim Ramos Pimentel
Ribeirão Preto, SP
Não é necessário
ser economista para saber que, se um país tem fundamentos
econômicos sólidos, com legislação tributária
inteligente, leis trabalhistas flexíveis e taxas de juro
racionais, a política econômica de seu governo perde
importância para determinar o crescimento econômico.
Exemplo disso são os Estados Unidos, que estão crescendo
acima da média mundial, apesar das presepadas econômicas
de seu presidente.
Rubens Prado
Goiânia, GO
Como pode uma consultoria como
a McKinsey apontar conseqüência como causa de ineficiência?
A informalidade só existe em países onde os ambientes
macro e microeconômico a provocam. Informalidade não
é obstáculo, é conseqüência dos
problemas tributários e regulatórios do país.
Paulo Sato
Consultor de agronegócios
São Paulo, SP
Linda Hamilton
Mais uma vez a revista VEJA colaborou
com a tão necessária quebra de paradigmas relativos
às doenças mentais ao publicar a excelente entrevista
"O inimigo interno" (Amarelas, 7 de dezembro), com a atriz Linda
Hamilton, portadora confessa de transtorno bipolar do afeto
patologia psiquiátrica que quando corretamente diagnosticada
pode muito bem ser tratada com medicamentos e psicoterapia de apoio.
Edson F. Nascimento
Psiquiatra e psicoterapeuta
Ribeirão Preto, SP
Também sofro do transtorno
bipolar. Concordo quando Linda diz que falar sobre a doença
pode ajudar outros doentes. Acredito também que seja importante
que revistas conceituadas divulguem matérias a respeito dessa
moléstia, que tantas vezes é diagnosticada erroneamente
como depressão. Pois se nós, pacientes, dividirmos
nossas histórias e a mídia fizer sua parte com reportagens
sérias, só poderemos diminuir o desconhecimento sobre
esse inimigo interno. Inclusive fazendo com que muitos pacientes
aceitem tomar uma medicação para o resto da vida.
Giuseppina Loffredo
Curitiba, PR
VEJA mais uma vez está
de parabéns pela brilhante entrevista com a atriz Linda Hamilton.
Mulher de coragem, que revela a todos o mal que a aflige. Ela o
faz de maneira clara, abrindo seu coração para os
fãs que, como eu, a admiram.
Kátia Azevedo
Natal, RN
Tilápia
A nota "O upgrade da tilápia"
(7 de dezembro) realmente expressa o que vem acontecendo com nossa
atividade no Brasil nos últimos anos. Mesmo com a recente
desvalorização do dólar, multiplicamos cerca
de quatro vezes em 2005 nossas exportações de filé
fresco para os EUA, comparando os 966 000 dólares exportados
de janeiro a setembro de 2004 com os 3,63 milhões exportados
no mesmo período deste ano. Com relação às
informações publicadas, gostaria de esclarecer que
a tilápia de cativeiro (que é criada, e não
pescada) é um peixe de carne branca, tenra e suave que, quando
beneficiada de forma adequada, resulta num filé totalmente
sem espinhas. Essas características fizeram seu consumo no
mundo todo crescer vertiginosamente nos últimos anos. Se
a tilápia será ou não chamada de Saint Peter,
como acontece em alguns lugares do Brasil e do mundo, não
é o que a faz tão popular, mas sim suas qualidades.
Chamar a tilápia brasileira, que atende aos mais altos padrões
de qualidade impostos por seus importadores ao redor do mundo, de
"peixinho chinfrim" chega a ser um insulto!
Tito Livio Capobianco Jr.
Presidente da Associação Brasileira da Indústria
Processadora de Tilápia
www.abtilapia.com.br
São Paulo, SP
A cassação
de José Dirceu
Na reportagem "É apenas
o começo" (7 de dezembro), há uma declaração
de José Dirceu muito grave. Sentindo-se abandonado pelo presidente,
o cassado ameaça: "Dá vontade de começar a
contar um pouco do que sei". Por que não contou à
CPI o que sabe? Que governo é esse que se diz democrático
e transparente mas esconde fatos que não podem vir a público?
Adhemar Ramires
Brasília, DF
Até que enfim saiu a cassação
do deputado José Dirceu, do PT. Era o maior aliado político
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recentemente
o defendeu em discurso. Parabéns aos 293 parlamentares que
fizeram um julgamento justo cassando o deputado José Dirceu,
por seu envolvimento no escândalo do mensalão. O Poder
Legislativo mostrou sua competência e sua soberania à
sociedade brasileira.
Manoel Limoeiro de Roda de Fogo
Recife, PE
A cassação do deputado
José Dirceu demonstra que, por medo, fisiologismo ou até
hipocrisia, a Câmara dos Deputados está receosa sobre
o que pensa e o que sente a machucada sociedade brasileira. Bem-intencionados,
convictos, ou não, os deputados fizeram o certo. Eles mostraram
ao país que a corrupção não compensa.
Quando a denúncia é vazia, ela perde força
antes mesmo de se estabelecer. No caso de Dirceu e do PT, ocorreu
o contrário. As denúncias se fortaleceram e as evidências
se ampliaram sem muito esforço. É evidente que José
Dirceu tem culpa. É evidente que Lula tem participação
nisso tudo, porque ele é a ponta do iceberg. Tudo acontecia
em função dele e por causa dele.
Gesiel Albuquerque
Cruz das Almas, BA
Zé Dirceu, seria maravilhoso
para o Brasil se, num momento de honestidade, você revelasse
tudo o que sabe. Seus comparsas iriam ser revelados, e você
poderia retornar à vida política como herói,
não correndo o risco de levar bengaladas ou passar fome em
Cuba.
Marcelo Francisco Calil de Oliveira
Ribeirão Preto, SP
Supremo Tribunal Federal
Quando o ministro Jobim chegou
ao STF, "montado" na credibilidade que o homem público gaúcho
conquistou no cenário brasileiro, todos acreditaram que seria
mais um exemplo de retidão. Mas que decepção!
Numa coisa somente o ilustre magistrado tem razão: realmente
somos todos uns idiotas por termos acreditado nele. Como diria o
nosso presidente, que só fala em futebol, pede para sair,
Jobim! ("O partido da toga é um risco", 7 de dezembro)
Luiz Fernando Hormain
Rio Grande, RS
Severino Cavalcanti
O prazer de ver Dirceu sair contrapõe-se
à vergonha de saber que Severino continua como nunca no poder.
É impressionante a necessidade do presidente Lula de se manter
cercado pelo pior que nossa política pode gerar. Desprezível!
("Severino virou ministro", 7 de dezembro)
Jeremias Rodrigues
Pindamonhangaba, SP
Sou engenheiro eletricista gaúcho
e trabalho em Kano, no nordeste da Nigéria. A Nigéria
é um dos países mais pobres da África, apesar
de oitavo produtor mundial de petróleo, e é também
um dos países que lideram o ranking dos mais corruptos. Quando
vejo que o ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti, tendo
renunciado para fugir de processo de cassação por
corrupção e sido alçado à condição
de ministro de fato de um dos ministérios mais ricos, usa
recursos públicos para promover seu retorno à Câmara,
não há como não ficar indignado. Decididamente,
não dá para subestimar a capacidade do governo de
promover a corrupção. Para quem acompanha de perto
o que acontece nos países mais corruptos daqui da África,
é mais um golpe na esperança de ver o Brasil mais
perto do Primeiro Mundo. Temo que estejamos trilhando o caminho
dessas nações africanas.
Werner E. Bischoff
Kano, Nigéria
Marcos Valério
É impressionante! Depois
de falcatruas comprovadas, brigas de galo, depósitos no exterior,
caixa dois e outras peripécias, o senhor Duda Mendonça
recebe do Planalto, de presente de Natal, o aditamento do seu contrato
com a Petrobras, por mais um ano, segundo VEJA, contra a opinião
do presidente da estatal? Enquanto isso, o senhor Cristiano Paz
monta nova agência, e em dois meses consegue catorze contas,
entre elas a da Usiminas? Isso não é tapa na cara
do careca esperto; é bofetada no rosto e soco no estômago
do povo, que continua pagando todas essas contas, resultado de desmandos
criminosos ("Ele quebrou, mas a conta é nossa", 7 de dezembro).
Miguel Langone Jr.
São Paulo, SP
Favelas no Rio
O crescimento desordenado das
favelas do Rio de Janeiro surgiu do conluio entre políticos
e traficantes, e o principal prejudicado é o cidadão
comum que pega ônibus, como o queimado na semana passada,
para ir trabalhar e não é amparado pela segurança
pública ("O drama do populismo urbano", 7 de dezembro).
André Bernardes Dias
Brasília, DF
Gostaria de agradecer por essas
reportagens sobre o descaso das autoridades do estado para com a
minha cidade, o Rio de Janeiro. Eu, que me sentia órfão
ao ver que essa cidade foi abandonada a toda sorte de populismo
nefasto que tomou conta desse estado há mais de vinte anos,
emocionei-me ao ler em uma edição passada o especial
"Saudades do Rio" (20 de abril), e esta última criticando
a política de exploração da miséria.
Por ser de origem suburbana, presenciei a criação
de diversas novas favelas no início da década de 90,
auge do populismo brizolista. Minha família teve de abandonar
o bairro, pois a vida se tornou insuportável depois que o
local ficou entregue ao domínio do tráfico e da bandidagem.
A Pavuna, hoje, lidera os rankings da violência. A favelização
no Rio se compara ao desmatamento da Amazônia, duas catástrofes
que pioram ano após ano.
Adriano Silva de Oliveira
Rio de Janeiro, RJ
Moro no Rio há mais de cinqüenta
anos. Atualmente, essa ex-Cidade Maravilhosa não passa de
um grande favelão.
Paulo Roberto Santos
Rio de Janeiro, RJ
Cumprimento VEJA e os jornalistas Ronaldo
França e Ronaldo Soares pela excelente matéria sobre
o crescimento das favelas na cidade do Rio de Janeiro e a leniência
do poder público com esse fenômeno. As favelas hoje
são verdadeiras fortalezas do crime. É preciso rasgá-las
com a abertura de amplas vias de acesso que permitam sua integração
real à cidade. Isso implica remoções e intervenções
urbanas corajosas.
Sérgio Cabral
Senador
Brasília, DF
É muito triste saber que
nosso país, com fama no mundo de criar bela arquitetura e
excelente urbanismo, com obras de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa
e Affonso Reidy, dentre outros, é administrado e guiado por
políticos e administradores corruptos e incompetentes, que
incentivam a ocupação de áreas públicas
e de preservação ambiental, sempre em troca de votos,
semeando dessa forma cânceres que contaminam nossa qualidade
de vida.
Shyam S. Janveja
Brasília, DF
Supremo Tribunal Federal 2
Cumpro um dever de consciência
ao manifestar meu desacordo e protesto pela injustiça do
tratamento dado por VEJA ao ministro Sepúlveda Pertence,
grande juiz, um dos maiores magistrados que já passaram pelo
Supremo Tribunal Federal, com grande cultura jurídica, integridade
moral e de caráter ("O partido da toga é um risco",
7 de dezembro).
José Sarney
Senador
Por e-mail
Marcos Valério 2
Como leitor de VEJA há mais
de três décadas e admirador da revista, sempre cultivei
imenso respeito pelas opiniões da publicação.
E é esse respeito que me motiva a fazer algumas observações
à matéria "Ele quebrou, mas a conta é nossa",
7 de dezembro), com citações à Filadélfia
Propaganda. A nossa razão social é Filadélfia
Comunicação Ltda. que não é sucessora
da SMPB nem de nenhuma outra agência. Foi criada por iniciativa
de alguns dos antigos funcionários das agências envolvidas
na crise e que nada tiveram a ver com o problema. Os profissionais
da Filadélfia são publicitários de reconhecida
competência técnica. A eles me juntei, como profissional,
buscando dar continuidade a uma carreira de mais de trinta anos
no mercado e assumindo o desafio de ajudar a construir uma nova
agência. Pessoalmente, continuo respondendo por minha participação
societária anterior na SMPB.
Cristiano Paz e equipe
Belo Horizonte, MG
Diogo Mainardi
Ao ler Diogo Mainardi em "Observatório
da imprensa" (7 de dezembro), tive um pouco de alento. Até
que enfim alguém resolveu desnudar a realidade das redações
brasileiras. Não há nada a corrigir. Os pauteiros,
repórteres e até mesmo os articulistas dos grandes
veículos de comunicação do país são,
em grande maioria, simpatizantes ou militantes do PT e assemelhados.
É por isso que os assuntos que interessam ao povo e a quem
não tem coloração partidária são
sistematicamente boicotados pela grande imprensa, impregnada de
petistas sectários e inimigos da verdade. Se Zé Dirceu
não tivesse traído Roberto Jefferson, certamente estaríamos
engolindo as meias verdades petistas até hoje.
Quintino José Carvalho
Contagem, MG
Meus parabéns ao Diogo Mainardi
pela coragem de indicar os campeões do jornalismo chapa-branca.
Eu até entendo a raiva e a gritaria de muitos ali indicados,
pois, de fato, ser desnudado em público como petista hoje
em dia é uma desonra só!
Angelo C. Martins
Por e-mail
Diogo aponta um por um seus colegas
jornalistas que foram cooptados pelo lulismo, sem deixar escapar
nem mesmo seus colegas de redação.
Wederson Almeida Cardoso
Por e-mail
Em se tratando de imprensa politicamente
engajada, o intrépido Mainardi esqueceu ou omitiu um dos
mais comprometidos e dissimulados: Luis Fernando Verissimo.
Jomar Netto
Por e-mail
A imprensa está lotada de jornalistas
que se dizem independentes e imparciais, mas que na verdade possuem
paixões cegas.
Daniel Shademan Silva
Natal, RN
Parabéns, Mainardi. Você
melhorou a imprensa ao tirá-la do previsível.
Cláudio Magalhães Roscoe
Belo Horizonte, MG
O Alberto Dines disse que o Mainardi
não é jornalista. Ah, é? E o que é sê-lo?
Antonio Celso de Souza e Silva
Rio de Janeiro, RJ
A imprensa é necessária
e, como estamos vendo, Mainardi também. Uma quadrilha tomou
conta do país; se caixa dois não for crime, não
pagarei mais imposto de renda. Se nosso querido presidente e seu
ajudante-mor não estivessem sendo poupados por essa imprensa,
o prejuízo teria sido muito menor.
Marcelo Siqueira
Vilas Boas
Botelhos, MG
Quando li a coluna de Diogo Mainardi,
pensei que ele estivesse fazendo suposições ou lançando
suspeitas sobre as ligações entre certos jornalistas
e o lulismo. Logo depois, vi manifestações indignadas
das pessoas apontadas, que simplesmente não negaram as tais
ligações. Chamaram Mainardi e VEJA de representantes
nativos do macarthismo, dedos-duros; disseram que os haviam "denunciado".
Foi então que percebi: é tudo verdade. Não
se trata de suposições ou suspeitas. Parabéns
a Mainardi. Parabéns a VEJA. Tiveram a coragem de dizer aquilo
que os outros não dizem.
José Luís Neves
São Paulo, SP
A coluna da última edição
caiu como uma luva para o comportamento pouco ético de alguns
"medalhões" do jornalismo brasileiro. Espero que sua análise
sirva de reflexão para o companheiro Alberto Dines, pois
ele tem o salutar hábito de comandar semanalmente, na rede
pública de televisão, um programa em que o comportamento
da mídia é analisado. Sugiro ao caro Diogo que faça
semelhante texto tendo como "fonte de inspiração"
os colunistas nordestinos. Se tiver estômago e disposição,
boa sorte.
Jorge Márcio Barreto
Salvador, BA
Diogo Mainardi esqueceu, em sua lista
de jornalistas lulistas, de dois ilustres colunistas do Jornal
do Brasil ferrenhos e inquebrantáveis seguidores de José
Dirceu: Emir Sader e Mauro Santayana. Seus artigos beiram o delírio
e mostram a capacidade de alguns seres humanos de viver em uma realidade
que somente eles conhecem.
Marco Antonio Bompet
Rio de janeiro, RJ
Tales Alvarenga
O golpe que o colega Yves Hublet desferiu
contra a cabeça do deputado José Dirceu não
foi mais doloroso do que o golpe que ele próprio e a sua
turma desferiram contra o povo brasileiro. É certo que não
devemos incentivar a violência, sob nenhum aspecto, mas, na
verdade, aquele ato insano do velho escritor traduz a vontade de
muitos de nós, cansados e indignados com a banalização
da corrupção no país ("Santa bengalada!", 7
de dezembro).
Achel Tinoco
Escritor
Salvador, BA
Tales Alvarenga está de parabéns.
Não só escreve bem como tem uma visão realmente
ampla e concreta do que acontece. O escritor apenas reagiu, ainda
que muito calmamente, à mediocridade desses políticos.
Fernanda Mazzetto Moroso
Itajaí, SC
Ninguém espera que problemas
de uma democracia sejam resolvidos com agressões físicas.
Entretanto, acredito que a maioria dos brasileiros se sentiu em
sintonia com o autor das bengaladas.
Marcus de Medeiros Matsushita
Marília, SP
Após a ação do
senhor Yves Hublet no corredor da Câmara dos Deputados com
sua bengala, necessitamos de alguém que circule pelos corredores
do Supremo Tribunal Federal, não com bengala, mas com uma
muleta.
Paulo Roberto Morelli
Campinas, SP
André Petry
Fiquei profundamente indignado após
ler a coluna de André Petry ("Será deboche?", 7 de
dezembro). O que nós, cidadãos comuns, esperamos da
Justiça é igualdade de direitos e imparcialidade na
aplicação das leis. Infelizmente, o que vemos é
o Judiciário agir de forma parcial, privilegiando os que
têm dinheiro para pagar a bons advogados. Até quando
será assim? Não podemos esquecer que o princípio
maior da democracia é a igualdade perante a lei.
Hélio Sérgio Santa Clara
Vila Velha, ES
Henrique Lott
Finalmente se fez justiça a
Henrique Batista Dufles Teixeira Lott em "O soldado da legalidade"
(7 de dezembro). Se em 1960 Lott tivesse sido eleito (e não
Jânio Quadros), talvez a Constituição de 1946
vigorasse até hoje, e não teríamos essa tal
de "Constituição Cidadã". Necessário
lembrarmo-nos, também, do general Odylio Denys, cúmplice
ou talvez mentor de Lott nos acontecimentos de 11 de novembro de
1955.
Aberides Rosario Pitelli
Bebedouro, SP
Gente
Sobre a nota "Especialidade: seres
horripilantes" (Gente, 7 de dezembro), Andy Serkis pode, sim, ser
visto em papéis humanos. Ele trabalhou como humano em De
Repente 30 (em papel de um editor-chefe de revista) e em Reencarnação
(fez um padre), por exemplo.
Allan Deberton
Fortaleza, CE
CORREÇÃO: O
neurologista americano Craig Kinsley é da Universidade de
Richmond, e não da Universidade da Virgínia ("O brilho
da maternidade", 30 de novembro).
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O CANTO DO UIRAPURU
O leitor Fabio Olmos,
de São Paulo, escreveu à redação
para desfazer o mito de que o uirapuru só canta
uma vez por ano, como está dito na reportagem
"A dança dos bicos" (7 de dezembro): "Qualquer
ornitólogo sério que tenha trabalhado
na Amazônia pode atestar que, como toda corruíra,
o uirapuru é vocal a ponto de encher". Na verdade,
o canto do pássaro é ferramenta de atração
na época de acasalamento. Ele canta ao anoitecer
e ao amanhecer durante esse período, que dura
poucas semanas. Seu canto melodioso, gravado pela primeira
vez em 1962 por Johan Dalgas Frisch, pode ser ouvido
no site:
http://www.polmil.sp.gov.br/unidades/cpfm/
curupira/curup173/ 173_ uirapuru.htm.
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TILÁPIA
OU BLACK BASS?
| Fotos Luis Carlos
Kfouri e Luigi Mamprin |
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| Tilápia: dorso alto |
Black bass: corpo delgado |
Das 57 cartas que
VEJA recebeu falando do quadro "O upgrade da tilápia"
(7 de dezembro), apenas uma não era para dizer
que a foto que ali aparece é de um black bass
(Micropterus salmonoides) e não de uma
tilápia (Oreochromis niloticus). Tito
Livio Capobianco Jr., presidente da Associação
Brasileira da Indústria Processadora de Tilápia,
não gostou de ver o bicho chamado de "peixe chinfrim"
(veja carta nesta seção). As demais cartas
eram para fazer a correção e informar
sobre esse peixe alienígena. Oriundo da América
do Norte, "o black bass é um peixe muito esportivo,
que povoa grandes represas no Brasil, como Billings
e Guarapiranga", diz Luiz de Carvalho Maróstica,
de Santos. Trata-se de um peixe mais delgado que a tilápia,
que tem o dorso alto e o corpo comprimido lateralmente.
Confira as diferenças nas fotos.
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Retrato da alma
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A foto do goiano Raimundo
Arruda Sobrinho, morador de rua em São Paulo
("Imagens que revelam o invisível", 30 de novembro),
remexeu na memória da leitora Araci Alves Porto.
Ela conta que, quando jovem, Sobrinho morou quatro anos
na casa de sua mãe, Joana de Assis Porto, em
Goiânia. "Hoje ela está com 82 anos e ficou
emocionadíssima ao saber notícias dele."
Segundo Joana, que não o vê há cerca
de vinte anos, antes de Sobrinho ir para São
Paulo, ela e seu marido custearam os estudos dele até
o ginásio. Já o leitor Arnaldo Albarelli,
encantado com a imagem, "de uma beleza artística
inusitada", compara o trabalho do fotógrafo Edison
Russo ao do pintor alemão Albert Dürer (1471-1528)
no quadro A Melancolia, que pode ser conferido
no site
http:// www.virtualvienna.net/columns/billie/
duerer/duerer4.htm. O retrato de Sobrinho faz parte
da exposição ao ar livre Poetas de
Almas Limpas, em cartaz na Paparazzi Galeria, Avenida
Pedroso de Moraes, 100, Pinheiros, São Paulo,
(11) 2139-0250.
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