Edição 1935 . 14 de dezembro de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Se o Brasil mudar a cabeça de
seus dirigentes, aí sim haverá
de dar um grande salto."

Isaac Soares de Lima
Maceió, AL

Desempenho econômico

Apreciei muito a objetividade com que a McKinsey pontuou os fatores que emperram o desenvolvimento do Brasil, conforme a reportagem "O grande salto" (7 de dezembro). No entanto, estou ansioso para ver qual o plano de ação que será proposto (como descrito no fim da matéria), em detalhes que definam as áreas de investimento. Além disso, gostaria de compreender qual seria a agenda dos investimentos e transformações necessários, considerando-se prioridades e que fatores culturais/produtivos também agem para retardar a implementação desse plano.
João Marcelo Furlan
Manila, Filipinas

Com toda a certeza, o Brasil é um país que tem grandes possibilidades de ser uma potência mundial no futuro. Basta diminuir a corrupção e o governo colocar todos os seus programas em prática.
Eduardo José Castro dos Santos
Inhambupe, BA  

Excelente a reportagem de capa. Porém, entre as soluções faltou a primordial: um plano sério de controle da natalidade, no qual se premiem os brasileiros que optarem por ele, pois não há país que possa oferecer educação, saúde, segurança e Justiça a uma população infinita.
Rogério Maia
Por e-mail

Na reportagem é possível imaginar o Brasil que teríamos se não houvesse tanto desvio, desperdício e desmando na economia e na administração pública. São três fatores que atrapalham muito a nossa vida.
Johnson Franklim Ramos Pimentel
Ribeirão Preto, SP

Não é necessário ser economista para saber que, se um país tem fundamentos econômicos sólidos, com legislação tributária inteligente, leis trabalhistas flexíveis e taxas de juro racionais, a política econômica de seu governo perde importância para determinar o crescimento econômico. Exemplo disso são os Estados Unidos, que estão crescendo acima da média mundial, apesar das presepadas econômicas de seu presidente.
Rubens Prado
Goiânia, GO

Como pode uma consultoria como a McKinsey apontar conseqüência como causa de ineficiência? A informalidade só existe em países onde os ambientes macro e microeconômico a provocam. Informalidade não é obstáculo, é conseqüência dos problemas tributários e regulatórios do país.
Paulo Sato
Consultor de agronegócios
São Paulo, SP

 

Linda Hamilton

Mais uma vez a revista VEJA colaborou com a tão necessária quebra de paradigmas relativos às doenças mentais ao publicar a excelente entrevista "O inimigo interno" (Amarelas, 7 de dezembro), com a atriz Linda Hamilton, portadora confessa de transtorno bipolar do afeto – patologia psiquiátrica que quando corretamente diagnosticada pode muito bem ser tratada com medicamentos e psicoterapia de apoio.
Edson F. Nascimento
Psiquiatra e psicoterapeuta
Ribeirão Preto, SP

Também sofro do transtorno bipolar. Concordo quando Linda diz que falar sobre a doença pode ajudar outros doentes. Acredito também que seja importante que revistas conceituadas divulguem matérias a respeito dessa moléstia, que tantas vezes é diagnosticada erroneamente como depressão. Pois se nós, pacientes, dividirmos nossas histórias e a mídia fizer sua parte com reportagens sérias, só poderemos diminuir o desconhecimento sobre esse inimigo interno. Inclusive fazendo com que muitos pacientes aceitem tomar uma medicação para o resto da vida.
Giuseppina Loffredo
Curitiba, PR

VEJA mais uma vez está de parabéns pela brilhante entrevista com a atriz Linda Hamilton. Mulher de coragem, que revela a todos o mal que a aflige. Ela o faz de maneira clara, abrindo seu coração para os fãs que, como eu, a admiram.
Kátia Azevedo
Natal, RN

 

Tilápia

A nota "O upgrade da tilápia" (7 de dezembro) realmente expressa o que vem acontecendo com nossa atividade no Brasil nos últimos anos. Mesmo com a recente desvalorização do dólar, multiplicamos cerca de quatro vezes em 2005 nossas exportações de filé fresco para os EUA, comparando os 966 000 dólares exportados de janeiro a setembro de 2004 com os 3,63 milhões exportados no mesmo período deste ano. Com relação às informações publicadas, gostaria de esclarecer que a tilápia de cativeiro (que é criada, e não pescada) é um peixe de carne branca, tenra e suave que, quando beneficiada de forma adequada, resulta num filé totalmente sem espinhas. Essas características fizeram seu consumo no mundo todo crescer vertiginosamente nos últimos anos. Se a tilápia será ou não chamada de Saint Peter, como acontece em alguns lugares do Brasil e do mundo, não é o que a faz tão popular, mas sim suas qualidades. Chamar a tilápia brasileira, que atende aos mais altos padrões de qualidade impostos por seus importadores ao redor do mundo, de "peixinho chinfrim" chega a ser um insulto!
Tito Livio Capobianco Jr.
Presidente da Associação Brasileira da Indústria Processadora de Tilápia
www.abtilapia.com.br
São Paulo, SP

 

A cassação de José Dirceu

Na reportagem "É apenas o começo" (7 de dezembro), há uma declaração de José Dirceu muito grave. Sentindo-se abandonado pelo presidente, o cassado ameaça: "Dá vontade de começar a contar um pouco do que sei". Por que não contou à CPI o que sabe? Que governo é esse que se diz democrático e transparente mas esconde fatos que não podem vir a público?
Adhemar Ramires
Brasília, DF

Até que enfim saiu a cassação do deputado José Dirceu, do PT. Era o maior aliado político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recentemente o defendeu em discurso. Parabéns aos 293 parlamentares que fizeram um julgamento justo cassando o deputado José Dirceu, por seu envolvimento no escândalo do mensalão. O Poder Legislativo mostrou sua competência e sua soberania à sociedade brasileira.
Manoel Limoeiro de Roda de Fogo
Recife, PE

A cassação do deputado José Dirceu demonstra que, por medo, fisiologismo ou até hipocrisia, a Câmara dos Deputados está receosa sobre o que pensa e o que sente a machucada sociedade brasileira. Bem-intencionados, convictos, ou não, os deputados fizeram o certo. Eles mostraram ao país que a corrupção não compensa. Quando a denúncia é vazia, ela perde força antes mesmo de se estabelecer. No caso de Dirceu e do PT, ocorreu o contrário. As denúncias se fortaleceram e as evidências se ampliaram sem muito esforço. É evidente que José Dirceu tem culpa. É evidente que Lula tem participação nisso tudo, porque ele é a ponta do iceberg. Tudo acontecia em função dele e por causa dele.
Gesiel Albuquerque
Cruz das Almas, BA

Zé Dirceu, seria maravilhoso para o Brasil se, num momento de honestidade, você revelasse tudo o que sabe. Seus comparsas iriam ser revelados, e você poderia retornar à vida política como herói, não correndo o risco de levar bengaladas ou passar fome em Cuba.
Marcelo Francisco Calil de Oliveira
Ribeirão Preto, SP

 

Supremo Tribunal Federal

Quando o ministro Jobim chegou ao STF, "montado" na credibilidade que o homem público gaúcho conquistou no cenário brasileiro, todos acreditaram que seria mais um exemplo de retidão. Mas que decepção! Numa coisa somente o ilustre magistrado tem razão: realmente somos todos uns idiotas por termos acreditado nele. Como diria o nosso presidente, que só fala em futebol, pede para sair, Jobim! ("O partido da toga é um risco", 7 de dezembro)
Luiz Fernando Hormain
Rio Grande, RS

 

Severino Cavalcanti

O prazer de ver Dirceu sair contrapõe-se à vergonha de saber que Severino continua como nunca no poder. É impressionante a necessidade do presidente Lula de se manter cercado pelo pior que nossa política pode gerar. Desprezível! ("Severino virou ministro", 7 de dezembro)
Jeremias Rodrigues
Pindamonhangaba, SP

Sou engenheiro eletricista gaúcho e trabalho em Kano, no nordeste da Nigéria. A Nigéria é um dos países mais pobres da África, apesar de oitavo produtor mundial de petróleo, e é também um dos países que lideram o ranking dos mais corruptos. Quando vejo que o ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti, tendo renunciado para fugir de processo de cassação por corrupção e sido alçado à condição de ministro de fato de um dos ministérios mais ricos, usa recursos públicos para promover seu retorno à Câmara, não há como não ficar indignado. Decididamente, não dá para subestimar a capacidade do governo de promover a corrupção. Para quem acompanha de perto o que acontece nos países mais corruptos daqui da África, é mais um golpe na esperança de ver o Brasil mais perto do Primeiro Mundo. Temo que estejamos trilhando o caminho dessas nações africanas.
Werner E. Bischoff
Kano, Nigéria

 

Marcos Valério

É impressionante! Depois de falcatruas comprovadas, brigas de galo, depósitos no exterior, caixa dois e outras peripécias, o senhor Duda Mendonça recebe do Planalto, de presente de Natal, o aditamento do seu contrato com a Petrobras, por mais um ano, segundo VEJA, contra a opinião do presidente da estatal? Enquanto isso, o senhor Cristiano Paz monta nova agência, e em dois meses consegue catorze contas, entre elas a da Usiminas? Isso não é tapa na cara do careca esperto; é bofetada no rosto e soco no estômago do povo, que continua pagando todas essas contas, resultado de desmandos criminosos ("Ele quebrou, mas a conta é nossa", 7 de dezembro).
Miguel Langone Jr.
São Paulo, SP

 

Favelas no Rio

O crescimento desordenado das favelas do Rio de Janeiro surgiu do conluio entre políticos e traficantes, e o principal prejudicado é o cidadão comum que pega ônibus, como o queimado na semana passada, para ir trabalhar e não é amparado pela segurança pública ("O drama do populismo urbano", 7 de dezembro).
André Bernardes Dias
Brasília, DF

Gostaria de agradecer por essas reportagens sobre o descaso das autoridades do estado para com a minha cidade, o Rio de Janeiro. Eu, que me sentia órfão ao ver que essa cidade foi abandonada a toda sorte de populismo nefasto que tomou conta desse estado há mais de vinte anos, emocionei-me ao ler em uma edição passada o especial "Saudades do Rio" (20 de abril), e esta última criticando a política de exploração da miséria. Por ser de origem suburbana, presenciei a criação de diversas novas favelas no início da década de 90, auge do populismo brizolista. Minha família teve de abandonar o bairro, pois a vida se tornou insuportável depois que o local ficou entregue ao domínio do tráfico e da bandidagem. A Pavuna, hoje, lidera os rankings da violência. A favelização no Rio se compara ao desmatamento da Amazônia, duas catástrofes que pioram ano após ano.
Adriano Silva de Oliveira
Rio de Janeiro, RJ

Moro no Rio há mais de cinqüenta anos. Atualmente, essa ex-Cidade Maravilhosa não passa de um grande favelão.
Paulo Roberto Santos
Rio de Janeiro, RJ

Cumprimento VEJA e os jornalistas Ronaldo França e Ronaldo Soares pela excelente matéria sobre o crescimento das favelas na cidade do Rio de Janeiro e a leniência do poder público com esse fenômeno. As favelas hoje são verdadeiras fortalezas do crime. É preciso rasgá-las com a abertura de amplas vias de acesso que permitam sua integração real à cidade. Isso implica remoções e intervenções urbanas corajosas.
Sérgio Cabral
Senador
Brasília, DF  

É muito triste saber que nosso país, com fama no mundo de criar bela arquitetura e excelente urbanismo, com obras de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa e Affonso Reidy, dentre outros, é administrado e guiado por políticos e administradores corruptos e incompetentes, que incentivam a ocupação de áreas públicas e de preservação ambiental, sempre em troca de votos, semeando dessa forma cânceres que contaminam nossa qualidade de vida.
Shyam S. Janveja
Brasília, DF

 

Supremo Tribunal Federal 2

Cumpro um dever de consciência ao manifestar meu desacordo e protesto pela injustiça do tratamento dado por VEJA ao ministro Sepúlveda Pertence, grande juiz, um dos maiores magistrados que já passaram pelo Supremo Tribunal Federal, com grande cultura jurídica, integridade moral e de caráter ("O partido da toga é um risco", 7 de dezembro).
José Sarney
Senador
Por e-mail

 

Marcos Valério 2

Como leitor de VEJA há mais de três décadas e admirador da revista, sempre cultivei imenso respeito pelas opiniões da publicação. E é esse respeito que me motiva a fazer algumas observações à matéria "Ele quebrou, mas a conta é nossa", 7 de dezembro), com citações à Filadélfia Propaganda. A nossa razão social é Filadélfia Comunicação Ltda. – que não é sucessora da SMPB nem de nenhuma outra agência. Foi criada por iniciativa de alguns dos antigos funcionários das agências envolvidas na crise e que nada tiveram a ver com o problema. Os profissionais da Filadélfia são publicitários de reconhecida competência técnica. A eles me juntei, como profissional, buscando dar continuidade a uma carreira de mais de trinta anos no mercado e assumindo o desafio de ajudar a construir uma nova agência. Pessoalmente, continuo respondendo por minha participação societária anterior na SMPB.
Cristiano Paz e equipe
Belo Horizonte, MG

 

Diogo Mainardi

Ao ler Diogo Mainardi em "Observatório da imprensa" (7 de dezembro), tive um pouco de alento. Até que enfim alguém resolveu desnudar a realidade das redações brasileiras. Não há nada a corrigir. Os pauteiros, repórteres e até mesmo os articulistas dos grandes veículos de comunicação do país são, em grande maioria, simpatizantes ou militantes do PT e assemelhados. É por isso que os assuntos que interessam ao povo e a quem não tem coloração partidária são sistematicamente boicotados pela grande imprensa, impregnada de petistas sectários e inimigos da verdade. Se Zé Dirceu não tivesse traído Roberto Jefferson, certamente estaríamos engolindo as meias verdades petistas até hoje.
Quintino José Carvalho
Contagem, MG  

Meus parabéns ao Diogo Mainardi pela coragem de indicar os campeões do jornalismo chapa-branca. Eu até entendo a raiva e a gritaria de muitos ali indicados, pois, de fato, ser desnudado em público como petista hoje em dia é uma desonra só!
Angelo C. Martins
Por e-mail  

Diogo aponta um por um seus colegas jornalistas que foram cooptados pelo lulismo, sem deixar escapar nem mesmo seus colegas de redação.
Wederson Almeida Cardoso
Por e-mail  

Em se tratando de imprensa politicamente engajada, o intrépido Mainardi esqueceu ou omitiu um dos mais comprometidos e dissimulados: Luis Fernando Verissimo.
Jomar Netto
Por e-mail  

A imprensa está lotada de jornalistas que se dizem independentes e imparciais, mas que na verdade possuem paixões cegas.
Daniel Shademan Silva
Natal, RN

Parabéns, Mainardi. Você melhorou a imprensa ao tirá-la do previsível.
Cláudio Magalhães Roscoe
Belo Horizonte, MG

O Alberto Dines disse que o Mainardi não é jornalista. Ah, é? E o que é sê-lo?
Antonio Celso de Souza e Silva
Rio de Janeiro, RJ  

A imprensa é necessária e, como estamos vendo, Mainardi também. Uma quadrilha tomou conta do país; se caixa dois não for crime, não pagarei mais imposto de renda. Se nosso querido presidente e seu ajudante-mor não estivessem sendo poupados por essa imprensa, o prejuízo teria sido muito menor.
Marcelo Siqueira

Vilas Boas
Botelhos, MG  

Quando li a coluna de Diogo Mainardi, pensei que ele estivesse fazendo suposições ou lançando suspeitas sobre as ligações entre certos jornalistas e o lulismo. Logo depois, vi manifestações indignadas das pessoas apontadas, que simplesmente não negaram as tais ligações. Chamaram Mainardi e VEJA de representantes nativos do macarthismo, dedos-duros; disseram que os haviam "denunciado". Foi então que percebi: é tudo verdade. Não se trata de suposições ou suspeitas. Parabéns a Mainardi. Parabéns a VEJA. Tiveram a coragem de dizer aquilo que os outros não dizem.
José Luís Neves
São Paulo, SP  

A coluna da última edição caiu como uma luva para o comportamento pouco ético de alguns "medalhões" do jornalismo brasileiro. Espero que sua análise sirva de reflexão para o companheiro Alberto Dines, pois ele tem o salutar hábito de comandar semanalmente, na rede pública de televisão, um programa em que o comportamento da mídia é analisado. Sugiro ao caro Diogo que faça semelhante texto tendo como "fonte de inspiração" os colunistas nordestinos. Se tiver estômago e disposição, boa sorte.
Jorge Márcio Barreto
Salvador, BA  

Diogo Mainardi esqueceu, em sua lista de jornalistas lulistas, de dois ilustres colunistas do Jornal do Brasil ferrenhos e inquebrantáveis seguidores de José Dirceu: Emir Sader e Mauro Santayana. Seus artigos beiram o delírio e mostram a capacidade de alguns seres humanos de viver em uma realidade que somente eles conhecem.
Marco Antonio Bompet
Rio de janeiro, RJ

 

Tales Alvarenga

O golpe que o colega Yves Hublet desferiu contra a cabeça do deputado José Dirceu não foi mais doloroso do que o golpe que ele próprio e a sua turma desferiram contra o povo brasileiro. É certo que não devemos incentivar a violência, sob nenhum aspecto, mas, na verdade, aquele ato insano do velho escritor traduz a vontade de muitos de nós, cansados e indignados com a banalização da corrupção no país ("Santa bengalada!", 7 de dezembro).
Achel Tinoco
Escritor
Salvador, BA

Tales Alvarenga está de parabéns. Não só escreve bem como tem uma visão realmente ampla e concreta do que acontece. O escritor apenas reagiu, ainda que muito calmamente, à mediocridade desses políticos.
Fernanda Mazzetto Moroso
Itajaí, SC

Ninguém espera que problemas de uma democracia sejam resolvidos com agressões físicas. Entretanto, acredito que a maioria dos brasileiros se sentiu em sintonia com o autor das bengaladas.
Marcus de Medeiros Matsushita
Marília, SP  

Após a ação do senhor Yves Hublet no corredor da Câmara dos Deputados com sua bengala, necessitamos de alguém que circule pelos corredores do Supremo Tribunal Federal, não com bengala, mas com uma muleta.
Paulo Roberto Morelli
Campinas, SP

 

André Petry

Fiquei profundamente indignado após ler a coluna de André Petry ("Será deboche?", 7 de dezembro). O que nós, cidadãos comuns, esperamos da Justiça é igualdade de direitos e imparcialidade na aplicação das leis. Infelizmente, o que vemos é o Judiciário agir de forma parcial, privilegiando os que têm dinheiro para pagar a bons advogados. Até quando será assim? Não podemos esquecer que o princípio maior da democracia é a igualdade perante a lei.
Hélio Sérgio Santa Clara
Vila Velha, ES

 

Henrique Lott

Finalmente se fez justiça a Henrique Batista Dufles Teixeira Lott em "O soldado da legalidade" (7 de dezembro). Se em 1960 Lott tivesse sido eleito (e não Jânio Quadros), talvez a Constituição de 1946 vigorasse até hoje, e não teríamos essa tal de "Constituição Cidadã". Necessário lembrarmo-nos, também, do general Odylio Denys, cúmplice ou talvez mentor de Lott nos acontecimentos de 11 de novembro de 1955.
Aberides Rosario Pitelli
Bebedouro, SP

 

Gente

Sobre a nota "Especialidade: seres horripilantes" (Gente, 7 de dezembro), Andy Serkis pode, sim, ser visto em papéis humanos. Ele trabalhou como humano em De Repente 30 (em papel de um editor-chefe de revista) e em Reencarnação (fez um padre), por exemplo.
Allan Deberton
Fortaleza, CE

 

CORREÇÃO: O neurologista americano Craig Kinsley é da Universidade de Richmond, e não da Universidade da Virgínia ("O brilho da maternidade", 30 de novembro).

 

 

O CANTO DO UIRAPURU


O leitor Fabio Olmos, de São Paulo, escreveu à redação para desfazer o mito de que o uirapuru só canta uma vez por ano, como está dito na reportagem "A dança dos bicos" (7 de dezembro): "Qualquer ornitólogo sério que tenha trabalhado na Amazônia pode atestar que, como toda corruíra, o uirapuru é vocal a ponto de encher". Na verdade, o canto do pássaro é ferramenta de atração na época de acasalamento. Ele canta ao anoitecer e ao amanhecer durante esse período, que dura poucas semanas. Seu canto melodioso, gravado pela primeira vez em 1962 por Johan Dalgas Frisch, pode ser ouvido no site:

http://www.polmil.sp.gov.br/unidades/cpfm/
curupira/curup173/ 173_ uirapuru.htm
.

 

TILÁPIA OU BLACK BASS?

Fotos Luis Carlos Kfouri e Luigi Mamprin
Tilápia: dorso alto Black bass: corpo delgado

Das 57 cartas que VEJA recebeu falando do quadro "O upgrade da tilápia" (7 de dezembro), apenas uma não era para dizer que a foto que ali aparece é de um black bass (Micropterus salmonoides) e não de uma tilápia (Oreochromis niloticus). Tito Livio Capobianco Jr., presidente da Associação Brasileira da Indústria Processadora de Tilápia, não gostou de ver o bicho chamado de "peixe chinfrim" (veja carta nesta seção). As demais cartas eram para fazer a correção e informar sobre esse peixe alienígena. Oriundo da América do Norte, "o black bass é um peixe muito esportivo, que povoa grandes represas no Brasil, como Billings e Guarapiranga", diz Luiz de Carvalho Maróstica, de Santos. Trata-se de um peixe mais delgado que a tilápia, que tem o dorso alto e o corpo comprimido lateralmente. Confira as diferenças nas fotos.

 

Retrato da alma

 

A foto do goiano Raimundo Arruda Sobrinho, morador de rua em São Paulo ("Imagens que revelam o invisível", 30 de novembro), remexeu na memória da leitora Araci Alves Porto. Ela conta que, quando jovem, Sobrinho morou quatro anos na casa de sua mãe, Joana de Assis Porto, em Goiânia. "Hoje ela está com 82 anos e ficou emocionadíssima ao saber notícias dele." Segundo Joana, que não o vê há cerca de vinte anos, antes de Sobrinho ir para São Paulo, ela e seu marido custearam os estudos dele até o ginásio. Já o leitor Arnaldo Albarelli, encantado com a imagem, "de uma beleza artística inusitada", compara o trabalho do fotógrafo Edison Russo ao do pintor alemão Albert Dürer (1471-1528) no quadro A Melancolia, que pode ser conferido no site
http:// www.virtualvienna.net/columns/billie/
duerer/duerer4.htm
. O retrato de Sobrinho faz parte da exposição ao ar livre Poetas de Almas Limpas, em cartaz na Paparazzi Galeria, Avenida Pedroso de Moraes, 100, Pinheiros, São Paulo, (11) 2139-0250.

 
 
 
 
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