BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2034

14 de novembro de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Claudio de Moura Castro
Millôr
André Petry
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
 

Guia
Alívio para a coluna


Monica Weinberg

Um levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que 70% da população adulta no Brasil já sofreu pelo menos uma vez na vida de dor nas costas. São 100 milhões de pessoas.

Com tais números, esse é um mal que só perde para a dor de cabeça no ranking das queixas mais comuns nos consultórios. Ortopedistas ouvidos por VEJA chamam atenção, no entanto, para um aspecto mais otimista e menos comentado do problema: em 90% dos casos em que motivou uma visita ao médico, a dor na coluna teve como origem a repetição de maus hábitos e posturas no dia-a-dia. Poderia, portanto, ter sido prevenida. De uma lista de dezenas de equívocos cometidos, os especialistas escolheram os mais freqüentes. A seguir, eles dizem por que, afinal, a recorrência de alguns desses erros prejudica tanto a coluna – e dão sugestões simples para que sejam evitados.

Sapatos

Altura do salto: a Associação Americana de Ortopedia concluiu que, se uma pessoa usa salto de até 3 centímetros, é como se 20% de seu peso incidisse sobre a ponta dos pés – algo que os ortopedistas afirmam ainda ser "seguro para a coluna". Segundo eles, o que prejudica é o uso freqüente de saltos mais altos do que isso. A razão: para compensar uma maior sobrecarga sobre os dedos dos pés será preciso encurvar a coluna – ainda que ninguém se dê conta desse movimento

Fotos Carlos Bessa, Priscila Prade, Otavio Dias de Oliveira e divulgação


Tipo de salto:
os mais finos exigem esforço dobrado da coluna para manter o corpo em equilíbrio. Por isso, os especialistas (em coluna, não em moda) preferem aqueles que proporcionam distribuição mais homogênea do peso sobre os pés, como saltos do gênero anabela

 

Sola: deve vir com pelo menos 1 centímetro de espessura, altura mínima para absorver o impacto da pisada – e poupar a coluna


Amortecimento:
sim, ele faz diferença, que foi mensurada: o amortecimento reduz em 15% o impacto da pisada sobre a coluna. Especialistas chamam atenção para uma espécie de palmilha feita de gel, que se presta à mesma função – e quase ninguém conhece

Bicos: os muito finos são tão prejudiciais à coluna quanto saltos altos demais.Isso porque, ao estreitarema área dos dedos, eles impedem que o peso do corpo incida de maneira uniforme sobre os pés. A coluna, de novo, terá de esforçar-se para garantir o equilíbrio

 

Mochila

Peso: ela nunca deve ultrapassar o equivalente a 10% do peso de quem a carrega, segundo padrão estabelecido pela Associação Americana de Ortopedia

Ajustes: a mochila deve estar sempre ajustada de modo a ficar rente às costas – e, por essa razão, os especialistas indicam aquelas que vêm com cinta abdominal, acessório que se presta justamente a aproximar a mochila do corpo

Alças: não são duas por acaso. Elas têm papel fundamental na boa distribuição do peso

Acolchoados: eles não aliviam o peso da mochila sobre a coluna, apesar de muita gente lhes atribuir tal função, mas servem para aproximar a mochila das costas

 

Tem tijolo nesta bolsa

Masao Goto Filho/E-sim


A designer Rita Ramos, 52 anos, carrega um arsenal que, junto com o peso da própria bolsa, beira os 10 quilos. Isso mesmo depois de ter sido advertida pelo ortopedista de que cometia um excesso – e apesar de ter um desvio na coluna cervical e uma hérnia de disco na região lombar. "Reconheço minha incapacidade em andar com uma bolsa mais enxuta." O que dizem os especialistas:

1 - Uma bolsa não deve extrapolar o equivalente a 5% do peso da pessoa que a carrega (num mundo ideal, significa que a designer deveria levar 3 quilos na bolsa, e não 10)

2 - É melhor usar a bolsa no ombro – e não pendurada sobre o braço, numa posição em que a coluna certamente fará esforço extra para compensar o peso

 

 

Uma boa noite de sono

Colchões

Densidade: o bom colchão é aquele sobre o qual a coluna se apóia sem precisar encurvar-se. Em suma: ele não pode exceder na dureza nem ser macio demais. O fato é que não existe uma densidade ideal para todo mundo, mas, sim, a que melhor serve a cada pessoa, de acordo com o cruzamento de seu peso e altura. Eis a tabela para o cálculo.

 

 

Material: do ponto de vista da coluna (e não propriamente do conforto), tanto faz que o colchão seja de espuma ou de molas – desde que, no caso do de molas, venha com uma camada extra de 8 centímetros de espuma, para lhe conferir a maciez mínima necessária

 

Travesseiros

Altura: o bom travesseiro é aquele que permite ao pescoço formar um ângulo de 90 graus com o ombro – não importando de que material seja feito

Longevidade: travesseiros não duram mais do que cinco anos – é o tempo em que ainda mantêm a firmeza adequada

 

 




  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |