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Guia Alívio
para a coluna  Monica
Weinberg Um levantamento da Organização
Mundial de Saúde (OMS) revela que 70% da população adulta
no Brasil já sofreu pelo menos uma vez na vida de dor nas costas. São
100 milhões de pessoas. Com tais
números, esse é um mal que só perde para a dor de cabeça
no ranking das queixas mais comuns nos consultórios. Ortopedistas ouvidos
por VEJA chamam atenção, no entanto, para um aspecto mais otimista
e menos comentado do problema: em 90% dos casos em que motivou uma visita ao médico,
a dor na coluna teve como origem a repetição de maus hábitos
e posturas no dia-a-dia. Poderia, portanto, ter sido prevenida. De uma lista de
dezenas de equívocos cometidos, os especialistas escolheram os mais freqüentes.
A seguir, eles dizem por que, afinal, a recorrência de alguns desses erros
prejudica tanto a coluna – e dão sugestões simples para que sejam
evitados. Sapatos Altura
do salto: a Associação Americana de Ortopedia concluiu que,
se uma pessoa usa salto de até 3 centímetros, é como se 20%
de seu peso incidisse sobre a ponta dos pés – algo que os ortopedistas
afirmam ainda ser "seguro para a coluna". Segundo eles, o que prejudica
é o uso freqüente de saltos mais altos do que isso. A razão:
para compensar uma maior sobrecarga sobre os dedos dos pés será
preciso encurvar a coluna – ainda que ninguém se dê conta desse movimento Fotos
Carlos Bessa, Priscila Prade, Otavio Dias de Oliveira e divulgação
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Tipo
de salto: os mais finos exigem esforço dobrado da coluna para
manter o corpo em equilíbrio. Por isso, os especialistas (em coluna, não
em moda) preferem aqueles que proporcionam distribuição mais homogênea
do peso sobre os pés, como saltos do gênero anabela
Sola:
deve vir com pelo menos 1 centímetro de espessura, altura mínima
para absorver o impacto da pisada – e poupar a coluna
Amortecimento:
sim, ele faz diferença, que foi mensurada: o amortecimento reduz em
15% o impacto da pisada sobre a coluna. Especialistas chamam atenção
para uma espécie de palmilha feita de gel, que se presta à mesma
função – e quase ninguém conhece
Bicos:
os muito finos são tão prejudiciais à coluna quanto saltos
altos demais.Isso porque, ao estreitarema área dos dedos, eles impedem
que o peso do corpo incida de maneira uniforme sobre os pés. A coluna,
de novo, terá de esforçar-se para garantir o equilíbrio Mochila
Peso:
ela nunca deve ultrapassar o equivalente a 10% do peso de quem a carrega, segundo
padrão estabelecido pela Associação Americana de Ortopedia Ajustes:
a mochila deve estar sempre ajustada de modo a ficar rente às costas
– e, por essa razão, os especialistas indicam aquelas que vêm com
cinta abdominal, acessório que se presta justamente a aproximar a mochila
do corpo Alças: não
são duas por acaso. Elas têm papel fundamental na boa distribuição
do peso Acolchoados: eles não
aliviam o peso da mochila sobre a coluna, apesar de muita gente lhes atribuir
tal função, mas servem para aproximar a mochila das costas Tem
tijolo nesta bolsa Masao
Goto Filho/E-sim
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A
designer Rita Ramos, 52 anos, carrega um arsenal que, junto com o peso
da própria bolsa, beira os 10 quilos. Isso mesmo depois de ter sido advertida
pelo ortopedista de que cometia um excesso – e apesar de ter um desvio na coluna
cervical e uma hérnia de disco na região lombar. "Reconheço
minha incapacidade em andar com uma bolsa mais enxuta." O que dizem os especialistas:
1 - Uma bolsa não deve
extrapolar o equivalente a 5% do peso da pessoa que a carrega (num mundo ideal,
significa que a designer deveria levar 3 quilos na bolsa, e não 10)
2 - É melhor usar a bolsa no ombro – e não pendurada sobre
o braço, numa posição em que a coluna certamente fará
esforço extra para compensar o peso |