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14 de novembro de 2007
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Especial | Ressonância Magnética
Os ímãs de átomos

Os equipamentos mais modernos de ressonância
magnética conseguem detectar lesões minúsculas,
de apenas meio milímetro de diâmetro. E fazem isso
atraindo os átomos de hidrogênio do organismo


Adriana Dias Lopes

 

Fabiano Accorsi
UM POUCO MAIS DE CONFORTO
Os aparelhos de ressonância magnética de última geração estão um pouco mais silenciosos e, para aliviar a sensação de claustrofobia relatada pela maioria dos pacientes, agora contam com projeção de imagens de nuvens e estrelas

Um dos diferenciais do exame de ressonância magnética é a capacidade de visualização dos chamados tecidos moles do corpo, aqueles que contêm mais água. A técnica é especialmente eficaz no diagnóstico de doenças do cérebro, dos músculos, dos tendões, dos ligamentos, do fígado, da bexiga e dos rins. Assim como a tomografia computadorizada, o objetivo do exame é rastrear distúrbios por meio de uma espécie de varredura da anatomia das estruturas internas. No cérebro, a ressonância identifica tumores e alterações anatômicas e mede a atividade cerebral. As imagens também apontam com precisão lesões de músculos, ligamentos e cartilagens. Para atingir tal nível de exatidão, sua tecnologia é uma das mais complexas entre os exames de imagem. Fabricados desde o início dos anos 80, os aparelhos de ressonância magnética se valem da capacidade do núcleo dos átomos de hidrogênio de absorver e emitir ondas magnéticas – que, captadas, são transformadas em imagens.

Os átomos de hidrogênio estão presentes em todas as células do corpo humano, mas em maior quantidade nos tecidos moles, justamente porque eles contêm mais água. Por meio da ressonância, um tubo emite um campo magnético que, como se fosse um ímã, alinha os átomos de hidrogênio da parte a ser visualizada. Logo depois, esse estímulo de atração é desligado e os átomos voltam a seus lugares. Dependendo do tempo e da maneira como esses átomos de hidrogênio retornam a seu local de origem, o equipamento identifica se o órgão está normal ou não. Em inflamações e tumores, por exemplo, os átomos de hidrogênio retornam com mais rapidez do que em tecidos sadios. Com essa tecnologia, é possível identificar alterações mínimas, de meio milímetro de diâmetro.

As máquinas de ressonância magnética têm, no entanto, dois inconvenientes: o barulho e a sensação de claustrofobia que muitos pacientes relatam durante os quarenta minutos, em média, que têm de ficar dentro delas. Nas mais modernas, o ruído chega a 90 decibéis, mais alto do que o de um aspirador de pó – nas mais antigas, ficava em torno dos 130 decibéis. Quanto à sensação desagradável de permanecer num tubo de 60 centímetros de diâmetro, ela está sendo contornada com projeção de imagens relaxantes no campo de visão do paciente. São estrelas, nuvens e formas abstratas em movimento.

 




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