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14 de novembro de 2007
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Especial | Tomografia
Ao vivo e em cores

A tomografia registra o funcionamento do
corpo humano numa velocidade impressionante
– a 192 imagens por segundo. Com isso, o médico
pode visualizar o corpo em plena atividade


Adriana Dias Lopes

 

Fabiano Accorsi
O QUE OCORRE NO TUBO
Feixes de raios X, vindos de todas as direções, cruzam o corpo do paciente. Computadores transformam essas informações em imagens tridimensionais e ricas em detalhes

A história dos exames de imagem pode ser dividida em antes e depois da tomografia. Criada na década de 70, ela foi o primeiro exame capaz de flagrar detalhes da anatomia dos órgãos em funcionamento. Antes dela, as imagens captadas pelas radiografias tradicionais eram borradas e disformes. Além disso, os tomógrafos de última geração registram o organismo numa velocidade impressionante – 192 quadros por segundo. Os primeiros aparelhos faziam uma imagem a cada dez minutos. Na tomografia, feixes de raios X, vindos de todas as direções, cruzam o corpo do paciente. As imagens criadas por eles são lidas por computadores e transformadas em desenhos coloridos tridimensionais.

A área que mais se beneficiou com a criação de tomógrafos supervelozes foi a cardiologia. De todos os órgãos do corpo humano, o coração é o que registra os movimentos mais intensos e complexos. Hoje em dia, é possível detectar problemas coronarianos, como a aterosclerose, muito precocemente, antes mesmo de sua manifestação. A importância da tomografia na detecção inicial de males cardíacos é tanta que já faz parte da lista de exames de check-up do coração dos hospitais e centros de diagnóstico mais avançados. Às pessoas acima dos 40 anos, com dois ou mais fatores de risco para doenças cardíacas, recomenda-se que se submetam ao exame a cada dois anos. Para os que são saudáveis, a cada cinco anos, também a partir dos 40.

A tomografia tem-se revelado muito útil também nas salas de emergência, no atendimento de vítimas de derrame. Com um desses aparelhos, o médico consegue fazer o diagnóstico do problema em apenas dois minutos. Como o derrame se caracteriza pela interrupção do fluxo de sangue para algum ponto do cérebro, o socorro ao doente tem de ser rápido. O exame tradicional para o diagnóstico de um derrame, a angiografia, leva cerca de uma hora apenas para levantar a suspeita de problema. Uma das aplicações mais novas da tomografia é na detecção de pólipos – verrugas na parede interna do intestino que podem se transformar em câncer. O exame ganhou até nome próprio: colonoscopia virtual. Ao fazer 600 imagens do intestino a cada cinco minutos, a colonoscopia virtual indica quais pacientes devem ser encaminhados à colonoscopia tradicional, exame que exige um preparo muito incômodo, para a retirada de pólipos.

 

Divulgação

 

Divulgação/Siemens




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