Por definição, um diagnóstico
eficaz é aquele que ajuda o médico a identificar uma determinada
doença. Na última década, no entanto, esse conceito foi ampliado,
o que provocou uma mudança irreversível na prática médica.
Um bom diagnóstico funciona hoje também como uma espécie
de ferramenta na prevenção dos mais diversos males. O marco dessa
transformação foi o aperfeiçoamento tecnológico dos
equipamentos e exames clínicos. Graças a isso, tornou-se possível
fazer diagnósticos muito precoces. Certos procedimentos, inclusive, permitem
aos médicos descobrir uma enfermidade muitos anos antes do aparecimento
de seus primeiros sintomas. Com a popularização dos exames de imagem,
as mortes por câncer de mama, por exemplo, diminuíram cerca de 30%
ao longo da década passada. No mesmo período, o número de
infartos fatais entre homens e mulheres de 40 a 59 anos caiu 10% em boa
parte por causa do aprimoramento dos check-ups. Boas notícias como essas
se espalharam por praticamente todas as áreas da medicina da neurologia
à endocrinologia, da ortopedia à infectologia. A reportagem especial
que VEJA publica nas próximas páginas traz a evolução
da medicina diagnóstica nos últimos anos e mostra como ela passou
a fazer parte de sua vida.
Especialistas consultados: Abdalla
Youssef (radiologista), Adagmar Andriolo (patologista clínico),
Antonio Eduardo Antonietto (clínico), Antônio Rocha
(radiologista), Câmara Lopes (patologista),
Carlos Alberto Cappellanes (gastroenterologista), Danielli Haddad
(cardiologista), Eduardo Nóbrega Pereira Lima (especialista
em medicina nuclear), Dario Tiferes (radiologista), David
Pares (ginecologista), Fernando Kok (neurologista),
Fernando Lopes Alberto (hematologista), Francisco Max Damico (oftalmologista),
Giovanni Cerri (radiologista), Ibraim Masciarelli (cardiologista),
José Marcelo A. de Oliveira (radiologista), Luiz Antonio
Portela (neurorradiologista), Luiz Gastão Mange Rosenfeld
(patologista), Marcos Menezes (radiologista), Marcelo
Funari (radiologista), Marcus Bolívar Malachias (cardiologista),
Mariana Ruiz (especialista em medicina nuclear), Norma Allemann
(oftalmologista), Paulo Schiavom Duarte (radiologista),
Riad Younes (cirurgião), Rita Pincerato (radiologista),
Roberto Kalil (cardiologista), Rubens Chojniak (radiologista)