BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2034

14 de novembro de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Claudio de Moura Castro
Millôr
André Petry
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
 

Esporte
Fraude na piscina

Exame antidoping flagra Rebeca Gusmão,
vencedora de duas medalhas de ouro no Pan


Roberta de Abreu Lima

Nos recentes Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, pela primeira vez o Brasil chegou ao ouro na natação feminina. Foram logo duas medalhas, ganhas pela brasiliense Rebeca Gusmão, de 23 anos. A comemoração durou pouco. Na semana passada, foi divulgado o resultado de um exame antidoping a que a nadadora se submeteu no dia da abertura dos Jogos. Deu positivo. Foi identificado em seu corpo um alto índice de testosterona, hormônio masculino que favorece o aumento da massa muscular. Rebeca se complicou ainda mais quando um teste de DNA revelou que outras amostras de sua urina, colhidas também durante a competição, na verdade pertenciam a pessoas diferentes. Ou seja: são fortes os indícios de que a atleta fraudou o exame antidoping. Os resultados dos exames confirmam as suspeitas de técnicos e outros nadadores de que Rebeca lançou mão de anabolizantes para ganhar músculos. Sua transformação física nos últimos anos é impressionante, como mostram as fotos publicadas nesta página. A nadadora se defendeu da acusação de uso de doping alegando ser portadora de ovários policísticos, um problema que causa alterações hormonais – entre elas, o aumento na produção de testosterona. Rebeca pode ser punida com a expulsão definitiva do esporte.

O caso de Rebeca se soma a vários escândalos recentes envolvendo atletas de elite com doping. No mês passado, a velocista americana Marion Jones devolveu as cinco medalhas conquistadas nas Olimpíadas de Sydney, em 2000, depois de confessar que se dopava. O ciclista dinamarquês aposentado Bo Hamburger acaba de publicar um livro em que declara não apenas que usava doping mas que todos os seus colegas de competição também o faziam. Segundo uma pesquisa realizada pelo médico americano Mark Brodersen, mais de 50% dos atletas de ponta aceitariam tomar um remédio que diminuísse sua expectativa de vida em troca de melhor desempenho.

 

Montagem sobre fotos Alexandre Cassiano/Ag. Globo e Satiro Sodré/Divulgação/CBDA

 




 

  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |