Morreu:o jornalista Celson
Franco. Em 1990, como repórter de VEJA, ele revelou
a tortura de quatro soldados por oficiais da Força
Aérea na Base de Anápolis. Franco também
trabalhou no Correio Braziliense e no Jornal do
Brasil. Dia 6, aos 56 anos, de aneurisma cerebral, em
Brasília.
Reuters/Youtube
Auvinen: o maníaco finlandês
anunciou na internet os crimes que ia cometer
Assassinados: seis alunos, a diretora do colégio
finlandês Jokela e uma de suas funcionárias pelo
estudante Pekka-Eric Auvinen, de 18 anos. Auvinen também
estudava na escola, situada na cidade de Tuusula, próxima
a Helsinque, e havia divulgado na internet oitenta vídeos
nos quais propalava sua intenção de se tornar
um serial killer. No último, anunciou o massacre
que cometeria horas depois, com uma camiseta em que se podia
ler a inscrição, em inglês: "A humanidade
é supervalorizada". Antes de ser preso pela polícia,
ele se suicidou com um tiro na cabeça. Dia 7.
Condenado:a 110 anos de cadeia pelo assassinato dos jovens Felipe
Caffé e Liana Friedenbach, Paulo César da
Silva Marques, o "Pernambuco". Ele foi considerado culpado
por homicídio, estupro, seqüestro e cárcere
privado. O casal foi brutalmente assassinado há quatro
anos na Grande São Paulo. Dos cinco assassinos, somente
"Champinha" ainda não foi julgado, pois na ocasião
do crime ele era menor de idade. Atualmente, Champinha está
internado na Fundação Casa. Dia 8, em Embu-Guaçu.
Police HO/AP
Lo Piccolo: il capo na
cadeia
Preso: Salvatore Lo Piccolo, chefe da Cosa
Nostra, a Máfia siciliana. O capo de 65 anos
compunha com Bernardo Provenzano e Antonino Rotolo o triunvirato
que comandava a organização. No ano passado,
os outros dois líderes foram presos e Lo Piccolo tornou-se
o capo di tutti i capi. Dia 5, em Carini, na Sicília.
Empossado:
o senador Marco Maciel (DEM-PE) na presidência
da Fundação Oscar Niemeyer, centro de documentação
e pesquisa que difunde informações sobre arquitetura
e urbanismo. Dia 9, no Rio de Janeiro.
Interditados:
pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
a venda e o consumo do anticoncepcional injetável Contracep,
fabricado pela EMS-Sigma Pharma. O governo identificou que
os lotes 080501-1, 080496-1 e 087359-1 desse medicamento contêm
quantidades de hormônio inferiores às necessárias
para evitar a gravidez. Dia 9, em São Paulo.
Divulgação
Arnaldo Cohen: quinze anos na
mamata
Revelado: que o pianista carioca Arnaldo Cohen
era, havia quinze anos, funcionário-fantasma da
Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Ele recebeu
durante todo esse tempo um salário de 1.445,08 reais
por mês, em valores atuais. Apesar de morar no exterior,
seu ponto era assinado diariamente. Cohen, que vive no exterior
desde a década de 80, diz que tinha acordo com os ex-secretários
de Cultura do Rio para ganhar sem trabalhar. Flagrado pelo
governo de Sérgio Cabral, o pianista se esquivou de
um pedido de demissão para não abrir mão
da boquinha. Solicitou licença temporária, sem
vencimentos. Sabe como é, vida de artista é
cheia de altos e baixos. Pode ser que, um dia, Cohen precise
do salário de barnabé. Dia 7, no Rio.