"Chávez
é um caudilho que precisa ser freado
urgentemente, sob pena de a América do Sul
ter de se submeter aos seus delírios insanos." Antonio
Fidelis Londrina, PR
Venezuela
de Hugo Chávez
Cumprimento VEJA pela
excelente reportagem "À sombra de El Supremo "
(7 de novembro), sobre Hugo Chávez e sua "democracia". Seria
importante que neste momento os brasileiros refletissem sobre a matéria
e pegassem um mapa da América do Sul para ver exatamente onde está
localizada a Venezuela do "amigo". É interessante lembrar onde
fica o amigo de Hugo Chávez que também "acertou" suas
contas com a Petrobras, Evo Morales, na Bolívia. O importante é
que VEJA vem cumprindo seu dever jornalístico de apurar e informar seus
milhões de leitores. Nós temos o dever de estar atentos ao que acontece
ao nosso lado para que não aconteça o mesmo aqui. Mônica
Ponzi Rio de Janeiro, RJ
O
senhor Chávez não mudou para pior somente a vida dos venezuelanos,
mas a de muitos brasileiros que vivem lá. Meu marido trabalha em uma multinacional
do ramo da navegação e em junho do ano passado foi transferido para
a Venezuela. Deixei meu trabalho para acompanhá-lo, e nossa filha continuou
em Santos para concluir o ensino médio. Segundo planejamos, no fim deste
ano ela seguiria conosco para estudar na Universidade Simon Bolívar em
2008. Porém, com tudo o que vem acontecendo em Caracas, onde vivemos, optamos
por sua segurança e integridade: neste momento ela acaba de se matricular
em uma universidade em Santos e ficará morando com a avó. Meu marido
e eu fomos forçados a abdicar do convívio diário com nossa
única filha por pelo menos mais um ano e meio por causa das loucuras do
governo bolivariano e da ditadura que já se instaurou na Venezuela. Mariane
Cláudio Lira de Sousa Caracas, Venezuela
Excelente
a reportagem sobre Hugo Chávez e a situação venezuelana.
Acho que a análise foi muito clara e real. Sou brasileira e venezuelana
e, neste momento, estou na Venezuela vendo e vivendo tudo o que vocês comentam.
O Brasil tem embaixador em Caracas, e não posso acreditar que esse senhor
não informe ao ministério, em Brasília, o que está
acontecendo aqui. Não entendo como o Brasil não faz absolutamente
nada. Melissa Almeida Caracas, Venezuela
Foi
em bom momento que VEJA trouxe esse assunto, para que os brasileiros reflitam
e não permitam que o mesmo venha a acontecer no Brasil, pois, com tudo
o que já está ocorrendo em nosso país, corremos um grande
risco de acabar assim também. Ulli Lane Sant Louis, Missouri,
EUA
Hugo Chávez segue à
risca o manual do ditador: restringe as liberdades individuais e, para obter apoio
popular, faz uso de medidas populistas, como é o caso da Universidade Bolivariana,
que acolhe jovens pobres que não teriam a oportunidade de ingressar em
uma universidade pública ou privada. Mas, se pensarmos bem, essa medida
por si só é contraditória, pois, se ele investisse mais nas
escolas, os estudantes teriam condições de entrar na universidade
pelo próprio esforço. Chávez é um atraso para a Venezuela
e seu povo. Tiago dos Santos Nunes Cachoeira Paulista, SP
Em
fevereiro, VEJA publicou a reportagem que tratou da Lei Habilitante, que
deu poderes ilimitados, por dezoito meses a partir de 31 de janeiro, ao golpista
fracassado, e a comparou à Ermächtigungsgesetz nazista de 1933.
Exatos nove meses após a publicação do texto, VEJA brinda
novamente seus leitores com essa excelente reportagem. O plano de Chávez,
como o de Hitler, é perpetuar-se como ditador supremo (a ideologia é
a mesma, a única coisa que os diferencia é a cor da camisa: a dos
nazistas era cinza e a dos chavistas é vermelha). E há políticos
no Brasil que chamam o ditador de "companheiro", "parceiro"
e, ainda por cima, defendem a entrada da Venezuela no Mercosul. Humberto
Viana Guimarães Salvador, BA
A
reportagem deveria servir de alerta à população brasileira
e, principalmente, a nossa frouxa oposição, para que aqueles fatos
não se repitam em nosso país. O terceiro mandato é somente
um passo a mais para a ditadura petista. Portanto, exige que o povo, os políticos
de oposição e as Forças Armadas se unam no combate a mais
esse ato antidemocrático. Acorda, Brasil, antes que seja tarde. Fernando
Fenerich São Paulo, SP
Ainda
há pouco saímos de ditaduras que se acentuaram em todo o continente
sul-americano e deixaram cicatrizes indeléveis em nossa vida. Agora, sob
os olhares temerosos de todo o povo latino-americano, Hugo Chávez implementa
esse regime ditatorial na Venezuela e nenhum país que sofreu esse revés
é capaz de se manifestar contra a impostura desse ditador demente. Mário
Lúcio Caldeira de Faria Montes Claros, MG
Preocupa
o continuísmo que permeia o pensamento político na América
do Sul. Mais ainda no Brasil, onde é sabido que o PT acalenta esse sonho.
Não há credibilidade no governo, nem no partido, para sustentar
as negativas, pálidas, da falta de interesse do presidente Lula ou do PT
em embarcar nessa aventura. É certo que Lula teve uma importante vitória
em 2006. É igualmente certo que obteve apenas 46% dos votos do eleitorado
cadastrado na ocasião. Isso não é unanimidade nem garante
pretensões golpistas. Aluizio Gonçalves Filho Salvador,
BA
Há muito me preocupa a
forma, digamos, desinibida demais com a qual o presidente venezuelano, coronel
Hugo Chávez, circula dentro e fora de seu país, sobretudo no
Brasil, em cujos assuntos internos tanto gosta de palpitar. Não bastasse
isso, eis que agora, em mais um lance de ousadia no tabuleiro de seu autoritarismo
sem limites, a que chamava de revolução bolivariana, "El
Supremo" passa goela abaixo do Congresso uma reforma constitucional
pra lá de esquisita, que lhe dá carta-branca para reeleger-se
infinitas vezes a partir de uma concentração de poderes inédita.
O que mais lhe falta? Tomar a Amazônia? A Casa Branca? Canonizar-se
à revelia do Vaticano? Gustavo H.B. Alves Freire Recife,
PE
É espantoso como políticos
do PT, inclusive Lula, que se orgulha de ter de alguma forma se oposto à
ditadura militar no Brasil, são os mesmos que adoram bajular um ditador,
seja ele de esquerda, como Fidel e Chávez, seja de direita, como os africanos.
Quando Chávez fechou a Radio Caracas Televisión, Lula e os petistas,
inclusive o ministro da Justiça, vieram dizer que se tratava de um ato
democrático. Está aí o resultado. Se a Venezuela entrar no
Mercosul, o Brasil deve sair. Não se iludam, não existe ditador
bonzinho. Ronaldo Pianowski de Moraes Curitiba, PR
Lutemos,
enquanto ainda há tempo, a fim de que o Brasil não se torne uma
Venezuela. Não precisamos de um Chávez à brasileira! Carolina
Gouveia Recife, PE
Carta
ao leitor
Fantástico o fecho da Carta
ao leitor ("No reino de El Supremo", 7 de novembro)! É, ao
mesmo tempo, objetivo, sucinto e abrangente. Dificilmente alguém poderia
colocar tanto conteúdo em frases tão curtas: "Na América
Latina, continua valendo o velho mote de que o preço da liberdade é
a eterna vigilância. Os venezuelanos se descuidaram. Deu em Chávez".
E os brasileiros? Estão atentos? Sonia M.B. Soares Por e-mail
Terceiro
mandato
Vejo com preocupação a
naturalidade com que se fala num possível terceiro mandato presidencial,
pois esse poderá ser o primeiro passo para uma ditadura ("Se colar,
colou...!", 7 de novembro). Vejam o exemplo da Venezuela. Acorda, Brasil!
Está lançada a campanha "NÃO ao terceiro mandato". Maria
do Socorro Bezerra de Moura Teresina, Piauí
Doze
anos na Presidência da República é demais. Será influência
de Chávez? A questão é que, se a proposta for a plebiscito,
Lula disputará o Planalto em 2010. As pessoas que votarem a favor da medida não
o farão porque acham três mandatos o suficiente, mas porque
esse governante é o Lula. Lula tornou-se um mito entre a classe baixa,
e esse é o preço que se paga pela democracia. Ricolas
Mejatovic Brasília, DF
Lula,
que gosta de se comparar a JK, deveria fazer como o verdadeiro estadista: informar
"oficialmente" ser contra a mudança das regras constitucionais.
Isso daria tranqüilidade a todos e aos investimentos, que necessitam de futuro
certo e definido. Edélcio Rodrigues Pereira Presidente da
Associação Comercial e Industrial Monte Carmelo, MG
Pelo
estofo moral da grande maioria dos nossos políticos, que é nenhum,
podemos concluir, sem medo de errar: o travestido de senador Renan não
será cassado, a CPMF será aprovada com a distribuição
de parte dos recursos em forma de emendas, a aviação civil continuará
um caos e Lula será aquinhoa-do com um terceiro mandato. E nós pagaremos
a conta. Waldercy Ribeiro da Cunha Minaçu, GO
Devanir
Ribeiro e seus sonhadores, com Mangabeira Unger, que cuida de assuntos estratégicos,
poderiam aconselhar Lula a, inspirando-se em Cristina Kirchner, convencer a primeira-dama
Marisa Letícia a se candidatar a sua sucessão e após quatro
anos retornar ao poder. Lula, como tem declarado, não está pensando,
ainda, em um terceiro mandato. O que realmente o está preocupando é
a possibilidade de o Corinthians ser rebaixado no Campeonato Brasileiro de Futebol. Jose Schettini Petrópolis, RJ
Pará
Ótimo
o alerta de VEJA na reportagem "Faroeste no Pará" (7 de novembro)
sobre o que faz o governo do PT em todas as esferas: promove a bagunça,
a corrupção e a vagabundagem. Se pegar a idéia do terceiro
mandato, correremos o risco de perpetuar a bandidagem patrocinada pelo estado. José
Paulo Munhoz São Carlos, SP
A
condescendência do governo PT para com os ditos movimentos sociais que invadem,
vandalizam e destroem propriedades privadas na área rural anuncia uma tragédia
da proporção de um "eldorado dos Carajás", que
poderá acontecer nos quintais da governadora Ana Júlia Carepa. A
reportagem mostra que foram ultrapassados todos os limites do aceitável
na questão da reforma agrária, principalmente quando quem deveria
zelar pela segurança no campo se exime de qualquer responsabilidade, escondendo-se
atrás de portarias suspeitas de beneficiar apenas um lado, exatamente o
mais violento da questão, obrigando os legítimos proprietários
rurais a se defender como podem, inclusive utilizando, agora com razão,
dos mesmos meios violentos empregados pelos invasores. É guerra na roça,
com certeza. Giovanni Gaiotti Dias Unaí, MG
Depois
de um ano de um governo gastador e cheio de contratações nefastas,
a governadora Ana Júlia Carepa deveria cair na real. Foi complacente com
as invasões no campo, fechando os olhos para as ações de
baderneiros e bandidos; a segurança pública, que ela tanto criticou
no governo anterior e se tornou meta para o seu governo, passou de ruim a extremamente
perigosa. A entrega de 30% do orçamento do governo do Pará
às raposas que tanto condenou e com quem vive hoje aos abraços só
lhe traz descrédito e envergonha o povo deste rico, próspero e acolhedor
estado. Ruy Lopes Tôrres Belém, PA
Até
que enfim um veículo de alcance nacional dá destaque para o grave
problema da falta de justiça no Pará. A reportagem retrata fielmente
os crimes que vêm ocorrendo no estado. Apenas uma ressalva: atualmente não
são 1.000 pessoas acampadas na Fazenda Forkilha, mas 200 homens armados
e encapuzados. Marcos Fernandes Proprietário da Fazenda Forkilha Por
e-mail
Ministério
de Minas e Energia
Ao ler a excelente reportagem
"O PMDB volta à sua mina" (7 de novembro), sobre os interesses
por trás do Ministério de Minas e Energia, o que me chamou a atenção foi
o fato de o ex-presidente José Sarney estar envolvido (direta ou indiretamente)
em mais um caso lastimoso da política brasileira. Para mim, que sou maranhense,
a presença de Sarney nesses casos já se tornou costumeira. Antônio
Soares Júnior Sítio Novo, MA
Emocionei-me
às lágrimas ao ver a foto do senador José Sarney circunspectamente
meditando sobre os graves problemas do Brasil na área das minas e energia,
tendo ao fundo um crucifixo e um retrato de Jesus. E ainda falam mal de nossos
senadores... Gilberto Geraldo Garbi Curitiba, PR
Neuto
de Conto
A entrevista em que o senador por Santa
Catarina Neuto de Conto, do PMDB, diz desejar ser senador italiano envergonha
grandemente a todos nós, catarinenses ("Ainda vou ser senador
romano", Holofote, 7 de novembro). O senador é um daqueles suplentes
sem expressão nem votos que alcançaram o posto graças à
renúncia do titular. Para compensar a trajetória de asneiras
somadas a esse sonho atravancado , ele coleciona o fato de ter votado pela
absolvição de Renan Calheiros e se diz totalmente favorável
à aprovação da CPMF por tudo o que o governo Lula fez por
Santa Catarina. Ele está deslumbrado com as obras e verbas que a União
tem enviado ao estado, contrariando seu líder maior, o governador Luiz
Henrique, que vive reclamando da discriminação que o nosso estado
sofre. Márcio Pereira Nova Trento, SC
Peço
encarecidamente ao senhor Neuto de Conto que antecipe seus "planos ambiciosos"
e não espere até 2010 para tentar uma vaga no Senado italiano. Se
ele fizer isso, eu prometo que lhe pago a passagem de ida, mas com uma condição:
que leve a Ideli junto. George E. Boos Brusque, SC
Cracolândia
Louvável
a iniciativa da prefeitura de São Paulo de revitalizar uma área
que já foi tão nobre no centro da cidade e havia muito tempo
estava abandonada ("Começou a faxina", 7 de novembro). Naquele
local existem inúmeros edifícios com valor histórico ou arquitetônico
e que estavam "perdidos" no meio de tanta sujeira. Com as mudanças
previstas, a região ficará muito mais bonita e habitável.
Esperamos que o projeto não sofra interrupção e seja concluído
no menor tempo possível. Daniel dos Santos Paraibuna, SP
Em
qualquer cidade civilizada, a vontade da maioria prevalece sobre a da minoria.
Portanto, é um absurdo deixarmos um ponto turístico da maior
cidade do Brasil ser dormitório e mictório porque o Ministério
Público, que deveria estar se preocupando com coisas mais relevantes, entende
que essas pessoas têm o direito de estar ali. Ora, e o direito de milhões
de contribuintes de IPTU, IPVA, IR, Cofins, PIS, CPMF etc., que por sinal pagam
o salário do MP? Teremos de agüentar a degradação dessas
áreas em nome do "direito" de uns poucos? Sem dúvida estamos
confundindo os papéis aqui. Alex Zornig São Paulo,
SP
Enzo Rossi
A
entrevista com o empresário Enzo Rossi (Auto-retrato, 7 de novembro) é,
de longe, a melhor entrevista sobre gestão empresarial que VEJA publicou.
Chega de ideologias e políticas econômicas que não saem do
papel! Sejamos todos como ele e acabaremos com os salários indignos. Gabriela Martelli Itapira, SP
A
postura de Enzo Rossi, homem de visão, preocupado com a qualidade de vida
de seus funcionários e, conseqüentemente, com o ambiente de trabalho
que gerencia, é um bom exemplo para os administradores. A idéia
da experiência de passar um mês como assalariado para sentir o outro
lado foi bastante interessante. Que a moda prolifere no meio empresarial e traga
resultados positivos, como aconteceu com ele. Maria Dilma Ponte de Brito Parnaíba,
PI
Educação
Não
é novidade para ninguém que a população brasileira
não sabe a localização do país no mapa-múndi.
Ora, temos várias pessoas no país que não sabem o nome do
vice-presidente, do presidente do Senado, da Câmara, a localização
dos estados no mapa etc. Enquanto continuarmos com esses governos assistencialistas,
com a educação em nível precário, como poderemos cobrar
a população? Hoje, no Brasil, o que temos é uma distribuição
de diplomas, e não de conhecimentos ("E a gente ainda goza dos americanos",
7 de novembro.). Anderson Carlos de Souza Neves Por e-mail
É
difícil acreditar que a pesquisa do instituto Ipsos seja verdadeira, mas
a considero séria, por ter sido publicada nesta revista. A ignorância
de alunos do ensino fundamental e universitário, mostrada no estudo, com
certeza nos deixa envergonhados. E, pior, tenho certeza de que essa ignorância
não ocorre somente nas matérias de conhecimentos geográficos.
Como professora aposentada do estado de São Paulo, mais que envergonhada,
fico indignada com o descaso em relação à educação
de nossos jovens. Há vinte anos, nossos alunos do ensino básico,
com toda a certeza, não nos envergonhariam dessa forma. Há décadas os políticos se
elegem prometendo trabalhar para melhorar a educação e
a saúde do povo e, depois de eleitos, tratam exclusivamente dos interesses
pessoais. Há mais tempo ainda, os governos aumentam sistematicamente
a arrecadação dos impostos, justificando a necessidade de
dinheiro para aplicar nas áreas da educação e da
saúde, e os recursos são desviados, como todos os dias
se tem notícia. Não há dinheiro nem para colocar mapa-múndi
nas salas de aula. Não há dinheiro para uma melhor formação
e qualificação dos professores. Será que o paísestá condenado a viver eternamente sob a ditadura da bandalheira? A
melhor análise dessa situação é a seguinte: povo ignorante
é mais fácil de ser enganado. Lígia Caricatti São
Paulo, capital
Cinqüenta
por cento dos brasileiros não sabem onde fica o Brasil. Até aí,
tudo bem. O que não me parece muito bom é esses 50% de brasileiros
decidirem, através do voto, o destino do país. Posso estar equivocado,
mas algo me diz que esse modelo precisaria ser revisto. Hélio
Carmo Faccin Itapecerica da Serra, SP
Gustavo
Ioschpe
O artigo de Gustavo Ioschpe ("Preocupe-se.
Seu filho é mal educado", 7 de novembro) me soou um certo radicalismo.
Principalmente quando se referiu de modo generalizado ao professor da rede particular.
Concordo que a formação pública no geral está defasada,
mas não podemos crucificar professores advindos desse sistema, colocando
esse item como único em importância na sua formação.
Nestes 27 anos, convivi com excelentes profissionais que conquistaram a confiança,
o respeito e a admiração dos alunos e de seus familiares pelo dom
de ensinar e produzir aprendizado. A grande maioria deles encontra na própria
instituição o incentivo para desenvolver uma prática educativa
que assegure o interesse dos alunos pelo saber, fazer, ser e conviver com justiça,
liberdade, paz e desenvolvimento sadio, por meio de projetos contextualizados
e inovadores. O professor é, sem dúvida, o ator principal do processo
ensino/aprendizagem, mas sabemos que um processo educacional só funciona
com o trinômio estado/escola/família. Maurício Cruz
Sampaio Diretor pedagógico do Colégio Jardim França São
Paulo, SP
Até que enfim
alguém disse o que venho falando aos pais dos meus netos, que pagam uma
enorme mensalidade de escola particular. Como acompanho o estudo deles diariamente,
vejo como são mal ensinados, que os livros são péssimos,
com matérias áridas, de pouca assimilação. Acredito
que os testes feitos pelo governo para as escolas públicas também
deveriam ser aplicados nas particulares, para mostrar que o ensino é bastante
caro e deixa muito a desejar. Rose Scaff Barueri, SP
Tenho
passado por esse pesadelo. Minha filha de 10 anos faz o 6º ano num dos melhores
colégios de Fortaleza, e isso inclui uma das maiores mensalidades. A menina
não sabe nada. É aluna do colégio desde o jardim-de-infância
e é lamentável o nível de conhecimento dela e da imensa maioria
de seus colegas de sala e estou falando isso apesar de suas notas serem
excelentes. Eles ludibriam os pais de todas as maneiras, com minitestes, gincanas,
trabalhos de equipe. As notas vão subindo, os pais achando bom, e as crianças
não aprendendo nada. Já fui várias vezes ao colégio
falar da minha aflição, mas eles dizem que é pedagogia
moderna, se as notas estão boas, tudo bem. Scheylla Riedmiller Fortaleza,
CE
Jô
Soares
Excelente a entrevista concedida por
Jô Soares a VEJA (Amarelas, 7 de novembro). Obrigado, Jô, por nos
brindar com quase meio século de alegria, exemplo de profissionalismo e
sabedoria. Você enobrece o país e nos enche de orgulho. José
Justo Salvador Açu, RN
Jô
Soares prova que é possível obter qualidade sem apelar para a vulgaridade.
Poucos programas de entrevista, e não me lembro de nenhum outro, conseguem
nos prender à poltrona falando de assuntos que não conhecemos com
pessoas sem fama. O humor de Jô Soares se perpetua, pois é o humor
da vida real, com ênfase na solução da questão satirizada.
Francisco Hyppolito Neto Mogi Guaçu, SP
Expoente de peso do humor brasileiro,
Jô nos mostra uma maneira eficaz de punir e ridicularizar
ao extremo esses políticos que nos enganam, nos roubam
e ainda nos impingem sua presença e sua retórica
enganosa em programas partidários obrigatórios,
invadindo nosso lar em horário nobre, com custos pagos
por nossos impostos. Alberto M. Reis Salvador, Bahia
Ministério
de Minas e Energia 2
A revista VEJA
publicou, em sua última edição, a reportagem
"O PMDB volta à sua mina" (7 de novembro), na qual
cita dirigentes da empresa Alcoa "como tradicionais doadores
de campanha da família Sarney". Acredito que toda generalização
é perigosa, e a forma como a matéria foi tratada
permite ao leitor tirar conclusões em cima de informações
que não procedem. Nesse sentido, esclareço que
jamais recebi dinheiro da Alcoa para campanha política.
José Sarney
Filho Deputado federal (PV-MA) Brasília, DF
A propósito
da reportagem "O PMDB volta à sua mina", a Alcoa nunca
fez nem faz doação de campanha a nenhum integrante
da família Sarney ou a nenhum outro político
brasileiro. Ainda que a legislação da maioria
dos países democráticos permita, a Alcoa optou
por não contribuir, direta ou indiretamente, para tais
campanhas. Essa opção está muito bem
delineada no código de conduta de negócios da
companhia. A norma está expressa também na política
de relações governamentais da Alcoa América
Latina, que pode ser consultada no endereço www.alcoa.com.br.
Nemércio Nogueira Diretor de assuntos institucionais
Alcoa América Latina São Paulo, SP
Terceiro mandato
2
Apresentei a emenda
da reeleição ao mesmo tempo que propus a implantação
do voto distrital misto e da fidelidade partidária.
Não foi um ato isolado, atendendo a interesses específicos
do poder de plantão. A emenda da reeleição
estabelecia esse direito para as três esferas de poder:
municípios, estados e governo federal, não atendendo
à solicitação ou ao interesse do então
presidente Fernando Henrique. Como homem público e
cidadão, sou frontalmente contrário à
proposta de um terceiro mandato, principalmente para presidente
da República ("Se colar, colou...!", 7 de novembro).
José Mendonça
Bezerra Filho Recife, PE
Veja essa
O deputado federal
Devanir Ribeiro (PT-SP), autor do projeto que permite ao atual
presidente disputar um terceiro mandato, disse: "Até
agora, ninguém me pediu para desistir" (Veja essa,
7 de novembro). Pois bem, senhor deputado, eu lhe peço
que desista dessa idéia absurda de um terceiro mandato.
Oito anos de governo são mais do que suficientes para
qualquer governante. Mais do que isso é querer se perpetuar
no cargo. E isso nós não queremos para o Brasil.
Daniel dos Santos Paraibuna, SP
Cracolândia
2
Em relação
à nota publicada "O reino dos mendigos" ("Começou
a faxina", 7 de novembro), o Ministério Público
do Estado de São Paulo esclarece que a instituição
zela pelo direito de ir e vir de todos os cidadãos,
entre eles, os moradores de rua. Por outro lado, postula perante
os poderes públicos instituídos medidas efetivas
destinadas ao aumento e à capacitação
dos agentes públicos que realizam a abordagem dessa
população, bem como a construção
de albergues e moradias dignas. Rodrigo César
Rebello Pinho Procurador-geral de Justiça
do estado de São Paulo São Paulo, SP
Gerúndio
Muito boa a reportagem
de André Petry sobre o gerúndio ("Acusando,
culpando e errando", 31 de outubro), mas não procede
o exemplo de que Camões utilizou "Cantando espalharei
por toda parte" (Canto I, estrofe 2, verso 7), em lugar de
"A cantar espalharei por toda parte", porque, "no seu tempo,
nem os portugueses usavam essa forma de falar, denominada
infinitivo gerundivo". É possível que tenha
sido isso, mas há uma imposição do ritmo
(predominantemente heróico, com pausa na sexta sílaba
poética) e da métrica de Os Lusíadas.
A segunda opção não foi sequer pensada,
pois o verso ficaria com onze sílabas, quebrando o
ritmo e destoando do verso decassílabo, clássico
por excelência, escolhido como metro para os 8 816 versos
do poema. Milton Marques Júnior João Pessoa, PB
Millôr
Brincando, nosso
querido Millôr fala de coisas sérias e dá
ao "companheiro Lula" sábios conselhos ("Carta ao companheiro
e comandante", 7 de novembro). Liberar já! Liberar
geral! Vamos acabar com os traficantes de vez. Vamos partir
do princípio de que cada cidadão é responsável
por seus atos. Marina de Paula Trindade Maceió, AL
Mainardi e
o lulismo
A imundície
não continua lá, ela impera lá. A cada
dia Rui Barbosa é mais atual, a cada hora aumentam
as decepções, que abalam nossa fé. Parece
que estamos perdendo a guerra. Caro Diogo, continue sua luta,
as pessoas de bem necessitam de um bom porta-voz ("A imundície
continua lá", 7 de novembro). Maurício Carlos
Grando Caçador, SC
Roberto Pompeu
de Toledo
Morei durante quatro
anos ininterruptos na Espanha e concordo em gênero,
número e grau com Roberto Pompeu de Toledo quando descreve
a triste situação do separatismo na Espanha.
Só não concordo quando diz que "nenhum catalão
deixará de falar espanhol com um estrangeiro". Hoje
em dia, é cada vez maior o número de universidades
catalãs que ministram suas aulas exclusivamente no
idioma local, deixando em difícil situação
os estudantes provenientes de outros países que as
freqüentam. A desculpa é sempre a mesma: espanhol
e catalão são ambos idiomas oficiais nessas
comunidades autônomas. Então o jeito é
tratar de aprender o idioma ou nada feito. Gisele Mendes de Carvalho Maringá, PR
As capas de
VEJA
Interessante como
se parecem as duas últimas capas de VEJA: edições
2 032 e 2 033. A primeira traz uma maçã vermelha
sobre um fundo claro; a segunda, um quepe vermelho sobre um
fundo claro. Mas as coincidências não param por
aí: a maçã da primeira capa ilustra a
reportagem sobre essa terrível doença que é
o diabetes. Já o quepe também representa uma
"doença", com certeza até mais terrível
do que o diabetes. O nome? Hugo Chávez. Ela já
corroeu a Venezuela e tenta levar seus males para toda a América
do Sul. Marcus Santos Plínio Vitória da Conquista, BA
CORREÇÕES:
Jânio Quadros ocupou a Presidência da
República de 31 de janeiro de 1961 a 25 de agosto do
mesmo ano, e não como informou a reportagem "Se colar,
colou...!" (7 de novembro). O Parque do Superagüi
fica no litoral norte do Paraná, e não no norte
do estado, como publicado na reportagem "Ocaso dos primatas"
(7 de novembro).
Fantasma e ectoplasmas
A
foto do mistério: movimento e luzes criaram imagens fantasmagóricas
A
leitora Cibelle Vidal escreve um e-mail em que aponta um mistério na reportagem
"O PMDB volta à sua mina" (7 de novembro): "A foto que está
na página 77 tem algo estranho. Aparece em pé a figura de um menino
de quem sai uma luz forte. Onde há uma menina sentada, há um outro
rosto que parece ser de um homem. Acho que não perceberam esse detalhe
ao colocar essa foto". Francisco Ferreira também notou: "Bem
no centro da imagem tem um foco amarelo e por trás dele há uma pessoa,
mais parece uma criança olhando para as pessoas que estão sentadas.
Vocês poderiam explicar o que aconteceu?". "Espero que seja apenas
um defeito na foto", disse outro leitor, que se assina apenas Freire. "Que
tal mandar algum especialista em espiritualidade analisar? Vejo na foto que
há quatro pessoas sentadas; porém, é possível visua-lizar
uma outra em pé. Está absorvendo o ectoplasma do rapaz sentado de
camiseta amarela? Ou é algum recurso fotográfico?", pergunta
Cristiana Torreão. Os fantasmas (ou ectoplasmas?) que aparecem na foto
são apenas efeitos do movimento da câmera conjugado com o jogo de
luzes local. Os leitores podem ficar tranqüilos, pois não há
mistério a desvendar.
Gisele e o euro
Fernanda
Calfat/Getty Images
A
nota de VEJA e a repercussão: Gisele esnobou o dólar
Demorou
um pouco, quase dois meses, mas na semana passada ganhou o mundo a revelação
feita por Lauro Jardim, na coluna Radar de VEJA, sobre a exigência da modelo
brasileira Gisele Bündchen ao fazer um contrato de publicidade com a Pantene.
O impulso inicial foi dado pela agência de notícias americana Bloomberg,
especializada em assuntos financeiros. Em questão de horas a notícia
preencheu a globosfera e os sites na internet dos grandes jornais em dezenas de
países. A revelação do Radar logo chegou também ao
Brasil e foi notícia em quase todos os órgãos noticiosos.
A repercussão mundial da nota publicada por VEJA se deve, em primeiro lugar,
ao status de estrela internacional conquistado por Gisele. Deve-se também
à credibilidade de VEJA, cujas notícias são, disparado, campeãs
nos rankings de citações em publicações estrangeiras.
Um terceiro fator ajudou a nota a entrar com tanto vigor na corrente mundial de
notícias. Os editores de finanças tiveram na semana passada justamente
a incumbência de explicar a seus leitores as razões pelas quais os
grandes fundos de investimento estavam desfazendo-se de dólares e aumentando
suas reservas em euro. Nada mais óbvio do que ilustrar uma notícia
tão árdua com a foto de uma deusa da beleza. E tome Gisele nas páginas
econômicas. Temeroso da antipatia que a notícia podia gerar para
a imagem de sua cliente nos Estados Unidos, o agente de Gisele ensaiou um desmentido
tímido. A informação é verdadeira.
O jequitibá santa-ritense
Os
leitores Francisco Mário Viotti Bernardes, Miguel Rosin, Débora
Zanduzzo Rigoto, Décio Marques Figueiredo Júnior leram orgulhosos
a reportagem "Espécies que desafiam os séculos" (7 de
novembro) e escreveram à redação para dizer que o jequitibá-rosa
que ilustra as páginas 134 e 135 é um legítimo santa-ritense,
"nascido, preservado e admirado nas terras de Santa Rita do Passa-Quatro".
Não menos orgulhoso, o leitor José Alberto Tavares Zerbatto sugere:
"Se alguém perguntar quantos anos tem e de que espécie é
a árvore mais velha do Brasil, mostre-lhe a reportagem de VEJA. Mas, se
lhe perguntarem onde fica essa maravilha, res-ponda: fica em Santa Rita do Passa-Quatro,
uma maravilha do interior de São Paulo". "Santa Rita do Passa-Quatro,
no estado de São Paulo, é uma cidade pequena, com pouco mais de
25 000 habitantes, e às vezes carente da devida atenção
e divulgação", explicou Francisco Silva Ruiz, morador da cidade
onde está locali-zado o Parque Estadual de Vassununga, morada do velho
jequitibá-rosa de mais de 3 000 anos.