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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]
Novos ares (e preços) na ponte aérea A Gol já tem data para estrear no filé mignon das rotas da aviação brasileira, a ponte aérea RioSão Paulo. Será em janeiro. Na semana passada, o DAC deu o o.k. aos pilotos da empresa para decolar e pousar nos aeroportos de Santos Dumont e Congonhas, depois de uma intensa bateria de testes. Agora, o que interessa ao usuário: os preços serão mais baixos que os da concorrência.
O PT em linha com Armínio Em nova rodada de conversas com investidores pesos pesados, Guido Mantega e Aloizio Mercadante, os expoentes econômicos do PT, garantiram que o calote da dívida pública é coisa do passado. Está fora de discussão num eventual governo de Lula. E acenaram com a manutenção de um dos cânones da política econômica de Armínio Fraga: as metas de inflação. Mais um pouco, resolvem conservar Pedro Malan no cargo... Quem tira o emprego de quem? Volta e meia os sindicatos e o Ministério do Trabalho mostram-se preocupados com a quantidade de estrangeiros que desembarcam para trabalhar em empresas multinacionais. Eles podem estar rifando emprego de brasileiros. A inquietação é justa. Mas é prudente tirar dessa contabilidade a GM do Brasil. Lá, trabalham cinqüenta executivos estrangeiros. Só que há 82 executivos brasileiros da companhia em dezenas de GMs mundo afora.
Mudança de planos O sentimento que se vai firmando entre vários amigos de ACM é que ele sairá candidato ao governo da Bahia, e não ao Senado. Estratégia conjunta José Serra tem garantido aos mais próximos que todos os seus últimos passos políticos têm sido dados de comum acordo com FHC. Marketing amazônico Com o apoio de FHC, a deputada Rose de Freitas apresenta neste mês um projeto de lei que obrigará a Presidência da República a transferir durante uma semana por ano o governo para a Amazônia. A idéia é mostrar ao Brasil e ao mundo a importância que o país dá à região. Presidente e ministros despacharão lá, no melhor estilo "A Amazônia é nossa".
Eterna insatisfação O conselho da Anatel se reúne nesta semana para afrouxar as metas que as companhias telefônicas estavam obrigadas por lei a atingir desde que foram privatizadas. Ainda assim, espera-se chororô das empresas. Um pode ser igual a quatro A Anatel resolveu contratar uma consultoria e promover audiência pública para ajudá-la a decidir uma questão que vale milhões de dólares na implantação da TV digital nas emissoras abertas. Quer definir se faz como nos EUA, onde cada emissora aberta poderá operar concessões de quatro canais digitais, ou se segue o modelo europeu, no qual uma concessão atual continua valendo uma digital. Ou seja, se for como nos EUA, a Globo ou o SBT, por exemplo, poderão operar quatro canais abertos diferentes em cada cidade.
Índio quer apito e quarto grande A Vale do Rio Doce ampliou o hospital que a empresa mantém em Carajás. Até aí, nada demais. Exceto pelos dois monumentais quartos que acaba de inaugurar. Além do leito do doente, o quarto tem outras sete camas para acompanhantes. Eles servirão para pacientes vindos da tribo dos xikrin, que habita a região. Quando índio se interna, a família inteira fica junto do doente. Vai filho, irmão, irmã, sogro, sogra, cunhado...
Mar para poucos O metro quadrado na orla de Trancoso, na Bahia, onde vários ricos e famosos já têm suas casas, bateu a casa dos 6.000 dólares.
Garantia de fábrica Bebês com registro de fabricação. A idéia está prestes a virar lei no país. Um projeto já aprovado pelo Senado obriga hospitais e maternidades a emitir um documento no qual constarão as impressões digitais da mãe e do pezinho do filho. Não chega a ser novidade. Já há até hospitais públicos que fazem a identificação de DNA antes de liberar a criança. A diferença é que agora vai virar regra geral, para evitar seqüestros e trocas na maternidade. Sem isso, não será possível conseguir certidão de nascimento.
O Leão ataca a Coca e a AmBev A Receita Federal anuncia nesta semana uma medida que estragará o fim de ano da Coca-Cola e da AmBev. Vai cortar todos os benefícios fiscais das fábricas de concentrado de refrigerante que as duas empresas possuem em Manaus. Está se falando de 400 milhões de dólares anuais que passarão para a boca do Leão a partir de agora.
As memórias da embaixatriz Assim que desembarcar de vez no Brasil, vinda da embaixada em Roma, Lúcia Flecha de Lima começa a escrever um livro de memórias e estilo, encomendado pelo editor Pedro Paulo de Sena Madureira.
Colaboraram:
Daniela Pinheiro e Liege Albuquerque
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